sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Estamos de Pé (Salmo 20)



O Salmo 20 é uma poderosa oração de intercessão, tradicionalmente utilizada para pedir a bênção e o socorro de Deus em momentos de angústia ou antes de grandes desafios.

Pontos centrais desta passagem bíblica:

          ¹ O Senhor te ouça no dia da angústia, o nome do Deus de Jacó te proteja. Salmo 20:1

1. Socorro Divino: O salmo começa com o desejo de que o Senhor responda no dia da tribulação e que o nome do Deus de Jacó proteja quem clama.

a). "dia da tribulação": 

O "dia da tribulação" na Bíblia refere-se a um período futuro de sete anos de angústia sem precedentes e julgamento divino sobre a Terra, ocorrendo após o Arrebatamento. Caracterizado por desastres, guerras e perseguição, visa punir o mal e preparar Israel. Salmo 20:1 invoca proteção divina nesse tempo.

Definição: É uma crise mundial, frequentemente chamada de "tempo de angústia de Jacó" ou "Grande Tribulação" nos seus últimos 3,5 anos.

Contexto Bíblico: Mateus 24:21-22 e Marcos 13:19 descrevem-na como uma tribulação inigualável na história, que seria fatal se não fosse encurtada por Deus.

Embora seja um período de ira, também é visto como um tempo em que a graça de Deus alcançará pessoas que se converterão durante a perseguição (santos da tribulação). A Bíblia enfatiza a preparação espiritual contínua e a confiança na proteção de Deus.

b) "tempo de angústia de Jacó" ou "Grande Tribulação":

O "tempo de angústia de Jacó" (Jeremias 30:7) e a "Grande Tribulação" (Mateus 24:21) referem-se, em grande parte, ao mesmo período escatológico de sete anos de sofrimento sem precedentes. É a 70ª semana de Daniel, marcada pelo reinado do Anticristo e pela ira de Deus sobre o mundo, focando na purificação final e conversão de Israel.

Pontos Chave sobre o "Tempo de Angústia de Jacó" e "Grande Tribulação":

Definição e Nomes: Ambos descrevem a mesma época final, frequentemente dividida em duas fases de 3,5 anos (42 meses), com a segunda metade sendo a mais intensa. Outros nomes incluem "Dia do Senhor" e "Septuagésima Semana".

Tempo de Angústia de Jacó (Foco em Israel): Este termo, originado em Jeremias 30:7, destaca o sofrimento intenso da nação de Israel e do povo judeu. É o período em que Israel é preparado para finalmente reconhecer Jesus como Messias.

Grande Tribulação (Foco Mundial): Refere-se ao juízo de Deus sobre a humanidade que rejeitou a Deus, caracterizado por catástrofes, perseguição do Anticristo e as pragas do Apocalipse.

A profecia das 70 semanas de Daniel (Dn 9:24-27) é um cronograma escatológico de anos (semanas/dias/anos) destinado ao povo judeu e Jerusalém. Dividida em 7, 62 e 1 semana, ela previu a reconstrução da cidade, a vinda e morte do Messias (após 69 semanas) e eventos futuros do fim dos tempos, como a aliança do Anticristo.

Divisão da Profecia (Daniel 9:24-27)

7 semanas (anos): Tempo para reconstrução de Jerusalém e suas praças em "tempos angustiosos".

62 semanas (anos): Período entre a reconstrução e a manifestação do Messias.

1 semana (anos): A última semana, comumente interpretada na escatologia como a Tribulação.

No meio dela, o Messias morreria (nas 69 semanas) ou, na interpretação futurista, o Anticristo quebraria uma aliança e faria cessar o sacrifício.

Significado dos Períodos

A contagem: Começa com a ordem para restaurar Jerusalém, culminando no "Ungido, o Príncipe".

O Ungido: Acredita-se que seja Jesus Cristo, que foi "cortado" ou morto após as 62 semanas (totalizando 69 semanas ou anos).

A última semana: Frequentemente entendida como um período futuro de anos de tribulação, onde um "príncipe que há de vir" (Anticristo) fará uma aliança com Israel e a quebrará na metade.

Objetivo: Cessar a transgressão, dar fim aos pecados, expiar a iniquidade e trazer a justiça eterna.

Essa profecia é central para entender a cronologia messiânica e os eventos finais na teologia cristã.

Contexto Escatológico:

Ocorre após o arrebatamento da Igreja, na visão pré-tribulacionista. Inicia com a confirmação de uma aliança de paz com Israel pelo "homem da perdição" (Anticristo).

No meio dos sete anos, o Anticristo quebra a aliança e exige adoração, iniciando a "Grande Tribulação".

Propósito: Purificar Israel, punir o mundo pecador e preparar o cenário para a Segunda Vinda de Cristo e o estabelecimento do Reino Milenar.

Embora todos sofram, o "tempo de angústia de Jacó" enfatiza a angústia específica de Israel, enquanto a "Grande Tribulação" destaca a angústia global.

c). "o nome do Deus de Jacó":

O "Deus de Jacó" representa o Deus da aliança, transformação e graça, que escolhe indivíduos imperfeitos (como o enganador Jacó) para realizar Seus propósitos. Essa expressão destaca a fidelidade divina em sustentar Seu povo através de gerações, transformando Jacó em Israel ("príncipe de Deus" ou "o que luta com Deus").

Significados Chave:

Deus da Transformação e Graça: Diferente de Abraão (o pai da fé) ou Isaque (o herdeiro), Jacó representa o ser humano falho que é transformado pelo poder divino. Indica que Deus age na vida de pessoas com passado enganoso ou difícil, mudando seu caráter.

Aliança e Continuidade: Faz parte da tríade "Deus de Abraão, Isaque e Jacó", reafirmando a promessa contínua feita aos patriarcas.

Deus de Israel: Após lutar com Deus e ter seu nome mudado para Israel, o título reafirma que Deus é o protetor da nação, prevalecendo sobre as fraquezas humanas.

Deus mudou o nome de Jacó para Israel. Essa mudança ocorreu após Jacó lutar com um anjo (enviado por Deus) e abençoá-lo, simbolizando uma transformação de "enganador" para um "príncipe de Deus" ou "aquele que luta com Deus".

A mudança é relatada em Gênesis 32:28 e reforçada em Gênesis 35:10. Nome original: Jacó ("aquele que segura o calcanhar"). Novo nome: Israel (significando que ele lutou com Deus e venceu/prevaleceu).

Contexto: O evento ocorreu em Peniel, após Jacó temer o reencontro com seu irmão Esaú. Após esse episódio, Deus confirmou que ele seria pai de uma grande nação e descendência.

Deus de Dependência: A experiência de Jacó em Penuel, onde ficou coxo, simboliza que a verdadeira força vem de depender da graça de Deus, não da própria capacidade.

O termo "Deus de Jacó" invoca a proteção e a fidelidade de Deus, sendo um retrato da restauração divina.

2. Apoio do Santuário (v. 2-3): Pede que o auxílio venha do santuário e que Deus se lembre de todas as ofertas e sacrifícios apresentados.

          ² Envie-te socorro desde o seu santuário, e te sustenha desde Sião. ³ Lembre-se de todas as tuas ofertas, e aceite os teus holocaustos. (Selá.) Salmo 20:2,3

Estes versículos do Salmo 20:2-3 são uma oração de intercessão, provavelmente proferida em favor de um líder ou rei (como Davi) antes de uma batalha, pedindo a intervenção divina, proteção e aceitação dos sacrifícios de adoração. Eles clamam por socorro do santuário, sustentação de Sião e aprovação divina.

Significado e Contexto

Socorro e Sustentação (v.2): Pede que Deus envie ajuda direta do Seu lugar santo (santuário/Sião). Refere-se à intervenção no "dia da angústia".

Ofertas e Holocaustos (v.3): Indica que, antes de buscar a vitória, houve adoração e consagração ("ofertas/holocaustos"), pedindo que Deus se lembre e aceite a devoção.

"Selá": Uma pausa musical ou reflexiva, comum nos Salmos, indicando para meditar no que foi dito.

Contexto: O Salmo 20 é um clamor para que o Senhor responda ao Seu ungido, oferecendo proteção e força. Este texto é frequentemente usado como uma promessa de que Deus protege, sustenta e aceita o adorador que confia nEle em momentos de crise.

3. Confiança em Deus vs. Homens: O versículo mais famoso (v. 7) destaca a diferença de fé: "Uns confiam em", "e outros em", "mas nós...".

         ⁴ Conceda-te conforme ao teu coração, e cumpra todo o teu plano. ⁵ Nós nos alegraremos pela tua salvação, e em nome do nosso Deus arvoraremos pendões; cumpra o Senhor todas as tuas petições. ⁶ Agora sei que o Senhor salva o seu ungido; ele o ouvirá desde o seu santo céu, com a força salvadora da sua mão direita. ⁷ Uns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós faremos menção do nome do Senhor nosso Deus. ⁸ Uns encurvam-se e caem, mas nós nos levantamos e estamos de pé. Salmo 20:4-8.

Os versículos de Salmos 20:4-8 trazem uma oração de intercessão e confiança no auxílio divino. Eles destacam o desejo de que Deus realize os planos e petições do ungido, a celebração da vitória em nome do Senhor e a escolha de confiar no poder de Deus, em vez de recursos humanos ou força militar.

Pontos chave de Salmos 20:4-8 (ARC):

Aprovação Divina (v.4): É um pedido para que Deus conceda os desejos do coração e realize os projetos alinhados à sua vontade.

Celebração e Fé (v.5): A confiança de que, ao buscar a Deus, a vitória é certa, resultando em alegria e triunfo (arvorar pendões).

Intervenção do Senhor (v.6): A certeza de que Deus salva seu ungido com o poder da sua destra (mão direita), respondendo desde o céu.

Confiança Superior (v.7): O contraste entre confiar em recursos terrenos ("carros" e "cavalos") e a atitude de confiar no nome do Senhor, nosso Deus.

Permanecer em Pé (v.8): enquanto alguns se encurvam e caem sob o peso das dificuldades ou por confiarem em si mesmos, o salmista afirma que aqueles que confiam no nome do Senhor se levantam e se mantêm firmes. A promessa foca na superação. Mesmo diante de batalhas inevitáveis, o poder de Deus permite que o fiel não desista e fique de pé.

"Nós nos levantamos e estamos de pé"

Significa superar adversidades, resistência e firmeza na fé, simbolizando a capacidade de se erguer após momentos difíceis, representa a postura de não desistir, confiando no poder divino em vez das circunstâncias e a recusa em permanecer prostrado (caído) diante de problemas, mantendo a postura de pé (firmeza).

Indica prontidão, disponibilidade e posicionamento ativo diante de um desafio ou na oração. Em essência, a frase exalta a vitória sobre o "dia mau", a superação do passado e a permanência na vontade de Deus.

Esses versículos, reforçam a vitória espiritual sobre as limitações humanas. destacando o contraste entre aqueles que confiam em recursos humanos (cavalos/carros) e caem, versus os que confiam em Deus e permanecem de pé, firmes e vitoriosos.

            "Porque sete vezes cairá o justo, e se levantará; mas os ímpios tropeçarão no mal," - Provérbios 24:16 é uma mensagem de resiliência, esperança e perdão divino, pois afirma que, embora o justo possa cair várias vezes devido à sua natureza humana, Deus lhe dá forças para se levantar e recomeçar, diferentemente dos ímpios que tropeçam no mal. 

Outros versículos bíblicos sobre estar de pé (firme):

1 Coríntios 10:12-13: "Assim, aquele que considera estar de pé, cuide‑se para que não caia!"

Salmos 26:12: "Os meus pés estão firmes em terreno plano; nas congregações bendirei ao Senhor".

Efésios 6:13: "Portanto, tomem toda a armadura de Deus, para que possam resistir no dia mau e, depois de terem feito tudo, permanecer firmes".

2 Coríntios 4:8-9: "De todos os lados somos pressionados, mas não desanimados; ficamos perplexos, mas não desesperados; somos perseguidos, mas não abandonados; abatidos, mas não destruídos".

Lucas 21:36: "Estejam sempre atentos e orem para que vocês possam escapar de tudo o que está para acontecer e estar em pé diante do Filho do homem".
 
Miqueias 7:8 (Esperança na escuridão): "Não te alegres contra mim, ó inimiga minha; quando eu cair, levantar-me-ei; quando me sentar nas trevas, o Senhor será a minha luz."

Salmo 37:23-24 (O sustento de Deus): "Os passos de um homem bom são confirmados pelo Senhor... Se cair, não ficará prostrado, pois o Senhor o segura pela mão."

Eclesiastes 4:10 (Levantar o companheiro): "Porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas ai do que estiver só; pois, caindo, não haverá outro que o levante."

Salmo 145:14 (Deus levanta os abatidos): "O Senhor sustenta a todos os que caem, e levanta a todos os abatidos."

2 Coríntios 4:8-9 (Abatidos, mas não destruídos): "Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desesperados. Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos."

Salmo 40:2 (Retirado do poço): "Tirou-me duma lagoa horrível, dum charco de lodo, pôs os meus pés sobre uma rocha, firmou os meus passos."

Salmo 34:19 (Livramento do justo): "Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor o livra de todas."

Essas passagens reforçam que a queda não é o fim, mas uma oportunidade para experimentar a restauração e a graça de Deus, incentivando a perseverança. Enfatizam a vigilância espiritual, a confiança na força de Deus e a perseverança na fé. A mensagem central de alicerçar a fé e perseverança em Deus, indica que o socorro divino fortalece os fiéis no dia da batalha.

4. Vitória e Celebração: Termina com uma nota de confiança na vitória e na salvação que vem do "Ungido" de Deus.

          ⁹ Salva-nos, Senhor; ouça-nos o rei quando clamarmos. Sl. 20:9

O salmista clama pela intervenção divina e vitória do rei (ungido) no momento da angústia, destacando a confiança em Deus sobre os recursos humanos. O versículo encerra o Salmo com um pedido direto de socorro, frequentemente traduzido com ênfase na salvação ou resposta ao clamor.

Encerra uma oração de intercessão e confiança, clamando por socorro divino e vitória em momentos de crise. Reconhece Deus como o verdadeiro Rei e soberano, cuja intervenção é essencial, focando na confiança no Senhor acima de recursos materiais.

Explicação detalhada:

Contexto de Batalha/Crise: O salmo era uma oração antes de batalhas ou em tempos de grande aflição, focando no livramento.

Significado do Clamor: É uma súplica por proteção e sucesso, reconhecendo a necessidade do auxílio divino ("do seu santuário") para a salvação.

O Rei: Pode referir-se ao rei Davi, mas também representa a figura do ungido de Deus e, em perspectiva messiânica, aponta para Cristo como o Rei vitorioso.

Soberania de Deus: O versículo final reforça que a vitória pertence ao Senhor, não ao poder militar ("carros e cavalos").

Posicionamento: Se posicionar é escolher o que merece ser dito e o que precisa ser reservado. Se expor, sem filtro, é entregar poder de interpretação a um público que ainda não entende o contexto da sua trajetória. Deus responde àqueles que se colocam de pé em fé e ação, confiando na Sua soberania.

Posicionamento na Bíblia refere-se à postura, atitude firme e inegociável que um cristão assume em relação aos princípios, valores e verdades das Escrituras, agindo com obediência e fé, mesmo diante de pressões. Significa assumir um partido, demonstrando confiança em Deus e alinhando o coração e as ações à Sua vontade, em vez de se conformar com o mundo.

Principais Aspectos do Posicionamento Bíblico:

Identidade e Princípios: Não negociar os princípios da Palavra de Deus por propostas ou pressões externas.

Ação e Fé (Atitudes): Implica em tomar a iniciativa, como Davi contra Golias ou Ester diante do rei, confiando que a obediência atrai o propósito divino.

Firmeza no Secreto e no Público:

Manter a fé e a adoração a Deus, agindo com sabedoria e discernimento, tanto em particular quanto publicamente, sem se tornar cúmplice de obras infrutíferas.

Dependência de Deus: Reconhecer a soberania de Deus, buscando respostas na Palavra em vez de agir apenas pela própria força.

Exemplos Bíblicos: Zaqueu se posicionou ao subir na árvore para ver Jesus; Daniel se posicionou ao não se contaminar com a cultura da Babilônia.

O posicionamento correto, é algo que muda de fora para dentro e de dentro para fora, pois refere-se principalmente como sinal de obediência, cumprimento do propósito de Deus, vivência de uma fé madura e ativa.

O versículo 8 de Salmo 20 resume a confiança do povo, sabendo que, independente da dificuldade, Deus escuta e responde ao clamor.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Salmo 19



Você sabe a diferença entre Salmo (singular) e Salmos (plural)?!

Refere-se principalmente à especificidade: usa-se "Salmo" para citar um poema ou cântico individual (ex: Salmo 23) e "Salmos" para se referir ao livro bíblico completo (o Livro de Salmos) ou a múltiplos poemas, sendo este último o nome oficial da coleção.

Como utilizar corretamente

a). Salmo (singular): Utilize para citar um único capítulo ou texto, por exemplo: "Hoje vou ler o Salmo 91".

b). Salmos (plural): Utilize para o livro inteiro, ex: "O Livro de Salmos" ou "Os Salmos de Davi".

c). Nome do Livro: O nome do livro na Bíblia é Salmos (plural).

Dica técnica:
É mais preciso referir-se a um texto como "Salmo 23" em vez de "Salmos 23", pois o livro é uma coletânea de 150 unidades distintas, não apenas capítulos.

Esta postagem estuda o Salmo 19 que se apresenta dividido em duas partes, sendo a PRIMEIRA PARTE - do versículo 1-6: refere-se a revelação de Deus através da natureza (o céu, o sol); e a SEGUNDA PARTE - do versículo 7-14: refere-se a revelação de Deus através da Sua Lei (Palavra de Deus).

          🔆¹ Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos.

O primeiro versículo fala sobre como a beleza, a ordem e a vastidão do céu e do firmamento revelam o poder, a glória e a sabedoria de Deus, sendo um testemunho silencioso de Sua grandeza e criação, um convite à contemplação e reconhecimento do Criador.

É uma passagem poética que exalta a criação como um espelho da divindade, mostrando que a natureza é uma prova visível da existência e do poder de Deus.

Significado:

"Os céus declaram a glória de Deus": a imensidão do céu, o brilho das estrelas, a beleza das nuvens mostram a grandeza e o poder de Deus. "E o firmamento anuncia a obra das suas mãos": o firmamento (a abóbada celeste, o espaço) é um anúncio claro e contínuo da habilidade e criatividade de Deus.

       🔆² Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite. ³ Não há linguagem nem fala onde não se ouça a sua voz.

Um testemunho universal: O Salmo continua dizendo que um dia fala ao outro e uma noite revela sabedoria à outra, sem linguagem ou voz, mas sua mensagem se espalha por toda a terra, alcançando todos os lugares.

Esse versículo descreve como o dia e a noite, através da criação e dos céus, proclamam a glória e a sabedoria de Deus de forma contínua, sem precisar de palavras humanas, alcançando todos os lugares da Terra e revelando a mensagem de Deus.

A criação comunica a glória de Deus de forma contínua e silenciosa. Continuidade: O ciclo do dia e da noite é visto como um testemunho ininterrupto. Revelação: Mesmo sem palavras, a natureza "fala" e transmite conhecimento sobre o Criador.

         🔆 ⁴ A sua linha se estende por toda a terra, e as suas palavras até ao fim do mundo. Neles pôs uma tenda para o sol, ⁵ O qual é como um noivo que sai do seu tálamo, e se alegra como um herói, a correr o seu caminho. ⁶ A sua saída é desde uma extremidade dos céus, e o seu curso até à outra extremidade, e nada se esconde ao seu calor.

Descreve a abrangência da glória e da mensagem de Deus na criação, usando a imagem do sol como um herói que corre sua jornada, irradiando luz por todo o mundo.

"A sua linha se estende por toda a terra": refere-se à influência e ao alcance da revelação de Deus na criação, que é visível em toda a Terra. "e as suas palavras até ao fim do mundo": a mensagem de Deus, tanto na natureza quanto na Sua Lei é universal a todas as nações.

"Neles pôs uma tenda para o sol": Deus preparou um lugar (uma "tenda") para o sol no céu, de onde ele irradia sua luz e calor, simbolizando a força e a alegria de Deus na criação.

O versículo destaca que a presença e a mensagem de Deus são inegáveis e se manifestam em toda a criação, do começo ao fim do mundo, como o sol que percorre os céus.

Deus colocou uma "tenda" (morada) para o Sol no céu. O Sol é comparado a um noivo saindo do quarto nupcial ou a um atleta (herói) cheio de alegria e força ao iniciar sua jornada diária.

O Sol percorre todo o céu, de um lado ao outro, e seu calor (e a glória de Deus refletida nele) atinge e revela tudo na Terra, sem que nada escape à sua luz e poder.

        📖 ⁷ A lei do Senhor é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho do Senhor é fiel, e dá sabedoria aos símplices. ⁸ Os preceitos do Senhor são retos e alegram o coração; o mandamento do Senhor é puro, e ilumina os olhos. ⁹ O temor do Senhor é limpo, e permanece eternamente; os juízos do Senhor são verdadeiros e justos juntamente. ¹⁰ Mais desejáveis são do que o ouro, sim, do que muito ouro fino; e mais doces do que o mel e o licor dos favos. 📖

Destaca que a Palavra de Deus é completa, restaura, conforta e dá sabedoria, sendo um guia fiel que traz alegria e direção, revigorando o espírito e a vida das pessoas que a seguem.

Perfeita: completa, sem falhas, e capaz de suprir todas as necessidades espirituais.

Refrigera a alma: Traz alívio, conforto, restauração e revigora o espírito, combatendo o cansaço e a desolação. a revelação de Deus (Sua lei, vontade, Palavra) é confiável, verdadeira e concede sabedoria aos que são simples de coração, sendo um guia perfeito para a vida e para restaurar a alma.

Destaca que as leis e orientações divinas são justas, perfeitas e trazem alegria genuína. Eles atuam como parâmetros de conduta, restaurando a alma, dando sabedoria e iluminando o entendimento.

O respeito reverente e puro por Deus (o "temor do Senhor") é algo imutável, eterno e santificante, servindo como base para os juízos divinos que são verdadeiros e justos, e trazendo sabedoria e um grande tesouro para quem o cultiva.

As leis e decisões de Deus são perfeitas, confiáveis e equitativas, sendo mais valiosas que o ouro e mais doces que o mel, um contraste com os julgamentos humanos, e ressaltando a retidão das ordenanças divinas.

Versículos Semelhantes e Relacionados:

Provérbios 3:13-15: Enfatiza que encontrar sabedoria e entendimento é mais valioso do que prata ou ouro.

Provérbios 8:10-11: Diz para preferir o ensino e o conhecimento em vez de prata ou ouro puro.

Salmo 119:103: "Quão doces são os teus decretos ao meu paladar! Mais que o mel à minha boca". v. 127: "A lei da tua boca é-me mais preciosa do que milhares de ouro e prata"

Jó 28:15-17: Afirma que o conhecimento não pode ser comprado com ouro ou prata, nem trocado por pedras preciosas.

Esses versículos exaltam a sabedoria divina, as leis de Deus e seus ensinamentos como tesouros de valor inestimável, superando as riquezas materiais.

        📖 ¹¹ Também por eles é admoestado o teu servo; e em os guardar há grande recompensa.¹² Quem pode entender os seus erros? Purifica-me tu dos que me são ocultos.¹³ Também da soberba guarda o teu servo, para que se não assenhoreie de mim. Então serei sincero, e ficarei limpo de grande transgressão. 📖

1. "ADMOESTADO" - o salmista diz que é ensinado pela: lei, testemunho, preceitos, mandamento, temor e juízos do Senhor.

Admoestado, no contexto bíblico, significa ser advertido, aconselhado ou repreendido com brandura e amor, visando a correção de conduta, o ensino doutrinário e o amadurecimento espiritual, buscando corrigir comportamentos errados e prevenir perigos espirituais, focando na restauração.
  • Advertência com Amor: A admoestação visa instruir, exortar ou aconselhar alguém para que corrija sua maneira de proceder (2 Tessalonicenses 3:15);
  • Correção Fraterna: Não é um ataque, mas um "falar com" para alertar sobre caminhos errados, muitas vezes descrito como "feridas de um amigo" (Provérbios 27:6), visando o crescimento pessoal;
  • Ensino e Disciplina: Inclui instruir na doutrina, proteger a igreja contra falsos ensinos e instruir no contexto de "nutrir e admoestar" no Senhor, como na criação de filhos.
  • Exortação (Noutheteō): No grego original do Novo Testamento, a palavra frequentemente usada é noutheteō, que significa colocar na mente, advertir ou admoestar, focando na vontade e nos sentimentos para a mudança de atitude.
O salmista expressa gratidão pela lei de Deus como guia e advertência, clama a Deus por purificação de erros ocultos e faltas intencionais, e pede proteção contra a soberba para ser íntegro e livre de grandes transgressões, recebendo grande recompensa ao guardar os preceitos divinos.

Busca por Sabedoria: O "servo" reconhece que a Lei de Deus (a Torá/Lei/Testemunho) traz clareza e sabedoria, sendo uma advertência e um guia.

Humildade: Ele se vê como um servo, alguém que precisa de direção e proteção, e pede para ser guardado do orgulho (soberba), que o levaria à transgressão.

Integridade: O objetivo é ser "íntegro", "sincero" e "livre de grande transgressão", com uma vida alinhada com a vontade de Deus.

Comunhão: Termina com um desejo de que suas palavras e pensamentos sejam aceitáveis a Deus, que é sua Rocha e Redentor.

"Teu servo" em Salmo 19 é aquele que se submete à Palavra de Deus, buscando pureza e retidão, e clamando por proteção divina contra a arrogância e os pecados para viver em conformidade com Ele.

O salmista reconhece que as leis de Deus são um aviso para o servo (ele mesmo), e que obedecê-las traz uma grande recompensa, como afirmado em diversas traduções, v.11.

Uma confissão de humildade, questionando quem pode compreender todos os seus erros (os não intencionais, os ocultos). Pede a Deus que o purifique dessas falhas que ele não consegue ver, v.12.

Um pedido para ser guardado da soberba (orgulho, arrogância), para que ela não o domine. Ao ser protegido disso, ele será sincero e estará livre de uma grande transgressão, mantendo-se íntegro, v. 13.

É uma oração pedindo sabedoria, perdão e proteção contra o pecado, reconhecendo a Lei de Deus como fonte de orientação e recompensa.

3. "Quem pode entender os seus erros?" (ou "Quem pode discernir os próprios erros?") implica que ninguém é capaz de compreender plenamente todas as suas próprias falhas ou pecados, especialmente os inconscientes ou ocultos.

É um reconhecimento da limitação humana e um apelo à misericórdia e purificação divinas. O salmista (tradicionalmente o Rei Davi) roga a Deus, pedindo: "Absolve-me dos que desconheço!" (ou "Purifica-me tu dos que me são ocultos" em outras versões).

Ele reconhece que, além dos erros evidentes, existem faltas ou pecados que cometemos sem nos apercebermos.

A questão é, portanto, retórica, pois a resposta esperada é "ninguém pode". O que leva o salmista a buscar em Deus o perdão e a purificação até mesmo dessas falhas secretas, mostrando uma profunda humildade e dependência da graça de Deus para ser verdadeiramente íntegro e livre de transgressões graves.

4. "Purifica-me tu dos que me são ocultos", expressa um profundo desejo de arrependimento e purificação de pecados não percebidos ou inconscientes, um pedido de reconhecimento das próprias falhas e de livramento de transgressões secretas, buscando a intervenção divina para ser limpo e íntegro diante de Deus, como parte de uma oração por sinceridade e retidão total.

Pecados Ocultos: Refere-se a falhas, erros ou inclinações pecaminosas que a pessoa não percebe em si mesma, mas que são conhecidas por Deus.

É um reconhecimento da limitação humana e da incapacidade de se conhecer completamente, pedindo a Deus que revele e remova o que está escondido. O objetivo é alcançar a pureza para ser "sincero", "irrepreensível" e "livre de grande transgressão", ou seja, viver em retidão total perante Deus.

É uma oração que clama por uma autoanálise profunda, guiada por Deus, para alcançar a verdadeira pureza e santidade.

5. "Também da soberba guarda o teu servo, para que se não assenhoreie de mim", uma oração pedindo a Deus proteção contra o orgulho e a arrogância, para que não dominem a vida do fiel, mantendo-o puro e longe de grandes transgressões.

SOBERBA - no versículo que se segue o salmista disse que a soberba era uma grande transgressão. A soberba é o orgulho excessivo, arrogância e a exaltação própria acima de Deus e do próximo, sendo considerada a raiz de muitos pecados e um obstáculo à vida espiritual.

A soberba representa a atitude de confiar apenas em si mesmo, esquecendo que tudo vem de Deus, resultando invariavelmente em ruína, vergonha e a resistência divina.

Aspectos Principais da Soberba na Bíblia:

Oposição a Deus: A soberba é uma afronta a Deus, pois o soberbo se acha auto suficiente e não reconhece sua dependência do Criador, agindo de forma insensata.

Arrogância e Superioridade: Caracteriza-se por pretensão de superioridade, desprezo pelos outros e um coração orgulhoso que ignora conselhos.

A "Precursora da Queda":

Provérbios 16:18 afirma que "a soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda", indicando que o orgulho inflado leva à destruição.

A Bíblia ensina que "Deus resiste aos soberbos, mas concede graça aos humildes" (1 Pedro 5:5), valorizando o reconhecimento da própria limitação.
 
A soberba é, portanto, vista como um pecado perigoso que cega o indivíduo e o afasta da sabedoria e da vontade divina, enquanto a humildade é o caminho para a honra e a aprendizagem.

Significado da Oração: "Também da soberba guarda o teu servo": Pede a Deus para preservar o servo (o orador) da soberba (arrogância, orgulho excessivo). "para que se não assenhoreie de mim": Para que o orgulho não tome controle da vida, não domine ou domine a pessoa. Sendo protegido, o servo será sincero, irrepreensível e livre de grandes pecados ou transgressões.

O salmo 19 exalta a perfeição da Lei de Deus e busca a purificação dos erros, tanto os ocultos quanto os voluntários, demonstrando um desejo profundo por retidão e santidade diante de Deus.

6. Então serei sincero, e ficarei limpo de grande transgressão.

TRANSGRESSÃO: significa ultrapassar os limites e fronteiras estabelecidas por Deus, violando Seus mandamentos e leis, sendo um ato de desobediência consciente que acarreta uma "dívida" espiritual, mas que pode ser perdoada pela fé em Jesus Cristo, que pagou por essas transgressões.

É uma ofensa contra Deus e o próximo, como quebrar uma "placa de proibido", e está ligada ao pecado, mas enfatiza a violação deliberada da lei divina.

O salmista expressa desejo de pureza e integridade por meio da intervenção divina, pedindo a Deus para livrar o servo da soberba e dos pecados intencionais, para que possa ser justo e livre de grandes culpas.

Oração: É uma oração do salmista (tradicionalmente Davi) pedindo a Deus para protegê-lo do orgulho (soberba) e de pecados deliberados, que são vistos como grandes transgressões.

Resultado Desejado: Ao ser guardado por Deus, o indivíduo se torna "sincero" (ou irrepreensível, íntegro) e "limpo" (livre) de grandes faltas, mantendo-se puro e agradável a Deus.

É um apelo por proteção contra a arrogância e o pecado voluntário, buscando a purificação para viver uma vida íntegra e livre de culpa perante Deus.

Transgredir é ir além do permitido ou estabelecido por Deus, seja em palavras, ações, pensamentos ou relacionamentos. Implica uma escolha de fazer a própria vontade em oposição à vontade de Deus, uma rebelião ativa contra Sua autoridade.

Violação da Lei: A transgressão é definida em 1 João 3:4 como a prática do pecado, pois "pecado é a transgressão da lei".

Dívida Espiritual: Toda transgressão gera uma dívida. Jesus assumiu essa dívida por nós, reconciliando-nos com Deus.

No Velho Testamento: A rebelião de Davi com Bate-Seba (adultério e assassinato) foi uma transgressão grave, reconhecida por ele em Salmos 51.

No Novo Testamento: Jesus ensinou sobre perdoar aqueles que nos ofendem (transgridam contra nós) e perdoar as nossas próprias ofensas, como em Mateus 18.

Consequências: As transgressões criam uma barreira entre o homem e Deus, mas a fé em Cristo remove essa barreira, oferecendo perdão e justificação.

Confissão e Fé: Arrepender-se e confessar os pecados, depositando fé em Cristo, cancela as ofensas.

Ministério da Reconciliação: Deus não imputa mais as transgressões aos que creem, atribuindo-as a Jesus, que as pagou na cruz, abrindo um caminho de paz e fidelidade.

        ❤️¹⁴ Sejam agradáveis as palavras da minha boca e a meditação do meu coração perante a tua face, Senhor, Rocha minha e Redentor meu!

É uma oração profunda por coerência entre o coração e a boca, pedindo que pensamentos e palavras sejam puros e agradáveis a Deus, refletindo um interior transformado; pureza da fala e do coração.

Versículos com Temas Semelhantes:

Salmo 141:3: "Põe, Senhor, uma guarda à minha boca; vigia a porta dos meus lábios." (Foco na guarda da fala).

Provérbios 10:19: "No muito falar há contrição, mas o que refreia os lábios é prudente." (Sabedoria no falar).

Efésios 4:29: "Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem." (Palavras que edificam).

Colossenses 3:16: "A palavra de Cristo habite em vós ricamente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando com graça em vosso coração a Deus." (Palavra de Cristo habitando e instruindo).

Salmo 103:1-2: "Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e tudo o que há em mim bendize o seu santo nome. Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios." (Coração e alma louvando a Deus).

Esses versículos convidam à coerência e à sinceridade, buscando que nossa vida inteira — pensamentos, palavras e ações — seja um reflexo do amor e da vontade de Deus, nossa Rocha e Redentor.

"Senhor, Rocha minha"

"O SENHOR é a minha rocha, a minha fortaleza e o meu libertador; o meu Deus é o meu rochedo, em quem me refúgio. Ele é o meu escudo, o poder da minha salvação, a minha torre segura", Salmo 18:2, descreve Deus como fortaleza, libertador e refúgio seguro.

É uma expressão bíblica de confiança e proteção, destacando Deus como um abrigo firme contra adversidades, muitas vezes associada à segurança, libertação e salvação.

Representa Deus como um lugar inabalável, um protetor (escudo) e fonte de força e segurança. Utilizado como clamor por ajuda e proteção em momentos de angústia, destacando a fé inabalável, segundo Bíblia Sagrada Online.

Jesus como Rocha: Jesus como o fundamento firme (rocha) sobre o qual construir a vida, baseado em Mateus 7:24-25 - ²⁴ Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha; ²⁵ E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha.

Estes versículos de Mateus ensinam a Parábola do Homem Prudente e da Casa na Rocha, comparando quem ouve e pratica os ensinamentos de Jesus a um construtor sábio que edifica sua casa sobre a rocha, resistindo às tempestades da vida (chuva, rios, ventos) sem cair; a mensagem central é que a obediência aos ensinamentos de Cristo é o alicerce firme para enfrentar as adversidades.

Explicação detalhada: O Homem Prudente: É aquele que escuta as palavras de Jesus e, mais importante, as coloca em prática, demonstrando sabedoria e discernimento.

A Casa Edificada na Rocha: Representa a vida de uma pessoa que se fundamenta na Palavra de Deus, sendo inabalável e segura.

As Tempestades (Chuva, Rios, Ventos): Simbolizam as dificuldades, provações, tentações e adversidades que vêm na vida.

A Resistência da Casa: A casa não cai porque seus alicerces estão na rocha, mostrando que a fé e a prática dos ensinamentos de Jesus proporcionam firmeza e estabilidade.

O Contraste (v. 26-27): Jesus continua com a parábola do homem insensato (v. 26) que edifica sua casa sobre a areia (base frágil), e quando as mesmas tempestades chegam, a casa cai e sua ruína é grande (v. 27).

A passagem ressalta que não basta ouvir a Palavra; é fundamental viver de acordo com ela para ter uma base sólida na vida, capaz de suportar qualquer adversidade.

REDENTOR MEU
Na Bíblia, "Redentor" significa aquele que resgata, liberta, defende e protetor, especialmente aplicado a Deus como o libertador de Israel (Êxodo) e, em um sentido mais profundo, a Jesus Cristo, que resgata a humanidade do pecado e da condenação através de seu sangue, sendo o nosso "parente redentor" (go'el em hebraico) que quita nossa dívida espiritual e nos compra para Si.

A famosa frase de Jó, "Eu sei que o meu Redentor vive", expressa a fé inabalável em Deus como aquele que o vindicaria.

Significado de Redentor na Bíblia:

Resgatador/Libertador: Vem do hebraico go'el, que se refere ao parente mais próximo com a obrigação de resgatar um parente em necessidade, como um escravo ou terras.

Deus como Redentor: Deus libertou Israel do Egito (Êxodo) e é o protetor e defensor do Seu povo, como em Isaías e Salmos.

Jesus como Redentor: Jesus é o Redentor supremo, pagando o preço da nossa dívida de pecado com Sua vida, nos libertando da escravidão do pecado e da morte, cumprindo o papel de "parente redentor".

Esperança e Proteção: Em Jó 19:25, a certeza de ter um Redentor vivo é a base da esperança de Jó em meio ao sofrimento, sabendo que Deus o defenderia e restauraria.

Em resumo:

"Redentor Meu" na Bíblia aponta para uma figura de poder e amor que age para resgatar e restaurar, seja Deus como libertador do Seu povo ou Jesus Cristo como o Salvador que nos redime do pecado.

Sejam agradáveis as palavras da minha boca e a meditação do meu coração perante a tua face

"Sejam agradáveis as palavras da minha boca" é uma oração do Salmo 19:14 (Bíblia Sagrada), expressando o desejo de que tanto o que se fala (as palavras) quanto o que se pensa (a meditação do coração) sejam aceitáveis e prazerosos a Deus, buscando alinhamento com Sua vontade e revelando gratidão e louvor, conforme diversas traduções bíblicas, como NVI, ARC e NVT.

Contexto e Significado:

Origem: Salmo 19:14.

Desejo: Não apenas falar coisas boas, mas que os pensamentos e intenções por trás das palavras também sejam puros e agradáveis a Deus.

Reconhecimento: A oração reconhece Deus como "Rocha minha e libertador meu", buscando Sua direção e auxílio para viver de acordo com a verdade e o amor.

Aplicação: É um pedido para que Deus guarde a pessoa de orgulho e iniquidade, e a ajude a viver uma vida de integridade e retidão.

Em resumo, é uma oração por:

Pureza nas palavras e pensamentos.
Aceitação diante de Deus.
Guia divina e um coração alinhado com Sua vontade.

O versículo principal é Salmo 19:14, pedindo que as palavras e pensamentos sejam agradáveis ao Senhor, e versículos semelhantes incluem Efésios 4:29 sobre palavras que edificam, Provérbios 16:24 sobre palavras doces e curadoras, Mateus 12:34 sobre a boca falar do que enche o coração, e Colossenses 4:6 sobre palavras com graça e sal, que inspiram louvor e sabedoria.

Versículos Semelhantes sobre Palavras Agradáveis e Úteis

Efésios 4:29: "Nenhuma palavra torpe saia da boca de vocês, mas apenas a que for útil para edificar os outros, conforme a necessidade, para que conceda graça aos que a ouvem".

Provérbios 16:24: "As palavras agradáveis são como um favo de mel: doces para a alma e cura para os ossos".

Mateus 12:34: "Pois o que transborda do coração é o que a boca fala" (ou "do que há em abundância no coração, disso fala a boca").

Colossenses 4:6: "A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como deveis responder a cada um".

Versículos Relacionados

Provérbios 25:11: "Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo".

Salmos 141:3: "Põe, Senhor, um guarda à minha boca; vigia a porta dos meus lábios".

Isaías 50:4: "O Senhor Deus me deu a língua dos instruídos, para que eu saiba dizer uma palavra de descanso ao cansado".

Esses versículos enfatizam que as nossas palavras devem refletir um coração transformado, edificar os outros, trazer alegria e sabedoria, e glorificar a Deus, sendo sempre com graça e verdade.

"e a meditação do meu coração perante a tua face"

O texto expressa o desejo de que tanto as palavras externas quanto os pensamentos internos sejam puros e aceitáveis a Deus, expressando o desejo de que tanto as palavras faladas quanto os pensamentos (meditação) íntimos sejam aceitáveis e agradáveis a Deus, revelando um coração puro e alinhado com Ele, buscando que a vida reflita a vontade divina em gratidão e louvor.

O salmista pede que não apenas suas falas, mas também seus pensamentos mais profundos, seus planos e reflexões sejam aceitos por Deus, que é chamado de Rocha e Redentor.

Implicações:

Coração Puro: Reflete a ideia de que a boca fala do que o coração está cheio, buscando um coração transformado para ter palavras boas.

Alinhamento com Deus: Significa que os pensamentos e as palavras devem estar em conformidade com a vontade de Deus, sendo guiados por Ele.

Gratidão e Louvor: É um clamor para que a vida seja uma expressão de gratidão e reconhecimento pela criação e pela Palavra de Deus.

Como viver isso:

Meditação Contínua: Refletir sobre a grandeza de Deus, sua Palavra e seu amor.

Coração Transformado: Entregar-se a Deus para que Ele mude o interior, resultando em palavras e atitudes dignas.

Oração: Pedir a Deus um coração puro e a guia do Espírito Santo para que pensamentos e palavras sejam agradáveis a Ele.

Versículos Chave:

1). Salmo 19:14 (NVI): "Que as palavras da minha boca e a meditação do meu coração sejam agradáveis a ti, SENHOR, minha Rocha e meu Resgatador!".

2). Salmo 139:23-24 (NVI): "Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me e conhece os meus pensamentos. Vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno".

3). Provérbios 4:23 (ARC): "Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida"

4). Filipenses 4:8 (NVI): "Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é nobre, tudo o que é correto, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há algum valor, se há algum louvor, nisso pensai".

5). 1 Pedro 3:4 (NVI): "...mas o interior, o homem escondido de coração, no incorruptível traje de um espírito manso e tranquilo, o que é de grande valor diante de Deus".

6). Salmo 103:1-2 (NVI): "Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome. Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios".

Esses versículos refletem o desejo de ter um coração e pensamentos alinhados com os propósitos de Deus, buscando a pureza para que a vida seja uma expressão de louvor e obediência.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Sabedoria Prática da Fé



O capítulo 31 de Provérbios famoso por descrever a "mulher virtuosa" (v. 10-31), sob um padrão perfeito de comportamento, tem início nos conselhos da mãe do Rei Lemuel.

Lemuel é o rei de Massá. Para muitos eruditos também pode ser um segundo nome dado a Salomão ou ao rei Ezequias. Não há exatidão de quem era o rei que escreveu o capítulo 31, do Livro dos Provérbios.

O nome Lemuel, de origem hebraica, significa: consagrado, separado, ou dedicado a Deus. O nome se relaciona com Lael, que se encontra em Números 3:24, um homem consagrado a Deus.

As recomendações éticas e morais para um Rei, foram ensinadas por sua mãe. Seus provérbios destacam sua influência. E, embora ela tenha permanecido no anonimato, seus ensinamentos cruzaram os séculos trazendo até aos dias de hoje nobres e sábios conselhos.

𓂃 ࣪˖ ִִֶֶָ🥀་༘࿐ 1. Conselhos ao Rei (vv. 1-9):

O capítulo começa com conselhos da mãe ao rei Lemuel, advertindo-o sobre o auto controle e preservação do propósito, alertando que muitos líderes destruíram seus reinos e reputações por causa da imoralidade ou da distração causada por relacionamentos obsessivos.

          "¹ Palavras do rei Lemuel, a profecia que lhe ensinou a sua mãe. ² Como, filho meu? E como, filho do meu ventre? E como, filho dos meus votos? ³ Não dês às mulheres a tua força, nem os teus caminhos ao que destrói os reis. ⁴ Não é próprio dos reis, ó Lemuel, não é próprio dos reis beber vinho, nem dos príncipes o desejar bebida forte; ⁵ Para que bebendo, se esqueçam da lei, e pervertam o direito de todos os aflitos. ⁶ Dai bebida forte ao que está prestes a perecer, e o vinho aos amargurados de espírito. ⁷ Que beba, e esqueça da sua pobreza, e da sua miséria não se lembre mais. ⁸ Abre a tua boca a favor do mudo, pela causa de todos que são designados à destruição. ⁹ Abre a tua boca; julga retamente; e faze justiça aos pobres e aos necessitados", Prov. 31:1-9.

𓂃 ࣪˖ ִִֶֶָ🥀་༘࿐ 2. O Poema da Mulher Virtuosa (vv. 10-31):

O poema é um acróstico hebraico que detalha o caráter de uma mulher de valor, descrita como sábia, diligente, generosa e temente a Deus.

O "Poema da Mulher Virtuosa", encontrado no livro bíblico de Provérbios, capítulos 31, versículos de 10 a 31, é um acróstico hebraico notável. Neste poema, cada um dos 22 versículos começa, na língua hebraica original, com uma letra sucessiva do alfabeto hebraico.

Essa estrutura poética não é imediatamente óbvia nas traduções para português ou outras línguas modernas, mas é uma característica chave do texto original, demonstrando grande habilidade literária e um método mnemônico.

𓂃 ࣪˖ ִִֶֶָ🥀་༘࿐ A estrutura é a seguinte:
  • O versículo 10 começa com a letra Aleph (א);
  • O versículo 11 começa com a letra Bet (ב);
  • ...e assim por diante, até o versículo 31, que começa com a letra Tav (ת), a última letra do alfabeto hebraico.
O poema descreve as qualidades e as atividades de uma mulher ideal de sabedoria, elogiando sua força, sabedoria, diligência e caráter íntegro, culminando com a afirmação de que "o seu valor muito excede ao de rubis".

ִֶָ𓂃 ࣪˖ ִִֶֶָ🥀་༘࿐ Mulher virtuosa (v. 10-31)

É temente a Deus. Fala com sabedoria e instrui com bondade. Se levanta cedo e trabalha com prazer até tarde administrando a casa com diligência. Busca lã e linho, traz alimento de longe, examina propriedades, adquire terras, planta vinhas, sua lâmpada não se apaga à noite; e, seus negócios são lucrativos, garantindo a provisão.

Ela está preparada, não teme o inverno, pois sua família está bem cuidada. Seu marido e filhos confiam nela e a elogiam. É generosa e estende a mão aos pobres e necessitados.  

𓂃 ࣪˖ ִִֶֶָ🥀་༘࿐ Temor do Senhor

³⁰ "Enganosa é a beleza e vã a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa sim será louvada. ³¹ Dai-lhe do fruto das suas mãos, e deixe o seu próprio trabalho louvá-la nas portas", Prov. 31.

Um dos capítulos mais emblemáticos da Bíblia sobre o valor do caráter sobre a aparência. Os versículos 30 e 31 destacam que a beleza estética é passageira, reforçando que o reconhecimento de uma mulher virtuosa vem do "fruto de suas mãos", obras e conduta, como um testemunho de honra celebrado publicamente, "nas portas", pela comunidade.

A mulher de Provérbios 31 é um exemplo de diligência, caráter e temor a Deus, servindo de inspiração para homens e mulheres, com foco na sabedoria prática e na fé cristã, reconhecendo o Senhor como o princípio da sabedoria e vivendo para agradá-Lo, buscando Sua direção.

𓂃 ࣪˖ ִִֶֶָ🥀་༘࿐  Provérbios sobre o Temor a Deus, para reflexão:

1. Provérbios 9:10, "O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo é entendimento."

2. Provérbios 15:33, "O temor do Senhor ensina a sabedoria, e a humildade precede a honra".