A famosa oração do rei Josafá encontra-se na Bíblia em 2 Crônicas 20:5-12. É uma oração de rendição, clamor e confiança em Deus quando enfrentamos batalhas impossíveis.
O texto bíblico narra:
“Algum tempo depois, os exércitos dos moabitas e dos amonitas, junto com os meunitas, invadiram o país de Judá. Alguns homens vieram e disseram a Josafá: — Um exército enorme do país de Edom veio do outro lado do mar Morto para atacar o senhor. Eles já conquistaram a cidade de Hazazão-Tamar. (Hazazão-Tamar e Fonte de Gedi são o mesmo lugar.)”
Na Bíblia, moabitas e amonitas descendiam de Ló, sobrinho de Abraão. Eles habitavam a leste do Mar Morto e do rio Jordão, na região da atual Jordânia. Os meunitas eram um grupo nômade aliado, provavelmente originário da cidade de Maom.
A origem e a localização desses povos confirmam o relato bíblico de que eles descendem de Ló e viveram na região da atual Jordânia.
- Moabitas: Descendiam de Moabe, filho de Ló com a sua filha mais velha. Habitavam as terras altas a leste do Mar Morto.
- Amonitas: Descendiam de Ben-Ami, filho de Ló com a sua filha mais nova. Habitavam mais ao norte, perto da nascente do rio Jaboque.
- Meunitas: Eram um grupo nômade. A Bíblia os associa a Maom (também chamada de Maon), uma cidade próxima a Edom, ao sul do Mar Morto.
Em Gênesis 19:30-38, o relato bíblico mostra as filhas de Ló embebedando o pai e tendo relações com ele para gerar descendentes (preservar a família.). Dessa forma, nasceram Moabe e Ben-Ami, que se tornaram os antepassados dos povos moabitas e amonitas.
Assim quando os exércitos dos moabitas e dos amonitas, junto com os meunitas, invadiram o país de Judá "Josafá ficou com medo …e orou a Deus, o Senhor, pedindo socorro. Depois deu ordem para que todo o povo de Judá jejuasse. Todos se reuniram para pedir socorro ao Senhor; de todas as cidades do país o povo veio a Jerusalém."
O relato destaca a oração de Josafá, um clamor focado no reconhecimento da soberania de Deus, na lembrança de suas promessas e na confissão de fraqueza diante de uma grande ameaça.
O ponto central da oração é a frase: "não sabemos o que fazer; porém os nossos olhos estão postos em ti".
A resposta divina veio com a promessa de que a peleja não era deles, mas de Deus (2 Crônicas 20:15).
“A gente de Judá e de Jerusalém se reuniu no pátio novo do Templo, e Josafá se pôs de pé no meio deles 6 e orou assim: — Ó Senhor, Deus dos nossos antepassados! Tu és o Deus do céu e governas todas as nações do mundo. Tu és forte e poderoso, e ninguém pode resistir ao teu poder. Tu és o nosso Deus; expulsaste os moradores desta terra de diante do teu povo de Israel e deste a terra deles para sempre a nós, os descendentes de Abraão, teu amigo. O teu povo tem morado nesta terra, e aqui construímos um Templo em tua honra. Nós dissemos assim: “Se alguma desgraça cair sobre nós como castigo, seja guerra, ou doenças, ou falta de alimentos, então nos ajuntaremos em frente deste Templo, onde tu moras, e no nosso sofrimento clamaremos a ti pedindo socorro, e tu atenderás o nosso pedido.” — Agora os amonitas e os moabitas, junto com os edomitas, invadiram o nosso país. Quando os nossos antepassados estavam vindo do Egito, tu não os deixaste invadir as terras daqueles povos. Por isso, os nossos antepassados se desviaram delas e não destruíram aqueles povos. Mas agora eles nos pagam assim: estão nos atacando para nos expulsar da terra que nos deste para sempre.”
- O pedido humilde: “Ó nosso Deus, castiga essa gente, pois não somos bastante fortes para resistir a esse enorme exército que está avançando contra nós. Não sabemos o que fazer e olhamos para ti, pedindo socorro!”
- A estratégia dada por Deus: "Todos os homens de Judá estavam ali de pé em frente do Templo, junto com as suas mulheres e os seus filhos e até as crianças de colo. De repente, o Espírito de Deus desceu sobre um levita que estava ali no meio do povo. Chamava-se Jaaziel e era descendente de Asafe. Jaaziel era filho de Zacarias, neto de Benaías, bisneto de Jeiel e trineto de Matanias. Jaaziel disse: — Povo de Judá, moradores de Jerusalém e rei Josafá, prestem atenção! Escutem isto que o Senhor Deus diz: “Não se assustem, não fiquem com medo deste enorme exército, pois a batalha não é contra vocês, mas contra mim".
- "Amanhã vocês os atacarão quando eles vierem pela subida de Zis. Vocês se encontrarão com eles no fim do vale que dá para o deserto de Jeruel. Quando os encontrarem, vocês não precisarão lutar. Fiquem parados ali e verão como o Senhor Deus salvará vocês. Povo de Judá e moradores de Jerusalém, não se assustem, nem fiquem com medo; marchem contra os inimigos amanhã, pois eu, o Senhor, estarei com vocês.”
- A adoração a Deus: "Então o rei Josafá se ajoelhou e encostou o rosto no chão; e todo o povo de Judá e os moradores de Jerusalém também se ajoelharam na presença de Deus, o Senhor, e o adoraram. Aí os levitas que eram descendentes de Coate e de Corá começaram a louvar o Senhor, o Deus de Israel, em voz bem alta."
- As confissões e as atitudes de fé / Confiem no Senhor, seu Deus, e estarão seguros: “Na manhã seguinte, todos se levantaram cedo e foram para o deserto de Tecoa. Ao saírem, Josafá ficou de pé e disse: — Povo de Judá e moradores de Jerusalém, escutem! Confiem no Senhor, seu Deus, e estarão seguros; confiem nos profetas dele, e tudo o que vocês fizerem dará certo. Depois de consultar o povo, Josafá ordenou que alguns cantores vestissem roupas sagradas e marchassem à frente do exército, louvando a Deus e cantando assim: “Louvem a Deus, o Senhor, porque o seu amor dura para sempre.”
A frase: “Louvem a Deus, o Senhor, porque o seu amor dura para sempre.”, para mostrar que a bondade de Deus nunca acaba. O rei Josafá cantou este louvor em 2 Crônicas 20 para ter coragem na guerra.
O Salmo 136 inteiro repete que o amor de Deus é eterno. Ele vence o medo e traz vitória. O versículo 1 traz semelhante convite ao louvor e ao reconhecimento do caráter amoroso e eterno de Deus, declarando: "Deem graças ao Senhor, porque ele é bom; o seu amor leal dura para sempre".
- A resposta e a fidelidade de Deus: “Logo que começaram a cantar, o Senhor Deus causou confusão entre os moabitas, os amonitas e os edomitas, e eles foram derrotados. Os amonitas e os moabitas atacaram os edomitas e os destruíram completamente; depois os amonitas lutaram contra os moabitas, e os dois lados também acabaram se destruindo.”
- A vitória e a recompensa do posicionamento correto: “Quando o exército de Judá chegou a um lugar alto no deserto, eles viram o chão coberto de mortos; ninguém tinha escapado com vida. Aí Josafá e os seus soldados avançaram e começaram a pegar tudo o que havia no acampamento inimigo. Encontraram muitos animais de carga, armas, roupas e objetos de valor. Levaram três dias pegando as coisas, mas havia tanto, que não puderam levar tudo.”
- A alegria e a gratidão: “No quarto dia, todos se reuniram no vale de Beraca e louvaram o Senhor. É por isso que aquele lugar se chama vale de Beraca até hoje. Depois os soldados de Judá e de Jerusalém, com Josafá à frente, voltaram alegres para Jerusalém. Estavam contentes porque o Senhor Deus lhes tinha dado a vitória na luta contra os seus inimigos.”
Beraca significa "bênção". O povo de Judá se reuniu ali para agradecer e louvar a Deus após Ele dar uma grande vitória contra inimigos sem que Israel precisasse lutar.
- O testemunho e a paz de quem confiou em Deus: “Quando chegaram a Jerusalém, foram até o Templo, ao som de música de harpas, liras e trombetas. Quando os outros povos souberam que o Senhor havia derrotado os inimigos de Israel, ficaram todos com medo. Assim o reinado de Josafá continuou tranquilo, pois Deus lhe deu paz com todas as nações vizinhas.”
(Texto extraído de 2 Crônicas 20:1-30 – NTLH)
Josafá foi o quarto rei de Judá e um dos monarcas mais piedosos da Bíblia. Ele é lembrado por suas reformas religiosas e por confiar em Deus em momentos de crise, especialmente na famosa batalha onde o Senhor derrotou seus inimigos através do louvor.
A história de Josafá é contada principalmente nos livros de 1 Reis 22 e 2 Crônicas 17 a 20). Seus principais destaques incluem:
- Reformas Espirituais: Ele removeu os altares idólatras e promoveu o ensino da Lei de Deus em todo o reino de Judá.
- A Batalha do Louvor: Enfrentando uma grande coalizão de inimigos (moabitas e amonitas), Josafá e o povo jejuaram e oraram. Deus respondeu através do profeta Jaaziel, dizendo que a peleja não era deles, mas de Deus. Josafá colocou cantores na frente do exército e os inimigos se destruíram entre si.
- Alianças Perigosas: Ele pecou ao fazer alianças políticas com o rei Acabe, de Israel, e com o rei Acazias, o que resultou na reprovação de profetas de Deus.
- Resumo do seu governo: Ele fez o que era reto perante o Senhor, mas não tirou os lugares altos (1 Reis 22:43). O texto resume o reinado do rei Josafá de Judá. Ele obedeceu a Deus na maior parte do tempo. Ele fez o que era bom. Mas ele não destruiu os templos pagãos construídos nas montanhas. Isso permitiu que o povo continuasse a adorar falsos deuses.
O rei Josafá foi um bom rei de Judá que buscou a Deus e fez reformas religiosas. Ele confiou no Senhor durante guerras. Ele também cometeu erros ao fazer alianças com reis maus. Seu reinado durou 25 anos*
A vida e os feitos de Josafá estão registrados principalmente nestes versículos:
- Início do reinado e boas obras: Ele andou nos caminhos do Senhor e removeu os altares idólatras (2 Crônicas 17:3-6).
- Vitória através do louvor: Ele enfrentou um grande exército inimigo e venceu através da oração e da adoração (2 Crônicas 20:21-23).
Este texto descreve uma grande vitória militar e espiritual do Rei Josafá de Judá. Ele voltou para casa com seu exército, louvando a Deus. O temor de Deus fez com que os povos vizinhos parassem de atacar a nação. Isso trouxe paz e tranquilidade para o reinado.
Aqui está o significado dos versículos:
- V. 30: Devido a esse respeito e medo dos inimigos, o reino de Josafá ficou em paz. Nenhuma nação vizinha tentou invadir o território durante esse período.
- V. 29: Os outros países souberam desse milagre. Eles ficaram com muito medo, porque viram que o próprio Deus lutou por Israel.
- V. 28: O exército voltou feliz após Deus derrotar seus inimigos. Eles foram ao Templo para adorar com música e instrumentos, mostrando gratidão a Deus pela salvação.


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