sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Reaprender a Enxergar


         𖤓 ¹² Tens visto o homem que é sábio a seus próprios olhos? Pode-se esperar mais do tolo do que dele. Provérbios 26:12

O Provérbios diz que um homem que se julga sábio aos seus próprios olhos é mais difícil de ser ajudado do que um tolo, pois a sua autossuficiência o impede de reconhecer a necessidade de sabedoria, o que torna o tolo, que pode reconhecer sua ignorância, mais esperançoso de mudança.

O provérbio alerta contra o autoengano, indicando que a verdadeira sabedoria começa com o reconhecimento da própria limitação, algo que o "sábio a seus próprios olhos" não faz.

1. "Tens visto o homem que é Sábio a seus próprios olhos" (ou "sábio em seu próprio conceito"): Refere-se à pessoa arrogante que confia excessivamente em seu próprio entendimento, desconsiderando a orientação divina ou a sabedoria dos outros.

2. "Maior esperança há no tolo do que nele": Mesmo um tolo tem mais potencial para aprender e mudar, pois ele não está tão fixo em sua própria "sabedoria" errônea quanto aquele que se julga sábio.

O tolo pode ser instruído, mas o que se julga sábio (e, portanto, não precisa de instrução) é mais difícil de alcançar, pois está preso em sua própria perspectiva limitada.

A advertência contra a presunção e o orgulho intelectual, destaca que a humildade para reconhecer a própria ignorância (desconhecimento do assunto) é o primeiro passo para a verdadeira sabedoria, algo que falta àquele que se considera autossuficiente.

As frases "Tens visto o homem" e "Viste o homem" aparecem em diferentes versículos no livro de Provérbios, com contextos e significados distintos:

1. "Viste um homem diligente na sua obra? Perante reis será posto; não permanecerá entre os de posição inferior." (Prov. 22:29). A diligência (esforço e eficiência) é louvada, ensinando que a dedicação traz aprimoramento pessoal e leva ao reconhecimento.

2. "Tens visto o homem que é sábio a seus próprios olhos? Pode-se esperar mais do tolo do que dele." (Prov. 26:12). Aborda a arrogância e a presunção. Uma pessoa que se considera sábia em sua própria opinião (orgulhosa ou autossuficiente) está em pior situação do que um tolo (alguém que ignora a sabedoria divina), pois a sua arrogância impede o aprendizado e a correção.

3. "Viste um homem precipitado nas suas palavras? Mais se espera de um tolo do que dele (Prov. 29:20). Adverte sobre os perigos de falar sem pensar. Uma pessoa que é apressada (precipitada) em suas palavras é considerada pior do que um tolo, pois age impulsivamente e sem considerar as consequências do que diz. Há mais esperança para um insensato (tolo) do que para alguém que fala irrefletidamente.

Salomão usa "Viste", "Tens visto", em suas perguntas retóricas, com intuito de chamar a atenção para uma característica ou comportamento humano específico. Ele não esperava uma resposta, mas sim causar a reflexão.

A intenção é refletir: "Se eu não estou buscando ajuda em algo que não tenho conhecimento ou no qual não estou sabendo como agir, eu sou insensato, semelhante a um tolo, o que é muito grave: "a quem estou querendo enganar"?

Geralmente, ao agir como se soubesse mais do que realmente se sabe, sem de fato ter a intenção de aprender, é um autoengano. Não se está "apenas" mentindo aos outros, também está iludindo a si mesmo.

Você sabe a verdade sobre a situação e tenta convencer a si mesmo e aos outros o contrário, talvez por orgulho ou medo ou qualquer outra razão, escolhendo viver de aparências para esconder a realidade, abre a porta a futilidade da ilusão. Logo, o desmantelar destas falsas projeções causam dor e desilusão.

Para os Outros: "Eu posso até tentar mostrar algo diferente, mas no fundo, quem eu quero enganar, se todos já sabem a verdade ou se minhas ações não condizem com o que digo?".

Para Si Mesmo: "Eu sei que estou me iludindo, que não estou sendo verdadeiro comigo. A quem eu finjo que estou enganando, se a verdade está aqui dentro?

"A quem estou querendo enganar"? É um questionamento sobre a inautenticidade, um reconhecimento de que o esforço para manter uma farsa (seja para si ou para o mundo) é inútil, pois a verdade sempre aparece ou causa sofrimento.

Há uma grande diferença em fazer algo errado por ignorância - não saber que é errado ou estar equivocado, como algo inerente ao ser humano e que permite o aprendizado ou a "redenção", perdão - Mat. 22:29; Mc. 12:24 - e, fazer o errado sabendo que é errado.

"Indesculpável!" É uma escolha moral, falha de caráter, falta de integridade, pouca fé.

A pessoa age contra seu próprio conhecimento, o que é visto como mais grave, um problema de vontade, não de intelecto (Rm. 1:20; Rm.2:1) Assemelha-se a condenar o outro quando se faz o mesmo que condena, sem intenção de mudar, bem como, a fingir que está fazendo o certo, quando se sabe que não está. A hipocrisia leva  a cegueira espiritual.

Em Gálatas 6:7-8 Nova Bíblia Viva Português (NBV-P), diz: "Não se iludam; lembrem-se de que vocês não podem enganar a Deus e escapar impunes. O homem sempre colherá aquilo que semeou!"

É preciso "reaprender a enxergar", voltar a ver, através de provérbios, parábolas e outras passagens bíblicas que abordam a visão moral e espiritual, e trazem de volta o discernimento e a busca por uma percepção mais profunda da vontade de Deus.

Em Mateus 13:13, Jesus fala sobre a cegueira espiritual, onde as pessoas têm a verdade diante de si, mas não a percebem: "Por isso lhes falo por parábolas: Porque, vendo, não veem; e, ouvindo, não ouvem, nem entendem." 

Também em Marcos 8:18: "Vocês têm olhos, mas não veem? Têm ouvidos, mas não ouvem? Não se lembram?" Jesus adverte os discípulos sobre a falta de percepção espiritual.

Ocorre logo após a segunda multiplicação de pães e peixes, quando os discípulos se preocuparam por terem apenas um pão no barco. Jesus usa a metáfora de cegueira e surdez espiritual para repreendê-los por não compreenderem a sua identidade e os sinais realizados.

Os discípulos demonstraram ter esquecido as lições aprendidas nos milagres, e Jesus perguntou: "Tendo olhos, não vedes? E tendo ouvidos, não ouvis? E não vos lembrais?". O versículo destaca a dureza de coração e a falha em perceber o poder divino, focando no material em vez do espiritual.

O versículo serve de alerta contra a incredulidade e a hipocrisia, o "fermento dos fariseus", fingimento ou falsidade – ou seja, a prática de professar crenças, sentimentos ou virtudes que não são verdadeiramente sentidos ou possuídos.

Jesus incentiva a memória das obras de Deus, a "reaprender a enxergar", sem fingimentos, sem "teatralidade" para o outro ver..., antes encorajando a busca por uma renovação da mente a cada dia e de um relacionamento diário, contínuo e profundo com Deus por meio da oração, do estudo da Palavra e da comunhão com o Espírito Santo, permitindo ver além das limitações terrenas e das ilusões do mundo.

Salvação e sabedoria, na perspectiva cristã, são interligadas: a salvação é o resgate do pecado e da morte eterna pela fé em Jesus Cristo, um dom gratuito de Deus recebido pela graça. A sabedoria, por sua vez, é um dom divino que nos capacita a entender a vontade de Deus e a viver corretamente.

A sabedoria é encontrada na Palavra de Deus (a Bíblia) e no temor do Senhor, e é essencial para discernir o caminho da salvação e viver uma vida plena (Is. 33:6; Prov. 9:10; Prov. 14:27; Jó 28:28 e Salmo 111:10).

A salvação é um evento único, mas a caminhada cristã é um processo contínuo de crescimento e maturidade.

Afaste-se do pecado. Busque uma nova direção. Reconheça que você não é mais a mesma pessoa. Você é sábio, tem conhecimento e desejo de obedecer e glorificar a Deus em tudo que faz e deixa de fazer. Não se deixe cair no relaxamento.

Depois da profissão pública de fé não tem um ponto final e se pode viver, anonimamente, no pecado, pois se "está salvo". Usar desculpas vãs sobre seus próprios erros, sem admiti-los, sem arrependimento ou mudança de vida... 'Eu finjo que não fiz. Você finge que não viu. E, vida que segue'. Qual vida? Nem aqui nem a eterna, pois a salvação é um compromisso para A BUSCA de uma vida de santidade e propósito.

É um chamado universal cristão para viver unido a Cristo, refletindo Seu amor através de ações justas, renúncias e amor ao próximo, o que se alcança com disciplina diária na oração, estudo da Palavra de Deus, arrependimento, comunhão com outros fiéis e perseverança, transformando lutas em um caminho de crescimento e testemunho para glória de Deus, mesmo com as imperfeições da vida.

Não é sendo sábio, justo, cristão, membro de igreja... "aos seus próprios olhos", um fingidor. Mas enxergando de verdade. Tendo conhecimento, fé. Boa conduta não fingida, que qualquer um pode atestar, conforme 1 Timóteo 1:5 - "Ora, o fim do mandamento é o amor de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida, que em ti há, a qual habitou primeiro em tua avó Loide e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também habita em ti."

Quem tem falta de sabedoria deve pedir a Deus

Deus dá sabedoria a todos que pedem, sem repreensão ou humilhação, sendo uma promessa de discernimento para decisões difíceis e situações da vida. O pedido feito com fé e sem duvidar, conforme Tiago 1:5-8:

"⁵ Se algum de vocês tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá livremente, de boa vontade; e lhe será concedida. ⁶ Peça-a, porém, com fé, sem duvidar, pois aquele que duvida é semelhante à onda do mar, levada e agitada pelo vento. ⁷ Não pense tal homem que receberá coisa alguma do Senhor; ⁸ é alguém que tem mente dividida e é instável em tudo o que faz".

"Senhor, que eu veja" é a resposta de um cego a Jesus em Lucas 18:41, quando Jesus lhe perguntou: "Que queres que te faça?", destacando um momento de fé e cura. Jesus atende ao pedido de cura física e espiritual do homem, que passa a enxergar e segue a Jesus. Esta passagem sublinha a fé e a busca por visão espiritual.

Quando pedir, quando orar? a exortação bíblica é para orar sem parar, em todas as circunstâncias, conforme 1 Tessalonicenses 5:17 - "Orem sem cessar"; e Salmos 55:17: "De tarde, e de manhã, e ao meio-dia, orarei; e clamarei, e ele ouvirá a minha voz".

É provável que o homem sábio "a seus próprios olhos", também tenha preguiça de orar, como fez o Faraó. E, quando é hoje, é agora que tem que orar ele deixa para amanhã.

A Bíblia relata que após Deus enviar a praga das rãs que cobriram o Egito, o Faraó chamou Moisés e Arão, dizendo: "Orem ao Senhor para que ele tire estas rãs de mim e do meu povo; então deixarei o povo ir e oferecer sacrifícios ao Senhor" (Êx. 8:8). Moisés perguntou quando deveria orar, e o Faraó respondeu: "AMANHÃ" (Êx. 8:10).

          𖤓 ¹³ Diz o preguiçoso: Um leão está no caminho; um leão está nas ruas. ¹⁴ Como a porta gira nos seus gonzos, assim o preguiçoso na sua cama. ¹⁵ O preguiçoso esconde a sua mão ao seio; e cansa-se até de torná-la à sua boca. ¹⁶ Mais sábio é o preguiçoso a seus próprios olhos do que sete homens que respondem bem. Prov. 26:13-16

O trecho de Provérbios 26:13-16 descreve a natureza e as desculpas do preguiçoso, mostrando que ele cria obstáculos imaginários (o leão) para não agir, se move sem progredir (como a porta na cama), tem preguiça até de comer, e se julga mais sábio que os outros, revelando sua autoengano e inatividade.

A desculpa do leão (v.13): "Diz o preguiçoso: Um leão está no caminho; um leão está nas ruas." Significado: O preguiçoso usa perigos (reais ou inventados, como um leão) como justificativa para não sair e trabalhar ou para deixar de fazer o que precisa ser feito, buscando desculpas em vez de soluções.

Provérbio semelhante (Prov. 26:13), é citada em Provérbios 22:13 - "O preguiçoso diz: Há um leão lá fora! Serei morto nas ruas!", ambos descrevendo as desculpas "esfarrapadas" do preguiçoso para não sair de sua inatividade. É engraçado, parece loucura. Com certeza é risível. Que tipo de desculpa é essa?!

Qual é a sua desculpa?

Pessoas preguiçosas inventam desculpas e perigos imaginários para justificar a inação e a falta de produtividade, usando o medo de um "leão" (perigo) como desculpa para não sair e fazer o que precisa ser feito, resultando na própria miséria.

O versículo destaca a tendência do preguiçoso de criar obstáculos (o leão) que não existem, evitando o trabalho ou a responsabilidade, e se vitimizando ("serei morto").

1. Movimento sem progresso (v. 14) - "Como a porta gira nos seus gonzos, assim o preguiçoso na sua cama." Significado: Gonzos, significa dobradiça. O preguiçoso se revira, se movimenta na sua cama, mas não avança; sua atividade é inútil e não leva a lugar algum, como uma porta que abre e fecha, se move, mas não sai do lugar.

2. Extrema preguiça (v. 15) - "O preguiçoso esconde a sua mão ao seio; e cansa-se até de torná-la à sua boca." Significado: É tão preguiçoso que nem o menor esforço para se alimentar, levar a mão ao prato e depois à boca, lhe parece fácil, mostrando uma inércia total.

3. Autoilusão de sabedoria (v. 16) - "Mais sábio é o preguiçoso a seus próprios olhos do que sete homens que respondem bem." Significado: O preguiçoso se considera superior e mais esperto que conselheiros sábios, pois vê sua inatividade como inteligência, quando na verdade é apenas autoengano e tolice.

Em vez de enfrentar os desafios ou buscar soluções, o preguiçoso prefere a paralisia, usando o medo como mestre, o que o impede de sair do lugar. Os provérbios descrevem a pessoa que se desculpa e em seguida, procrastina, que é ineficiente e se ilude sobre sua própria sabedoria, tudo por em razão da preguiça.

A passagem serve como um conselho para não ser paralisado pela preguiça, por medos e ilusões, incentivando a ação e a proatividade diante dos problemas da vida, em vez de criar desculpas ou esperar o "momento perfeito".

          𖤓 ²⁷ O que cava uma cova cairá nela; e o que revolve a pedra, esta voltará sobre ele. Provérbios 26:27

Quem arma ciladas para outros acaba caindo nelas, e quem planeja o mal ou prejudica alguém (revolve a pedra) sofrerá as consequências de suas próprias ações, que se voltarão contra ele, ilustrando a lei da retribuição ou karma, onde a maldade retorna ao seu autor.

"O que cava uma cova cairá nela": Refere-se àqueles que planejam armadilhas ou maldade para os outros; eles mesmos se tornarão vítimas de seus próprios planos.

"E o que revolve a pedra, esta voltará sobre ele": Descreve a pessoa que causa problemas, que "empurra" pedras (obstáculos, calúnias, enganos) para os outros; a mesma "pedra" (a consequência) acabará rolando de volta e o atingindo.

Ações maliciosas e injustas têm consequências que recaem sobre quem as pratica. Deus observa e permite que a justiça seja feita, fazendo com que os ímpios sejam pegos em suas próprias artimanhas. Cuidado com as intenções: pondere as ações e intenções, pois elas moldam o futuro.

A Bíblia apresenta o princípio da retribuição — frequentemente referido como a "lei da semeadura e colheita" — através de vários personagens e histórias que demonstram que as ações, boas ou más, geram consequências proporcionais.

Exemplos de Retribuição Negativa

𖤓 - Acã
Acã desobedeceu à ordem de Deus de não pegar nada do que era "condenado" na cidade de Jericó, após a vitória de Israel. Ele roubou prata, ouro e um manto babilônico. Como consequência direta de sua desobediência e cobiça, ele e sua família foram punidos, resultando em sua morte e derrota temporária de Israel na batalha seguinte.

Referências: A Ordem de Deus: Josué 6:17-19; A Transgressão de Acã: Josué 7:1; A Confissão de Acã, Josué 7:20-21.

𖤓 - Hamã
No livro de Ester, Hamã planejou secretamente a morte de todos os judeus e construiu uma forca alta para enforcar Mardoqueu, o primo da Rainha Ester. No entanto, seus planos malignos se voltaram contra ele: o rei descobriu sua conspiração e Hamã acabou sendo enforcado na mesma forca que havia preparado para Mardoqueu.

Referências: Ester 7:9-10.

𖤓 - O Rei Acabe e Jezabel
Este casal real cometeu diversos atos de maldade, incluindo o assassinato de Nabote para roubar sua vinha. O profeta Elias pronunciou o julgamento de Deus sobre eles, e a retribuição veio de forma trágica, com ambos tendo mortes violentas e seus corpos servindo de alimento para cães e aves, conforme a palavra do Senhor.

Referências: 1 Reis 16:30-33; 1 Reis 19:1-2; 1 Reis 21:1-25;

Exemplos de Retribuição Positiva

𖤓 - Raabe e sua família
Raabe, uma prostituta de Jericó, protegeu os espiões israelitas, arriscando sua própria vida. Quando a cidade foi destruída, Josué ordenou que ela e toda a sua família fossem poupadas como retribuição por sua bondade e fé.

Referências: Josué 2 e 6:25 .

𖤓 - A Mulher Sunamita

Esta mulher demonstrou grande hospitalidade ao profeta Eliseu, preparando-lhe um quarto sempre que ele passava por ali. Como recompensa pela sua generosidade, ela, que era estéril, foi abençoada com um filho. Mais tarde, quando o menino morreu, Eliseu o ressuscitou, demonstrando a retribuição divina pela sua fé e boas ações.

Referências: 2 Reis 4:32-37.

𖤓 - Mefibosete e Davi
Davi demonstrou bondade a Mefibosete, filho de seu grande amigo Jônatas, restituindo-lhe todas as terras de Saul e permitindo que comesse à sua mesa para sempre. Isso foi um ato de retribuição e lealdade à amizade que tinha com Jônatas.

Referências: 2 Samuel 9:7.

Esses exemplos ilustram o entendimento de que Deus retribuirá a cada um "segundo as suas obras" ou "segundo o seu procedimento", conforme dito em Provérbios.

Salomão refere-se a ideia central de que as ações éticas e justas levam a bênçãos e prosperidade, enquanto o comportamento tolo e perverso resulta em consequências negativas e ruína. O livro apresenta isso como um padrão moral construído na ordem do mundo por Deus.

𖤓 - Causa e Efeito Moral
O livro ensina uma relação direta de causa e efeito: você colhe o que planta. A sabedoria (viver de acordo com os preceitos de Deus) alinha a pessoa com a ordem do mundo, enquanto a insensatez vai contra ela.

𖤓 - Recompensa do Justo
A pessoa que teme ao Senhor e segue Seus mandamentos tende a encontrar vida, honra e prosperidade (Prov. 10:16; 14:14).

𖤓 - Punição do Ímpio
Aquele que despreza a sabedoria e segue seus próprios caminhos paga um preço alto, enfrentando calamidade ou ruína (Prov. 1:29; 13:21).

𖤓 - Probabilidades, não Promessas Absolutas
É necessário entender que os provérbios são, em grande parte, princípios gerais e observações sobre como a vida normalmente funciona, e não garantias automáticas e absolutas para cada situação individual.

O próprio Antigo Testamento, em livros como Jó e Eclesiastes, questiona a aplicação rígida e imediata desse princípio, reconhecendo que, às vezes, os justos sofrem e os ímpios prosperam.

Temor do Senhor é o princípio da sabedoria (Prov. 1:7), significando respeito reverente e obediência a Deus. A busca de um viver correto, não sendo ímpio que Salomão apontou como sendo práticas do homem maligno e evitando as tolices (insensatez) comuns ao homem falto de entendimento.

A sabedoria proveniente do temor a Deus e que se manifesta na vida diária e nos relacionamentos humanos, é referida em Provérbios para estabelecer um sistema de justiça divina onde as escolhas morais e práticas de uma pessoa geralmente determinam seu destino nesta vida; e, a justiça prevalece, sendo realizada no tempo de Deus.

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Estudo Bíblico de Elizabeth Nogueira 𓂃˖˳·˖ ִֶָ ⋆🌷͙⋆ ִֶָ˖·˳˖𓂃 ִֶָ
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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Vencer o mal com o Bem


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       ¹ Também estes são provérbios de Salomão, os quais transcreveram os homens de Ezequias, rei de Judá. - Prov. 25:1

O versículo introduz uma coleção de provérbios de Salomão que foram compilados e transcritos pelos "homens de Ezequias", um grupo de escribas do rei Ezequias de Judá, destacando que a glória de Deus está em mistérios, enquanto a honra dos reis está em desvendar a verdade, um princípio que Ezequias mesmo aplicava ao investigar e purificar seu reino, conforme o contexto do capítulo.

São provérbios de Salomão, mas reunidos por escribas a mando de Ezequias, que reinou séculos depois, mostrando a continuidade da sabedoria.

O versículo 1 estabelece um contraste: Deus esconde mistérios (sua glória), mas reis (e líderes) devem buscar a verdade e a clareza (descobrir) para governar com justiça, removendo o mal e a corrupção.

Os versículos seguintes detalham essa sabedoria, como a importância de um rei remover o ímpio para firmar seu trono na justiça, a humildade de não se gabar na presença do rei, e a prudência de não levar fofocas ao tribunal.

Este versículo (Provérbios 25:1) não é apenas uma citação, mas a porta de entrada para uma seção de sabedoria prática sobre liderança, justiça e discernimento, compilada sob o reinado de Ezequias, que se preocupava em trazer luz e ordem ao seu reino.

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       ¹⁶ Achaste mel? Come só o que te basta; para que porventura não te fartes dele, e o venhas a vomitar. Prov. 25:16

O provérbio ensina sobre moderação e temperança, usando o mel como metáfora: se você encontra algo bom (o "mel"), deve consumir apenas o necessário ("o que te basta") para não se fartar, enjoar e até rejeitar ou vomitar o que antes era prazeroso, mostrando que o excesso de prazeres ou bens pode levar à aversão e ao prejuízo, assim como o excesso de doações pode gerar ingratidão e dependência.

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         ¹³ Come mel, meu filho, porque é bom; o favo de mel é doce ao teu paladar. Prov. 24:13 - Este versículo do capítulo 24 usa o sabor agradável como metáfora para a sabedoria e as coisas boas da vida que devem ser apreciadas.

O segundo provérbio em Provérbios 25:16 funciona como um contraponto, advertindo contra o excesso. Ensina a importância da moderação e do autocontrole, mesmo em relação a coisas boas e desejáveis. Juntos, eles oferecem um lembrete equilibrado: aprecie as dádivas da vida, mas com moderação.

Os versículos de Provérbios 24:13 e Provérbios 25:16 oferecem perspectivas complementares, e não contraditórias, sobre o consumo do mel, usando-o como uma metáfora para as coisas boas da vida, como a sabedoria e o prazer (satisfação).

O Contraponto reside na ênfase 𖡼𖤣𖥧𖡼𓋼𖤣𖥧𓋼𓍊𖡼𖤣𖥧𖡼𓋼𖤣𖥧𓋼𓍊

1. Provérbios 24:13 enfatiza o benefício e a busca pelo que é bom.

2. Provérbios 25:16 enfatiza a moderação e o perigo do excesso.

a) "Achaste mel? Come só o que te basta", (Prov. 25:16.a): Quando encontrar algo bom, uma bênção, uma oportunidade ou um prazer (o mel), não se exceda. Desfrute com moderação, sem ganância.

b) "para que porventura não te fartes dele, e o venhas a vomitar", (Prov. 25:16.b). O excesso de algo bom pode transformar o prazer em repulsa. O que era doce se torna amargo, levando à saturação e até à perda do apreço por aquilo que antes era valorizado.

Aplicação e Interpretação: 𖡼𖤣𖥧𖡼𓋼𖤣𖥧𓋼𓍊𖡼𖤣𖥧𖡼𓋼𖤣𖥧𓋼𓍊

1. Moderação nos Prazeres: Não se entregue demais a prazeres materiais, como comida, bebida, trabalho, ou até relacionamentos, para que não percam o valor ou se tornem prejudiciais.

2. Temperança Espiritual: O excesso de zelo em coisas boas, sem equilíbrio, pode levar ao esgotamento ou a uma atitude negativa, por isso é preciso buscar a plenitude em Deus sem excessos mundanos.

3. Relações Humanas: O princípio também se aplica a não abusar da hospitalidade ou da generosidade de outros, para não se tornar um fardo ou gerar ressentimento.

O provérbio é um conselho para a sabedoria prática, indicando que o desfrute de algo bom se mantém enquanto houver moderação, evitando o excesso que leva à saturação e repulsa.

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         ²⁷ "Comer mel demais não é bom; assim, a busca da própria glória não é glória", Prov. 25:27.

O versículo alerta que, assim como comer mel em excesso faz mal ao corpo, buscar a própria glória ou honra excessivamente é prejudicial à alma, pois demonstra falta de moderação e humildade, levando à auto exaltação, que não é verdadeira glória, mas sim uma falha de caráter, contrastando com a busca pela glória de Deus e o autocontrole.

Comer mel demais pode causar enjoos; da mesma forma, a busca excessiva por reconhecimento próprio é prejudicial. A busca por honra pessoal (fama, status) é uma "glória" vazia, ao contrário da verdadeira honra que vem de Deus ou do reconhecimento que vem dos outros, e não da autoafirmação.

O versículo é frequentemente ligado ao 28, que fala sobre a falta de domínio próprio como uma cidade sem muros, ilustrando que a incapacidade de controlar a busca por glória é uma fraqueza. A motivação para a excelência (sabedoria) deve ser a glória de Deus, não o reconhecimento humano, para evitar a armadilha da autoglorificação.

Provérbios frequentemente aborda a moderação em prazeres e a importância da humildade. O conselho se aplica a qualquer área da vida onde o excesso ou a compulsão (alimentação, ambição...) prejudicam o bem-estar, ressaltam os estudos. A honra duradoura é alcançada através da integridade e da humildade, não da auto exaltação.

𖡼𖤣𖥧𖡼𓋼𖤣𖥧𓋼𓍊𖡼𖤣𖥧𖡼𓋼𖤣𖥧𓋼𓍊 Os provérbios sobre o MEL contêm sabedoria prática sobre a moderação e os limites no prazer e na busca por glória pessoal.

1. Provérbios 24:13, usa o mel (que é "bom" e "doce") como uma metáfora para a sabedoria e o conhecimento, incentivando a sua busca e consumo. A sabedoria é nutritiva e satisfatória para a alma, assim como o mel é para o corpo.

2. Provérbios 25:16, adverte contra o excesso, mesmo de algo bom. O mel, se consumido em demasia, causa enjoo e vômito. A mensagem é sobre moderação: desfrute das coisas boas da vida (como a sabedoria ou os prazeres lícitos), mas com equilíbrio para evitar consequências negativas.

3. Provérbios 25:27, reforça essa ideia, aplicando o princípio ao comportamento humano: "Comer mel demais não é bom; assim, a busca da própria glória não é glória". Isso indica que a busca excessiva por auto exaltação ou glória pessoal é prejudicial e, em última instância, destrói a própria honra que se procura.

O equilíbrio e a moderação são virtudes essenciais, seja no consumo de alimentos ou na forma como vivemos e buscamos reconhecimento.

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          ²¹ Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe pão para comer; e se tiver sede, dá-lhe água para beber; ²² Porque assim lhe amontoarás brasas sobre a cabeça; e o Senhor to retribuirá. Prov. 25:21,22.

Os provérbios instruem sobre bondade para com o inimigo que, ao invés de vingança, sugere oferecer comida e água (ajuda material) ao inimigo causa vergonha e remorso, trazendo-o ao arrependimento, e que Deus retribuirá essa atitude, como ecoado por Paulo em Romanos 12:20, que diz para "vencer o mal com o bem".


Contexto e Significado 𖡼𖤣𖥧𖡼𓋼𖤣𖥧𓋼𓍊𖡼𖤣𖥧𖡼𓋼𖤣𖥧𓋼𓍊

A Ação: Dar pão e água ao inimigo (Prov. 25:21). O Efeito: "Amontoarás brasas vivas sobre a cabeça dele" (Prov. 25:22). Significado: a bondade "desarma", envergonha o coração do inimigo e o leva ao arrependimento, em vez de alimentá-lo com vingança. Recompensa: "O Senhor te recompensará" (Prov. 25:22).

O apóstolo Paulo cita Provérbios 25:21-22 em Romanos 12:20-21 para instruir os cristãos a não serem vencidos pelo mal, mas a vencerem o mal com o bem, refletindo o caráter de Cristo mesmo diante de adversidades.

Alimentar um inimigo faminto ou dar-lhe água, significa praticar a bondade em vez da vingança o que pode levar o adversário ao remorso e arrependimento, constrangimento por suas más ações, e Deus recompensará quem age com amor e obediência, não vingança. A "retribuição" do Senhor é a recompensa pela sua atitude de amor, não um castigo sobre o inimigo.

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          ²⁵ Como água fresca para a alma cansada, tais são as boas novas vindas da terra distante. Prov. 25:25

O provérbio é uma metáfora que compara a alegria e o alívio de receber boas notícias de um lugar distante à sensação revigorante de beber água fresca quando se está com sede, trazendo bem-estar e refrigério para uma alma fatigada.

A passagem ressalta o valor e o impacto positivo de notícias positivas e esperançosas, mesmo quando vêm de longe, proporcionando conforto e renovação.

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          ²⁶ Como fonte turvada, e manancial poluído, assim é o justo que cede diante do ímpio. Prov. 25:26

Destaca a responsabilidade moral de quem busca a integridade. Quando uma pessoa justa vacila ou se compromete diante da maldade, deixa de ser uma fonte de vida e clareza para se tornar algo que confunde e contamina aqueles que dependem de sua liderança ou exemplo.

"fonte turvada, e manancial poluído" descreve uma pessoa justa que se corrompe ou cede ao mal, tornando-se uma má influência, assim como uma nascente de água limpa que se torna barrenta e imprópria para consumo, transmitindo doença em vez de vida e frescor.

Uma nascente de água que era pura e foi contaminada, torna-se suja, lamacenta e perigosa, como o justo que cede ao ímpio. Uma pessoa de caráter reto que se deixa influenciar por pessoas más ou se envolve em suas práticas, perde sua integridade e a capacidade de conquistar ou convencer pelo exemplo.

Quando pessoas boas "se deixam vencer pelo mal" deixam de ser bom exemplo e passam a ser uma fonte de contaminação, moral e espiritual, para quem as rodeia.

A analogia compara uma pessoa justa que se submete ou se alia ao perverso a uma fonte de água cristalina que foi poluída, tornando-se suja e incapaz de saciar a sede ou trazer vida.

1. Perda de Integridade: Quando um justo "cede" à pressão do ímpio ou "cai diante do ímpio", ele perde sua capacidade de ser uma influência positiva, transformando-se em um risco ou exemplo negativo, tão prejudicial como uma água contaminada (turva) que pode adoecer.

O provérbio usa a metáfora do "manancial poluído" para ilustrar a corrupção moral ou espiritual. Outro versículo que aborda este conceito é Tiago 3:11-12 - "Porventura, deita alguma fonte de um mesmo manancial água doce e água amargosa? Meus irmãos, pode também a figueira produzir azeitonas ou a videira, figos? Assim, tampouco pode uma fonte dar água salgada e doce" (Tiago 3:11-12,).

A passagem questiona a hipocrisia e a dualidade de uma pessoa que, da mesma boca, profere bênçãos e maldições. O ponto é que uma fonte deve ser consistentemente boa ou má, e os cristãos devem buscar pureza consistente em seu falar e agir.

𖡼𖤣𖥧𖡼𓋼𖤣𖥧𓋼𓍊𖡼𖤣𖥧𖡼𓋼𖤣𖥧𓋼𓍊 Outros versículos relacionados 

Jeremias 2:13: Embora não fale diretamente de um manancial poluído, usa a imagem de fontes e cisternas para criticar o povo que abandonou a Deus: "Porque o meu povo cometeu dois males: abandonaram-me, a mim, a fonte de água viva, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que não retêm as água".

Esses versículos, em conjunto, destacam a importância da integridade, pureza e consistência moral e espiritual na vida, alertando contra a contaminação por influências externas ou a hipocrisia interna.

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         28 "Como cidade derribada, que não tem muros, assim é o homem que não tem domínio próprio" (Prov. 25:28).

O provérbio compara o homem sem autocontrole a uma cidade sem muros: vulnerável, desprotegido e exposto a ataques (do pecado, tentações, impulsos).

A cidade com muros tem defesa e segurança, mostrando que o domínio próprio é essencial para a proteção da alma e da vida, prevenindo a ruína e decisões insensatas, pois a falta dele abre caminho para a ruína pessoal, como um exército inimigo entrando livremente.

A mensagem central é a importância do autocontrole, ou a capacidade de dominar os próprios impulsos e desejos. Assim como uma cidade sem muros é facilmente invadida e conquistada, o indivíduo sem domínio próprio é facilmente dominado por suas paixões, tentações e circunstâncias, tornando-se vulnerável ao sofrimento e à ruína.

Os "muros" representam a disciplina, a sabedoria e a força para resistir ao mal e às más influências, protegendo o interior e a vida da pessoa.

A falta de controle sobre si mesmo é uma fraqueza perigosa. O versículo de Provérbios nos adverte que precisamos de "muros" (autocontrole) para proteger nossa vida, saúde mental e bem-estar espiritual de invasões externas e internas, evitando decisões precipitadas e caminhos destrutivos.

Em tempos antigos, uma cidade sem muralhas era facilmente invadida, desprotegida, sem autonomia e aberta a qualquer domínio externo.

Homem sem domínio próprio: Assim como a cidade, essa pessoa é vulnerável, pois não tem controle sobre seu espírito, suas paixões e suas ações, agindo por impulso e sofrendo as consequências.

A falta de autocontrole deixa a pessoa exposta a decisões precipitadas e vulnerável a perigos. Sem o controle sobre si mesmo, a vida se torna um lugar inseguro, como uma cidade exposta.

Ter força Interior, significa treinar a mente para ser mais forte que sentimentos e emoções, mantendo a estabilidade e a integridade. O provérbio enfatiza a importância de cultivar o domínio próprio para viver de forma equilibrada, protegida e sábia. 𖡼𖤣𖥧𖡼𓋼𖤣𖥧𓋼𓍊𖡼𖤣𖥧𖡼𓋼𖤣𖥧𓋼𓍊

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Aprender a Ver


🜲 Sobre o rei Salomão, em 1 Reis 4:32 é dito que: "Ele compôs três mil provérbios, e os seus cânticos chegaram a mil e cinco", descrevendo a sua sabedoria, profundidade intelectual e poética, como fruto da bênção de Deus, fama esta que se espalhou por todas as nações vizinhas (1 Reis 4:29-34). Também discorria sobre a natureza (plantas, animais, peixes); e era procurado por reis de todo o mundo para ouvir sua sabedoria.

Salomão é o autor de Provérbios, do capítulo 1 ao 29, de Eclesiastes e dos Salmos 72 e 127. Embora tenha composto muitos outros provérbios, apenas parte deles está registrada no livro de Provérbios. Curiosamente, Provérbios 24:23, diz: "Também estes são provérbios dos sábios".

Este estudo é baseado no capítulo 24 de Provérbios

          🜲 ⁵ O homem sábio é forte, e o homem de conhecimento consolida a força", (v.5) - ¹⁰ Se te mostrares fraco no dia da angústia, é que a tua força é pequena", (v.10)

Neste capítulo Salomão cita a conduta de quatro tipos de homem: 1. o Homem Sábio (v.5.a); 2. o Homem de conhecimento (V.5.b); e 3. o homem maligno (20); 4. o homem falto de entendimento (v.30)

O homem sábio e homem de conhecimento um complementa o outro, através de conselhos e discernimento, superando a força física e conquistando à vitória.

1. o Homem Sábio: tem a força inerente da sabedoria: influência e poder. é aquele que busca a instrução de Deus, controla suas palavras e emoções, é prudente, ouve conselhos, tem discernimento e se associa com outros sábios, demonstrando humildade e poder através do bom senso e da capacidade de perdoar, sendo uma fonte de vida e ensino para os outros (Prov. 13:20; 16:20-21; 17:27-28; 19:11; 24:5-6).

2. o Homem de Conhecimento: aumenta a força (física, financeira, de caráter) do homem sábio com estratégia e prudência, tornando-a mais eficaz; é aquele que busca a sabedoria, adquire entendimento, tem prudência, fala com moderação, e cujo discernimento o guia para decisões justas e uma vida próspera e pacífica, sendo a sabedoria, vinda do Senhor, a sua maior riqueza, (Prov. 2:5-6; 3:13-18; 15:33; 24:5-6).

Em contexto (v. 6 e 7):"Com prudência se faz a guerra, e na multidão de conselheiros há vitória" (tradução NVI). Isso mostra que a sabedoria leva à boa estratégia (fazer a guerra com prudência) e à busca por orientação (muitos conselheiros), resultando em sucesso, algo que apenas a força bruta, não alcança.

Destaca que inteligência, bom senso e conhecimento são mais valiosos e poderosos do que a mera força física, pois permitem planejar, vencer e prosperar de forma consistente.

O provérbio "Se te mostrares fraco no dia da angústia, é que a tua força é pequena" (Prov. 24:10) destaca a importância da resiliência e do preparo emocional e espiritual antes mesmo das crises chegarem.

O texto sugere que a adversidade não cria a fraqueza, mas apenas a revela; o "dia da angústia" funciona como um teste para a resistência que cultivamos no cotidiano.

O provérbio "Se te mostras fraco no dia da angústia, a tua força é pequena". de Provérbios 24:10, ecoa em Mateus 14:31, quando Jesus repreende Pedro por duvidar ao andar sobre as águas, dizendo: "Homem de pequena fé, por que duvidaste?".

Outro versículo chave é Mateus 17:20, onde Jesus explica que a fé do tamanho de um grão de mostarda pode mover montanhas: "E Jesus lhes disse: Por causa da vossa pequena fé; porque em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá - e há de passar; e nada vos será impossível".

Jesus usa a expressão "pequena fé" em momentos de dúvida e medo, como quando Pedro começou a afundar nas águas. Apesar de pequena, a fé é poderosa, como um grão de mostarda, capaz de realizar o impossível quando cultivada.

Provérbios 24:10 relaciona a "pequena força" na angústia com uma fé que não se apoia suficientemente em Deus, incentivando a confiar Nele nos momentos difíceis.

Esses versículos mostram que ter "pequena força", "pequena fé", não é um julgamento final, mas um chamado para fortalecer a confiança em Deus, especialmente diante dos desafios da vida, confiando que Ele é maior que qualquer problema.

O apóstolo Paulo, o Salmista, o profeta Isaías ensinam que as limitações humanas e sofrimentos são oportunidades para a manifestação do poder Deus e graça de Cristo.

𓂃✍︎2 Coríntios 12:9-10 - "Ele, porém, me disse: “A minha graça é suficiente para você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. Por isso, por amor de Cristo, regozijo-me nas fraquezas, nos insultos, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias. Pois, quando sou fraco é que sou forte" (NVI).

𓂃✍︎ Efésios 6:10: "Finalmente, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder."

𓂃✍︎ Filipenses 4:13: "Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece."

𓂃✍︎ Isaías 40:29: "Dá força ao cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor."

𓂃✍︎ Salmos 18:32: "Pois tu és o Deus que me cinge de força e aperfeiçoa o meu caminho."

        🜲 ¹¹ Se tu deixares de livrar os que estão sendo levados para a morte, e aos que estão sendo levados para a matança; - ¹² Se disseres: Eis que não o sabemos; porventura não o considerará aquele que pondera os corações? Não o saberá aquele que atenta para a tua alma? Não dará ele ao homem conforme a sua obra? Prov. 24:11-12

Ação e responsabilidade, uma instrução ao cristão a intervir para salvar aqueles que estão sendo injustamente levados à morte ou ao perigo, alertando que Deus, que conhece os corações, não aceitará a desculpa da ignorância e retribuirá a cada um segundo suas obras, destacando a importância da justiça e da proteção dos vulneráveis.

Em diferentes traduções:

Almeida Revista e Atualizada (ARA): "Livra os que estão sendo levados para a morte e salva os que cambaleiam indo para serem mortos".

Nova Versão Internacional (NVI): "Liberte os que estão sendo levados para a morte; detenha os que caminham trêmulos para a matança!".

Nova Versão Transformadora (NVT): "Liberte os que foram injustamente condenados a morrer; salve-os enquanto vão tropeçando para a morte".

Temos a obrigação de ajudar quem está em perigo iminente de morte, especialmente em situações de injustiça. A desculpa de "não sabíamos" não será aceita por Deus, que sonda os corações e conhece a verdade, exigindo nossa participação ativa na justiça. Deus retribuirá a cada pessoa conforme suas obras, valorizando a atitude de quem se importa em salvar vidas.

Provérbios 24:12, em diferentes traduções, enfatiza que, mesmo que alguém alegue ignorância ("Não o sabemos") sobre uma situação de injustiça ou perigo (alguém sendo levado à morte), Deus, que pesa os corações e conhece as almas, está ciente de tudo, das intenções e da omissão, e retribuirá a cada pessoa de acordo com suas obras.

A mensagem sobre a responsabilidade moral e a soberania divina, mostra que desculpas de desconhecimento não invalidam o julgamento de Deus que vê além das aparências e conhece os motivos. O versículo, parte de uma sequência de provérbios (Prov. 24:10-12) exorta à ação em momentos de perigo e injustiça, e adverte contra a omissão.

"Aquele que pondera os corações" / "Aquele que atenta para a tua alma": Refere-se a Deus, que conhece profundamente as intenções, os pensamentos e os motivos internos das pessoas, não apenas suas ações externas.

"Não dará ele ao homem conforme a sua obra?": Indica que Deus julgará e retribuirá a cada um não pelo que diz, mas pelo que realmente faz ou deixa de fazer, com base na verdade de seus corações.

O versículo desmascara a tentativa de se eximir de responsabilidade dizendo "não sabíamos", mostrando que Deus conhece a verdade por trás dessa alegação. Deus vê a verdade e julga com base na conduta e nas intenções verdadeiras de cada um, e não em desculpas ou fingimentos.

          🜲 ¹³ Come mel, meu filho, porque é bom; o favo de mel é doce ao teu paladar. Prov. 24:13 - ¹⁴ Assim será para a tua alma o conhecimento da sabedoria; se a achares, haverá galardão para ti e não será cortada a tua esperança. Prov. 24:14

O versículo de Provérbios 24:13 é uma metáfora que ensina que a sabedoria é boa e prazerosa para a alma, assim como o mel é bom para o corpo, prometendo um futuro e esperança para quem a busca, conforme o versículos seguinte. (Pv 24:14).

Ele exalta o valor da sabedoria, comparando-a com algo nutritivo e delicioso que traz bênçãos e não desaponta, incentivando a busca por um conhecimento que traz alegria e um bom porvir.

O Mel como Símbolo: O mel é um alimento natural que revitaliza, tem um sabor agradável e é nutritivo, representando os benefícios da sabedoria.

A Sabedoria para a Alma: Assim como o mel satisfaz o paladar, o conhecimento da sabedoria satisfaz e nutre a alma, trazendo alegria e satisfação.

Recompensa e Futuro: A busca pela sabedoria não é em vão; ela oferece um "galardão" (recompensa), um futuro promissor e uma esperança que não será frustrada, como afirmam as versões NVI e NAA.

Saúde e Prazer: A sabedoria não é apenas benéfica espiritualmente, mas também para a vida prática, promovendo saúde e bem-estar em diversas áreas.

O provérbio, sugere saborear e buscar a sabedoria, pois ela é tão boa para a vida quanto o mel para o corpo, trazendo alegria, propósito e um futuro próspero.

A sabedoria não é apenas um acúmulo de dados, mas um investimento com retorno garantido para o futuro. Assim como o mel (mencionado no versículo anterior), ela traz prazer imediato à alma.

Existe Recompensa: O "galardão" indica que o discernimento gera resultados concretos em suas decisões. Segurança no Futuro: A esperança baseada na sabedoria divina não é frustrada, pois ela pavimenta um caminho sólido.

Provérbios 24:15-20 exorta o ímpio a não armar ciladas contra o justo, pois, embora o justo caia, ele se levantará, enquanto o ímpio tropeçará no mal, sendo que a alegria com a queda do inimigo desagrada a Deus, que pode desviar Sua ira para o justo; a sabedoria bíblica, portanto, aconselha não se indignar ou invejar o ímpio, pois a prosperidade dos maus é passageira, sua lâmpada se apagará, e o homem maligno não terá galardão.

          🜲 ²⁰ Porque o homem maligno não terá galardão, e a lâmpada dos ímpios se apagará. Prov. 24:20.

Significa que a maldade não traz recompensa duradoura ou um bom futuro, e a vida dos perversos, embora possa brilhar por um tempo, eventualmente chegará ao fim e será esquecida, contrastando com a sabedoria que promete esperança e um destino melhor, pois não há futuro para quem pratica o mal.

1. "Não terá galardão": O "galardão" (recompensa, futuro) prometido ao homem maligno não é positivo; na verdade, ele não terá um final feliz ou um legado duradouro, diferente do galardão que o justo (sábio) recebe.

2. "A lâmpada dos ímpios se apagará": A "lâmpada" simboliza a vida, o brilho, a influência ou a prosperidade do ímpio (tolo/insensato). Assim como uma lâmpada se apaga, a vida e o poder do perverso cessarão, sem deixar rastro duradouro,

3. o Homem Maligno: perverso, vil (ou "de Belial") planeja o mal (Prov. 16:27), violento, semeia discórdia, caluniador, espalha boatos (Prov. 16:28-29); trama iniquidades, semeia contendas, mentiroso, presta falso testemunho, malicioso continuamente (Prov. 6:12-18; Prov. 8:13); não terá galardão (Prov. 24:20).

O provérbio adverte para não invejar os malfeitores, pois, embora pareçam prosperar, seu fim é a destruição e o esquecimento. O livro de Provérbios frequentemente contrasta a vida do justo, que tem esperança e sabedoria, com a do ímpio, cujo caminho leva à ruína, reforçando a ideia de que a maldade não compensa a longo prazo.

Significado e Lições:

Resiliência do Justo: A queda do justo não é o fim; ele se levanta, mostrando força e fé.

Queda do Ímpio: O mal que o ímpio faz a si mesmo, o derrubando.

Amor ao Inimigo: A instrução de não se alegrar com a desgraça do inimigo, pois isso revela um coração impuro aos olhos de Deus.

Paciência com o Mal: A sabedoria aconselha não se irritar ou invejar os ímpios, pois a justiça de Deus prevalecerá no final.

          🜲 ²¹ Teme ao Senhor, filho meu, e ao rei, e não te ponhas com os que buscam mudanças; - ²² Porque de repente se levantará a sua destruição, e a ruína de ambos, quem o sabe? - Prov. 24:21-22

Salomão instrui o filho a temer a Deus e a respeitar a autoridade do rei, aconselhando a não se envolver com aqueles que buscam "mudanças" (revoltas/rebelião), pois a destruição deles virá de repente e inesperadamente, sendo um aviso contra a desobediência e a associação com pessoas iníquas, pois o fim dos maus é a perdição, conforme diversas traduções bíblicas.

1. "Teme ao Senhor, filho meu, e ao rei": Enfatiza a importância de temer a Deus (respeitar e obedecer) e também de respeitar o rei (autoridade terrena estabelecida), pois ambos representam a ordem e a justiça divinas.

2. "e não te ponhas com os que buscam mudanças": "Mudanças" aqui se refere a revoltas, rebeliões ou a instigação de desordem, sendo um conselho para não se juntar a grupos que tramam contra a ordem estabelecida.

3. "Porque, de repente, se levantará a sua perdição": Avisa que a ruína daqueles que promovem o caos e a rebelião será súbita e iminente, e ninguém saberá de onde veio.

Adverte sobre os perigos de se associar com pessoas más e de invejar os ímpios, destacando que a sabedoria está em seguir os caminhos de Deus e não os dos rebeldes, cujos fins são desastrosos.

Salomão adverte (v.22) contra a rebelião e a desobediência ao rei e a Deus, alertando que a destruição daqueles que se opõem repentinamente chegará, e ninguém saberá de onde veio ou quando exatamente, ressaltando a imprevisibilidade e a certeza da punição divina e das autoridades.

A mensagem central é: não se envolva com quem busca mudanças ou revoltas, pois a ruína deles virá de forma inesperada e avassaladora, uma calamidade que pode ser tanto de Deus quanto do rei. E quem pode prever tal desfecho?.

"Teme ao SENHOR, filho meu, e ao rei, e não te entremetas com os que buscam mudanças." (Prov. 24:21 - ARC/ARA): O versículo anterior estabelece o cenário, instruindo a ter temor a Deus e respeito pela autoridade do rei, e a não se associar com rebeldes ou agitadores.

"Porque, de repente, se levantará a sua destruição, e a ruína de ambos, quem o sabe?" (Prov. 24:22 - ARC/ARA): A consequência para quem se rebela é a destruição súbita e iminente, e a magnitude dessa ruína é incerta e imprevisível para os que não estão envolvidos.

Em outras palavras: a rebelião e a desobediência trazem consequências rápidas e severas. Ninguém pode prever a dimensão exata ou o momento preciso da punição, mas ela virá. É um ALERTA à estabilidade e à boa cidadania, não se envolvendo em movimentos que desafiam a ordem estabelecida por Deus e pelo governo legítimo.

Os provérbios seguintes (v. 23-34) ensinam sobre justiça, retidão e as consequências da preguiça, destacando que não se deve ser parcial no julgamento; que a verdade traz bênçãos; a repreensão correta é boa; a retidão nos lábios é abençoada; a sabedoria exige trabalho e planejamento (preparar a obra antes de edificar a casa) e que a falta de diligência leva à pobreza.

O texto contrasta a repreensão do ímpio (que traz maldição) com a repreensão do justo (que traz bênção) e a beleza das palavras retas, alertando contra falsas testemunhas e a vingança pessoal, e ilustrando a ruína do preguiçoso.

Resumo dos Principais Pontos:

1. Justiça e Imparcialidade (v. 23-26): Não ser parcial no julgamento. Dizer que o ímpio é justo atrai maldição; repreender o ímpio traz bênção. Palavras retas são bem-vindas e abençoadas.

2. Trabalho e Sabedoria (v. 27): Planeje e faça sua obra no campo (externa) antes de construir sua casa (interna/família).

3. Integridade e Honestidade (v. 28-29): Não testemunhe falsamente contra o próximo. Não se vingue; pague a cada um conforme sua obra.

4. Perigo da Preguiça (v. 30-34):O campo do preguiçoso está cheio de ervas daninhas e seu muro, derrubado. Pequeno sono e cochilo levam à pobreza, que vem rápido como um assaltante.

Uma advertência à ação justa, à integridade e ao trabalho diligente, contrastando com a parcialidade, a inatividade e a vingança, que trazem ruína.

          🜲 ²⁹ "Não digas: Como ele me fez a mim, assim o farei eu a ele; pagarei a cada um segundo a sua obra", Prov. 24:29

Essa é uma poderosa lição sobre integridade e autocontrole, pois nos desafia a quebrar o ciclo da vingança, deixando o julgamento final para Deus em vez de agir pelo impulso do "olho por olho".

A mensagem central é: a nossa conduta não deve ser ditada pelo erro alheio, mas pelos nossos próprios princípios éticos e espirituais.

Em vez de retribuir o mal com o mal, a sabedoria bíblica sugere que a justiça verdadeira não nasce da revanche pessoal, mas da confiança na justiça divina.

         🜲 ³⁰ Passei pelo campo do preguiçoso, e junto à vinha do homem falto de entendimento, ³¹ Eis que estava toda cheia de cardos, e a sua superfície coberta de urtiga, e o seu muro de pedras estava derrubado. Prov. 24:30,31.

1. Plantas espinhosas, ou cardos, e urtigas: são ervas daninhas, e competem com as videiras por água, nutrientes e luz solar, especialmente durante períodos críticos de crescimento.

Causam interferência na colheita e poda, pois suas folhas e caules espinhosos e urticantes tornam o manejo manual, como a poda e a colheita, mais difícil e desconfortável para os trabalhadores.

A disseminação é rápida, os cardos, em particular, espalham-se rapidamente através de sementes transportadas pelo vento, enquanto as urtigas se propagam via rizomas subterrâneos, exigindo controle proativo para prevenir infestações generalizadas, como a prevenção, monitorando a entrada de sementes ou agindo rapidamente ao sinal dos primeiros brotos.

2. Muro de pedras em Ruínas: A cerca de pedra que protegia o campo está derrubada, destruída, representando a falta de limites, proteção e estrutura na vinha do preguiçoso, deixando-a vulnerável a problemas e dificuldades.

A desordem, falta de cuidado e decadência que resultam da preguiça e falta de diligência, levam à pobreza, pois é um reflexo direto da inação e falta de cuidado do proprietário. A ruína do muro leva à invasão de espinhos e ervas daninhas, mostrando que a negligência destrói a propriedade e a prosperidade, além de prejudicar as terras vizinhas.

3. o homem falto de entendimento: tolo, insensato, não pondera as consequências de suas ações ou da ausência delas. Sem inteligência ou sabedoria. O provérbio adverte que a falta de esforço (dormir demais, descansar à toa) levará à pobreza e à escassez, como um assalto.

Provérbios 17:18, descreve o homem falto de entendimento, como aquele que age sem juízo, ao se comprometer como fiador (garantidor de dívida) para seu próximo, o que geralmente leva à ruína e problemas, mostrando falta de sabedoria e prudência financeira.

          🜲 ³² O que eu tenho visto, o guardarei no coração, e vendo-o recebi instrução. Prov. 24:32

1. "O que eu tenho visto, o guardarei no coração": Significa prestar atenção e internalizar as experiências, não apenas ver de forma superficial.

2. "e vendo-o recebi instrução": A partir dessa observação cuidadosa, o sábio tira uma lição prática e aprende a agir com sabedoria.

A "instrução" aprendida ao observar a cena de negligência, como um campo cheio de plantas espinhosas (cardos) e de urtigas, muro de pedras em ruínas, é que neste caso a pobreza, a necessidade, a privação são consequências da preguiça.

         🜲 ³³ Um pouco a dormir, um pouco a cochilar; outro pouco deitado de mãos cruzadas, para dormir, ³⁴ Assim te sobrevirá a tua pobreza como um vagabundo, e a tua necessidade virá como um ladrão armado. Prov. 24:33,34

A preguiça e a procrastinação, trazem consequências negativas, repentinas, como um ataque surpresa num assalto. A falta de diligência no trabalho e na gestão da vida conduzem à pobreza e à privação.

Em provérbios, "vagabundo" se refere à pessoa ociosa, sem rumo ou trabalho, preguiçoso, irresponsável, tolo, insensato, "homem falto de entendimento" que precisa de direção, estabilidade, sabedoria (Prov. 6:6-11, 10:4, 12:24, 24:34).

Salomão destaca que a sabedoria vem de APRENDER a observar os acontecimentos comuns e extraordinários a nossa volta, meditando e extraindo lições de vida. E, sugere que sejamos observadores atentos e aprendizes contínuos, usando as experiências, próprias ou alheias, como fonte de sabedoria. É necessário: Aprender a ver.