"Que PROVEITO tem o homem, de todo o seu TRABALHO, que faz DEBAIXO DO SOL? - "O que foi é o que há de ser; e o que se fez, isso se tornará a fazer; não há NADA DE NOVO debaixo do sol". "Vês isto, é novo? Já foi nos séculos passados, que foram antes de nós" de Eclesiastes 1:3,9,10.
Por mais que algo pareça novo, na verdade, tudo já aconteceu antes e a vida é um ciclo repetitivo de eventos e experiências sob o sol, sem nada verdadeiramente inédito ou duradouro.
A frase "debaixo do sol" é citada 27 vezes no livro de Eclesiastes, aparecendo em 27 versículos diferentes, para enfatizar a perspectiva humana e terrena de que as atividades e buscas da vida, vistas isoladamente, são "vaidade" ou sem sentido.
"Debaixo do sol" em Eclesiastes é uma expressão chave que indica a condição humana e as atividades terrenas, enfatizando a vaidade, futilidade e repetição da vida sem Deus, onde tudo é passageiro e sem sentido duradouro, como "correr atrás do vento".
Apesar do trabalho e esforço, conclui-se que nada é verdadeiramente novo e que a vida se resume a ciclos de esforço e perda sem um propósito eterno.
A frase "debaixo do sol" é a moldura para a filosofia de Eclesiastes: uma exploração da vida humana, suas alegrias e tristezas, seus esforços e sua mortalidade, sob a luz do sol, mas sem a perspectiva eterna, revelando a natureza passageira e, muitas vezes, sem sentido de tudo o que se faz na terra.
O livro de Eclesiastes, escrito pelo "Pregador" (tradicionalmente associado ao Rei Salomão), explora a futilidade ("vaidade") das coisas humanas.
O autor observa que os acontecimentos se repetem: o sol nasce e se põe, o vento gira, os rios vão para o mar, e os mesmos padrões de alegria e sofrimento se repetem nas gerações humanas.
Portanto, quando você vê algo que parece "novo", a realidade é que aquilo é apenas uma repetição de algo que já existiu antes, sem trazer uma mudança fundamental ou duradoura à condição humana.
É uma reflexão sobre a monotonia e a falta de originalidade das experiências humanas, sugerindo que, em um sentido mais profundo, nada é verdadeiramente novo sob o sol.
Em Eclesiastes 1:13 (ACF) diz: "E apliquei o meu coração a esquadrinhar, e a informar-me com sabedoria de tudo quanto sucede debaixo do céu; esta enfadonha ocupação Deus deu aos filhos dos homens, para nela os exercitar".
O versículo descreve o sábio (Salomão) dedicando-se com sabedoria a entender todas as coisas na Terra, percebendo essa tarefa como um trabalho árduo e cansativo que Deus deu à humanidade para exercitar suas mentes.
O autor se propôs a usar a sabedoria para entender a fundo tudo o que acontece no mundo. Mas que no final revela a futilidade e vaidade das coisas sob o sol, levando à conclusão de que tudo é "vaidade e aflição de espírito" (versículo 14). E conclui que essa busca por sentido e conhecimento é uma "enfadonha ocupação" ou "fardo pesado", uma tarefa árdua dada por Deus aos homens para que se ocupem nela.
Este versículo prepara o terreno para a famosa conclusão do livro: que, apesar de todo o esforço e sabedoria, tudo sob o céu é "vaidade" (inútil, passageiro como vapor).
A música "Intet er nytt under solen", de Åse Kleveland, que representou a Noruega na Eurovisão de 1966, significa "Nada é novo debaixo do Sol", (referência bíblica, Eclesiastes 1:9), com a letra abordando a universalidade das experiências humanas, a tristeza e a sabedoria que vêm com a idade, mostrando que os problemas e sentimentos de uma pessoa são os mesmos de outras, mesmo que pareçam únicos, sendo um clássico da música norueguesa com uma mensagem de empatia.
A canção fala sobre um homem velho que já viu e viveu muitas coisas, expressando que as dores, alegrias e desafios que as pessoas enfrentam são repetidos ao longo do tempo, sendo uma reflexão sobre a condição humana e a conexão entre gerações.
Eclesiastes 1:13 é o ponto de partida da reflexão do autor sobre a futilidade da vida e do trabalho humano quando não há um propósito eterno.
O propósito eterno, em Eclesiastes, está ligado à ideia de que Deus colocou a eternidade no coração humano, temos anseio inato por algo maior, duradouro e uma vida de significado.
Embora não possamos compreendê-la totalmente, Deus fez tudo belo em Seu tempo certo, revelando que a vida transitória (debaixo do sol) tem seu valor ao praticar o bem e desfrutar das dádivas de Deus.
O sentido final e duradouro está em Deus, que julgará e cuida de tudo, tornando a reverência a Ele fundamental diante da vaidade da vida terrena.
"Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu" (Eclesiastes 3:1-8). Isso mostra que Deus rege os eventos da vida, com momentos para nascer, morrer, chorar, rir..., e que essas fases têm um propósito divino, mesmo que não o entendamos.
Deus "pôs até mesmo eternidade no coração deles" (humanos), (Eclesiastes 3:11), mas a razão humana não consegue compreender a obra completa de Deus. Isso aponta para uma busca inata por algo além do tempo e da experiência finita.
A melhor coisa para o homem é ser feliz, fazer o bem e desfrutar das dádivas de Deus (comer, beber, trabalhar), pois isso é um presente divino (Eclesiastes 3:12-13).
A compreensão da transitoriedade leva à valorização do tempo presente e à alegria nas obras, como dádiva (presente) de Deus.
"Eu sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente" (Eclesiastes 3:14-15). As ações humanas são temporárias, mas as obras de Deus são eternas. Ele busca que as pessoas o temam e cuida do que já passou, para que não nos prendamos à vaidade.
O "propósito eterno" não é algo que o homem pode alcançar ou definir por si mesmo. É Deus quem o estabelece. O livro conclui em Eclesiastes 12:13 que, diante da vaidade de tudo "debaixo do sol", o verdadeiro propósito é temer a Deus, guardar Seus mandamentos e desfrutar da vida como um dom, sabendo que Ele é eterno e que tudo será julgado.
O Juízo Final é referido em Eclesiastes 12:14. A importância dessa verdade é reforçada pelo fato de que Deus trará tudo a juízo, tornando a obediência e o temor indispensáveis para uma vida plena.
Eclesiastes ensina que, por trás de todas as buscas e realizações passageiras, o propósito duradouro e verdadeiro da vida é viver em relação correta com o Criador, encontrando n'Ele a verdadeira realização.
De acordo com Eclesiastes, a relação correta com Deus se resume em temê-Lo, guardar Seus mandamentos e reconhecer Sua soberania sobre todas as coisas, inclusive o julgamento final.
A mensagem principal do livro: "De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque este é o dever de todo homem. Porque Deus há de trazer a juízo toda obra e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau" (Eclesiastes 12:13-14).
Qual é o proveito do seu trabalho de todos os dias? que benefício, utilidade, benefício, vantagem, resultado... A frase remete a outra muito semelhante em Mateus 16:26, Marcos 8:36: "que proveito tem o homem ganhar o mundo inteiro" (ou "que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma?"
E, significa que todos os ganhos materiais, fama, poder e prazeres terrenos são temporários e sem valor comparados à vida eterna e espiritual da alma, que é a parte mais preciosa do ser humano e tem valor incomensurável para Deus, sendo mais valiosa que todas as riquezas e conquistas do mundo.
O "proveito" é zero, pois o que se ganha é passageiro e o que se perde (a alma/vida verdadeira) é eterno, não havendo nada que possa resgatá-la depois, ressaltando a importância de priorizar a salvação e o relacionamento com Deus.
Trio R3 - Eclesiastes 3 - 2017
Rayane, Rony e Rayssa

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