sábado, 8 de outubro de 2011

Renovação das Forças


O capítulo Isaías 40 é um dos textos mais célebres da Bíblia, marcando uma transição fundamental no livro do profeta Isaías. Ele inicia a seção conhecida como "Deutero-Isaías", focada em mensagens de esperança, consolo e a promessa de restauração após o exílio na Babilônia.

Dêutero-Isaías (Segundo Isaías) refere-se aos capítulos 40 a 55 do Livro de Isaías, escritos por um profeta anônimo durante o Exílio Babilônico (século VI a.C.), oferecendo mensagem de consolação, esperança e restauração com foco no "Servo Sofredor" e na universalidade da salvação, contrastando com a primeira parte (Proto-Isaías) e preparando o terreno para o Novo Testamento, com Jesus sendo interpretado como o Messias dessa profecia.

Principais Características e Temas

Atribuído a um profeta desconhecido que atuou no final do Exílio Babilônico, quando os persas estavam prestes a derrotar os babilônios. O tema central é o anúncio de um "novo êxodo" e libertação do cativeiro, contrastando com as ameaças anteriores.

Apresenta um Deus Criador de todas as coisas e Senhor de todas as nações, não apenas de Israel, estendendo a salvação a todos os povos.

Crítica aos Ídolos: Combate veementemente os ídolos babilônicos, mostrando a superioridade do Deus de Israel.

O Servo Sofredor: Introduz a figura do "Servo de Jeová", um paradoxo de salvação que emerge do sofrimento e que o Novo Testamento interpreta como Jesus.

Dividido em duas seções principais (caps. 40-48, sobre libertação e crítica aos ídolos; caps. 49-55, sobre esperança e restauração de Sião).

Sua linguagem poética e teologia influenciaram profundamente o cristianismo primitivo, com interpretações messiânicas dos cânticos do Servo, como em Isaías 53, que descrevem o sofrimento e redenção de Jesus.

Dêutero-Isaías é uma voz profética essencial do Antigo Testamento, trazendo esperança aos exilados e revelando um Deus que age de forma inesperada para a redenção de toda a humanidade.

1. Mensagem de Consolo (V. 1-2)
O capítulo abre com a famosa ordem de Deus: "Consolai, consolai o meu povo". Ele declara que o tempo de punição de Jerusalém terminou e que seus pecados foram perdoados.

2. A Voz no Deserto (V. 3-5)
Apresenta a profecia de uma voz que clama no deserto para "preparar o caminho do Senhor". No Novo Testamento, essa passagem é diretamente associada ao ministério de João Batista, preparando o caminho para Jesus Cristo.

3. A Fragilidade Humana vs. A Eternidade de Deus (V. 6-8)
Isaías contrasta a natureza humana, que é como a erva que seca e a flor que murcha. Com a Palavra de Deus, permanece para sempre.

4. A Grandeza e a Soberania de Deus (V. 12-26)
Esta seção exalta a incomparável grandeza de Deus sobre a criação e as nações: Ele mediu as águas na concha da mão e pesou os montes em balanças.

As nações são descritas como "um pingo que cai de um balde".

O texto completo diz: "Eis que as nações são consideradas por ele como a gota de um balde, e como o pó miúdo das balanças; eis que ele levanta as ilhas como uma coisa pequeníssima".

A metáfora é usada para contrastar a grandeza de Deus com o poder das nações humanas. Mesmo as nações mais poderosas e vastas são insignificantes diante da imensidão do Criador Isaías 40.

A passagem bíblica serve como um lembrete da fragilidade e da natureza passageira das estruturas políticas e do orgulho humano. No contexto original, essa mensagem visava consolar o povo de Israel (que estava exilado ou sob ameaça), assegurando que nenhum império terreno é maior que o controle divino.

O profeta questiona: "Com quem vocês compararão Deus?", v.18, ridicularizando a idolatria e enfatizando que Deus está entronizado acima de tudo.

            "Com quem vocês compararão Deus? Que imagem vocês poderão usar para representá-lo?"

O contexto dessa pergunta é um poderoso discurso de Isaías que enfatiza a incomparável grandeza, soberania e poder de Deus em contraste com a futilidade dos ídolos feitos por mãos humanas. A mensagem central é que não há nada nem ninguém, no céu ou na terra, que possa ser comparado ao Senhor.


5. Renovação das Forças (V. 27-31)
O capítulo encerra com uma das promessas mais citadas das Escrituras, voltada para aqueles que se sentem cansados ou esquecidos por Deus: O Senhor Deus não se cansa nem se fatiga, v.31.

          "Mas os que esperam no Senhor renovarão as suas forças; subirão com asas como águias; correrão e não se cansarão; caminharão e não se fatigarão."


quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Escolha sua Frase do Dia


"A vida é mais simples do que a gente pensa; basta aceitar o impossível, dispensar o indispensável e suportar o intolerável." (Kathleen Norris)

"Tantas pessoas vivem numa rotina tão exata, que é difícil de se acreditar que elas vivem pela primeira vez." (Stanislaw Jerzy Lec)

"Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando... Porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive, já morreu..." (Luiz Fernando Veríssimo)

"Se um homem encara a vida de um ponto de vista artístico, a sua mente passa a ser seu coração." (Oscar Wilde)

"O tempo não pára! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo..." (Mário Quintana)

"O primeiro amor é um pouco de loucura e muita curiosidade." (George Bernard Shaw)

O segredo do sucesso é saber algo que ninguém mais sabe. (Aristóteles)

Na vida todos temos um segredo inconfessável, um arrependimento irreversível, um sonho inalcançável e um amor inesquecível." (Diego Marchi)

"A casa da saudade chama-se memória: é uma cabana pequenina a um canto do coração." (Coelho Neto)

"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento." (Clarice Lispector)

"A melhor parte da vida de uma pessoa está nas suas amizades." (Abraham Lincoln)

"Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade." (Mario Quintana)

O sucesso vem geralmente àqueles que estão muito ocupados para estar procurando por ele. (Henry David Thoreau)

“A natureza é o único livro que oferece um conteúdo valioso em todas as suas folhas.” (Johann Goethe)

"O jogo da conquista tem muitos truques e só um desafio: vencer o medo de demonstrar amor."

"Sem a música, a vida seria um erro." (Friedrich Nietzsche)

"Não possuir algumas das coisas que desejamos é parte indispensável da felicidade." (Bertrand Russell)

O sucesso geralmente vem para aqueles que estão muito ocupados para estarem procurando por ele. (Henry David Thoreau)

"Paciência e perseverança tem o efeito mágico de fazer as dificuldades desaparecerem e os obstáculos sumirem." (John Quincy Adams)

"Aprender música lendo teoria musical é como fazer amor por correspondência." (Luciano Pavarotti)

A chave do sucesso não adianta muito até que se descubra a fechadura certa para inseri-la. (Tehyi Hsieh)

"Tudo o que um sonho precisa para ser realizado é alguém que acredite que ele possa ser realizado." (Roberto Shinyashiki)

"Não sou eu. São as músicas. Eu sou só o carteiro. Eu entrego as músicas." (Bob Dylan)

"Se meus inimigos pararem de dizer mentiras a meu respeito, eu paro de dizer verdades a respeito deles." (A. Stevenson)

"Quanto menos alguém entende, mais quer discordar." (Galileu Galilei)




"Não me sinto obrigado a acreditar que o mesmo Deus que nos dotou de sentidos, razão e intelecto, pretenda que não os utilizemos." (Galileu Galilei)

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Profecia Messiânica


Isaías 7 é um capítulo crucial na Bíblia que descreve uma Profecia Messiânica sobre o nascimento de um filho por uma "virgem" (ou jovem mulher), que seria chamado Emanuel ("Deus conosco"), e se cumpriu em Jesus Cristo, mas também teve um cumprimento imediato nos dias do profeta, em meio a uma ameaça de invasão de Judá pela Síria e Israel.

O capítulo narra Deus instruindo Isaías a encontrar o rei Acaz, oferecer um sinal para confirmar a proteção divina, e proferir o anúncio de Emanuel, simbolizando a presença de Deus e a futura libertação e juízo.

Rezim, rei da Síria, e Peca, rei de Israel, atacam Jerusalém para forçar Judá a se unir contra a Assíria, mas não conseguem. O rei Acaz e seu povo ficam apavorados, com medo, mas Deus envia Isaías para acalmá-los, dizendo para não temerem.

Acaz se recusa a pedir um sinal, então Deus diz que Ele mesmo dará um: uma jovem conceberá e dará à luz um filho chamado Emanuel que significa "Deus conosco", um sinal de que Deus estava com seu povo, mesmo em meio à crise, e um prenúncio da vinda de Jesus Cristo, o Messias.

Antes que a criança soubesse distinguir o bem do mal, a terra dos inimigos de Acaz (Síria e Israel) seria desolada, e o povo teria fartura (manteiga e mel).

Deus traria a Assíria para arrasar a terra, como uma "navalha" que raparia a cabeça e os pés, apara o excesso de forma rigorosa e precisa, resultando em desolação e espinhos.

A Navalha: Representa o rei da Assíria, que Deus usaria como instrumento (uma "navalha alugada") para trazer julgamento e devastação à terra de Judá.

Rapar a cabeça, os pés e a barba: Este ato simboliza uma humilhação completa, despojamento e desolação total do povo e da terra. Na cultura da época, a barba e o cabelo eram símbolos de honra e virilidade; a sua remoção forçada indicava vergonha e cativeiro.

Desolação e Espinhos: O contexto imediato na profecia de Isaías 7 descreve como a terra fértil se tornaria um lugar de espinhos e abrolhos devido à invasão e à falta de cultivo, onde o povo teria que viver de forma primitiva, comendo coalhada e mel. Isso indica a ruína econômica e a desolação que se seguiriam ao ataque assírio.

Apesar do juízo, o capítulo é um sinal de esperança, mostrando que Deus cumpre Seus propósitos e que a salvação viria através de Emanuel, o Salvador.


Aplicação no Novo Testamento - Mateus 1:22-23, cita Isaías 7:14 para mostrar que a profecia do nascimento de Jesus por uma virgem foi cumprida, conforme o plano de Deus.


sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A Hora e a Vez de Waldeck Luiz


O Waldeck Luiz eu conheci através do Edmar Correa quando postei a biografia do Gordurinha no site Letras; e nos tornamos amigos. Depois eu conheci suas poesias pela internet através de seu Blog e sempre que procuro mergulhar em seus significados e significantes me lembro da obra Sagarana, de João Guimarães Rosa, onde o escritor combina e recombina habilmente as informações do meio, confundi lugares e paisagens, mescla o real, o imaginário e o lendário.

Em suas obras Waldeck condensa os vários temas que constituem sua fonte de inspiração, como: vida e obra de Gordurinha (seu avô), familiares, profissão, paixões, religiosidade, amor.

Sua poesia é repleta de jogos de palavras, como em Verdades Absolutas, quando diz: "(...)Meio embriagado pelo ódio de te amar tanto assim..."; do prazer lúdico dos trocadilhos, das associações inesperadas de imagens, de histórias dentro de histórias e aqui principalmente quando ele menciona o título ou partes essenciais das músicas de Gordurinha...

Observo também digressões filosóficas quando sua poesia menciona situações politico-sócioculturais encadeando fatos em tom de desabafo ou mesmo de denúncia, como em Urubuservando, quando diz: "onde estamos? pra onde vamos? o que somos? internacionalizar as responsabilidades civis sociabilizar os rendimentos do óleo negro catalizar corações febris , em prol de um globo melhor reestruturar as melancólicas máquinas governamentais onde possamos pluralizar a palavra ajudar..."; e monólogos interiores que desvendam seu universo, como em Mais de Mim: "Me privo do que mais gosto Assim eu te faço mais feliz E vivo em paz".

Seu estilo de linguagem permite ao leitor uma espécie de ritual de iniciação... iniciação esta que ocorre quando este consegue comprer a sua poesia na extensão de sua simbologia. Assim que quando nasce a poesia nasce também o poeta. Deixo aqui um pouco mais de sua poesia...

PRA SEMPRE

Eu sei que nunca vou lhe esquecer
Que estarás sempre em meus pensamentos
Dentro de meu coração

Nunca consegui compreende-la
Eu queria conhecê-la por dentro
Sonhar cada sonho seu
Ser seu travesseiro
Pra você dormir em meus braços
Ser seu protetor
Seu anjo da guarda

Mas eu não consegui
Eu errei
Me perdoe meu amor por ter falhado

Sei que você é a única
Que eu vou amar pra sempre
Vou sentir seu cheiro
Sempre em meu travesseiro
Em meu lençol
Ainda sinto o seu calor

Sei que não vou mais te tocar
Sentir sua pele macia

Eu só queria te ver mais uma vez
E olhar em seus olhos e dizer
Você é especial pra mim


Gordurinha

QUEM SABE UM DIA OS MALES SERÃO CURADOS
E OS ERROS DO PASSADO SERÃO PASSADO
QUEM SABE UM DIA ESSA CORDILHEIRA DE ÓDIOS COMO FOI DITO
SEJA FINALMENTE DISSIPADA COM O CALOR DA PAZ

ESSA CATARATAS DE LÁGRIMAS SEQUE
COMO ERA SECO SEU SERTÃO
E DEUS FACA CHOVER COMO FEZ CHOVER NA SUA SUPLICA CEARENSE
QUE DEUS NOS FAÇA MELHOR
COM SUA PRECE PARA OS HOMENS SEM DEUS

QUE SEJAMOS TÃO FELIZES
QUE POSSAMOS MISTURAR CHICLETES COM BANANA
VIAJAR NA CANTAREIRA

QUE ESSA PRECE SEJA OUVIDA
QUE MEU FILHO APRENDA COM UMA CARTA DE ABC NA MÃO

AH ,JÁ VIU
ELE NÃO VAI ENTENDER BULHUFAS
E VAI CASAR COM UMA ORORA ANALFABETA

DEIXO ENTÃO
MEU POEMA DOS SEUS NÃO CABELOS BRANCOS
E ACEITE
O MEU GOOD BYE






Roleta Russa - Waldeck Luiz


LEMBRANÇAS - Waldeck Luiz


A Bossa do Gordurinhaneto - Waldeck Luiz

 
RENOVO - Waldeck Luiz


MEMÓRIAS DE UM CRAVO - Waldeck Luiz



GLICOSE PESTINAL - Waldeck Luiz

sábado, 30 de julho de 2011

Cânticos do Servo do Senhor



O capítulo 42 do livro de Isaías é um dos textos mais significativos do Antigo Testamento, conhecido principalmente por apresentar o primeiro dos quatro "Cânticos do Servo do Senhor" encontrados em Isaías dos capítulos 40 a 55.

O Servo Escolhido (Versículos 1-9):

Deus apresenta Seu servo escolhido, em quem Ele tem prazer e sobre quem coloca Seu Espírito [1]. Este servo é descrito como alguém que trará justiça às nações de forma mansa e perseverante, "não quebrará a cana trilhada, nem apagará o pavio que fumega" [2, 3], é uma citação também encontrada em Mateus 12:20.

Descreve o caráter do Messias (Jesus) como alguém que não esmaga os fracos ou os que estão quase perdendo a fé, mas os restaura com misericórdia e graça, trazendo juízo e verdade. Significado das imagens:

Cana trilhada: Uma planta amassada e danificada pelo peso, mas ainda não totalmente quebrada. Simboliza pessoas machucadas pelas tribulações, mas que ainda não perderam a fé ou a esperança.

Pavio que fumega: Uma lamparina quase apagada, soltando fumaça, mas com um resquício de chama. Representa aqueles cuja fé é muito fraca, quase extinta, mas ainda existe.

O versículo aponta para Jesus Cristo, que não descarta aqueles que estão sofrendo ou desanimados, mas vem para restaurá-los, trazendo justiça e esperança.

Demonstra a compaixão de Deus por aqueles que são considerados "insignificantes" ou "quebrados" aos olhos humanos, não desistindo de ninguém; restaurando e fortalecendo até que a justiça prevaleça.

Para os cristãos, esta é uma profecia direta sobre Jesus Cristo [2].

Um Novo Cântico de Louvor (Versículos 10-17):

O texto convoca o mundo inteiro — do mar aos desertos — a cantar um novo louvor a Deus, celebrando Sua vitória e o momento que Ele agirá como guerreiro; guiará os cegos, transformará as trevas em luz [1, 3].

¹⁰ "Cantai ao Senhor um cântico novo..." Isaías 42:10, é um chamado universal à adoração, convidando toda a Terra, desde os que navegam nos mares até os habitantes das ilhas e desertos, a louvar a Deus com um canto renovado, celebrando Seu poder e a vinda do Messias, que trará salvação e luz.

O "cântico novo" (v.10), na Bíblia é uma expressão de louvor e adoração renovada a Deus por suas novas maravilhas, libertação e salvação, encontrada em vários Salmos, como no Sl. 40:3; 96:1; 98:1; 149:1 [...], e no livro de Apocalipse 5:9-13, representando adoração genuína e testemunho vivo das obras de Deus, não se limitando a uma música específica, mas a um espírito de gratidão e fé.

Não é apenas uma canção nova, diferente, mas uma expressão de louvor que reflete as novas bênçãos, libertação, experiências que Deus concede. Nasce de um coração grato e transformado pela ação de Deus, um louvor que vem da experiência pessoal e da fé renovada.

É um anúncio das maravilhas e da justiça de Deus para todas as nações, um cântico que exalta a Deus e seus feitos. O "cântico novo" deve ser um reflexo da vida diária com Deus, inspirando um relacionamento constante e uma adoração que evolui com Ele.

Cegueira de Israel (Versículos 18-25):

O povo de Israel é advertido. Apesar de serem "servo coletivo" (nação) de Deus, são descritos como surdos e cegos por não obedecerem à Deus e não aprenderem com os julgamentos divinos [2, 3]. O povo escolhido, que deveria ser um farol de luz para as nações, tornou-se espiritualmente insensível e incapaz de perceber a verdade e a ação de Deus.

A cegueira e surdez não eram físicas, mas uma recusa deliberada em ouvir e seguir os mandamentos e a lei do Senhor. Eles "não quiseram seguir os seus caminhos; não obedeceram à sua lei". Como resultado dessa desobediência e incredulidade, Deus permitiu que fossem "roubados e saqueados", "apanhados em cavernas e escondidos em prisões" (exílio babilônico).

Isaías 42 enfatiza a transição entre o antigo e o novo: Deus declara que as "coisas antigas já se passaram" e anuncia "coisas novas" [v. 9]. ⁹ Eis que as primeiras coisas já se cumpriram, e as novas eu vos anuncio, e, antes que venham à luz, as faço ouvir. Isaías 42:9

Ou seja, tudo que profetizei se cumpriu, e agora profetizarei novamente; eu lhes falarei do futuro antes que aconteça. As coisas que prometi no passado já se cumpriram, e agora vou lhes anunciar coisas novas, para que vocês as saibam antes mesmo que elas aconteçam.

O contexto geral do capítulo 42 de Isaías fala sobre a vinda do "Servo do Senhor", que traria justiça e salvação, e o contraste entre os antigos ídolos e o Deus verdadeiro, que cumpre Suas promessas.

O "Servo do Senhor" é uma figura messiânica central, descrita como o escolhido de Deus, revestido do Seu Espírito, que trará justiça às nações, restaurará os oprimidos e cumprirá a vontade divina com fidelidade, sem alarde, sendo um guia de salvação para todos, o que aponta para Jesus Cristo, o Servo perfeito.

Embora o termo também possa se referir a Israel em seu papel de servo sofredor, que falhou em sua missão.

Características do Servo em Isaías 42

Escolhido e Agradável a Deus: "Eis aqui o meu servo, a quem sustenho; o meu escolhido, em quem a minha alma se compraz (satisfaz)" (v. 1).

Revestido do Espírito: "Pus sobre ele o meu Espírito, e ele promulgará o direito para os gentios" (v. 1).

Gentil e Restaurador: Não gritará, não clamará; não esmagará um galho quebrado, nem apagará a luz fraca (v. 2-3).

Fiel e Perseverante: Não se cansará nem desanimará até estabelecer a justiça na terra (v. 4).

Luz para os Gentios: Chamado para ser mediador da aliança, abrir os olhos dos cegos e libertar os prisioneiros (v. 6-7).

Um Servo com Falhas (Israel): Versículos como 42:19-20 mostram um servo (Israel) que vê muito, mas não observa, e ouve, mas não escuta, indicando sua imperfeição e cegueira espiritual, contrastando com o servo perfeito.

Isaías 42 apresenta um Servo ideal, que aponta para Jesus, mas também reflete as falhas de Israel, o servo coletivo (nação), que deveria levar a luz, mas se perdeu no caminho.

O capítulo destaca a misericórdia divina (através do Servo) e a soberania de Deus sobre a história e a natureza.


sexta-feira, 8 de julho de 2011

Por Que Creio


"Por Que Creio" (Why I Believe) de D. James Kennedy é um livro de apologética cristã que defende a fé em Cristo e na Bíblia, respondendo a objeções comuns com argumentos bíblicos, históricos e até científicos, com uma edição brasileira de 1987 sendo uma das mais conhecidas, apresentando as convicções do autor sobre a veracidade do cristianismo.

Sinopse do Livro

Foco: O livro serve como uma ferramenta apologética, oferecendo respostas para incrédulos e críticos que questionam o Evangelho e a Palavra de Deus, como as objeções sobre a existência de Deus, a divindade de Cristo e a validade da Bíblia.

Conteúdo: Kennedy aborda temas como a regeneração, profecias bíblicas cumpridas, arqueologia bíblica, vida após a morte, e a firmeza da fé cristã diante das críticas, utilizando uma combinação de raciocínio bíblico e, em alguns casos, informações científicas e históricas para fundamentar suas crenças.

Objetivo: Proporcionar aos leitores uma base sólida para defender sua fé e compreender as razões por trás de suas convicções cristãs.

Quando Foi Lançado (Edição Brasileira): Uma das edições mais citadas no Brasil, lançada pela Juerp (Juventude Evangélica da União dos Evangélicos de Língua Portuguesa), data de 1987.

Em resumo, é um guia para fortalecer a fé, apresentando argumentos para a verdade do cristianismo de forma clara e acessível, popularizado no Brasil a partir da década de 80.

 "Por que você acredita no que acredita?"

A obra foi desenvolvida como uma ferramenta para capacitar cristãos a defenderem suas convicções diante de críticas e questionamentos de incrédulos. Kennedy apresenta evidências racionais, históricas e arqueológicas para sustentar os pilares do cristianismo, argumentando que a fé não é um "salto no escuro" ou apenas emocional, mas algo fundamentado em fatos examináveis.

Principais Temas Abordados
O autor dedica capítulos específicos para explicar as razões pelas quais acredita em temas fundamentais, incluindo:

A existência de Deus: Argumentos lógicos e teológicos sobre a origem do universo.

A Bíblia: Evidências sobre a confiabilidade das Escrituras, incluindo o cumprimento de profecias detalhadas.

Jesus Cristo: Defesa da divindade de Cristo, do nascimento virginal e da veracidade histórica de sua ressurreição.

Criação vs. Evolução: Críticas ao modelo evolucionista e defesa do design inteligente.

Vida após a morte: Razões para a crença no Céu e no Inferno.

Impacto Social: O papel histórico do cristianismo na formação da civilização ocidental e na promoção de virtudes como caridade e direitos humanos.

Lançado originalmente na década de 80 (com edições brasileiras populares a partir de 1987 e 1990), o livro continua sendo utilizado por novos convertidos e cristãos veteranos que buscam responder à pergunta: "Por que você acredita no que acredita?"



sexta-feira, 1 de julho de 2011

Gravidez saudável


A gravidez é um momento ideal para se cuidar a sério, tanto em termos físicos como emocionais. Sua chance de ter uma gestação tranquila e um bebê saudável aumentarão muito se você seguir orientações simples:

1. Organize e planeje seu pré-natal

Um bom pré-natal é essencial para a saúde do bebê, e escolher o obstetra ou ginecologista o quanto antes ajuda a construir um bom relacionamento até a hora do parto. Peça recomendações às amigas.

2. Alimente-se bem

Você não precisa comer mais porque está grávida, mas é importante ter uma alimentação equilibrada e saudável. Muitas mulheres param de comer certo tipo de alimento, mas é sempre possível arranjar um substituto que tenha valor nutricional parecido.

O ideal é ter uma dieta que inclua verduras, legumes e frutas, carboidratos (de preferência integrais), proteína - que pode vir do peixe, da carne, do frango, dos ovos, de castanhas ou sementes - e também leite e laticínios em geral.

3. Cuidado com o que você come

É melhor evitar certos alimentos na gravidez, porque eles podem representar risco para o bebê se estiverem contaminados.

A listeriose, doença que provoca aborto espontâneo ou problemas graves no recém-nascido, pode ser transmitida por queijos como o brie, camembert, roquefort, gorgonzola e os queijos brancos tipo frescal ou "de Minas", estes últimos às vezes feitos com leite não-pasteurizado.

Devido ao risco de toxoplasmose, que embora seja pequeno existe, evite comer carne crua ou malpassada. Lave bem verduras, legumes e frutas para tirar todo resquício de terra ou sujeira.

Infecções alimentares por salmonela (salmonelose) são transmitidas por alimentos de origem animal, como carnes, peixes, ovos e leite, portanto segure a vontade de lamber a colher de massa de bolo crua.

4. Tome suplemento de ácido fólico

O único suplemento que é considerado vital na gravidez é o ácido fólico, que ajuda a prevenir problemas congênitos no bebê ligados ao fechamento do tubo neural, como a espinha bífida, ou mielomeningocele. Trata-se de uma condição grave que acontece quando o tubo que abriga o sistema nervoso central, na coluna, não se fecha totalmente, o que pode causar deficiências.

Todas as mulheres que estejam pensando em engravidar devem tomar um suplemento diário de 400 mcg de ácido fólico, desde antes da concepção até o fim do primeiro trimestre da gravidez. No Brasil, as farinhas de trigo já são fortificadas com ácido fólico para atingir toda a população, mas isso não elimina a necessidade do suplemento.

O folato também está naturalmente presente em alimentos como as verduras (espinafre, brócolis e repolho, por exemplo), o suco de laranja, a beterraba e o feijão.

Outros nutrientes importantes para sua saúde e para a do bebê são o ferro e o cálcio, que podem ser supridos normalmente pela alimentação. No entanto, muitos médicos receitam suplementos vitamínicos especiais para grávidas, que contêm reforços desses nutrientes.

A gordura natural dos peixes, como o ômega 3, também tem um efeito benéfico no peso do bebê e no desenvolvimento do cérebro e dos nervos no final da gravidez. Os peixes que mais contêm esse tipo de ácido graxo são o salmão, a sardinha, a truta, a cavalinha e o arenque.

5. Faça atividade física regularmente

Um bom programa de exercícios vai lhe dar a força e a resistência necessárias para carregar o peso extra da gravidez e para aguentar o estresse físico do parto. Também contribui para que você entre em forma mais rápido depois que o bebê nascer. Além disso, a atividade física ajuda a melhorar o humor, com a liberação da serotonina - o que reduz o risco de você sucumbir a uma certa tristeza comum nessa fase.

Se você já está acostumada a se exercitar, o mais provável é que possa continuar com a mesma atividade, desde que esteja se sentindo confortável. Mas não faça esportes em que corra o risco de cair ou levar impactos. Os mais benéficos são atividades mais amenas, como caminhadas, natação, hidroginástica e ioga.

6. Exercite os músculos do assoalho pélvico

Pode ser que você nunca tenha ouvido falar disso, mas esse tipo de exercício devia ser feito por todas as mulheres desde a adolescência. Além de combater o problema da incontinência urinária, ele contribui para aumentar o prazer sexual - por isso é usado nas técnicas de pompoarismo.

A vantagem é que você pode fazê-lo a qualquer hora, em qualquer lugar, sem ninguém perceber. Os músculos do assoalho pélvico formam uma rede na base da sua pelve e sustentam a bexiga, a vagina e o reto. Durante a gravidez, eles sofrem a pressão do peso do útero, e também ficam mais relaxados por causa das mudanças hormonais. A prática diária dos exercícios ajuda a fortalecê-los.

Várias vezes por dia - por exemplo, enquanto lava as mãos, escova os dentes ou prepara o café -, faça dez contrações lentas e dez rápidas dos músculos do assoalho pélvico. Um bom jeito de sentir como fazer essas contrações é imaginar que está fazendo xixi e interromper o fluxo imaginário de urina.

7. Não tome remédios sem recomendação médica

Não tome nenhum tipo de remédio sem antes perguntar para o médico se pode. Se você costuma usar algum medicamento, pergunte na primeira consulta do pré-natal se vai poder continuar tomando. Antes da consulta, tente lembrar os problemas que você costuma ter com frequência e os remédios que toma (como para alergia, cólicas, dor de cabeça, problemas de pele etc.). Faça uma lista e verifique com o médico o que vai poder tomar se precisar. Mas o ideal mesmo é evitar ao máximo tomar remédios.

8. Reduza o consumo de cafeína

O café, o chá e os refrigerantes à base de cola e guaraná são estimulantes. Algumas pesquisas indicam que o excesso de cafeína pode contribuir para o risco de o bebê nascer abaixo do peso. A quantidade máxima aceitável é de quatro cafezinhos por dia (ou seis xícaras de chá), mas o melhor mesmo é reduzir o consumo.

9. Pare de fumar e de beber

Mulheres que fumam têm risco maior de aborto espontâneo, de parto prematuro e de ter um natimorto. Estudos mostram que grávidas que fumam um maço ou mais por dia têm mais probabilidade de ter um bebê com lábio leporino ou fenda palatina. O ideal é parar de fumar antes mesmo de engravidar, mas qualquer redução no número de cigarros que você fuma por dia já facilita um pouco a vida do seu bebê.

Não consuma bebidas alcoólicas regularmente. O álcool chega rapidamente ao bebê pela placenta, e a grande ingestão de álcool durante a gravidez está ligada a doenças da síndrome alcoólica fetal, que inclui desde dificuldades de aprendizagem até problemas congênitos graves. Beber muito, mas de uma vez só, numa saída à noite, por exemplo, também é prejudicial.

O mais garantido é seguir a orientação do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde e não beber durante a gravidez. Alguns médicos brasileiros, no entanto, adotam uma postura mais flexível, permitindo que suas pacientes tomem, em ocasiões especiais, uma taça de vinho ou um copo de cerveja.

10. Descanse

O cansaço e o sono que você sente no primeiro e no terceiro trimestre da gravidez não são nada mais que seu corpo pedindo para você ir com calma. No melhor dos mundos, uma soneca todo dia depois do almoço seria perfeita. Se não dá, tente dar uma "relaxadinha" de meia hora, pôr os pés para cima, do jeito que conseguir. Técnicas de relaxamento como ioga, alongamentos e massagem ajudam a reduzir o estresse e colaboram para você dormir bem.

Marianne, minha filha, no 8º mês de gestação do Michel



FONTE


quinta-feira, 9 de junho de 2011

Livro de Obadias



O Livro de Obadias, o menor do Antigo Testamento, apenas 21 versículos, foca no julgamento divino contra Edom por sua arrogância e crueldade contra Judá após a queda de Jerusalém, alertando sobre soberba e a importância da fraternidade, com a promessa de restauração para Sião e o estabelecimento do reino de Deus.

Obadias 1:1 afirma que esse livro registra uma visão que o Senhor mostrou a um profeta chamado Obadias.

Embora várias pessoas chamadas Obadias sejam mencionadas em I Reis, I–II Crônicas, Esdras e Neemias, essas são referências a outras pessoas. Com exceção do fato de que Obadias era um profeta no reino do sul (Judá), não sabemos nada sobre seu passado ou ministério. O nome Obadias significa “servo do Senhor”, bem apropriado para esse profeta (ver Bible Dictionary, na Bíblia SUD em inglês, “Obadiah”).

Obadias dirigiu suas profecias aos edomitas, que eram descendentes de Esaú, irmão de Jacó (ver Gênesis 25:30), e moravam no território ao sul de Judá.

Embora os edomitas não fossem da casa de Israel, ainda assim pertenciam à família de Abraão. Infelizmente, o relacionamento entre Judá e Edom era conturbado, e cada nação via a outra como inimiga.

Quando Jerusalém foi capturada, o povo de Edom se recusou a ajudar o povo de Judá e regozijou-se com seu infortúnio, pilhou seus bens deixados para trás e entregou o povo aos babilônios (Obadias 1:11–14).

Obadias previu a ruína que aguardava o povo de Edom devido à sua crueldade com Judá. Ele também profetizou a futura restauração de Sião e a importância do trabalho no templo nos últimos dias, descrevendo aqueles que participassem dele como “salvadores” (Obadias 1:17–21).

Estudos destacam sua mensagem de justiça, advertência contra o orgulho e esperança na fidelidade de Deus.

O Orgulho de Edom

Os edomitas (descendentes de Esaú) se alegraram com a queda de Judá (descendentes de Jacó) e participaram de sua pilhagem, refletindo soberba e falta de amor fraternal.

O Juízo de Deus

A "semente do mal" de Edom resultará em sua própria ruína, mostrando que a maldade volta para quem a semeia (Obadias 1:10-16).

A Restauração de Sião

Deus promete restaurar Seu povo, que herdará a terra e o Monte Sião, onde haverá santidade e o reino será do Senhor (Obadias 1:17-21).

O Dia do Senhor

A passagem de Obadias 1:15 fala do dia do Senhor, quando todas as nações serão julgadas por suas ações.

O livro do profeta Obadias serve como um alerta contra a soberba, a vingança e a indiferença, enfatizando a justiça divina e a esperança na fidelidade de Deus.


Obadias profetizou após a destruição de Jerusalém pelos babilônios (c. 586 a.C.), detalhando a reação dos edomitas. O livro é dividido em julgamento contra Edom (vv. 1-16) e restauração de Sião (vv. 17-21). Ensina sobre a justiça de Deus contra os que se opõem a Ele e Sua fidelidade em restaurar Seu povo.

As profecias de Obadias contra Edom são semelhantes àquelas encontradas em outros livros do Velho Testamento (Isaías 34:5–8; Jeremias 49:7–22; Ezequiel 25:12–14; 35:1–15; 36:5; Joel 3:19).

No entanto, dentre essas profecias, as profecias de Obadias são incomparáveis ao afirmarem que a razão de a crueldade de Edom contra Judá ter sido tão ofensiva foi porque os povos das duas nações eram parentes. Foi particularmente cruel a decisão de Edom de ficar de lado enquanto seus irmãos e suas irmãs israelitas estavam sendo destruídos, e regozijar-se com o infortúnio deles.

Obadias declarou que o povo de Edom não deveria ter se “[alegrado] sobre os filhos de Judá, no dia da sua ruína” (Obadias 1:12).

Além disso, a visão de Obadias sobre a futura restauração de Sião e os “salvadores" (Obadias 1:21) se aplica não somente a Jerusalém, mas também à Igreja nos últimos dias.

As passagens em Obadias 1:4, 1:6, 1:8, 1:9, 1:10 e 1:14-16 ecoam o julgamento divino contra Edom encontrado em Salmo 137 e Ezequiel 35.

Obadias e Jeremias profetizaram contra Edom, com mensagens semelhantes de julgamento e destruição, indicando uma possível influência mútua ou contemporaneidade.

Ezequiel 35, assim como Obadias, descreve a punição de Edom por sua hostilidade e alegria com a desgraça de Israel, sendo ambas as profecias datadas do período do exílio babilônico.

O Salmo 137, lamenta a destruição de Jerusalém e condena Edom, que exultou com o sofrimento de Judá, um tema central em Obadias. O lamento coletivo expressa a dor e a angústia dos exilados judeus forçados a viver na Babilônia após a destruição de Jerusalém (Sl. 137).

O povo estava sentado às margens dos rios da Babilônia, chorando ao se lembrar de Sião (nome poético de Jerusalém). Seus captores zombavam deles, pedindo que cantassem os cânticos de Sião para seu entretenimento.

O salmo aborda a nostalgia, a perda da liberdade e a recusa em profanar o louvor a Deus em terra estrangeira: "Como cantaremos o cântico do Senhor em terra estranha?".

O salmo termina com um desejo intenso de justiça contra a Babilônia e, especificamente, clama a Deus para que se lembre do papel cruel dos edomitas na queda de Jerusalém: "Lembra-te, Senhor, contra os filhos de Edom, do dia de Jerusalém, pois diziam: Arrasai-a, arrasai-a, até aos seus alicerces!"

"Arrasai-a, arrasai-a, até aos seus alicerces!" é uma citação bíblica do Salmo 137, versículo 7, onde os filhos de Edom exortam à destruição total de Jerusalém após sua queda pela Babilônia, um ato de maldade que o salmista pede a Deus para lembrar e cobrar...

Os edomitas (descendentes de Esaú) foram inimigos históricos de Israel e Edom é lembrado por sua participação ou regozijo na destruição de Jerusalém, incentivando os babilônios a arrasar a cidade completamente, até seus fundamentos.

Em resumo, enquanto Obadias é uma profecia de julgamento contra Edom por sua traição, o Salmo 137 é um lamento e uma oração do povo que sofreu essa traição, expressando sua dor e clamando por justiça divina.

Os Doze Profetas Menores: Obadias faz parte da coletânea dos Doze Profetas Menores, o que o associa tematicamente a outros profetas, refletindo uma tradição profética maior sobre a justiça divina.