sábado, 19 de março de 2011

Perseguindo Carros


Hoje me lembrei do filme "... E o Vento Levou" (Gone With the Wind, 1939 - direção: Victor Fleming), o filme narra a complicada vida de Scarlet O’Hara (Vivien Leigh), seus amores e desilusões em um período que tem a Guerra Civil Americana como pano de fundo.

Clark Gable é Rett Butler, um vivido aventureiro que passa pela vida de Scartlet, em uma relação de amor e ódio marcada por conflitos já clássicos e cenas inesquecíveis de amor.

O filme ganhou oito Oscars, inclusive Melhor Filme e Direção e entrou para a história como um dos romances mais famosos de todos os tempos.

Eu ainda me lembro da frase: "Vou pensar nisso amanhã!", que Scarlet dizia sempre que se achava em apuros, tendo que decidir por uma ou outra coisa das quais não queria abrir mão. Na época eu achava engraçado, mas com o tempo pude olhar com mais seriedade os conflitos interiores capazes de gerar tal rota de escape.

Neste contexto, a letra da música Chasing Cars, do Snow Patrol engloba uma multiplicidade de significantes e significados. Pra mim entre outras coisas ela fala da falência social dos sentimentos; e, nos lembra que estamos muito ocupados com as convenções sociais, com as aparências, com a correria do dia a dia; e, para viver nos falta tempo.

Estamos sem tempo para amar e ser amado, sem tempo para a família e para os amigos, sem tempo pra apreciar a presença do outro. Vive-se uma vida que parece não ter um porquê.

Precisamos ser "parados". Precisamos que alguém nos desperte do nosso "deixe como está pra ver como é que fica" com um olhar de carinho, um abraço, uma palavra amiga. Enquanto ainda há tempo para vestir de sentido a nossa vida e a do outro.

Simples assim! ...e de preferência hoje, porque pode ser que não tenhamos a oportunidade necessária para pensar nisso amanhã.

Perseguindo Carros
Chasing Cars - Snow Patrol


Nós faremos tudo isto Tudo Sozinhos
Nós não precisamos De nada Ou de ninguém
Se eu deitar aqui Se eu apenas deitar aqui
Você deitaria comigo e esqueceria do mundo?

Eu não sei direito Como dizer Como me sinto
Aquelas três palavras são ditas demais
Elas não são o suficiente
Se eu deitar aqui Se eu apenas deitar aqui
Você deitaria comigo e esqueceria do mundo?

Esqueça o que foi dito
Antes de ficarmos muito velhos
Mostre-me um jardim que esta se abrindo para a vida
Vamos passar o tempo Perseguindo carros
Em volta de nossas cabeças
Eu preciso de sua graça
Para me lembrar De encontrar a minha
Se eu deitar aqui Se eu apenas deitar aqui
Você deitaria comigo e esqueceria do mundo?

Esquecer do que nos falam
Antes de ficarmos muito velhos
Mostre-me um jardim que esta se abrindo para a vida
Tudo que eu sou Tudo que eu sempre fui
Esta aqui em seus olhos perfeitos,
eles são tudo o que eu consigo ver

Eu não sei onde também estou confuso sobre o "como"
Apenas sei que estas coisas nunca mudarão para nós
Se eu deitar aqui Se eu apenas deitar aqui
Você deitaria comigo e esqueceria do mundo?

Nunca Tive Um Sonho Realizado



Nunca Tive Um Sonho Realizado

Todo mundo tem alguma coisa
Que deveria deixar para trás
Um arrependimento de ontem
Que só parece crescer com o tempo
Não adianta olhar para trás ou se perguntar
(ou se perguntar)
Como poderia ser agora ou poderia ter sido
(ou poderia ter sido)
Tudo isso, eu sei, mas ainda não consigo encontrar
uma forma de deixá-lo ir

Eu nunca tive um sonho realizado
Até o dia que eu encontrei você
Mesmo assim, eu finjo que eu superei
Você sempre será meu amor
Eu nunca encontrei as palavras para dizer
Você é o único em quem eu penso cada dia
E eu sei que não importa onde a vida me leve
Uma parte de mim sempre estará com você

Em algum lugar na minha memória,
eu perdi toda a noção do tempo
E amanhã pode nunca chegar
Pois o passado é tudo o que enche minha mente
Não adianta olhar para trás ou se perguntar
(ou se perguntar)
Como deveria ser agora ou deveria ter sido
(ou deveria ter sido)
Tudo isso, eu sei, mas ainda não consigo encontrar
uma forma de deixá-lo ir

Eu nunca tive um sonho realizado
Até o dia que eu encontrei você
Mesmo assim, eu finjo que eu superei
Você sempre será meu amor
Eu nunca encontrei as palavras para dizer
Você é o único em quem eu penso cada dia
E eu sei que não importa onde a vida me leve
Uma parte de mim sempre estará com você

Você sempre será o sonho que preenche minha cabeça
Sim, você será, diga que será, você sabe que será baby
Você sempre será o único que eu sei que nunca vou esquecer
Não adianta olhar para trás ou se perguntar
Porque o amor é uma coisa estranha e engraçada
Não importa o quanto eu tente, eu não consigo dizer adeus
Não, não, não, não

Eu nunca tive um sonho realizado
Até o dia que eu encontrei você
Mesmo assim, eu finjo que eu superei
Você sempre será meu amor
Eu nunca encontrei as palavras para dizer
Você é o único em quem eu penso cada dia
E eu sei que não importa onde a vida me leve
Uma parte de mim sempre
Uma parte de mim sempre estará com você

Never Had A Dream Come True
by S Club 7


domingo, 13 de março de 2011

Sob as Asas de Deus


Sabe, uma pessoa que amo lançou o seu livro...😊😍 Dia 11/03/2011, foi o lançamento do livro: "Sob as Asas de Deus", de Elza Augusta Nogueira da Silva, minha mãe.

O livro traz uma visão pessoal sobre acontecimentos que marcaram a sua vida sócio familiar. Uma descrição sobre a infância, adolescência, juventude e maturidade de uma vida com o privilégio de reconhecer os cuidados de Deus em suas decisões de mudanças de casa (e de estado, três na verdade: Paraná, Mato Grosso do Sul, Rondônia e mais uma vez Mato Grosso do Sul); de escolha profissional (professora, secretária da educação, coordenadora escolar); de orientação dos filhos; de dedicação ao ministério religioso; da vida em família, da vida entre os amigos; das dificuldades e das vitórias...

Minha mãe já dedicou seu tempo a confecção de faixas, cartazes, trabalhos, manuais, pinturas de tecidos e telas; painéis em tecido, papel, paredes; confecção de bonecas; ornamentação de festas infantis... e tantas outras coisas nem sempre fáceis que exigiram tempo, dedicação, carinho; o livro é só mais um exemplo entre tantos projetos que tive a satisfação de ver a concepção desde a ideia até o nascimento do produto.

Costumo dizer que a minha mãe sempre me surpreende com a realização de seus projetos de vida (e olha que já a vi realizando vários). São fases?! Pode ser. Fases de uma filha, mulher, profissional, mãe, avó (quase bisa \0/) ...de quem sinto muito orgulho.

Uma honra ser parte de toda esta história. Um prazer compartilhar este momento com você.



segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Bárbara de Alencar: 1ª Presidente do Brasil


Em 2011, completam 251 anos do nascimento da primeira mulher presidente no Brasil, Bárbara de Alencar. Quando estourou a Revolução Pernambucana de 1817, Bárbara liderou o movimento no Cariri e proclamou a República do Crato, sendo designada presidente.

Assim, Bárbara de Alencar tornou-se, senão a primeira presidente do Brasil, a primeira presidente de uma república brasileira. Os cearenses têm muito do que se orgulhar.

Num tempo em que as mulheres dedicavam-se às famosas prendas domésticas (prendas que as prendiam, restringiam, totalmente), Bárbara não apenas aderiu, mas pôs-se à frente da Revolução Pernambucana em seu estado de adoção, o Ceará. É o pioneirismo de uma mulher tomando as rédeas da história.

A Revolução Pernambucana durou menos de três meses. Bárbara foi presidente por apenas oito dias. Mas foi o bastante para marcar a sua presença na história.

Quando o romancista José de Alencar foi eleito Senador do Império, D. Pedro II vetou o seu nome. Apesar de já ter sido ministro da justiça, o imperador temia que trouxesse em seu DNA os genes revolucionários e republicanos de seu pai José Martiniano, de seu tio Tristão e de sua avó Bárbara de Alencar.

O Centro Cultural Bárbara de Alencar agracia todos os anos três mulheres, com a “Medalha Bárbara de Alencar. O centro administrativo do Governo do Ceará chama-se “Centro Administrativo Bárbara de Alencar”.

Luiz Gonzaga sempre saudava "dona Bárbara de Alencar", nos seus shows no Cariri, onde sabia que a reverenciavam. No dizer do etnólogo potiguar Luís da Câmara Cascudo, a revolução de 1817 foi a mais linda, inesquecível, arrebatadora e inútil das revoluções brasileiras.

Bárbara Pereira de Alencar


Esta heroína nasceu em Exu, Pernambuco, 11 de fevereiro de 1760. Foi uma revolucionária da Revolução Pernambucana de 1817 e da Confederação do Equador.

Teve quatro filhos: João Gonçalves de Alencar, Carlos José dos Santos, Joaquina Maria de São José, Tristão Gonçalves Pereira de Alencar e José Martiniano de Alencar. Este último é pai do escritor José de Alencar.

Adolescente, Bárbara mudou-se para a então vila do Crato, no Ceará, e casou com o comerciante português, José Gonçalves do Santos. Ela própria o pediu em casamento.

Uma das primeiras mulheres a envolver-se em política, foi presa em Fortaleza em 1817 por participar de movimentos em prol da Independência do Brasil e por ter liderado o movimento que proclamou a República no Crato, uma extensão da Revolução Pernambucana.

Como represália, a corte a manteve presa por quatro anos, transferindo-a para várias prisões em Fortaleza, Recife e Salvador.

Homenagens

Considerada a primeira mulher presa política do Brasil, ganhou a liberdade em 17 de novembro de 1821, por ocasião da Anistia Geral.

Primeira mulher, prisioneira política. Heroína. Após o perdão de Pedro I, Barbara continuou sua luta política em prol de um governo mais justo.

Em 1824, seus três filhos homens entram na luta que se chamou Confederação do Equador e que incendiou as províncias nordestinas. Nesta luta, ela viu morrer dois dos seus filhos, Carlos de Alencar e Tristão Gonçalves de Alencar Araripe.

Bárbara morreu em 28 de agosto de 1832, na fazenda Alecrim, no Piauí, sendo sepultada em Campos Sales.

Em 11 de fevereiro de 2005, foi lançada pelo Centro Cultural Bárbara de Alencar a “Medalha Bárbara de Alencar”. Anualmente, três mulheres, sempre no dia 11 de fevereiro serão agraciadas com o prêmio por suas ações junto a sociedade.

O centro administrativo do Governo do Ceará é batizado de Centro Administrativo Bárbara de Alencar.

Em Fortaleza existe estátua da heroína situada na Praça da Medianeira na Avenida Heráclito Graça próxima ao Ginásio Paulo Sarasate.

Bibliografia

ARAÚJO, Ariadne. Bárbara de Alencar. Fortaleza: Edições Demócrito Rocha

FONTE

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O Jabuti dos Ilustradores (3ª Parte)


Filha de Hercília e Antonio, quando criança Angela tropeçava nas letras. Na época, não se falava em distúrbio de dislexia, disgrafia... Anos depois, encontrou nos guardados da mãe poemas precoces, assinados como “uma criança prodígio”. Venceu esse obstáculo e hoje ajuda outras crianças a dominarem o ABC.

Angela Maria Cardoso Lago (Belo Horizonte, 1945) é uma escritora e ilustradora brasileira. A maior parte de sua obra é dedicada às crianças. Em alguns de seus livros não usa palavras, apenas imagens.

Formada em serviço social, morou na Venezuela e na Escócia, onde estudou desenho gráfico. Quando voltou ao Brasil, em meados dos anos 1970, resolveu fazer o que mais gostava: contar histórias.

Recebeu diversos Prêmios Jabuti e da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) e outros internacionais, na França, na Espanha e na Bienal de Bratislava.

Por três vezes, foi a candidata brasileira ao Prêmio Hans Christian Andersen de Ilustração do International Board on Books for Young People (IBBY).

O livro Cena de rua (1994), incluído em uma coletânea da Abrams Press, de Nova York, foi selecionado entre os quinze melhores livros de imagens do mundo, premiado na França e na Bienal de Bratislava. Cena de Rua foi publicado no México, na França, nos Estados Unidos da América e no Brasil.

Escritora e ilustradora, mineira, nascida em Belo Horizonte, em 1945, Angela Anastácia Cardoso Lago, inicia sua formação superior na Escola de Serviço Social da Universidade Católica de Minas Gerais. Frequentou o atelier do escultor Bitter, com um grupo de artistas plásticos.

Em 1969, leciona na Escola de Serviço Social e trabalha como assistente no Instituto Psico Pedagógico, para crianças com dificuldades psicopedagógicas e psiquiátricas.

Em 1975, abre seu próprio atelier de programação visual para publicidade, onde criou marcas, logotipos, propaganda institucional entre outros.

A autora possui diversas obras contendo ilustrações e textos próprios nacionais, ilustrações de livros para outros autores nacionais, livros com textos e ilustrações da autora no exterior, ilustrações para livros de outros autores estrangeiros. Das diversas obras que a autora possui, podemos destacar a obra Sangue de Barata. Resultante da relação entre texto poético e desenho.

Alguns Livros de Angela-Lago:
  • Cena de Rua, Editora RHJ, Belo Horizonte, 1994
  • Tampinha, Editora Moderna, São Paulo, 1994
  • A festa no céu, Editora Melhoramentos, São Paulo, 1995
  • Uma palavra só, Editora Moderna, São Paulo, 1996
  • Um ano novo danado de bom, Editora Moderna, São Paulo, 1997
  • A novela da panela, Editora Moderna, São Paulo, 1999
  • Indo não sei aonde buscar não sei o quê, Editora RHJ, Belo Horizonte, 2000
  • Sete histórias para sacudir o esqueleto, Companhia das Letrinhas, São Paulo, 2002
  • A banguelinha, Editora Moderna, São Paulo, 2002
  • Muito capeta, Companhia das Letrinhas, São Paulo, 2004
  • A raça perfeita, Angela-Lago e Gisele Lotufo, Editora Projeto, Rio Grande do Sul, 2004
  • A casa da onça e do bode, Editora Rocco, Rio de Janeiro, 2005
  • A flauta do tatu, Editora Rocco, Rio de Janeiro, 2005
  • O bicho folharal, Editora Rocco, Rio de Janeiro, 2005
  • João felizardo, o rei dos negócios, Cosac-Naif, São Paulo, 2006
  • Um livro de horas, Editora Scipione, São Paulo, 2008
Algumas premiações:
  • Prêmio Iberoamericano de Ilustración, La Consejería de Cultura, Junta de Andalucia, Sevilha, Espanha, 1994.
  • Prêmio Octogone de Ardoise 1994-1995, Prix Graphique, Centre International d’ Etudes en Littératures de Jeunessa, Paris, pelo livro Cena de Rua. BIB Plaque,
  • Prêmio da Bienal Internacional da Bratislava, 2007, pelos originais ilustrações do livro João Felizardo o rei dos negócios.
  • Prêmio Jabuti, Categoria Melhor Ilustração de Livro Infantil ou Juvenil, 2008, Câmara Brasileira do Livro, pelo livro João Felizardo, o rei dos Negócios.
  • Prêmio de melhor ilustração na produção de 2008 pela FNLIJ com Um livro de horas.
Estudos sobre a obra de Angela-Lago:
  • A complexização do objeto artístico: uma análise da obra de Angela Lago [1] Essa tese, defendida por André Mendes, da Faculdade de Letras da UFMG, foi vencedora do Prêmio Moinho Santista Juventude e publicada pela Editora UFMG em 2007 com o título "O amor e o diabo em Angela-Lago – a complexidade do objeto artístico".
  • Matrizes de linguagem e pensamento na literatura infantil e Juvenil: a tessitura dos signos em obras de Ângela Lago e Otaviano Correia, doutorado em Letras pela USP, de Maria Zilda da Cunha [2] publicado posteriormente pela Humanitas, em 2002.
  • Angela Lago - o objeto livro como performance estética do contador.
  • Juliana Silva Loyola do Departamento de Arte da Faculdade de Comunicação e Filosofia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo apresentou o trabalho em 2008.
  • De charadas e adivinhas: o continuum do contar de Angela Lago Dissertação de mestrado defendida por Rosemarie Giudilli Cordioli na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP.
  • Encurtando o Caminho Entre Texto e Ilustração: Homenagem a Angela Lago.
  • Tese de mestrado de Luís Camargo defendida na Unicamp em 2006
  • Um mergulho no lago: era uma vez e outra vez, na obra de Angela Lago Dissertação de mestrado em Letras na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) defendida em 2000 por Esther Ortlieb Faria de Almeida
  • Alfabetização e letramentos: pensando a produção literária para crianças sob a ótica dos letramentos literário e visual através de livros de Ângela Lago e Eva Furnari.
  • Pesquisa realizada para conclusão do curso de Pedagogia de Fernanda de Araújo Rocha
  • Uma Leve Mãozinha: Recontar o passado com a escrita e ilustração em De Morte, de Angela Lago. Mestrado em andamento de Silvia Luciana Montoro;
  • O resgatar dos contos tradicionais na contemporaneidade por Angela-Lago: uma leitura complexa de João Felizardo, O Rei dos Negócios e Sua Alteza A Divinha. Mestrado em andamento de Ana Paula Gualter de Oliveira Almeida.
  • Vestígios da Cultura Popular em Angela Lago: conto recontado é segredo revelado. Dissertação de mestrado defendida por Celso Sisto Silva
FONTE

O Jabuti dos Ilustradores (2ª Parte)


Como ilustrador, Nelson Cruz ganhou por três vezes o Prêmio Jabuti, na categoria Melhor texto Infantil ou Juvenil, com o livro Chica e João, 2º lugar, em 2001, e em 2005 com o livro No longe dos gerais, 3º lugar e em 2010, 1º lugar com Os herdeiros do lobo.

Foi indicado pela FNLIJ ao prêmio Hans Christian Andersen,2002, e em 2004 fui indicado para a lista de honra do IBBY.

Nelson Cruz é autor de treze livros já tendo ilustrado mais de oitenta. Com a caricatura do jurista Afonso Arinos de Melo Franco, foi o vencedor dessa categoria no Salão de Humor de Piracicaba, em 1977. Enquanto pintor, fez mais de quarenta exposições, entre mostras individuais e coletivas.

Nelson Cruz nasceu em Belo Horizonte e vive atualmente em Santa Luzia. Ilustrador e artista plástico, recebeu o Prêmio de Melhor Ilustração Hors-Concours (2003) pelas ilustrações do primeiro volume da coleção Dedinho de Prosa, Conto de escola, de Machado de Assis, concedido pela FNLIJ.

Também pela Cosac Naify, Nelson Cruz é autor de O caso do Saci e No Longe dos Gerais (ambos de 2004). Neste último, além das ilustrações, Nelson Cruz assina o projeto editorial - o que envolveu intensa pesquisa para a confecção do texto e das pinturas e desenhos.



Em 2008, ao lado de sua esposa, a autora e ilustradora Marilda Castanha, lançou pela Cosac Naify a coleção Histórias para contar História, que reúne seus livros: Dirceu e Marília, Chica e João e Bárbara e Alvarenga e os livros de Marilda, Pindorama, terra das palmeiras e Agbalá, um lugar-continente.

Leia mais aqui ("Dez ilustradores geniais de livros infantis" - Escritora Geiza Araujo)

FONTE

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Trem do PANTANAL tem promoção em Curitiba



O Trem do Pantanal (atualmente conhecido também por Pantanal Express) é um serviço de trem de passageiros de longo percurso que liga Campo Grande a Miranda, no estado de Mato Grosso do Sul, e era uma parte da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil. De 1995 á 2009, funcionou apenas como transporte cargueiro.

Em 2006 a linha foi adquirida pela ALL, que a comprou do grupo americano Noel Group, até então administradora do trecho. Apesar de chamar-se "Trem do Pantanal" seu roteiro por enquanto é só Campo Grande - Aquidauana - Miranda. O trem tem capacidade total de 282 lugares (leia mais aqui)

TREM DO PANTANAL
ALMIR SATER E PAULO SIMÕES
Composição: Geraldo Roca/ Paulo Simões


Enquanto este velho trem atravessa o Pantanal
As estrelas do cruzeiro fazem um sinal
De que este é o melhor caminho
Pra quem é como eu, mais um fugitivo da guerra

Enquanto este velho trem atravessa o Pantanal
O povo lá em casa espera que eu mande um postal
Dizendo que eu estou muito bem vivo
Rumo a Santa Cruz de La Sierra

Enquanto este velho trem atravessa o Pantanal
Só meu coração está batendo desigual
Ele agora sabe que o medo viaja também
Sobre todos os trilhos da terra
Rumo a Santa Cruz de La Sierra


Conhecendo o Mato Grosso do Sul com o Trem do Pantanal

O Wood's Pub, endereço country em Curitiba (PR), vai ser palco do evento “Conhecendo o Mato Grosso do Sul com o Trem do Pantanal” nesta quarta-feira, dia 16/02/2011. O evento, iniciativa da Serra Verde Express, BWT Operadora e Governo do Mato Grosso do Sul, tem como objetivo apresentar aos agentes de viagem de Curitiba e Região Metropolitana o Trem do Pantanal.

Os participantes serão recepcionados às 18h30 com comidas típicas, ao som do berrante, instrumento típico do peão boiadeiro. Além de músicas regionais, também será transmitido um vídeo institucional do Trem do Pantanal e do Estado. Em seguida, o diretor Comercial da Serra Verde Express, Adonai Arruda Filho, falará sobre o trem e sobre pacote especial para o feriado de 7 de setembro.

Trem do Pantanal

Inaugurado em 2009, o Trem do Pantanal se consolida, gradativamente, como uma das principais atrações turísticas do Estado. Saindo da capital Campo Grande (MS), ele percorre 220 quilômetros, passando pelas cidades de Aquidauana e Miranda. 

O trem do Pantanal recomeçou suas aventuras no dia 8 de maio de 2009, a partir de então passou a percorrer 220 quilômetros parando em quatro estações: Campo Grande (partida), Piraputanga (onde faz uma pequena parada), Aquidauana (para o almoço) e Miranda (chegada ao fim do dia). Em sete horas, os passageiros conhecem locais históricos e paisagens intocadas, onde é possível avistar muitos animais, como garças, jacarés, tamanduás, capivaras e veados.

A bordo de um dos trens mais modernos e confortáveis do País, os viajantes poderão desfrutar de vagões climatizados, com bancos reclináveis e vidraças com películas que protegem os passageiros da exposição excessiva ao Sol, mantendo temperatura agradável. Todo esse conforto visa a tornar a viagem a bordo do Trem uma experiência inesquecível.

A segunda fase da implantação do trem do Pantanal irá estender o percurso até a cidade de Corumbá, na divisa com a Bolívia.

Mais informações e reservas: 67 3043-2233


Sobre a Serra Verde Express

Criada em 1997 para administrar trens turísticos do Paraná, que operam entre as cidades de Curitiba, Morretes e Paranaguá. Em pouco mais de uma década de trabalho, a empresa incrementou o turismo ferroviário naquele Estado e o fez referência no setor nacional e internacionalmente, pois atrai todos os anos uma média de 150 mil pessoas, ante uma demanda de apenas 50 mil quando assumiu a ação.
 
Em 2009, a empresa foi convidada pelo Governo do Mato Grosso do Sul a operar o Trem do Pantanal. Para garantir a satisfação dos visitantes, a empresa, pertencente ao Grupo de Serviços Higi Serv, investe em melhorias, qualificação e preservação ambiental. Também este ano, a empresa, a maior operadora de turismo ferroviário do país, inaugurou o Trem das Montanhas Capixabas, no Espírito Santo. Atualmente a Serra Verde Express opera quatro trens em mais de mil KMs de ferrovia em três estados. http://www.serraverdeexpress.com.br/
 
Mais informações sobre a viagem aqui (Viajando com Estilo)
 
FONTE



sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Sempre Vou Te Amar

"O aconchego dos teus braços

despertam em meu olhar o brilho

em meus lábios o sorriso

e em meu coração a certeza

de que pra sempre eu vou te amar..."

Elizabeth Nogueira
2011

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

A Oração de Jonas


Jonas é um profeta bíblico conhecido pelo Livro de Jonas, que narra que quando fugia de Deus foi engolido por um grande peixe. Jonas também foi citado por Jesus no Novo Testamento (Mt. 12:38-41 e 16:4; Lc 11:29-32) como um sinal da ressurreição, além de ser mencionado em 2 Reis 14:25, como profeta de Jeroboão II.

Jesus se refere ao "sinal do profeta Jonas", pois a história de Jonas prefigura a morte e ressurreição de Cristo. Jesus usou como exemplo os três dias e noites no peixe como um paralelo à sua própria morte e ressurreição; e, menciona que os ninivitas que se arrependeram pela pregação de Jonas.

        "A rainha do Sul se levantará no juízo com esta geração e a condenará, pois ela veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão. E eis que aqui está quem é maior do que Salomão. Os ninivitas se levantarão no juízo com esta geração e a condenarão, pois eles se arrependeram com a pregação de Jonas. E eis que aqui está quem é maior do que Jonas" (Mt. 12:42-42).

O capítulo 1 do livro de Jonas narra o chamado do profeta e sua tentativa de fugir da presença de Deus. Deus ordena que Jonas vá à grande cidade de Nínive para clamar contra ela, devido à sua maldade [1:1-2]. No entanto, Jonas foge na direção oposta, embarcando em um navio para Tarsis [1:3].

Deus envia um forte vento que causa uma tempestade violenta, ameaçando destruir o navio [1:4]. Enquanto os marinheiros clamam aos seus deuses, Jonas dorme no porão [1:5]. Após lançarem sortes para descobrir o culpado pelo mal, a sorte cai sobre Jonas. Ele confessa ser hebreu e estar fugindo do Senhor, o Deus que fez o mar e a terra [1:8-10].

Jonas instrui os marinheiros a lançá-lo ao mar para que a tempestade cesse. Relutantes, eles tentam remar até a terra, mas sem sucesso. Após pedirem perdão a Deus, lançam Jonas ao mar, e a tempestade para imediatamente [1:11-15].

O capítulo termina com o temor dos marinheiros ao Senhor e o registro de que Deus preparou um grande peixe para engolir Jonas, que permanece em seu ventre por três dias e três noites [1:16-17].


Neste estudo o enfoque será a ORAÇÃO DE JONAS.

O capítulo 2 do livro bíblico de Jonas descreve a oração de Jonas de dentro do ventre de um grande peixe. A Oração: Jonas clama a Deus em meio à sua angústia, descrevendo sua experiência de quase morte nas profundezas do mar.

      ¹ E orou Jonas ao Senhor, seu Deus, das entranhas do peixe. ² E disse: Na minha angústia clamei ao Senhor, e ele me respondeu; do ventre da sepultura gritei, e tu ouviste a minha voz. ³ Porque tu me lançaste no profundo, no coração dos mares, e a corrente das águas me cercou; todas as tuas ondas e as tuas vagas têm passado por cima de mim. ⁴ E eu disse: Lançado estou de diante dos teus olhos; todavia tornarei a ver o teu santo templo. ⁵ As águas me cercaram até à alma, o abismo me rodeou, e as algas se enrolaram na minha cabeça. ⁶ Eu desci até aos fundamentos dos montes; a terra me encerrou para sempre com os seus ferrolhos; mas tu fizeste subir a minha vida da perdição, ó Senhor meu Deus. ⁷ Quando desfalecia em mim a minha alma, lembrei-me do Senhor; e entrou a ti a minha oração, no teu santo templo. ⁸ Os que se entregam à idolatria vã abandonam aquele que lhes é misericordioso ⁹ Mas eu te oferecerei sacrifício com a voz do agradecimento; o que votei pagarei. Do Senhor vem a salvação - Jonas 2:1-9

O versículo Jonas 2:1, "E orou Jonas ao Senhor, seu Deus, das entranhas do peixe", marca o início da oração de Jonas após ser engolido por um grande peixe, onde ele expressa sua angústia, clama por socorro e reconhece a misericórdia de Deus, culminando com a salvação e o peixe o vomitando em terra.

Essa passagem simboliza um momento de desespero e arrependimento, onde Jonas, mesmo no abismo, lembra-se de Deus e busca Sua ajuda, sendo um milagre de providência divina. O Reconhecimento: Ele reconhece que sua situação é uma consequência de sua desobediência e expressa gratidão pela salvação divina.

⁸ "Os que se entregam à idolatria vã abandonam aquele que lhes é misericordioso". Jonas 2:8 - significa que aqueles que se voltam para ídolos, enganos ou coisas vazias (falsas vaidades), em vez de Deus, abandonam ou desprezam a verdadeira misericórdia e salvação que Ele oferece. Jonas, após ser engolido pelo peixe, reconhece que, ao buscar outras coisas em vez de Deus, ele se afastou da graça divina, e que somente o Senhor traz a salvação.

Qualquer coisa que nos afaste do temor e da obediência a Deus deve entrar para a lista de coisas vãs, falsas vaidades, idolatria vã, enganos...

Outras versões de Jonas 2:8

Almeida Corrigida Fiel (ACF): "Os que observam as vaidades vãs deixam a sua própria misericórdia".

Almeida Revista e Atualizada (ARA): "Os que se entregam à idolatria vã abandonam aquele que lhes é misericordioso".

Nova Versão Transformadora (NVT): "Os que adoram falsos deuses dão as costas para as misericórdias de Deus".

Nova Versão Internacional (NVI): "Aqueles que acreditam em ídolos inúteis abandonam o amor leal de Deus por eles

Jonas promete cumprir seus sacrifícios e declara que "do Senhor vem a salvação" . Ao final do capítulo, sob o comando de Deus, o peixe vomita Jonas em terra firme.

Jonas estava no ventre do peixe, um lugar de perigo extremo, e clama a Deus por socorro, como descrito nos versículos seguintes (Jonas 2:2-3). Ele reconhece que foi Deus quem o lançou nas profundezas, mas também o Deus que o poderia resgatar.

A oração de Jonas termina com a promessa de sacrifício de gratidão e o reconhecimento de que a salvação vem do Senhor, levando o peixe a vomitá-lo na terra.

         ⁹ "Mas eu te oferecerei sacrifício com a voz do agradecimento; o que votei pagarei. Do Senhor vem a salvação". Jonas 2:9.

Em sua oração demonstrou ter FÉ no livramento, na salvação de Deus, conforme Hebreus, define o conceito bíblico de fé:

          "Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos." (Hebreus 11:1 - Nova Versão Internacional).

Não é orar sem evidências, mas crer na maior evidência possível: A Palavra de Deus. Confiança, certeza. Indica que a fé não é um desejo vago, mas o fundamento sólido que dá realidade às esperanças no presente. É o convencimento interno de que as promessas de Deus são reais, mesmo que ainda não tenham se manifestado fisicamente.

O evento é visto como um milagre sobrenatural, com foco na misericórdia e no poder de Deus, não apenas no tipo de peixe (que pode ter sido um cachalote ou tubarão).

Essa passagem é fundamental para entender a narrativa bíblica de Jonas, mostrando a intervenção divina em meio à desobediência e o poder de Deus para salvar.

2 Reis 14:25 descreve como o rei Jeroboão II de Israel restaurou as fronteiras de seu reino, de Lebo-Hamate ao mar da Planície (Mar Morto), conforme a promessa de Deus feita através do profeta Jonas, filho de Amitai, de Gate-Hefer, um evento que reafirmou a soberania de Deus e o cumprimento de suas palavras.

O Rei Jeroboão II (filho de Jeoás) foi um rei de Israel que expandiu significativamente o território do reino do norte, trazendo prosperidade. Deus havia prometido essa restauração através do profeta Jonas, o mesmo profeta da história bíblica, que era de Gate-Hefer.

O versículo (2 Reis 14:25) mostra que Deus cumpre suas promessas, mesmo usando eventos políticos e militares para manifestar Sua vontade e restaurar Seu povo, como um sinal de Sua fidelidade.

Este texto está dentro do contexto do livro de 2 Reis, que narra a história dos reis de Israel e Judá, e suas relações com Deus e a aliança.

O capítulo 3 do livro de Jonas descreve o arrependimento da cidade de Nínive após a pregação do profeta.

Deus fala com Jonas pela segunda vez, ordenando que ele vá a Nínive e entregue a mensagem que Ele lhe daria.

Jonas obedece e caminha pela cidade anunciando: "Daqui a quarenta dias Nínive será destruída". Surpreendentemente, os ninivitas creem em Deus. O rei de Nínive decreta um jejum nacional, ordenando que todos (incluindo animais) se vistam de pano de saco e clamem a Deus, abandonando seus maus caminhos e a violência.

Ao ver a mudança de atitude e o arrependimento sincero do povo, Deus desiste do castigo que havia prometido e não destrói a cidade.

O capítulo 4 do livro de Jonas encerra a narrativa bíblica focando na reação emocional do profeta após o arrependimento de Nínive e na lição final de misericórdia dada por Deus.

Jonas fica profundamente irritado porque Deus poupou Nínive. Ele confessa que fugiu para Társis inicialmente justamente por saber que Deus é misericordioso e piedoso, e que voltaria atrás no castigo se o povo se arrependesse.

Em sua frustração, Jonas pede a Deus que tire sua vida, alegando que "melhor é morrer do que viver".

Jonas sai da cidade e constrói um abrigo para observar o que aconteceria. Deus faz crescer uma planta (muitas vezes traduzida como mamoneira ou aboboreira) para dar sombra ao profeta, o que o deixa muito alegre.

No dia seguinte, Deus envia um verme que destrói a planta e um vento oriental quente que faz Jonas desfalecer de calor. Jonas volta a ficar irado e a desejar a morte.

O livro termina com uma pergunta retórica de Deus: se Jonas teve compaixão de uma planta pela qual não trabalhou, por que Deus não teria compaixão de Nínive, uma grande cidade com mais de 120 mil pessoas inocentes e muitos animais?.

Deus demonstra que Sua graça não é exclusiva de uma nação (Israel), mas estende-se a todos os povos, incluindo inimigos cruéis, quando há arrependimento.

Jonas estava mais preocupado com seu conforto pessoal (a planta) e sua reputação como profeta do que com a vida de milhares de pessoas.

A pregação de destruição serviu como um aviso que visava o arrependimento, permitindo que Deus exercesse Sua natureza compassiva, que não deseja que ninguém pereça, mas que todos tenham a oportunidade de se arrepender e serem salvos, conforme 2 Pedro 3:9 -

     "O Senhor não demora a fazer o que prometeu, como alguns pensam. Pelo contrário, ele tem paciência com vocês porque não quer que ninguém seja destruído, mas deseja que todos se arrependam dos seus pecados.".

domingo, 16 de janeiro de 2011

Duas Chuvas


Chovem duas chuvas:
Uma de água e outra de lágrimas
Uma de água e outra de lama
Uma de água e outra de casas
Chuvas que deixam crianças sem cama

Chovem duas chuvas:
Uma de água e outra de fome
Uma de água e outra de azar
Uma de água e outra sem nome
Chuvas que levam em suas águas a paz

Chuvas de desespero, de tristeza
Chuvas de solidão
Chuvas em cima da mesa
Terra no lugar do pão

Esta chuva que não cessa
Deixando tantos ao léu
Pedidos, súplicas e promessas
Olhares aflitos esperam a ajuda do céu

Corpos engolidos pela terra
Sem tempo de se despedir
Avalanches invadem sem espera
Vidas convidadas a partir

No olhar da menina passeia uma lágrima
A chuva insolente beija-lhe a face
Pezinhos descalços no chão de lástimas
Na inocência das crianças a esperança nasce

Chega de tanta chuva!
Que reine o sol e a luz
A fé do povo se curva
Aos pés da santa cruz!

Deus!
Há muito sofrimento nestas paragens
Lança sobre os desabrigados a tua proteção
Dá para Teus filhos a coragem
Que encontrem na tristeza
A fortaleza da oração

Deus!
E aqueles que se foram
Levados pela terra e pela água
Segura-os em Tuas mãos
Que tenham no céu uma morada
E a paz eterna reine em cada coração

E para aqueles que ficaram
Muita força e coragem
Aqui por onde as águas passaram
As terras desmoronaram
A fé, agora pede passagem!


**** Formação-Formada em Pedagogia e em Letras pela Uniasselvi-Universidade para o desenvolvimento do alto vale do Itajaí. Pós-graduada em Gestão Escolar pelo ICPG – Instituto Catarinense de Pós Graduação. Pós-graduada em Linguistica pela Universidade Gama Filho. Acadêmica do curso de Pós- Graduação em Metodologia do ensino da Língua Portuguesa e Literatura pela Uniasselvi e do curso de Revisão de Texto pela Universidade Gama Filho. (2008)


Súplica Cearense, de Gordurinha e Nelinho - 1960

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O Jabuti dos Ilustradores (1ª Parte)


Em novembro/2010 aconteceu a cerimônia de entrega do prêmio Jabuti. O Roger Mello ganhou o segundo melhor infantil, com o "Carvoeirinhos", e a Ângela-Lago, o terceiro, com o "Visita dos dez monstrinhos". Os três infantis vencedores foram feitos por autores-ilustradores — em primeiro lugar ganhou o Nelson Cruz e seu Herdeiros do Lobo. Não é super notável isso?

Notável por alguns aspectos. Em primeiro lugar, esses são livros que tiveram texto, ilustração e diagramação criados em conjunto, por uma mesma pessoa. No caso desses três, sei que foram projetos concebidos pelos artistas, e não uma encomenda das editoras. Em segundo, acho demais que artistas reconhecidíssimos por seu trabalho como ilustradores de livros infantis escrevam também as histórias, e tão bem: os textos são muito bons, têm estilos originais, criativos.

De alguns anos pra cá, a discussão sobre a importância e o papel dos ilustradores nos livros para crianças cresceu muito. Vários deles se uniram como um grupo, e passaram a exigir participação nos direitos autorais — em geral são contratados e pagos pelo trabalho assim que entregam os originais e pronto, acabou-se o seu elo com o livro. É importante considerar que os ilustradores têm também autoria na obra, e que contam a sua história do livro, às vezes em uma narrativa totalmente colada ao texto, às vezes com a sua versão, que corre paralelamente à outra.

Esse Jabuti reafirmou a importância da atuação dos ilustradores na literatura infantil; além de mostrar como alguns deles são também escritores excepcionais. Não é de se estranhar, se pensarmos que são narradores com seus desenhos, habituados ao mundo da ficção. Deve ser muito legal saber transitar entre linguagens diferentes — musicar o próprio poema, cantar a própria música, ilustrar a própria história, ou quem sabe escrever a história para a sua própria ilustração.

(Por Júlia Moritz Schwarcz)
Júlia Moritz Schwarcz é editora dos selos Companhia das Letrinhas e Cia. das Letras. Ela contribui quinzenalmente para o blog com textos sobre literatura infantil.

Roger Mello

Escritor, ilustrador e dramaturgo brasiliense, nasceu em 1965. Recebeu o prêmio suíço Espace-enfants em 2002 e no mesmo ano foi vencedor do prêmio Jabuti nas categorias literatura infanto-juvenil e ilustração com Meninos do mangue. Com vários trabalhos premiados, tornou-se hors-concours dos prêmios da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). Por sua obra como ilustrador, foi indicado para a edição de 2010 do prêmio Hans Christian Andersen, considerado o Nobel da literatura infanto-juvenil.

Roger ilustrou mais de cem títulos, dezenove deles com textos de sua autoria. Formado em Design pela Esdi/Uerj, trabalhou com Ziraldo na Zappin. Recebeu inúmeros prêmios no Brasil e no exterior por seu trabalho como ilustrador e escritor. É considerado hors-concours pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, que, além de lhe conceder vários prêmios, indicou-o para o Prêmio Hans Christian Andersen 2010 na categoria ilustrador.

Da Câmara Brasileira do Livro, recebeu oito Prêmios Jabuti. Foi premiado pela Academia Brasileira de Letras e pela União Brasileira dos Escritores pelo conjunto de sua obra. Participou de diversas feiras internacionais de livros, como Catalunha, Roma, Frankfurt, Bolonha, Gotemburgo, Brooklyn (Brooklyn Public Library), Sarmede (Le Immagini Della Fantasia), Padova (I Colori del Sacro). Seu livro Meninos do mangue recebeu o prêmio internacional de melhor livro do ano da Fondation Espace Enfants (Suíça) em 2002. Juntamente com outros autores brasileiros, foi homenageado no Escale Brésil do Salão de Montreuil na França, em 2005.

No mesmo ano, suas ilustrações sobre os versos populares do livro Nau Catarineta estiveram em exposição itinerante pelas bibliotecas de Paris. Três de seus livros – A flor do lado de lá, Todo cuidado é pouco! e Meninos do mangue – constaram da “lista de livros que toda criança deve ler antes de virar adulto”, publicada pela Folha de S.Paulo em 2007.

Prêmios

Prêmio FNLIJ 2001, categoria Melhor Ilustração (Hors-Concours). Livro: MENINOS DO MANGUE (2001).

Prêmio FNLIJ - Prêmio Ofélia Fontes 2001, categoria Criança (Hors-Concours). Livro: MENINOS DO MANGUE (2001).

Prêmio Espace Enfants 2002, categoria . Livro: MENINOS DO MANGUE (2001).

Prêmio FNLIJ 2002, categoria Criança. Livro: VIZINHO, VIZINHA (2002).

Prêmio Jabuti 2002, categoria Literatura Infanto-Juvenil. Livro: MENINOS DO MANGUE (2001).

Prêmio Jabuti 2002, categoria Ilustração Infanto-Juvenil. Livro: MENINOS DO MANGUE (2001).

Prêmio Jabuti 2003, categoria Ilustração Infantil ou Juvenil. Livro: VIZINHO, VIZINHA (2002).

Prêmio FNLIJ 2005, categoria Melhor Ilustração (Hors-Concours). Livro: JOÃO POR UM FIO (2006).

Prêmio FNLIJ 2005, categoria Criança (Hors-Concours). Livro: JOÃO POR UM FIO (2006).

CURIOSIDADES

Zeca Baleiro e Roger Mello lançam livro na UFG (Leia mais aqui)

*Em entrevista ao jornal O Globo, a escritora Ana Maria Machado declarou: "A nova geração está fazendo coisas maravilhosas, porque nós existimos antes. De saída, eu diria que tem dois (autores brasileiros) maravilhosos: Adriana Falcão e Roger Mello. Meninos do mangue, de Roger, é uma obra-prima”.

*Ziraldo comentou: "Roger é um autodidata. Aprendeu no ar. Tem a mesma mão do diabo que tinha aquele personagem daquele conto que virou filme, lembram? Mas é um anjo. Um anjo inquieto que sabe que suas mãos são um instrumento poderoso e competente, mas que é preciso preparar a alma para que as mãos correspondam".

FONTE
 

Em Tempo de Férias Escolares =)

Eu não tenho mais crianças "em fase escolar", nem em casa... mas se as tivesse faria esta receita para o lanche da tarde.


Tipo de Culinária: Culinária Popular
Categoria: Café da manhã/lanches/festas
Subcategorias: Sanduiches
Rendimento: 6 porções
Esta receita de cachorro quente de forno é uma excelente opção quando a criançada vem para o lanche. É mais prático que preparar os "doguinhos" que elas tanto apreciam e ao mesmo tempo é uma forma diferente com o mesmo sabor!

INGREDIENTES
2 xícara(s) (chá) de farinha de trigo
2 xícara(s) (chá) de leite
2 unidade(s) de ovo
1 1/2 colher(es) (sopa) de fermento em pó
100 gr de queijo ralado

RECHEIO
1 unidade(s) de cebola picada(s)
1 unidade(s) de tomate picado(s)
1 unidade(s) de pimentão verde picado(s)
4 unidade(s) de salsicha em rodelas

MODO DE PREPARO
Bata todos ingredientes no liquidificador . Junte a metade do queijo ralado e bata mais um pouco. Unte uma forma pequena e polvilhe farinha de trigo. Coloque metade da massa, todo o recheio reservado e depois cubra com o restante da massa. Polvilhe queijo ralado restante e leve ao forno pré-aquecido por aproximadamente 30 minutos ou até ficar dourado.

RECHEIO
Misture todos os ingredientes e reserve.

=) **bom minha experiência com crianças me diz que pimentão e cebola nem sempre são "bem vindas" eu as tiraria da receita sem pensar duas vezes e no lugar poderia até colocar azeitonas picadas... e acrescentaria ao recheio 01 colher rasa de orégano e 03 colheres de extrato de tomate que não vi por lá e que com certeza não pode faltar ao recheio do cachorro quente...

FONTE
CYBERCOOK