terça-feira, 30 de agosto de 2011

Profecia Messiânica


Isaías 7 é um capítulo crucial na Bíblia que descreve uma Profecia Messiânica sobre o nascimento de um filho por uma "virgem" (ou jovem mulher), que seria chamado Emanuel ("Deus conosco"), e se cumpriu em Jesus Cristo, mas também teve um cumprimento imediato nos dias do profeta, em meio a uma ameaça de invasão de Judá pela Síria e Israel.

O capítulo narra Deus instruindo Isaías a encontrar o rei Acaz, oferecer um sinal para confirmar a proteção divina, e proferir o anúncio de Emanuel, simbolizando a presença de Deus e a futura libertação e juízo.

Rezim, rei da Síria, e Peca, rei de Israel, atacam Jerusalém para forçar Judá a se unir contra a Assíria, mas não conseguem. O rei Acaz e seu povo ficam apavorados, com medo, mas Deus envia Isaías para acalmá-los, dizendo para não temerem.

Acaz se recusa a pedir um sinal, então Deus diz que Ele mesmo dará um: uma jovem conceberá e dará à luz um filho chamado Emanuel que significa "Deus conosco", um sinal de que Deus estava com seu povo, mesmo em meio à crise, e um prenúncio da vinda de Jesus Cristo, o Messias.

Antes que a criança soubesse distinguir o bem do mal, a terra dos inimigos de Acaz (Síria e Israel) seria desolada, e o povo teria fartura (manteiga e mel).

Deus traria a Assíria para arrasar a terra, como uma "navalha" que raparia a cabeça e os pés, apara o excesso de forma rigorosa e precisa, resultando em desolação e espinhos.

A Navalha: Representa o rei da Assíria, que Deus usaria como instrumento (uma "navalha alugada") para trazer julgamento e devastação à terra de Judá.

Rapar a cabeça, os pés e a barba: Este ato simboliza uma humilhação completa, despojamento e desolação total do povo e da terra. Na cultura da época, a barba e o cabelo eram símbolos de honra e virilidade; a sua remoção forçada indicava vergonha e cativeiro.

Desolação e Espinhos: O contexto imediato na profecia de Isaías 7 descreve como a terra fértil se tornaria um lugar de espinhos e abrolhos devido à invasão e à falta de cultivo, onde o povo teria que viver de forma primitiva, comendo coalhada e mel. Isso indica a ruína econômica e a desolação que se seguiriam ao ataque assírio.

Apesar do juízo, o capítulo é um sinal de esperança, mostrando que Deus cumpre Seus propósitos e que a salvação viria através de Emanuel, o Salvador.


Aplicação no Novo Testamento - Mateus 1:22-23, cita Isaías 7:14 para mostrar que a profecia do nascimento de Jesus por uma virgem foi cumprida, conforme o plano de Deus.


sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A Hora e a Vez de Waldeck Luiz


O Waldeck Luiz eu conheci através do Edmar Correa quando postei a biografia do Gordurinha no site Letras; e nos tornamos amigos. Depois eu conheci suas poesias pela internet através de seu Blog e sempre que procuro mergulhar em seus significados e significantes me lembro da obra Sagarana, de João Guimarães Rosa, onde o escritor combina e recombina habilmente as informações do meio, confundi lugares e paisagens, mescla o real, o imaginário e o lendário.

Em suas obras Waldeck condensa os vários temas que constituem sua fonte de inspiração, como: vida e obra de Gordurinha (seu avô), familiares, profissão, paixões, religiosidade, amor.

Sua poesia é repleta de jogos de palavras, como em Verdades Absolutas, quando diz: "(...)Meio embriagado pelo ódio de te amar tanto assim..."; do prazer lúdico dos trocadilhos, das associações inesperadas de imagens, de histórias dentro de histórias e aqui principalmente quando ele menciona o título ou partes essenciais das músicas de Gordurinha...

Observo também digressões filosóficas quando sua poesia menciona situações politico-sócioculturais encadeando fatos em tom de desabafo ou mesmo de denúncia, como em Urubuservando, quando diz: "onde estamos? pra onde vamos? o que somos? internacionalizar as responsabilidades civis sociabilizar os rendimentos do óleo negro catalizar corações febris , em prol de um globo melhor reestruturar as melancólicas máquinas governamentais onde possamos pluralizar a palavra ajudar..."; e monólogos interiores que desvendam seu universo, como em Mais de Mim: "Me privo do que mais gosto Assim eu te faço mais feliz E vivo em paz".

Seu estilo de linguagem permite ao leitor uma espécie de ritual de iniciação... iniciação esta que ocorre quando este consegue comprer a sua poesia na extensão de sua simbologia. Assim que quando nasce a poesia nasce também o poeta. Deixo aqui um pouco mais de sua poesia...

PRA SEMPRE

Eu sei que nunca vou lhe esquecer
Que estarás sempre em meus pensamentos
Dentro de meu coração

Nunca consegui compreende-la
Eu queria conhecê-la por dentro
Sonhar cada sonho seu
Ser seu travesseiro
Pra você dormir em meus braços
Ser seu protetor
Seu anjo da guarda

Mas eu não consegui
Eu errei
Me perdoe meu amor por ter falhado

Sei que você é a única
Que eu vou amar pra sempre
Vou sentir seu cheiro
Sempre em meu travesseiro
Em meu lençol
Ainda sinto o seu calor

Sei que não vou mais te tocar
Sentir sua pele macia

Eu só queria te ver mais uma vez
E olhar em seus olhos e dizer
Você é especial pra mim


Gordurinha

QUEM SABE UM DIA OS MALES SERÃO CURADOS
E OS ERROS DO PASSADO SERÃO PASSADO
QUEM SABE UM DIA ESSA CORDILHEIRA DE ÓDIOS COMO FOI DITO
SEJA FINALMENTE DISSIPADA COM O CALOR DA PAZ

ESSA CATARATAS DE LÁGRIMAS SEQUE
COMO ERA SECO SEU SERTÃO
E DEUS FACA CHOVER COMO FEZ CHOVER NA SUA SUPLICA CEARENSE
QUE DEUS NOS FAÇA MELHOR
COM SUA PRECE PARA OS HOMENS SEM DEUS

QUE SEJAMOS TÃO FELIZES
QUE POSSAMOS MISTURAR CHICLETES COM BANANA
VIAJAR NA CANTAREIRA

QUE ESSA PRECE SEJA OUVIDA
QUE MEU FILHO APRENDA COM UMA CARTA DE ABC NA MÃO

AH ,JÁ VIU
ELE NÃO VAI ENTENDER BULHUFAS
E VAI CASAR COM UMA ORORA ANALFABETA

DEIXO ENTÃO
MEU POEMA DOS SEUS NÃO CABELOS BRANCOS
E ACEITE
O MEU GOOD BYE






Roleta Russa - Waldeck Luiz


LEMBRANÇAS - Waldeck Luiz


A Bossa do Gordurinhaneto - Waldeck Luiz

 
RENOVO - Waldeck Luiz


MEMÓRIAS DE UM CRAVO - Waldeck Luiz



GLICOSE PESTINAL - Waldeck Luiz