quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Abimeleque Filho do Juiz Gideão


A Bíblia registra no livro de Juízes 8:30-9:54, a história de Abimeleque (Abimelec), filho do juiz Gideão (ou Jerobaal), com uma mulher de Siquém, uma concubina, o que o diferenciava dos outros meio-irmãos considerados filhos legítimos; e, ele embora com alguns direitos por filiação pertencia ao clã materno.

Abimeleque (em hebraico: אֲבִימֶלֶך; romaniz.: Aviméleḵ, ʼAḇîmélek; lit. "Meu Pai é rei" ou "O rei é o Pai"), foi extremamente ardiloso e mau. Quando Gideão seu pai morreu, ele persuadiu seus tios, os irmãos de sua mãe, a incentivar o povo de Siquém a apoiá-lo em um plano para derrubar o governo de sua família e torná-lo governante único.

          1. "E Abimeleque, filho de Jerubaal, foi-se a Siquém, aos irmãos de sua mãe, e falou-lhes e a toda a geração da casa do pai de sua mãe, dizendo: 2 Falai, peço-vos, aos ouvidos de todos os cidadãos de Siquém: Qual é melhor para vós: que setenta homens, todos os filhos de Jerubaal, dominem sobre vós ou que um homem sobre vós domine? Lembrai-vos também de que sou osso vosso e carne vossa. 3 Então, os irmãos de sua mãe falaram acerca dele perante os ouvidos de todos os cidadãos de Siquém todas aquelas palavras; e o coração deles se inclinou para Abimeleque, porque disseram: É nosso irmão".

Abimeleque tinha o apoio dos chefes de seu clã que conheciam seus propósitos de eliminar todos os seus irmãos e mesmo assim o apoiaram. Para consolidar sua autoridade, Abimeleque tramou a morte de seus setenta irmãos; e, para isso contou com a ajuda do povo siquemita.

Ele recebeu setenta peças de prata e com estes recursos do tesouro de Baal-Berite, o deus cultuado em Siquém, conseguiu reunir e contratar homens perversos, ociosos e levianos que lhe ajudaram a executar seus irmãos.

O Templo de Baal-Berit era um santuário cananeu em Siquém, dedicado a Baal-Berit, o "Senhor da Aliança" (El-Berit). Importante centro religioso, um local de poder para os siquemitas que apoiaram financeiramente Abimeleque na matança de seus irmãos. Três anos depois, Abimeleque destruiu este mesmo templo ateando fogo.

Com o objetivo de se tornar rei, Abimeleque matou seus irmãos (filhos de Gideão), sobre uma pedra em Ofra, para consolidar o seu poder. Ele usou essa pedra como um altar para sacrifícios pagãos ao deus Baal-Berite, "Baal da Aliança", e usou esse massacre, como um sacrifício para firmar uma aliança com o seu deus.

Ele foi à casa de seu pai, Gideão, em Ofra, e ali "matou os seus irmãos, sobre uma pedra" (Juízes 9:5-6). Portanto, a "pedra de Baal-Berite em Ofra" não era o local de adoração ao ídolo em si, mas em Abimeleque tornou-se o local de um massacre brutal.

A "pedra de Baal-Berite" e a "pedra de Gideão" em Ofra referem-se, na verdade, a uma única pedra que serviu a propósitos diferentes em momentos distintos, conforme narrado no livro de Juízes, quando Gideão construiu um altar ao Senhor o chamou de "O Senhor é Paz" (Jeová-Salom), e esse altar e a rocha permaneceram em Ofra por muito tempo (Juízes 6:24).

Após matar quase todos seus irmãos, Abimeleque foi rapidamente escolhido por aclamação popular. E, conduzido ao local sagrado, junto ao carvalho da coluna em Siquem, foi coroado rei de Siquém e do povoado vizinho Bete-Milo, uma cidadela (Juízes 9:6). 

A palavra “Bete-Milo” é composta por duas palavras hebraicas: “Bete”, que significa “casa”, e “Milo”, que significa “fortaleza” ou “torre”. Portanto, uma possível tradução para este nome seria literalmente “casa da fortaleza” ou “casa da torre”, a casa de Milo (Juízes 9:20).

Dos setenta meio irmãos, apenas seu irmão caçula, Jotão (Jotam), conseguiu se esconder e fugir, escapando da matança promovida por Abimeleque e seus tios maternos, com apoio dos religiosos do templo de Baal-Berite e alguns outros siquemitas e outros de Bete-Milo. Jotão, em fuga, se refugiou no Monte Gerizin com seus seguidores armados.

Monte Gerizin é uma das mais altas montanhas da Cisjordânia, elevando-se a 881 metros acima do nível do mar. Na saída ocidental deste vale, está a cidade de Siquém, atualmente Nablus. O monte Gerizim não possuía qualquer tipo de vegetação. O governo britânico, em 1920, reflorestou o norte do monte Gerizim.

Jotão, o filho mais novo de Jerrubaal (Gideão), fez uma declaração de maldição contra Abimeleque e aqueles que o haviam coroado, proferindo a Parábola do rei-espinheiro, sobre um espinheiro escolhido como rei e que não possuía capacidade de governar:

        Juízes 9:7-15 - "E, dizendo-o a Jotão, foi este, e pôs-se no cume do monte de Gerizim, e levantou a sua voz, e clamou, e disse-lhes: Ouvi-me a mim, cidadãos de Siquém, e Deus vos ouvirá a vós. Foram uma vez as árvores a ungir para si um rei e disseram à oliveira: Reina tu sobre nós. Porém a oliveira lhes disse: Deixaria eu a minha gordura, que Deus e os homens em mim prezam, e iria a labutar sobre as árvores? Então, disseram as árvores à figueira: Vem tu e reina sobre nós. Porém a figueira lhes disse: Deixaria eu a minha doçura, o meu bom fruto e iria labutar sobre as árvores? Então, disseram as árvores à videira: Vem tu e reina sobre nós. Porém a videira lhes disse: Deixaria eu o meu mosto, que alegra a Deus e aos homens, e iria labutar sobre as árvores? Então, todas as árvores disseram ao espinheiro: Vem tu e reina sobre nós. E disse o espinheiro às árvores: Se, na verdade, me ungis rei sobre vós, vinde e confiai-vos debaixo da minha sombra; mas, se não, saia fogo do espinheiro que consuma os cedros do Líbano".

A Parábola do "rei espinheiro", conta que as árvores buscavam um rei, sendo o convite para liderar recusado pela oliveira, figueira e videira, que preferiam não se envolver com governança e gestão, pois tinham outros propósitos. As árvores então convidaram o espinheiro, que aceitou com a condição de que, se não o servissem, fogo sairia dele e queimaria os cedros do Líbano.

O "Espinheiro rei" queimaria quem não o servisse, "os cedros do Líbano" - a metáfora foi escolhida porque o cedro é uma árvore, conhecida por suas raízes profundas e madeira aromática, na Bíblia "cedro do Líbano" representa o justo e a estabilidade que vem da confiança em Deus (Salmo 92:12), simbolizando grandiosidade, força, firmeza, nobreza, perenidade, resistência. 

A Parábola faz um alerta quanto a omissão perigosa dos bons (árvores frutíferas), pois quando o povo, a multidão, as pessoas (as árvores) buscam qualquer rei sempre acabam se submetendo ao governo desastroso de um líder inadequado, ambicioso, cruel, um tirano como Abimeleque, que como o cruel espinheiro acabaria por aniquilar aqueles que o escolheram como rei.

O rei inadequado tudo faz para se manter no poder... Sem capacidade de liderar exige obediência cega e não tolera a mínima oposição, consequentemente, traz a ruína e sofrimento (fogo do espinheiro) à todos; e, não apenas aos que o escolheu.

A maldição declarada por Jotão significava que, por não terem tratado com justiça a família de Jerrubaal (Gideão), ele não tinha dúvidas que logo também se virariam um contra o outro. Então, "o fogo" viria contra Abimeleque do povo de Siquem e "o fogo" sairia de Abimeleque contra o povo, inclusive contra quem o apoiou naquele golpe sangrento.

Depois de cerca de três anos, Abimeleque começou a experimentar oposições e revoltas do povo de Siquém contra sua liderança. Então ele procurou suprimir a qualquer custo os movimentos que se levantavam contra seu domínio. Ele arrasou a cidade de Siquém e cobriu sua terra com sal para que se tornasse infértil.

O povo de Siquem passou a agir traiçoeiramente contra Abimeleque e colocava ladrões à espreita de qualquer mercadoria ou dinheiro que fosse para o rei e roubava tudo. Então Gaal, filho de Ebed, foi a Siquem e, bêbado, se gabou de que removeria Abimeleque do trono.

Zebul, governante de Siquem, enviou mensagem a Abimeleque junto com uma estratégia de batalha, informando sobre os intentos de Gaal, seus irmãos entre outros, de lutarem contra Abimeleque.

No dia seguinte, Abimeleque pôs emboscadas com quatro tropas e matou e feriu o povo que estava com Gaal. E, ainda no outro dia, Abimeleque emboscou e feriu o povo que saia da cidade, pelejando contra a cidade, todo aquele dia. Matou a todos, assolou a cidade e a semeou de sal. Muitas pessoas procuraram refúgio na torre do templo pagão de Baal-Berite.

Quando soube que o povo de Siquem havia se trancado em uma torre forte, o sanguinário Abimeleque e seus homens colocaram fogo na fortaleza e queimou vivo todo aquele grupo. Aproximadamente mil homens e mulheres morreram ali.

Em seguida Abimeleque foi a Tebes (Tebez/Thebez), uma cidade próxima, e acampou contra ela. Ele também sitiou e tomou aquela cidade. De forma semelhante ao que ocorreu em Siquém, o povo correu para se refugiar numa torre que havia na cidade.

Então mais uma vez Abimeleque teve a ideia de incendiar a torre. Porém quando ele se aproximou da torre em Tebes para incendiá-la, uma mulher jogou uma pedra de moinho na cabeça de Abimeleque. A pedra atirada pela mulher quebrou o crânio de Abimeleque, ferindo-o mortalmente, encerrando o cerco e a tirania.

Como na época era desonroso para um homem morrer pelas mãos de uma mulher, e ele não queria ser conhecido como tendo sido morto por uma mulher, então o ímpio Abimeleque ordenou que seu escudeiro (seu portador de armadura) que o matasse com uma espada. Seu local de morte é citado como Thebez, (Juízes 9).

De qualquer forma, a fama de que uma mulher lhe feriu mortalmente perdurou em Israel (2 Samuel 11:21).

A narrativa de Abimeleque na Bíblia nos faz lembrar que a história da humanidade registra vários outros nomes de homens cruéis, violentos, sanguinários, corruptos - que nos fazem suspirar pensando ou mesmo exclamando: onde está Deus?

O pai de Abimeleque era Gideão, o juiz que libertou Israel de Midiã  (Madian), conforme narrado em Juízes 8:23. Após sua vitória, os israelitas quiseram coroá-lo rei, ele, "seu filho e o filho do seu filho", porém Gideão humilde e corretamente recusou, dizendo: "Não governarei sobre vós, nem meu filho governará sobre vós, o SENHOR governará sobre vós" (Juízes 8:23).

Juízes 8:27 descreve como Gideão, após suas vitórias, usou parte do ouro dos despojos para fazer um éfode (uma espécie de colete sacerdotal ou estola) e o colocou em sua cidade, Ofra, mas isso se tornou um ídolo para Israel, levando à idolatria (prostituição espiritual) e se transformando em uma armadilha (tropeço) para ele e sua família, mostrando o perigo da popularidade e da criação de objetos de adoração sem o consentimento de Deus.

Gideão teve 70 filhos com várias esposas. E, um filho que nasceu de uma concubina em Siquem. Esse filho foi Abimeleque (Juízes 8:31). Na Bíblia, concubina é a mulher que vive com um homem em uma relação de união estável, mas com status inferior ao de uma esposa, geralmente sem os mesmos direitos legais ou de herança, ocupando uma posição de serva ou escrava, e cujo principal propósito era gerar filhos, sendo uma prática comum no Antigo Testamento para demonstrar riqueza e poder, ou como suporte social para mulheres vulneráveis.

Abimeleque (Abimelech) cresceu e se tornou um líder ambicioso (Juízes 9). Usando suas conexões familiares, convenceu os homens de Siquem de que um filho de Gideão — ele mesmo, é claro — deveria governar, e matou seus meio-irmãos para garantir que nenhum outro filho de Gideão pudesse desafiá-lo.

Seu meio-irmão Jotão (Jotham) se escondeu e conseguiu escapar desse ato maligno. E, depois que Abimeleque foi feito rei, Jotham, seu meio-irmão que escapou do massacre, repreendeu publicamente as ações de Abimeleque por meio de uma parábola que basicamente dizia que Abimeleque e o povo se destruiriam mutuamente, pois "o povo teria o governo de opressão, injustiça e desgraça que merecia".

        Juízes 9:16-21 - ¹⁶ "Agora, pois, se é que em verdade e sinceridade agistes, fazendo rei a Abimeleque, e se bem fizestes para com Jerubaal e para com a sua casa, e se com ele usastes conforme ao merecimento das suas mãos ¹⁷ (Porque meu pai pelejou por vós, e desprezou a sua vida, e vos livrou da mão dos midianitas; ¹⁸ Porém vós hoje vos levantastes contra a casa de meu pai, e matastes a seus filhos, setenta homens, sobre uma pedra; e a Abimeleque, filho da sua serva, fizestes reinar sobre os cidadãos de Siquém, porque é vosso irmão);

¹⁹ Pois, se em verdade e sinceridade usastes com Jerubaal e com a sua casa hoje, alegrai-vos com Abimeleque, e também ele se alegre convosco. ²⁰ Mas, se não, saia fogo de Abimeleque, e consuma aos cidadãos de Siquém, e a casa de Milo; e saia fogo dos cidadãos de Siquém, e da casa de Milo, que consuma a Abimeleque. ²¹ Então partiu Jotão, e fugiu e foi para Beer; e ali habitou por medo de Abimeleque, seu irmão".

É uma chamado a responsabilidade coletiva, Jotão associa a qualidade do governo à justiça e sabedoria dos líderes, e a conduta do povo à ordem social, mostrando que governantes maus surgem onde há desordem, e justos onde há retidão.

Jotão, sobrevivente de uma tragédia familiar, havia se escondido e depois fugindo se colocou em segurança no Monte Gerizin com seus seguidores armados, pois tinha a expectativa que seu meio-irmão, outros criminosos e seus apoiadores fossem responsabilizados e a ordem restabelecida.

O povo, porém, aclamou e coroou o criminoso. Jotão e os que com ele estavam não serviriam Abimeleque, tão pouco seriam eles "os cedros do Líbano" a serem queimados pelo espinheiro-rei, para exemplo de que este seria o destino dos que não o servissem. E, Jotão se refugiou na cidade de Beer, onde permaneceu morando (Juízes 9:7-57).

A Bíblia traz exemplos de que, quando o povo se desvia da retidão, cria-se um ambiente propício para a ascensão de governantes iníquos, assim como a justiça atrai bons líderes.

O cumprimento da Parábola profética de Jotão, é narrado em Juízes 9:22-24): ²² "Havendo, pois, Abimeleque dominado três anos sobre Israel, ²³ Enviou Deus um mau espírito entre Abimeleque e os homens de Siquém; e os homens de Siquém se houveram aleivosamente (traiçoeiro) contra Abimeleque; ²⁴ Para que a violência feita aos setenta filhos de Jerubaal viesse, e o seu sangue caísse sobre Abimeleque, seu irmão, que os matara, e sobre os cidadãos de Siquém, que fortaleceram as mãos dele para matar a seus irmãos".

Até então o criminoso Abimeleque que foi corado rei, "levava vantagem" mesmo quando seus apoiadores se voltaram contra ele. Os que não estavam de acordo com Abimeleque, acredito que desesperados clamavam por socorro: "Onde está a justiça?", "Onde está Deus?". E, a justiça finalmente os alcançou.

Durante uma batalha, Abimeleque tomou a cidade e os moradores buscaram refúgio em uma torre que Abimeleque estava prestes a incendiar quando uma mulher no alto da torre jogou uma pedra em sua cabeça, esmagando seu crânio (Juízes 9:51-57).

Abimeleque que matara seus irmãos sobre a pedra em ofra que foi por ele profanada e associada a atos violentos e ao culto de Baal-Berite - também sua morte veio de uma pedrada de uma mulher, de uma pedra de moinho que caiu sobre a sua cabeça, quebrando seu crânio, cumprindo a maldição de Jotão e o juízo de Deus, que retribuiu o mal que Abimeleque fez à sua família e à cidade de Siquém.

Juízes 9:55-57, diz que - ⁵⁵ Vendo, pois, os homens de Israel que Abimeleque já era morto, foram-se cada um para o seu lugar. ⁵⁶ Assim Deus fez tornar sobre Abimeleque o mal que tinha feito a seu pai, matando a seus setenta irmãos. ⁵⁷ Como também todo o mal dos homens de Siquém fez tornar sobre a cabeça deles; e a maldição de Jotão, filho de Jerubaal, veio sobre eles".

Ao que parece alguns dos que estavam com Abimeleque agiam por covardia e conformismo social, movidos pela "banalidade do mal", eram incapazes de pensar criticamente, focados em cumprir ordens, subir na hierarquia, como Zebul (Juízes 9:30-38), sem temor à Deus... Vendo que Abimeleque estava morto os homens de Israel - moradores e opressores - "foram-se cada um para o seu lugar", a batalha não continuou.

Portanto, Abimeleque o rei ilegítimo de Israel que parecia que também venceria aquela batalha, perdeu. Embora, não tenha acontecido imediatamente, a justiça foi feita. Deus interveio.

Isso nos ensina que, não importa o quanto as pessoas pareçam ter influência ou poder, mais cedo ou mais tarde a justiça de Deus vai lidar com elas — de um jeito ou de outro.

Abimeleque deveria estar pensado: "...já governo há três anos 'com mão de ferro'. E, com controle severo e rigoroso, estou vencendo minhas batalhas, preciso apenas queimar mais estes 'cedros do Líbano'...". E, seu crânio é esmagado por um pedaço de pedra de moinho. Abimeleque é contido. Perdeu uma de suas batalhas rotineiras.

Portanto, mesmo que possa parecer a nós que nada na justiça dos homens e na justiça de Deus está sendo feito para deter as pessoas más, é preciso ter confiança e fé que Deus lidará com os maus no tempo perfeito Dele e não no nosso (Salmos 75:2-3).

Questionamos: "Por que os ímpios prosperam?", "Como alguns parecem nunca ser responsabilizados por seus maus feitos?", "Por que Deus permite a injustiça? Onde está Deus quando nos sobrevém a calamidade, a tragédia?"

Em Abimeleque, restou verificado que Deus retribui a maldade dos ímpios, dos criminosos... mesmo quando a justiça nos parece que nunca será feita. Conforme Eclesiastes 8:11: "Porque a sentença contra uma obra má não é executada rapidamente, por isso o coração dos filhos dos homens está plenamente colocado neles para fazer o mal."

Deus retribuirá a cada um segundo suas obras, embora quando injustiçados possa nos parecer no presente que Deus nos esqueceu, nos abandonou, se atrasou, falhou.

Em sua retidão, Deus nunca falha. Deus intervém agindo com justiça, trazendo à tona a equidade. A justiça de Deus envolve tanto a misericórdia, perdão e restauração para os arrependidos quanto o castigo para os maus, como consequência inevitável de suas ações, pois os perversos são destruídos por sua própria violência ou ganância.
 
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Estudo Bíblico: Elizabeth Nogueira
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Vou deixar aqui "Por que Deus?", uma música infantil emblemática que explora a dualidade da existência, questionando a presença de Deus no meio da dor, alegria, ódio e amor, e refletindo a busca humana por sentido, mostrando que a fé é uma experiência subjetiva para cada um, que aborda temas profundos da dor e da resiliência humana diante das adversidades da vida e a busca por respostas, com versos como: "És a calma no conflito, és a lágrima que rola" e "Pra uns é sim", "Pra outros não." Na novela infantil "Chiquititas", a música servia como um desabafo, uma forma de externar a confusão e o medo em momentos em que a fé parecia ser insuficiente ou ser testada.

"Por que Deus?" (1997)
Composição: Caion Gadia / Cristina Di Giácom

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