domingo, 28 de dezembro de 2014

O Desafio de Amar


"O Desafio de Amar" (The Love Dare no original) é um livro devocional cristão de 40 dias, escrito por Stephen e Alex Kendrick, que desafia casais a praticarem o amor incondicional no casamento, independentemente do estado atual do relacionamento.

Sinopse e Temas Centrais
O livro funciona como um guia prático, dia a dia, para ajudar maridos e esposas a reacender ou fortalecer o compromisso conjugal.

Foi popularizado e serviu de base para a trama do filme "À Prova de Fogo" (Fireproof), também dirigido pelos irmãos Kendrick.


Os principais pontos abordados incluem:

Amor Incondicional: A premissa central é que o amor não é apenas um sentimento, mas uma decisão diária e uma prática ativa de bondade, paciência e sacrifício.

Desafios Diários: Ao longo de 40 dias, o livro propõe tarefas específicas para o cônjuge realizar, como evitar comentários negativos, fazer atos inesperados de gentileza, orar pelo parceiro e perdoar erros.

Reconciliação e Fortalecimento: O objetivo é transformar casamentos, mesmo aqueles à beira do divórcio, ensinando a lidar com questões complexas como comunicação, dinheiro, fé e ciúme de uma perspectiva bíblica.

Compromisso e Resiliência: O livro enfatiza a importância do compromisso duradouro e da resiliência necessários para manter um relacionamento saudável e feliz.

Em essência, "O Desafio de Amar" busca demonstrar que, ao escolher amar ativamente e incondicionalmente, os casais podem superar dificuldades e redescobrir a base do seu relacionamento.

O livro The Love Dare ("O Desafio de Amar"), de Stephen & Alex Kendrick, foi publicado originalmente em setembro de 2008 pela B&H Publishing Group.

Outras edições e livros relacionados foram lançados posteriormente, como:

The Love Dare, Day By Day (2009 e 2013)


The Love Dare for Parents (2013)



sábado, 29 de novembro de 2014

Aquieta Minh'Alma: Confie

 

Em Salmos 42:5 e 11, lemos que o salmista se questiona: "Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu".

O versículo inicia com um diálogo interno do salmista com sua própria alma, que está "abatida" (desanimada, triste desesperada) e "perturbada" (inquieta, angustiada), e qual era o motivo de tamanha aflição.

Logo, em seguida o salmista responde o seu questionamento com uma exortação a fé e esperança em Deus. Faz um chamamento a sua alma. Dá uma ordem, um "chacoalhão", em si mesmo... para esperar (confiar) em Deus.

Então o salmista afirma a sua alma - voltando ao diálogo interior - e, diz: "...ainda o louvarei" (futuro) a Ele (Deus).

A conceito LOUVAREI, bem assim no futuro do pretérito. Remete aquela frase:  "Lembro do dia que orei por coisas que tenho hoje".

O salmista confiante no socorro de Deus, já se via no futuro declarando as obras maravilhosas de Deus em lhe auxiliar no momento que vivenciou grande abatimento de sua alma.

O louvor é uma forma de gratidão, de reconhecimento da soberania de Deus. Que Deus é capaz de fazer infinitamente mais do que pedimos ou pensamos (Efésios 3:20).

É fundamental refletir: quando 'abatidos', oramos pedindo livramento, apenas "lamuriando" ou também pedimos livramento agradecendo e reconhecendo a presença de Deus em nossas vidas, mesmo em meio as provações.

Agradecer renova nossa esperança e fé nEle (Deus). Agradecer pelo AUXÍLIO (reforço), pela cooperação de Deus: "Por tudo que tens feito, Por tudo que vais fazer, Por tuas promessas, e Tudo que És, eu quero Te agradecer, com todo o meu ser, Te agradeço Meu Senhor", nos traz a paz e a confiança e nos renova o animo.


E, o salmista finaliza o diálogo com sua alma, com uma declaração, uma rápida oração: "meu auxílio e Deus meu", reconhecendo a presença de Deus em meio a sua angústia lhe dando forças, sendo seu refúgio, sua fortaleza, seu socorro.

O salmista instrui a alma a buscar a paz interior  através da fé, da confiança em Deus, mesmo em meio a aflições do mundo, não se deixando influenciar pelas circunstâncias.

Paz interior envolve substituir a ansiedade pela oração, ter um propósito firme em Deus. Confiante, para ter calma e forças para enfrentar os desafios.

Como se o salmista disse-se: "Aquieta Minh'Alma". Espere, Louve,  Ore e Confie!

Para refletir!

Salmos 46:1 - "Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia".

João 14:27Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não a dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.

Filipenses 4:6-7⁶ Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. ⁷ E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os seus corações e as suas mentes em Cristo Jesus.

Isaías 26:3 - Tu Senhor, conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti.

* Autoria: Elizabeth Nogueira


Aquieta Minh'Alma - Ministério Zoe (2014)


sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Lugar de Oração


Na década de 90, ministrei Atos 16, a um grupo de mulheres da Igreja Batista, em Presidente Médici/RO, sob o título "Lugar de Oração", com base na referência do lugar nos versículos 13 e 16:

O capítulo narra acontecimentos da 2ª viagem missionária de Paulo, quando durante a noite teve uma visão, na qual um homem da Macedônia estava em pé e lhe suplicava: "Passe à Macedônia e ajude-nos"Depois dessa visão, Paulo, Timóteo, Silas e Lucas se prepararam, imediatamente para partir para a Macedônia, concluindo que Deus os tinha chamado para lhes pregar o evangelho.

Partindo de Trôade, navegaram para Samotrácia e, no dia seguinte, para Neápolis. Dali partiram para Filipos, na Macedônia, colônia romana e principal cidade daquele distrito. Ali ficaram vários dias.

"¹³ No sábado saímos da cidade e fomos para a beira do rio, onde esperávamos encontrar um lugar de oração. Sentamo-nos e começamos a conversar com as mulheres que se haviam reunido ali. ¹⁴ Uma das que ouviam era uma mulher temente a Deus chamada Lídia, vendedora de tecido de púrpura, da cidade de Tiatira. O Senhor abriu seu coração para atender à mensagem de Paulo. ¹⁵ Tendo sido batizada, bem como os de sua casa, ela nos convidou, dizendo: "Se os senhores me consideram uma crente no Senhor, venham ficar em minha casa". E nos convenceu.

Quem eram: Paulo, Timóteo, Silas e Lucas?

Paulo (seu nome romano), antes da visão transformadora de Jesus no caminho indo para Damasco se chamava Saulo (seu nome judaico), era cidadão romano, fariseu e estudante da Lei Judaica, discípulo do influente rabino Gamaliel. De perseguidor de cristãos se tornou um missionário fundamental a expansão do cristianismo entre os gentios (não judeus), em cidades greco-romanas.

Foi o escritor das epístolas aos Romanos, 1 e 2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, 1 e 2 Tessalonicenses, 1 e 2 Timóteo, Tito, Filemom e Hebreus, do Novo Testamento, base da doutrina cristã, da ética, organização da Igreja e da salvação pela fé.

Sua vida marcada por provações intensas e prisões, foi recompensada na plenitude das viagens missionárias, do testemunho do Evangelho, da provisão e livramento de Deus, do poder e presença do Espírito Santo, da comunhão da igreja e dos irmãos em Cristo Jesus.

Timóteo, provavelmente convertido ao evangelho durante a 1ª viagem missionária de Paulo, tinha excelente testemunho dos irmãos em Listra e Icônio. Seu pai era grego. Sua mãe Eunice e sua avó Loide, eram cristãs.

Foi figura central nas epístolas de Paulo (1 e 2 Timóteo), mas sua introdução na narrativa bíblica ocorre em Atos 16:1-5, com sua escolha por Paulo para servir ao Senhor. A partir daí, Timóteo acompanha Paulo em suas viagens, sendo enviado a diversas igrejas para tarefas importantes.

Silas (ou Silvano), Mestre, Profeta, líder cristão. Viajou para Antioquia com Judas Barsabás, também líder e Profeta cristão, levando a Decisão do Concilio de Jerusalém, aos gentios, instruindo-os sobre a circuncisão (At. 15:22-41).

Colaborador de Paulo em suas viagens missionárias, especialmente após a separação de Paulo e Barnabé. Destacou-se por seu caráter encorajador e seu serviço fiel ao evangelho. Foi como um secretário para Pedro, acredita-se que tenha sido redator e portador da 1ª epistola de Pedro (1 Pedro 5:12).

Lucas, médico gentil (não judeu), instruído na cultura grega, discípulo de Jesus e companheiro de viagens do Paulo. Também é autor do Evangelho de Lucas e de Atos de Apóstolos, os quais dedicou a Teófilo (em grego Theophilos" (Θεόφιλος), significa "amado por Deus", "amigo de Deus"), provavelmente, um gentil convertido ao cristianismo.

O Evangelho de Lucas é uma obra em duas partes. A 1ª parte - Lucas, com relatos sobre o Evangelho: a vida de Jesus e de seus discípulos, milagres, curas, morte, ressurreição, ascensão de Cristo. A 2ª parte - Atos, sobre a igreja dos primeiros cristãos, a vida missionária dos apóstolos. Assim, os livros Lucas e Atos, se complementam, sendo considerados uma única obra.

Conforme o relato em Atos 16:13 - "E no dia de sábado", referindo-se ao sábado Judaico, ou Shabat (שַׁבָּת), era o dia de "descanso", dia semanal de santidade, começando ao pôr do sol de sexta-feira e terminando ao pôr do sol de sábado, dedicado a "cessar", pausar as atividades laborais (trabalho); e, dedicar-se a recreação em família, estudos espirituais, adoração, oração.

Então, depois de vários dias na cidade de Filipos - "No sábado saímos da cidade e fomos para a beira do rio, pois pensávamos que ali devia haver um lugar de oração para os judeus. Sentamos e começamos a conversar com as mulheres que estavam reunidas lá". NTLH (Bíblia -Nova Tradução na Linguagem de Hoje)

Estavam ali algumas mulheres reunidas, para orar. Paulo, Silas, Timóteo e Lucas, se assentaram para falar com elas Deu-se assim, início ao encontro que levou à conversão de Lídia e de todos de sua casa, ao evangelho.

Quem era Lídia?

Lídia, mulher de negócios, bem sucedida, de Tiatira (Ásia). Vendia tecidos de luxo, tingidos de púrpura. Um corante caro extraído de moluscos, que não desbotava e era muito valorizado a época, por ser associado a realeza e riqueza.

Conhecia praticas judaicas cristã antes de se converter ao Evangelho de Jesus Cristo. Paulo e seus companheiros de viagens missionárias conheceram Lídia a beira do rio em Filipos, na Macedônia, num lugar de oração, na primeira cidade europeia onde pregam o Evangelho

Lídia se converteu ao evangelho quando o Senhor abriu o seu coração às palavras de Paulo. Após o batismo, ela convidou Paulo, Silas, Timóteo e Lucas, para se hospedarem em sua casa, como prova de sua fidelidade e compromisso com Deus, demonstrando sua fé através do acolhimento. 

O encontro de Lídia com Paulo, Silas, Timóteo e Lucas foi fundamental a expansão do Evangelho na Europa, pois gerou uma base sólida para o início da primeira Igreja cristã. Mulher temente à Deus, sua conversão ao Evangelho de Cristo, não apenas transformou a sua vida, como também a vida de sua família e de sua comunidade.

Ao voltaram da prisão, foi na casa de Lídia que Paulo e Silas, foram recebidos, com alegria pelos irmãos (At. 16:40).

Por que Paulo e Silas foram presos?

É história para outro estudo. Contudo, resumidamente, falando. Tudo aconteceu quando Paulo e Silas se dirigiam ao lugar de oração, em Filipos, e foram presos, injustamente, após falsa acusação de alguns homens que dizendo que eles eram judeus os acusaram  de estarem perturbando a paz e a ordem da cidade, propagando costumes que os romanos não poderiam aceitar.

Mentiram. Decidiram mentir as autoridades quando ficaram sem a sua fonte de lucro. Sua escrava que antes possuída fazia predições, havia sido liberta após Paulo orar expulsando o espirito de adivinhação.

Sem terem a oportunidade de defesa ou mesmo de esclarecer os fatos, Paulo e Silas foram severamente açoitados publicamente e presos sem qualquer julgamento. O carcereiro instruído para vigiá-los com cuidado lhes trancou no interior do cárcere, prendendo os seus pés em grilhões (correntes presas a um tronco). 

Na prisão: - ²⁵ Por volta da meia-noite, Paulo e Silas estavam orando e cantando hinos a Deus; os outros presos os ouviam. ²⁶ De repente, houve um terremoto e os alicerces da prisão foram abalados. Imediatamente todas as portas se abriram, e as correntes de todos se soltaram. (At. 16:16-37)

O carcereiro vendo abertas as portas da prisão, quis tirar a sua própria vida porque pensava que os presos tivessem fugido. Mas Paulo gritou: "Não faça isso! Estamos todos aqui!" Assim que constatou que nenhum dos presos havia fugido, o carcereiro, prostrou-se diante de Paulo e Silas; e, levando-os para fora do interior da cela, perguntou: "Senhores, que devo fazer para ser salvo?" Eles, responderam: "Creia no Senhor Jesus, e serão salvos, você e os de sua casa".

Paulo e Silas pregaram a palavra de Deus, ao carcereiro e a todos de sua casa. Naquela mesma noite todos foram batizados. O carcereiro cuidou de seus ferimentos e os levou a sua casa, servindo-lhes uma refeição e com todos os de sua casa alegrou-se muito por haver crido em Deus.

Ao amanhecer, os magistrados mandaram os seus soldados ao carcereiro com a ordem para soltar Paulo e Silas. Quando o carcereiro lhes disse: "Agora podem sair. Vão em paz". Paulo disse aos soldados: "Sendo nós cidadãos romanos, eles nos açoitaram publicamente sem processo formal e nos lançaram na prisão. E agora querem livrar-se de nós secretamente? Não! Venham eles mesmos e nos libertem".

Os soldados relataram isso aos magistrados, os quais, ouvindo que Paulo e Silas eram romanos, ficaram atemorizados. Foram até lá se desculpar diante deles e, os conduzindo-os para fora da prisão, pediram-lhes que saíssem da cidade.

Depois de saírem da prisão, Paulo e Silas foram à casa de Lídia, onde se encontraram com os irmãos e os encorajaram. E então partiram.

Escolhi o capítulo 16 de Atos pela importância que Paulo, Timóteo, Silas, Lucas, Lídia demonstraram ter pelo LUGAR DE ORAÇÃO. E, de quanto suas vidas, de suas familiares e de sua comunidade foram transformadas e grandemente abençoadas em razão de suas condutas em testemunhar a sua fé, de destinarem um momento do seu dia a recreação e comunhão em família; a adoração, louvor, estudo bíblico, oração, base sólida para o início da primeira Igreja Cristã na Europa.

Condutas estas, que por nós sendo adotadas, também resultam em transformação de vida e no recebimento de bençãos, que a todos alcança, a partir de um "LUGAR DE ORAÇÃO"


*** Autoria: Elizabeth Nogueira



domingo, 30 de março de 2014

Não temas!



Eu lembro de ter ouvido, diversas vezes que a expressão: "Não temas" (não tenha medo ou não se assuste) é uma frase de encorajamento que teria sido citada 365 vezes na Bíblia. E, sendo assim, poderia ser aplicada uma frase a cada dia do ano. Como se tivesse sido dito: Não temas, hoje, nem amanhã e nem depois...

Pesquisadores e teólogos, encontraram um número bem menor da frase "Não temas". Somando "não temas", "não temais", "não temerei", entre outras variações, o total ficaria em torno de 100 a 113 ocorrências. Sendo: "Não temas", cerca de 58 vezes. "Não temais", cerca de 35 vezes. "Não temerei", cerca de 4 vezes. Entre, outras variações: Não temeremos, Não teme...)

Mesmo não sendo 365 ou 366 vezes de "Não temas", a mensagem central de coragem e da confiança na presença constante de Deus: "Não temas. Eu sou contigo" - é uma das mais poderosas frases das Escrituras, sendo encontrada em muitos versículos, frequentemente, citados como Isaías 41:10 - "Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça".

Essas palavras ditas para consolar os israelitas durante o exílio na Babilônia, com o intuito de assegurando-lhes que Deus estava com eles os protegendo e não os tinha abandonado, continua relevante também em nossos dias, pois as palavras de encorajamento oferecem, o conforto de que Deus é justo, em qualquer circunstância, e nos sustenta, nos fortalece e nos ajuda.

Em Atos 27:20 a 37, "Não temas!", foi dito a Paulo, por um anjo de Deus: - ²³ Porque esta mesma noite o anjo de Deus, de quem eu sou, e a quem sirvo, esteve comigo, ²⁴ Dizendo: Paulo, não temas; importa que sejas apresentado a César, e eis que Deus te deu todos quantos navegam contigo. ²⁵ Portanto, ó senhores, tende bom ânimo; porque creio em Deus, que há de acontecer assim como a mim me foi dito.²⁶ É, contudo, necessário irmos dar numa ilha.

A narrativa de todo o antes, durante e depois do naufrágio, resume o papel de Paulo naquele navio condenado ao naufrágio: Encorajar e ajudar as pessoas, no intuito de servir aos propósitos de Deus, na preservação e salvação de vidas. E, nos deixa o exemplo a ser aplicado em nossa vida quanto ao nosso papel na igreja e em qualquer outro lugar onde estivermos "colocado" no mundo: 

O naufrágio do navio no mar Adriático, após uma grande tempestade. Dias sem sol ou estrelas, a tempestade era tão forte que a tripulação perdeu toda a esperança de sobrevivência. Na décima quarta noite, os marinheiros notaram que estavam perto da terra, medindo a profundidade. Temendo rochas, lançaram âncoras e esperaram o amanhecer. Alguns marinheiros tentaram fugir em um bote, mas Paulo alertou que, sem eles, ninguém se salvaria, e os soldados cortaram as cordas, deixando o bote ir.

Enquanto amanhecia, Paulo garantindo que Deus lhe havia prometido a salvação de todos a bordo, insistiu que todos comessem, pois estavam sem comer há dias. Ele deu graças a Deus, partiu o pão e comeu, encorajando os outros a fazerem o mesmo para terem forças, reafirmando que não iriam morrer naquele naufrágio.

Ao amanhecer, viram a terra e jogaram a carga ao mar para aligeirar, ou seja, para tornar mais leve, tornar menos pesado o navio. O navio encalhou em um banco de areia e se partiu. Os soldados queriam matar os prisioneiros, mas o centurião impediu, para salvar Paulo. Assim, todos, nadando ou se agarrando a pedaços do navio, chegaram a salvo à ilha de Malta.

A fé de Paulo se cumpre quando, na manhã seguinte, todos chegam à terra firme em segurança, graças à sua intervenção e à bondade do centurião Júlio, demonstrando a fidelidade de Deus em meio à adversidade.

Paulo oferece esperança e coragem quando todos haviam perdido, mostrando que a fé em Deus traz segurança. A fé e a obediência de um servo (Paulo) podem salvar muitas outras pessoas, transformando uma tragédia em um testemunho.

O cristão está a salvo, chegará ao destino que Deus tem preparado a ele, seja este qual for. Vida de submissão, como Jesus ensinou no Getsemani, ao orar que fosse feita a vontade de Deus (Lucas 22:42). Como Paulo afirmou em Romanos 14: 7,8, que ninguém vive ou morre para si, quer vivemos ou morremos, somos do Senhor (Deus). É um chamado de fé, para a vida com um propósito. Assim está livre, para sob direcionamento de Deus, ser exemplo de fé e de dedicação a salvação da vida de outros.


** Autoria: Elizabeth Nogueira


Sobre As Ondas do Mar (Solta o Cabo da Nau)
Harpa Cristã nº 467 


Não olho as circunstâncias - Thalyta - 1990


Situações - Logos