O capítulo 9 do livro de Isaías é uma das passagens mais conhecidas do Antigo Testamento, especialmente por suas profecias messiânicas:
² O povo que andava em trevas, viu uma grande luz, e sobre os que habitavam na região da sombra da morte resplandeceu a luz. ⁶ Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado estará sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. Isaías 9:2,6
O capítulo começa descrevendo um tempo de escuridão e aflição para as regiões de Zebulom e Naftali (Galileia) do gentios - que foram os primeiros a sofrer com as invasões e exílios pelos assírios - que seria transformado por uma "grande luz" [1, 2].
A passagem é uma profecia messiânica que prenuncia a vinda de uma grande luz (Jesus Cristo) à região da Galileia, que na época era vista como uma área de trevas espirituais e opressão [1].
O texto continua em Mateus 4:15-16 do Novo Testamento, onde é explicitamente aplicado ao ministério de Jesus na região:
"Terra de Zebulom, e terra de Naftali, Caminho do mar, além do Jordão, Galileia das nações; O povo que andava em trevas viu uma grande luz, e aos que estavam assentados na região e sombra da morte, a luz raiou." (Mateus 4:15-16, Almeida Corrigida Fiel)
Essa profecia marca o início do trabalho de Jesus em Cafarnaum, cumprindo a promessa de que a salvação e a esperança chegariam a uma área marginalizada e considerada distante de Deus.
O versículo 6 de Isaías 9 é o ponto central, anunciando o nascimento de um menino que traria o governo sobre seus ombros. Ele é identificado por quatro títulos divinos: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz [1, 2].
Cada nome descreve um atributo de Jesus Cristo:
Maravilhoso Conselheiro: Refere-se à sua sabedoria infinita e capacidade de guiar a humanidade.
Deus Forte: Manifesta sua divindade e poder onipotente.
Pai da Eternidade: Indica sua natureza eterna e o cuidado paternal que tem com a criação.
Príncipe da Paz: Aponta para aquele que estabelece a harmonia entre Deus e os homens
A profecia afirma que o governo deste descendente de Davi será marcado pela justiça e pelo juízo, e não terá fim [1].
A segunda metade do capítulo detalha a arrogância de Israel (Efraim) e a consequente punição divina. Apesar dos avisos, o povo não se voltou para Deus, resultando em julgamento contínuo [1, 2].
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