sexta-feira, 30 de junho de 2023

Seja Feita a Tua Vontade

               

"E, quando orardes, não sejais como os hipócritas; pois gostam de orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam a sua recompensa. Mas tu, quando orares, entra no teu quarto e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente. E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos. Não vos assemelheis, pois, a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes."

Principais Lições de Mateus 6:5-8
  • A Motivação Correta: A verdadeira espiritualidade busca a aprovação de Deus, não o aplauso ou o reconhecimento público das pessoas.
Mateus 6:5-8 ensina que a oração deve ser um momento de intimidade sincera com Deus, e não uma exibição para impressionar as pessoas.

O Perigo dos Hipócritas (V. 5-6)
  • Exibição pública: Jesus diz para não sermos como os hipócritas, que gostam de orar em pé nas sinagogas e esquinas para serem vistos e elogiados pelos outros. 
  • Recompensa vazia: A única recompensa dessas pessoas é o aplauso humano; elas não recebem nada de Deus. 
  • Oração em secreto: A instrução é entrar no quarto, fechar a porta e falar com o Pai em segredo, pois Ele vê o coração e recompensa a sinceridade. 
O Erro dos Gentios (V. 7-8)
  • Vãs repetições: Jesus alerta para não usar de repetições vãs ou frases vazias, achando que Deus responderá pelo muito falar.
  • Fórmula humana: Os gentios pensavam que a quantidade de palavras manipulava as divindades como uma fórmula mágica.
  • Onisciência divina: Não precisamos insistir com muitas repetições porque Deus, nosso Pai, já sabe exatamente o que precisamos antes mesmo de pedirmos.
  • A Recompensa do Secreto: O relacionamento íntimo e sincero com Deus gera uma recompensa que vem diretamente Dele, e não de validações externas.
  • A Simplicidade na Oração: Deus não se impressiona com palavras repetitivas ou discursos longos, pois Ele já conhece as nossas necessidades antes mesmo de falarmos.
💡 Os Pilares do Ensinamento de Jesus
  • A Intencionalidade do Coração: Jesus condena a religiosidade de aparência. Aqueles que oram em público buscando o aplauso e a admiração das pessoas já receberam toda a recompensa que teriam direito: o próprio elogio humano. 
  • O Lugar Secreto: O "quarto" e a "porta fechada" simbolizam a busca por intimidade real com Deus. É o momento em que você se despoja de máscaras sociais e ego para se apresentar exatamente como é diante do Criador. 
  • A Recompensa Divina: Deus não ignora o que é feito na intimidade e no silêncio. A recompensa do Pai para uma oração sincera não é necessariamente material, mas sim o fortalecimento espiritual, a paz e o alinhamento da sua vida com a vontade d'Ele. 
  • Sem Fórmulas ou Repetições: Você não precisa impressionar a Deus com palavras difíceis ou discursos longos (vãs repetições). Ele já conhece as suas necessidades antes mesmo de você falar; Ele valoriza a sinceridade e a confiança da oração.
Em Mateus 6:5-8, Jesus ensina que a verdadeira oração é um diálogo íntimo e sincero com Deus em segredo, servindo de introdução imediata para o modelo do Pai Nosso logo nos versículos seguintes (6:9-13).

O Ensino Prévio (Mateus 6:5-8)
  • Contra a ostentação: Jesus critica os que oram para serem vistos pelos outros nas ruas e sinagogas.
  • A prática do secreto: Orienta a entrar no quarto, fechar a porta e falar com o Pai em oculto.
  • Contra vãs repetições: Proíbe o uso de muitas palavras repetidas achando que serão ouvidos pelo cansaço do discurso.
  • A base da confiança: Lembra que Deus sabe do que precisamos antes de pedirmos. 
A Aplicação Prática no Pai Nosso (Mateus 6:9-13)
  • O contraste com a repetição vã: O Pai Nosso é uma oração curta, simples, direta e estruturada, provando que Jesus não rejeitava as palavras em si, mas a intenção mecânica e vazia. 
  • Equilíbrio nas petições:
    • Primeira parte: Louvor e exaltação à santidade e à vontade de Deus (céu e terra).
    • Segunda parte: Pedidos essenciais e sóbrios de sustento diário, perdão mútuo e livramento do mal. 
  • Foco no relacionamento: Começa chamando Deus de "Pai nosso", refletindo a intimidade recomendada no secreto e não um ritual impessoal. 
"Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome;
Venha o teu reino, seja feita a tua vontade,
assim na terra como no céu;
O pão nosso de cada dia nos dá hoje;
E perdoa-nos as nossas dívidas,
assim como nós perdoamos aos nossos devedores;
E não nos conduzas à tentação;
mas livra-nos do mal; porque teu é o reino,
e o poder, e a glória, para sempre. Amém." 

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