Os fariseus foram um importante movimento religioso e político no judaísmo do século I d.C., cujo nome significa "separados".
Defensores da Torá escrita e da tradição oral, ganharam grande admiração popular por sua estrita obediência à Lei. Após a destruição de Jerusalém, fundaram o judaísmo rabínico.
Eles representavam uma facção leiga e democrática, que buscava aplicar a pureza ritual e os mandamentos divinos à vida cotidiana.
1. Principais características da seita:
- Leis Orais e Tradições: Valorizavam tanto os textos sagrados quanto as tradições transmitidas oralmente, adaptando a religião ao dia a dia do povo.
- Crenças Escatológicas: Acreditavam na ressurreição dos mortos, na vinda do Messias e na existência de anjos e espíritos.
- Grupos de Oposição: Divergiam profundamente dos saduceus, que representavam a elite aristocrática de Jerusalém, controlavam o Templo e rejeitavam a lei oral e a ressurreição.
2. Visão Histórica e Religião Atual:
No Novo Testamento, ficaram amplamente conhecidos pelas críticas severas de Jesus Cristo, que os repreendia frequentemente pela hipocrisia e pelo legalismo excessivo.
Apesar da conotação negativa que a palavra adquiriu no vocabulário popular, historicamente eles foram os únicos a sobreviver à destruição romana e moldaram toda a base do judaísmo moderno.
3. Grupo Religioso e Político
Os fariseus eram um grupo religioso e político muito influente no judaísmo da época de Jesus. Admirados pelo povo por seu rigor moral e dedicação às escrituras, eles defendiam o cumprimento estrito da Lei de Moisés e das tradições orais, mas frequentemente entravam em conflito com Jesus por causa do legalismo e da hipocrisia.
- Significado do nome: A palavra "fariseu" vem do hebraico perushim, que significa "os separados". Eles acreditavam que precisavam se manter puros e separados de costumes pagãos e de judeus que não seguiam a Lei rigidamente.
- Crenças: Ao contrário de outros grupos da época (como os saduceus), os fariseus acreditavam na ressurreição dos mortos, na imortalidade da alma, na existência de anjos e na vinda do Messias.
- Confronto com Jesus: Nos Evangelhos, Jesus critica duramente o comportamento de muitos fariseus que priorizavam regras e rituais externos — como a lavagem de mãos e o pagamento meticuloso de dízimos — enquanto negligenciavam o amor, a justiça e a misericórdia.
- Importância histórica: Foram eles que criaram o modelo das sinagogas para o estudo das escrituras. Após a destruição de Jerusalém no ano 70 d.C., os fariseus foram o único grupo a sobreviver, tornando-se os precursores do judaísmo rabínico moderno.
Os fariseus eram um grupo religioso e político muito influente no tempo de Jesus. Eles se destacavam pela observância rigorosa da Lei de Moisés e das tradições orais.
Embora fossem vistos pelo povo como exemplos de santidade, Jesus os repreendia severamente pela hipocrisia e pelo legalismo, colocando regras humanas acima do amor e da misericórdia.
4. Os Fariseus: quem eram e o que faziam
- Eram conhecidos pelo rigor religioso: Jesus os repreende porque eles dizimavam até a hortelã e o endro, mas negligenciavam preceitos mais importantes da Lei, como "a justiça, a misericórdia e a fidelidade".
Mateus 23:23, diz: "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas".
- Focavam na aparência exterior: Jesus os compara a "sepulcros caiados", que por fora parecem belos, mas por dentro estão cheios de impureza e hipocrisia.
Em Mateus 23:27-28, Jesus repreende a hipocrisia dos escribas e fariseus comparando-os a "sepulcros caiados". Por fora, parecem belos e justos, mas por dentro estão cheios de corrupção, mentiras e iniquidade. O texto Mateus diz:
²⁷ Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia. ²⁸ Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas interiormente estais cheios de hipocrisia e de iniquidade
A principal mensagem dessa passagem é um alerta contra o fingimento. Jesus condena a atitude de viver apenas de aparências para ser admirado pelas pessoas, enquanto o coração e as intenções estão corrompidos. Ele ensina que Deus não vê apenas o exterior, mas conhece a verdade sobre o que está no interior de cada um.
- Seguiam fortes tradições: Em Marcos 7:1-23, a Bíblia relata que eles e os judeus não comiam sem antes lavar as mãos cuidadosamente, apegando-se às tradições dos anciãos.
¹ E ajuntaram-se a ele os fariseus, e alguns dos escribas que tinham vindo de Jerusalém. ² E, vendo que alguns dos seus discípulos comiam pão com as mãos impuras, isto é, por lavar, os repreendiam. ³ Porque os fariseus, e todos os judeus, conservando a tradição dos antigos, não comem sem lavar as mãos muitas vezes; ⁴ E, quando voltam do mercado, se não se lavarem, não comem. E muitas outras coisas há que receberam para observar, como lavar os copos, e os jarros, e os vasos de metal e as camas.
⁵ Depois perguntaram-lhe os fariseus e os escribas: Por que não andam os teus discípulos conforme a tradição dos antigos, mas comem o pão com as mãos por lavar?
⁶ E ele, respondendo, disse-lhes: Bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim; ⁷ Em vão, porém, me honram, ensinando doutrinas que são mandamentos de homens.
⁸ Porque, deixando o mandamento de Deus, retendes a tradição dos homens; como o lavar dos jarros e dos copos; e fazeis muitas outras coisas semelhantes a estas. ⁹ E dizia-lhes: Bem invalidais o mandamento de Deus para guardardes a vossa tradição.
¹⁰ Porque Moisés disse: Honra a teu pai e a tua mãe; e quem maldisser, ou o pai ou a mãe, que morra a morte. ¹¹ Vós, porém, dizeis: Se um homem disser ao pai ou à mãe: Aquilo que poderias aproveitar de mim é Corbã, isto é, oferta ao Senhor; ¹² Nada mais lhe deixais fazer por seu pai ou por sua mãe, ¹³ Invalidando assim a palavra de Deus pela vossa tradição, que vós ordenastes. E muitas coisas fazeis semelhantes a estas.
¹⁴ E, chamando a si toda a multidão, disse-lhes: Ouvi-me vós, todos, e compreendei. ¹⁵ Nada há, fora do homem, que, entrando nele, o possa contaminar; mas o que sai dele isso é que contamina o homem. ¹⁶ Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça.
¹⁷ Depois, quando deixou a multidão, e entrou em casa, os seus discípulos o interrogavam acerca desta parábola. ¹⁸ E ele disse-lhes: Assim também vós estais sem entendimento? Não compreendeis que tudo o que de fora entra no homem não o pode contaminar, ¹⁹ Porque não entra no seu coração, mas no ventre, e é lançado fora no esgoto, tornando puras todas as comidas?
²⁰ E dizia: O que sai do homem isso contamina o homem. ²¹ Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as fornicações, os homicídios, ²² Os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. ²³ Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem. Marcos 7:1-23 | ACF
Em Marcos 7:1-23, Jesus confronta líderes religiosos sobre a verdadeira pureza. Fariseus questionam o motivo de os discípulos comerem sem lavar as mãos, uma tradição humana.
Jesus responde que eles invalidam a Palavra de Deus para seguir rituais vazios. Ele ensina que o que contamina o ser humano não vem de fora, mas do interior, pois é do coração que procedem os maus pensamentos, a imoralidade, o roubo e a maldade.

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