sábado, 23 de abril de 2011

Descendência Bendita do Senhor


O capítulo Isaías 61:1-11, descreve a missão do Messias e a restauração de Israel: - ¹ O Espírito do Senhor Deus está sobre mim; porque o Senhor me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos; [...]

O Senhor ungiu o Messias e o Seu Espírito está sobre Ele, para:

1. pregar boas novas aos mansos, pessoas humildes, submissos à vontade Deus, com domínio próprio, age com justiça;

2. enviou-me a restaurar os contritos de coração - consolar os aflitos, proclamar liberdade e restaurar os quebrantados de coração, 

3. a proclamar liberdade aos cativos - Jesus Cristo como o Messias, ungido de Deus, o servo que traria libertação espiritual e física, como Ele mesmo declarou ao ler Isaías na sinagoga (Lucas 4:18-19), não só aos cativos no exilio (prisão física), mas também à escravidão do pecado, do medo e da opressão espiritual, oferecendo libertação pela fé em Jesus.

          ² A apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes; ³ A ordenar acerca dos tristes de Sião que se lhes dê glória em vez de cinza, óleo de gozo em vez de tristeza, vestes de louvor em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem árvores de justiça, plantações do Senhor, para que ele seja glorificado".

4. a apregoar o ano aceitável do Senhor - Jesus afirma que nEle se cumpre Isaías, anunciado o ano aceitável do Senhor (Lc. 4:18-19 e Ma. 11:28-29). Tempo de favor, consolo, perdão de dívidas, libertação de escravos, restauração de terras. Em Jesus Cristo é ofertado perdão, cura e vida nova, transformação da tristeza em alegria e da vergonha em honra para todos os que creem.

5. a consolar todos os tristes de Sião - descreve a missão do Messias em trazer um tempo de favor divino: consolo e restauração; alegria em vez de luto; louvor em vez de angústia. Simbolizando cura, liberdade para os que choram em Sião que serão chamados de "árvores de justiça", plantações do Senhor para Sua glória.

Jesus leu este trecho de Isaías em Lucas 4:18-19, declarando que a profecia se cumpria Nele, apontando para Seu ministério de libertação e restauração espiritual e emocional. É uma mensagem de esperança, prometendo que Deus troca a dor pela alegria e a vergonha pela honra, restaurando a vida e a dignidade.

6. A ordenar acerca dos tristes de Sião - ordenando (determinando/prescrevendo) que aos que choram em Sião seja dada glória em vez de cinzas, óleo de alegria em vez de tristeza, que TROQUEM a roupagem do espírito angustiado por vestes de louvor, representando a libertação e restauração realizada pelo Espírito Santo.

Para que revestidos do poder do Espírito Santo, serem transformados em árvores de justiça (carvalho), plantações do Senhor para celebração e honra de Seu nome. E, "os tristes de Sião", terão sob essa nova identidade: gratidão e propósito, para manifestação de Sua glória.

A passagem se refere as bênçãos e restauração que o povo de Deus pode experimentar através de Sua intervenção, substituindo o sofrimento pela alegria e justiça. Jesus Cristo aplicou esses versículos a si mesmo em Lucas 4:18-21, cumprindo a profecia em Seu ministério.

Este versículo é a instrução divina para a transformação dos que sofrem, trocando seus símbolos de luto por símbolos de alegria e honra.

Símbolos de Transformação, para que sejam chamados "árvores de justiça, plantações do Senhor", símbolo vivo de retidão e fé, glorificando a Deus: 
  • Troca de cinzas por coroa: Cinzas simbolizavam luto e desgraça; a coroa representa honra, restauração e alegria.
  • Troca de pranto por óleo de alegria: O óleo, um símbolo de alegria e celebração, substitui as lágrimas.
  • Troca de espírito angustiado por manto de louvor: A tristeza e o desânimo são trocados por um revestimento de louvor e celebração.
          ⁴ E edificarão os lugares antigamente assolados, e restaurarão os anteriormente destruídos, e renovarão as cidades assoladas, destruídas de geração em geração. ⁵ E haverá estrangeiros, que apascentarão os vossos rebanhos; e estranhos serão os vossos lavradores e os vossos vinhateiros. ⁶ Porém vós sereis chamados sacerdotes do Senhor, e vos chamarão ministros de nosso Deus; comereis a riqueza dos gentios, e na sua glória vos gloriareis. ⁷ Em lugar da vossa vergonha tereis dupla honra; e em lugar da afronta exultareis na vossa parte; por isso na sua terra possuirão o dobro, e terão perpétua alegria.

"Edificarão, restaurarão, renovarão", assim Isaías descreve um futuro de restauração e honra para o povo de Deus, afirmando que eles serão chamados representantes (sacerdotes/ministros) do Senhor nosso Deus, desfrutando da riqueza e glória das nações, e recebendo dupla honra, satisfação por sua herança (terra), possuirão o dobro, terão perpétua alegria.

As nações gentias (não judeus) trarão seus bens e honra para o povo de Deus, que se beneficiará de sua prosperidade e se gloriará nela, simbolizando um tempo de bênção e reconhecimento universal. Após o sofrimento e desonra, virá uma restauração em dobro, com herança abundante e alegria perpétua, como prometido por Deus.

          ¹⁰ Regozijar-me-ei muito no Senhor, a minha alma se alegrará no meu Deus; porque me vestiu de roupas de salvação, cobriu-me com o manto de justiça, como um noivo se adorna com turbante sacerdotal, e como a noiva que se enfeita com as suas joias. ¹¹ Porque, como a terra produz os seus renovos, e como o jardim faz brotar o que nele se semeia, assim o Senhor Deus fará brotar a justiça e o louvor para todas as nações.

Deus ordenou que fossem trocadas a roupa do espírito angustiado por vestes de louvor, trocados os seus símbolos de luto por símbolos de alegria e honra; e, VESTIU O POVO DE SIÃO de roupas de salvação e os COBRIU do manto de justiça (v. 10).

É a descrição de uma festa de bodas. E, Sião preparada - com as vestes nupciais: as vestes de salvação e o manto de justiça, como um noivo adornado com turbante sacerdotal e uma noiva enfeitada com suas joias, em suas núpcias, representando restauração, justiça, glória - aceita com alegria e gratidão a nova aliança com Deus.

Na Parábola das Bodas em Mateus 22:1-14, Jesus faz referência a vestes nupciais de arrependimento, fé, comunhão... apropriadas para entrar e permanecer no banquete (Reino de Deus) de casamento entre Cristo (Cordeiro) e sua Igreja (noiva), o que reforça essa conexão simbólica de núpcias entre Sião (Israel) e Deus, em Isaías 61.

           ⁸ Porque eu, o Senhor, amo o juízo, odeio o que foi roubado oferecido em holocausto; portanto, firmarei em verdade a sua obra; e farei uma aliança eterna com eles. ⁹ E a sua posteridade será conhecida entre os gentios, e os seus descendentes no meio dos povos; todos quantos os virem os conhecerão, como descendência bendita do Senhor. 

"Farei uma aliança eterna com eles", e "a sua posteridade", "e os seus descendentes" serão conhecidos "como descendência bendita do Senhor"(v.8). As nações verão e reconhecerão que o povo de Deus é abençoado, não por mérito próprio, mas pela graça divina. 

terça-feira, 12 de abril de 2011

Salmos


Os Salmos são uma coleção de 150 hinos e orações que compõem um dos livros mais lidos da Bíblia. Eles expressam toda a gama de emoções humanas, desde o desespero até a alegria extrema.

O que são os Salmos?

Poesia e Música: São poesias de louvor, adoração, lamento, sabedoria e profecia, muitas vezes acompanhadas de música.

Expressão Humana: Retratam toda a experiência humana, desde a felicidade até a tristeza profunda, mostrando como se conectar com Deus em todas as circunstâncias.

Livro de Sentimentos: Conhecido como a "anatomia da alma", reflete a fé, esperança, lágrimas e decepções, oferecendo um espelho para os sentimentos.

Autores e Estrutura

Autores: Principalmente o Rei Davi, mas também outros, como Salomão, Asafe e os filhos de Coré.

Compilação: O livro foi compilado ao longo do tempo, com seu formato final possivelmente concluído após o exílio na Babilônia (por volta de 500 a.C.).

150 Livros: Contém 150 poemas numerados, sem divisões de capítulos, mas com uma estrutura interna que alguns dividem em 5 livros.

Salmos Populares e Temas

Salmo 23: "O Senhor é o meu pastor; nada me faltará..." (confiança e provisão). Salmo 23: Conhecido como o "Salmo do Bom Pastor", é usado para trazer conforto, paz e confiança na providência divina "O Senhor é o meu pastor, nada me faltará".

Salmo 91: "Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo..." (proteção divina). Salmo 91: Considerado um salmo de proteção espiritual e física poderosa contra perigos e adversidades.

Salmo 121: "Elevo os meus olhos para os montes: de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor..." (esperança e socorro). Salmo 121: Frequentemente lido para momentos de jornada ou busca por auxílio "Elevo os meus olhos para os montes; de onde me vem o socorro?".

Salmo 37: "Não te indignes por causa dos malfeitores..." (justiça divina e confiança).

Salmo 51: Uma oração de arrependimento e pedido de perdão, atribuída ao Rei Davi.

Salmo 46: Oferece refúgio e fortaleza em tempos de crise "Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia".

Os Salmos é o livro do Antigo Testamento mais citado no Novo Testamento, com cerca de 80 citações, frequentemente interpretadas como profecias messiânicas cumpridas em Jesus, destacando-se o Salmo 110 - o mais citado, sobre Jesus como Senhor e Rei - e o Salmo 2 - sobre a coroação do Messias. O Salmo 22 - sobre a paixão de Cristo, o Salmo 16 - sobre a ressurreição e corpo incorruptível; e o Salmo 118 sobre a pedra angular rejeitada...

Principais Salmos Citados no Novo Testamento

O Salmo 110:1 - é uma profecia messiânica fundamental onde "O SENHOR disse ao meu Senhor: 'Assenta-te à minha direita até que eu ponha teus inimigos por escabelo dos teus pés'".

Este versículo descreve uma comunicação entre Deus Pai e Jesus Cristo, prometendo ao Messias (o Senhor) um lugar de honra e poder, aguardando a subjugação completa de todos os inimigos.

Citado no Novo Testamento em Atos 2:34-35; Mateus 22:44; Marcos 12:36; Lucas 20:42-44; Efésios 1:20; Hebreus 1:13 e 10:12-13; Colossenses 3:1; 1 Coríntios 15:25.

Salmo 2: Sobre a rebelião das nações e a coroação do Rei ungido de Deus (citado em Atos 4, Hebreus 1).

Salmo 22: "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" (Mateus 27) e os sofredores (Hebreus 2).

Salmo 16 (16:8-10): A ressurreição de Jesus (Atos 2, 13).

Salmo 118 (118:22-23): "A pedra que os construtores rejeitaram..." (Pedro em 1 Pedro 2).

Salmo 109 (109:4): A oração de Jesus pelos inimigos (Lucas 23:34).

Temas Messiânicos Comuns

A Realeza e Sacerdócio de Cristo: Salmos como o 2, 45, 110, 132 (Hebreus cita o Salmos 110:4, ligando Jesus a Melquisedeque).

Sofrimento e Ressurreição: Salmos 16, 22, 41, 69.

Rejeição e Exaltação: Salmos 2, 118, 110.

Como Ler os Salmos

Em momentos de alegria, tristeza, dúvida, gratidão ou busca por conforto. Os Salmos servem como orações, louvores e reflexões para expressar o coração e se aproximar de Deus. Os Salmos são uma parte essencial da tradição judaico-cristã, usados para orar, meditar e encontrar consolo.

As frases dos Salmos são repletas de conforto, louvor, pedidos de ajuda e sabedoria, como:

"O Senhor é o meu pastor, nada me faltará" (Salmo 23:1);

"Ainda que a minha mente e o meu corpo enfraqueçam, Deus é a minha força" (Salmo 73:26);

"Cria em mim, ó Deus, um coração puro" (Salmo 51:10).

Os Salmos é repleto de mensagens de confiança em Deus, proteção divina, e direção para a vida, ideais para momentos de alegria, aflição ou busca por esperança.

Salmos de Louvor e Gratidão

"A terra está cheia do constante amor do Senhor." (Salmo 33:5).

"Bendito seja o Senhor, Deus, nosso Salvador, que cada dia suporta as nossas cargas." (Salmo 68:19).

Salmos de Proteção e Força

"O Senhor é quem te guarda; o Senhor é a tua sombra à tua direita." (Salmo 121:5).

"Aquele que habita no esconderijo do altíssimo, à sombra do Onipotente descansará." (Salmo 91:1).

"Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia." (Salmo 46:1).

Salmos de Busca por Direção e Sabedoria

"A ti, Senhor, elevo a minha alma. Deus meu, em ti confio, não seja eu envergonhado." (Salmo 25:1-2).

"Vossa verdade me oriente e me conduza, porque sois o Deus da minha salvação!" (Salmo 25:5).

"Bem-aventurado o homem que põe no Senhor a sua confiança." (Salmo 40:4).

Salmos em Momentos Difíceis

"Em paz me deito e logo pego no sono, porque, Senhor, só tu me fazes repousar seguro." (Salmo 4:8).

"Senhor meu Deus, clamei a ti, e tu me saraste." (Salmo 30:2).



sábado, 9 de abril de 2011

Tu serás uma bênção



Na Bíblia lemos quando Deus disse a Abrão: "¹ Ora, o Senhor disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. (Gênesis 12:1)." O plano era chegar na terra de Canaã (Gn. 12:5).

Era o início da história daquele que Deus mudou o nome de Abrão (pai amado) para Abraão (pai de muitas nações). A mudança de nome (Gênesis 17:5) foi um ato simbólico de Deus para selar uma aliança e confirmar a promessa de torná-lo o progenitor de um grande povo. É um marco de sua nova identidade e do início de sua missão.

Abraão é considerado o pai de Israel, o patriarca fundamental do povo judeu. escolhido por Deus para sair de sua terra e formar uma grande nação na Terra de Canaã, sendo o pai da fé e da promessa de uma descendência numerosa, através de seu filho Isaque e neto Jacó (que recebeu o nome de Israel).

Deus instrui Abraão a abandonar sua terra natal (Ur dos Caldeus) e sua parentela, e que confiasse que ao chegar em Canaã lhe mostraria em qual terra deveria habitar com sua família.

Muitas vezes temos de deixar "nossa Terra" antes de Deus nos mostrar nossa "nova" terra... é uma ruptura com tudo aquilo que conhecemos, que temos familiaridade. As vezes pode ser tudo o que se quer: "deixar aquele local, conhecer outras pessoas, começar tudo de novo". Pode também ser o contrário, e não se ter plano algum em sair, em deixar sua casa, seu trabalho, conhecidos, familiares...

Não havia instrução de como seria mudar com toda a família fazendo um percurso de aproximadamente 1.850km, a pé. Idosos, crianças, animais, posses (roupas, alimentos, tendas). Era necessário fé. Foi necessário, disposição para estar sob dependência e direcionamento de Deus.

A família acompanhando Terá (pai de Abraão) que queria retornar a Canaã, tinham percorrido o equivalente a 950km. Chegando a Harã (cidade batizada com o nome do irmão de Abraão), as terras eram férteis e Terã se estabeleceu ali, na metade do caminho. E, Deus instruiu a Abraão que este deveria continuar a viagem até Canaã e se estabelecer nas terras que Ele (Deus) mostraria.
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Abraão aos 75 anos de idade (Gn. 12.4) colocou à prova sua fé: confiar plenamente na direção divina para seu presente e futuro. Deixar conforto, segurança, vínculos sociais e familiares, para seguir um propósito maior: "Em ti serão benditas, todas as famílias da terra" (Gn. 12: 3).

Gênesis 12:5-7, diz: ⁵ E tomou Abrão a Sarai, sua mulher, e a Ló, filho de seu irmão, e todos os bens que haviam adquirido, e as almas que lhe acresceram em Harã; e saíram para irem à terra de Canaã; e chegaram à terra de Canaã. ⁷ E apareceu o Senhor a Abrão, e disse: À tua descendência darei esta terra. E edificou ali um altar ao Senhor, que lhe aparecera.

A viagem de Abraão para a Terra prometida envolvia planejamento: "...e dirige-te à terra que eu te mostrar". E, sempre que Abraão iniciava ou finalizava o trajeto sem o devido direcionamento de Deus, as consequências não eram boas e era necessário Deus adverti-lo, instruindo quanto aos ajustes. 

Nossas viagens (seja a passeio, visitação, moradia, trabalho...) devem ser planejadas de acordo a vontade de Deus, conforme Romanos 1:10: "Em minhas orações; e peço que agora, finalmente, pela vontade de Deus, me seja aberto o caminho para que eu possa visitá-los."

Em outra versão: "E uma das coisas pelas quais continuo a orar é a oportunidade de eu finalmente ir vê-los e Deus quisera e, sendo possível, fazer uma boa viagem" (Bíblia Viva).

*** Autoria: Elizabeth Nogueira

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Jesus - A Esperança das Nações


O Novo Testamento cita diversos versículos de Isaías, destacando profecias messiânicas como Isaías 7:14 (a virgem dará à luz Emanuel, citado em Mateus 1:23), Isaías 53:5 (pelas suas feridas fomos curados, em 1 Pedro 2:24) e Isaías 40:3 (voz que clama no deserto, em Mateus 3:3 e Marcos 1:3), apontando para Jesus Cristo como o cumprimento das Escrituras.

Outras referências incluem Isaías 41:10 ("Não temas"), Isaías 11 (o descendente de Davi), e passagens sobre a restauração de Sião e a vinda do Senhor.

Exemplos de Citações e Cumprimentos

Sobre o Nascimento de Jesus (Emanuel):

Isaías 7:14: "Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Emanuel."

Mateus 1:23: Cita diretamente Isaías 7:14 para mostrar o cumprimento na concepção de Maria.

Sobre a Cura e Sofrimento do Messias:

Isaías 53:5: "Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões, moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados."

1 Pedro 2:24: Aplica esta profecia à cura espiritual através de Jesus.

Sobre o Precursor do Messias (João Batista):

Isaías 40:3: "Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai no ermo uma estrada para o nosso Deus."

Mateus 3:3 / Marcos 1:3: Jesus confirma que João Batista é a voz que prepara o caminho.

Sobre a Missão de Jesus (Cura dos Cegos/Surdos):

Isaías 35:5-6: "Então os olhos dos cegos serão abertos, e os ouvidos dos surdos se desimpedirão. Então o coxo saltará como um cervo, e a língua do mudo cantará..."

Mateus 11:5 / Lucas 7:22: Jesus usa esta passagem para mostrar a João Batista que Ele é o Messias que realiza esses milagres.

Sobre o Poder e a Presença de Deus:

Isaías 41:10: "Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça."

Citado em diversas mensagens de encorajamento no NT.

Isaías 41:10 é uma promessa de Deus de presença, força e auxílio, e no Novo Testamento, versículos como João 14:27 (Jesus dá a paz, não como o mundo), Filipenses 4:13 (tudo posso em Cristo que me fortalece), 2 Timóteo 1:7 (Deus não deu espírito de temor) e Hebreus 13:5-6 (Deus não nos deixará nem nos desamparará) ecoam essa mensagem de encorajamento e confiança em Deus, reforçando que Ele está conosco e nos capacita, especialmente através de Jesus Cristo, o Messias prometido em Isaías.

Sobre o Descendente de Davi (Messias Rei):

Isaías 11:1-10: Profetiza um rebento de Jessé que trará justiça e paz.

Romanos 15:12: Cita Isaías 11:10 (em versão grega) para mostrar que Jesus é a esperança das nações.

O Novo Testamento frequentemente usa Isaías para provar que Jesus é o Messias prometido, interpretando as profecias do Antigo Testamento como tendo seu cumprimento em Sua vida, morte e ressurreição.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Miquéias: o Profeta


O profeta Miqueias é citado por outros profetas como Habacuque. Em Jeremias 26:18 é citado como um exemplo de profeta que incentivou a reforma ao Rei Ezequias. Suas profecias de julgamento em razão da idolatria e sobre a queda de Samaria e Jerusalém foram cumpridas.

Ficou conhecido por ter profetizado que Belém era o local de nascimento do Messias, sendo Miqueias 5:2, citado no Novo Testamento durante o nascimento de Jesus, a promessa de um Messias vindo de Belém.

Profeta do Antigo Testamento e autor do Livro de Miqueias, atuou durante o século VIII a.C. em Judá, sendo contemporâneo de profetas como Isaías e Oseias. Era de Maressa, uma vila rural ao sul de Jerusalém. Denunciou vigorosamente a injustiça social, a corrupção das elites e a opressão dos pobres pelos ricos e poderosos.

      ¹ Ai daqueles que nas suas camas intentam a iniquidade, e maquinam o mal; à luz da alva o praticam, porque está no poder da sua mão! ² E cobiçam campos, e roubam-nos, cobiçam casas, e arrebatam-nas; assim fazem violência a um homem e à sua casa, a uma pessoa e à sua herança. Miquéias 2:1-2

O profeta Miquéias, condena os líderes e poderosos que planejam ações cruéis, cobiçando e tomando propriedades, desrespeitando a lei divina e a herança do povo, despojando pobres (roubando terras e casas) abusando de seu poder, executando suas maldades, confiantes em sua influência para cometer atos injustos sem impedimento (Mq 2:1)

E, anuncia que por causa de sua injustiça e ganância, Deus os julgaria, não haveria mais distribuição de terras por sorteio na congregação do Senhor, eles e sua descendência perderiam sua porção e seriam desolados e seus bens tomados por inimigos, um sinal do juízo divino por sua desobediência e falsidade (Mq 2:2-5).

          ⁷ Ó vós que sois chamados casa de Jacó, porventura encurtou-se o Espírito do Senhor? São estas as suas obras? E não é assim que fazem bem as minhas palavras ao que anda retamente?

Deus questiona Israel, lamentando a desobediência e a injustiça que se tornaram comuns, e lembrando-os de que o Espírito de Deus não é limitado e que Suas palavras trazem bênção para os justos, contrastando com a corrupção e a exploração que eles praticavam tirando a herança das mulheres e crianças...que viria a ruína destes opressores (Mq 2:9).

        ¹¹ Se houver alguém que, andando com espírito de falsidade, mentir, dizendo: Eu te profetizarei sobre o vinho e a bebida forte; será esse tal o profeta deste povo (Mq 2:11).

Faz um alerta sobre falsos profetas que, guiados por um espírito de falsidade, ofereceriam mensagens sedutoras de vinho e bebida forte (prazeres terrenos), em vez da verdade divina, e seriam aceitos por um povo que preferia ouvir mentiras confortáveis à palavra dura de Deus, revelando a corrupção espiritual e a busca por satisfação fácil,

          ¹² Certamente te ajuntarei todo, ó Jacó; certamente congregarei o restante de Israel; pô-los-ei todos juntos, como ovelhas de Bozra; como o rebanho no meio do seu pasto, farão estrondo por causa da multidão dos homens. ¹³ Subirá diante deles o que abrirá o caminho; eles romperão, e entrarão pela porta, e sairão por ela; e o rei irá adiante deles, e o Senhor à testa deles (Mq. 2:12-13).

Promete a restauração para Israel, afirmando que Deus ajuntaria todo o povo ("Jacó") e o remanescente de Israel, reunindo-os como ovelhas seguras num aprisco ou pasto, fazendo barulho de multidão de homens, simbolizando retorno à sua terra e segurança, com um líder abrindo o caminho e o Senhor à frente, prenunciando o Messias e a Igreja.

        ¹ E disse eu: Ouvi, peço-vos, ó chefes de Jacó, e vós, príncipes da casa de Israel; não é a vós que pertence saber o juízo? - Mq. 3:1

Destaca que aqueles que ocupam posições de poder têm a obrigação intrínseca de "saber o juízo" (conhecer a justiça), ou seja, agir com equidade e proteger o direito do povo.

O profeta pergunta com ironia: "não é a vós que pertence saber o juízo?", expondo a negligência dessas autoridades, que conheciam a Lei, mas praticavam a injustiça e a opressão contra os mais pobres.

"Ouvi, peço-vos" é uma convocação solene para um julgamento divino iminente sobre a corrupção do sistema jurídico e social daquela nação.

      ⁵ Assim diz o Senhor acerca dos profetas que fazem errar o meu povo, que mordem com os seus dentes, e clamam paz; mas contra aquele que nada lhes dá na boca preparam guerra. Mq. 3:5

A confusão e a vergonha sobrevirá aos profetas corruptos que guiam o povo ao erro, prometendo paz e prosperidade (clamando "Paz!") quando bem alimentados ("mordem com os seus dentes"), declarando guerra ("preparam guerra") contra quem não lhes paga, revelando mensagens motivados por dinheiro, e não pela verdade de Deus - Mq. 3:5-7.

Os falsos profetas (videntes/adivinhadores) não teriam mais visões ou respostas de Deus, pois Ele não se manifestaria a eles devido à sua infidelidade, com eles cobrindo a boca em silêncio, contrastando com o verdadeiro profeta que fala com poder do Espírito.

          ⁸ Mas eu estou cheio do poder do Espírito do Senhor, e de juízo e de força, para anunciar a Jacó a sua transgressão e a Israel o seu pecado. Mq. 3:8

O versículo expressa a plenitude do profeta Miquéias com o poder, juízo e força do Espírito do Senhor (Deus), capacitando-o a denunciar corajosamente os pecados e transgressões do povo de Israel (Jacó), revelando a eles a sua desobediência, um contraste com os falsos profetas que distorciam a justiça.

Miquéias 3:9-12, profetisa contra a corrupção institucionalizada dos líderes de Jacó (Israel) - todas as esferas de poder — jurídica, religiosa e profética — foram corrompidas pelo dinheiro - que deixando a justiça, aceitarem subornos para construir Jerusalém e que Sião seria destruída e o Monte do Templo se tornaria em ruínas, por sua iniquidade e falsa confiança em Deus.

Em Miquéias 4:1-2, a profecia messiânica sobre os "últimos dias". O Monte do Templo de Deus (Sião, Jerusalém) será o ponto mais alto, atraindo todas as nações para buscar o ensino de Deus, resultando em paz universal, com as nações transformando suas armas em ferramentas de lavoura, pois a lei e a palavra do Senhor emanarão de Sião para governar o mundo, um tema paralelo encontrado em Isaías 2:2-4.

Miquéias 4:4-5 descreve a promessa de paz, segurança e prosperidade sob o governo de Deus, cada um viverá tranquilamente sob sua videira e figueira, sem medo. Diferente dos outros povos que seguem seus próprios deuses; Israel viverá para sempre no nome do Senhor.

A passagem fala de um futuro messiânico de prosperidade material e espiritual, contrastando a instabilidade das nações com a segurança duradoura do povo de Deus.

          ¹¹ Agora se congregaram muitas nações contra ti, que dizem: Seja profanada, e vejam os nossos olhos o seu desejo sobre Sião. ¹² Mas não sabem os pensamentos do Senhor, nem entendem o seu conselho; porque as ajuntou como gavelas numa eira. Mq. 4:11,12

Gavela (ou gabela) significa um feixe, molho ou braçado de espigas de cereal colhidas, como trigo ou cevada, sendo um termo rural ligado à agricultura e à colheita. o trabalho árduo dos campos, aparecendo em passagens como Rute 2:7, podendo também no contexto bíblico, simbolizar bênçãos, prosperidade.

Miquéias 4:6-13 descreve a promessa de Deus de restaurar Sião reunindo os exilados e oprimidos, transformando-os em uma nação forte, com o Senhor reinando sobre eles (v. 6-7).

A passagem descreve a dor do exílio (como o parto), a luta contra nações inimigas ("muitas nações contra ti"), mas enfatiza a soberania de Deus, que os ajudará a triunfar, transformando-os em uma força poderosa, e dedicando os despojos dos inimigos ao Senhor (v. 8-13).

        ¹ Agora ajunta-te em tropas, ó filha de tropas; pôr-se-á cerco contra nós; ferirão com a vara na face ao juiz de Israel. ² E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre os milhares de Judá, de ti me sairá o que governará em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade. ³ Portanto os entregará até ao tempo em que a que está de parto tiver dado à luz; então o restante de seus irmãos voltará aos filhos de Israel. Mq. 5:1-3

Miquéias descreve um futuro de cerco e sofrimento para Israel, com seu líder sendo ferido, mas prevê o nascimento de um governante messiânico de Belém (Efrata), cujas origens são eternas, que trará restauração e paz, marcando o retorno do remanescente de Israel após um período de espera, como um "parto".

A "filha de tropas" (referindo-se a Jerusalém ou Israel) deve se preparar para a batalha, pois um cerco virá, e o líder ou juiz de Israel será humilhado e ferido (simbolicamente, por inimigos) - v.1.

A cidade de Belém (Efrata), apesar de pequena, é o lugar de onde surgirá o governante de Israel. Sua origem é eterna, apontando para Jesus Cristo, o Messias - v.2.

Israel será entregue (sofrerá) até o momento do "parto", quando o Messias nascer, e então o remanescente do povo retornará e será restaurado, unido aos outros israelitas - v.3.

A profecia messiânica prediz tanto a desolação de Israel sob opressão quanto a vinda do Messias de Belém, que trará redenção e um reino duradouro, um tema que também é citado no Novo Testamento (Mt 2:6)

A promessa messiânica de um líder que apascentará o povo na força de Deus, trazendo segurança e paz, mesmo diante da ameaça assíria, com a defesa de "sete pastores e oito príncipes" (líderes fortes), culminando na exaltação de Deus e na paz duradoura, um prenúncio do Messias que governará com poder e trará salvação - Mq 5:4-5.

"E ele permanecerá, e apascentará..." - v.4: Refere-se a um futuro líder (o Messias, Jesus Cristo) que se manterá firme e guiará o povo com o poder e a majestade de Deus.

"Será engrandecido até aos fins da terra" - Sua autoridade e o nome de Deus serão exaltados globalmente, garantindo segurança ao povo.

"E este será a nossa paz" - v. 5: A vinda desse líder trará paz verdadeira.

"Quando a Assíria vier à nossa terra...": Em tempos de invasão e opressão (simbolizada pela Assíria, um inimigo histórico), o povo não será destruído.

"Levantaremos contra ela sete pastores e oito príncipes": Em vez de uma derrota, Deus levantará líderes poderosos (representados por "sete pastores e oito príncipes") para defender o povo e resistir aos inimigos.

Este trecho é uma profecia central no livro de Miquéias, antecipando a vinda do Messias, Jesus Cristo, que, como o Príncipe da Paz (Is. 9:6), estabeleceria um reino de segurança e justiça, contrastando com os tempos de conflito e opressão enfrentados por Israel.

A menção da Assíria representa os inimigos que ameaçavam o povo de Deus, mas que seriam superados pela intervenção divina através de seus líderes messiânicos

Miquéias 5:6-15 - uma profecia que aborda a libertação do povo de Israel (Jacó) da Assíria e, posteriormente, o julgamento de Deus sobre as nações gentias e a purificação de Israel da idolatria e práticas pagãs.

Libertação de Assíria (v. 6): Uma promessa de que um líder (mencionado anteriormente no capítulo) libertará Israel da invasão assíria.

O Remanescente de Jacó (v. 7-9): O remanescente de Israel é descrito de duas maneiras: como uma bênção (orvalho/chuvisco) para muitos povos e como um poder dominador (leão) sobre seus adversários.

Juízo e Purificação de Israel (v. 10-14): Deus promete remover de Israel tudo em que confiavam para segurança e poder, incluindo cavalos, carros de guerra, fortalezas e, crucialmente, a idolatria (imagens de escultura, estátuas, bosques sagrados) e a feitiçaria. O objetivo é que confiem somente Nele.

Vingança sobre as Nações Desobedientes (v. 15): A passagem termina com uma declaração de que Deus exercerá juízo e vingança contra as nações gentias que não obedeceram.

Miquéias 6:1-5 é um chamado de Deus para Israel, usando a natureza (montes e outeiros) como testemunhas em um "tribunal divino" para julgar o povo, relembrando-os de Sua fidelidade (libertação do Egito...) e questionando por que o abandonaram, enquanto os exorta a lembrar-se das tramas de Balaque para reconhecer a justiça de Deus.

"Levanta-te, contende com os montes..." - v. 1-2: Deus convoca o profeta Miquéias (ou o próprio povo) para apresentar uma defesa ou acusação perante as montanhas e os fundamentos da terra, que servirão como juízes imparciais e testemunhas da relação entre Deus e Israel, como em um tribunal.

"Porque o Senhor tem uma demanda com o seu povo...": É um processo judicial (contenda/demanda) onde Deus expõe as falhas de Israel.

"Ó povo meu; que te tenho feito? E com que te enfadei? Testifica contra mim." - v. 3: Deus, de forma retórica, questiona Seu povo: "O que eu fiz de errado para vocês me deixarem? Em que falhei?" Ele os desafia a apresentar evidências contra Ele.

Deus lembra Seu amor e fidelidade - v. 4: Ele os tirou do Egito, os redimiu da escravidão e os guiou com Moisés, Arão e Miriã, mostrando Suas "justiças".

"Povo meu, lembra-te agora..." v. 5: Israel deve se recordar dos eventos desde Sitim (onde pecaram com mulheres moabitas) até Gilgal (onde foram provados), especialmente a tentativa de Balaque de amaldiçoá-los e a resposta de Balaão, que os abençoou, para que compreendam a proteção e os caminhos justos do Senhor.

Um dos versículos mais conhecidos da Bíblia: "Ele te declarou, ó homem, o que é bom e que é o que o Senhor pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus" (Mq 6:8)

Miquéias 6:6-16 - faz um paralelo sobre a diferença entre a religiosidade externa e a verdadeira devoção espiritual.

1. O profeta começa com perguntas retóricas sobre como agradar a Deus. Ele questiona se rituais grandiosos (milhares de carneiros) ou sacrifícios extremos (o próprio filho) seriam suficientes (v. 6-8).

Deus não busca ritos vazios, mas um caráter transformado. O versículo 8 de Miquéias é o coração do livro: "praticar a justiça, amar a fidelidade (benignidade) e andar humildemente com o teu Deus".

2. Deus aponta que a adoração do povo era hipócrita porque suas vidas práticas eram marcadas pela desonestidade (v. 9-12).

Denunciou o comércio injusto, que fazia uso de "balanças falsas", pesos e medidas enganosas para explorar os pobres.

Na Bíblia, "dois pesos e duas medidas". refere-se à injustiça e desonestidade, especialmente em transações comerciais com pesos e medidas falsos. Os ricos e influentes usavam a força e o engano para acumular bens.

A expressão originou-se da prática desonesta de mercadores que usavam pesos e medidas diferentes - sendo um para comprar e outro, menor, para vender - para enganar os clientes, o que era roubo e abominação a Deus. Como descrito em:

Miqueias 6:11 - "Serei eu justo com balanças falsas, e com uma bolsa de pesos enganosos?";

Deuteronômio 25:13-16: "Não terás em tua bolsa dois tipos de peso: um pesado e outro leve. Não terás em tua casa dois tipos de medida: uma grande e outra pequena. Terás um peso íntegro e justo, medida íntegra e justa";

Provérbios 20:23 "Dois pesos e duas medidas são abominação ao Senhor, tanto um como outro".

3. As consequências do pecado (v. 13-16) - Devido à injustiça e à idolatria (seguindo os "estatutos de Onri" e a "casa de Acabe", símbolos de apostasia em Israel), o julgamento seria inevitável:

Frustração. O povo plantaria, mas não colheria; comeria, mas não se fartaria. É a "lei da futilidade", onde o trabalho não traz satisfação porque a benção de Deus foi retirada. Desolação: O resultado da rebeldia seria a vergonha e a destruição da nação.

Este texto convida à reflexão sobre a integridade. Ele ensina que a fé cristã não se limita ao que acontece dentro de um templo, mas manifesta-se na ética nos negócios, na misericórdia com o próximo e na submissão diária a Deus.

Miquéias 7:1-6 expressa a profunda desilusão do profeta com a corrupção generalizada em Judá, onde a piedade desapareceu, a justiça foi substituída por subornos e intrigas, e a família se tornou um campo de batalha, culminando na descrição de uma sociedade tão decadente que até os mais justos são como espinhos, e a confiança é impossível, pois os inimigos estão dentro da própria casa.

O profeta lamenta a ausência de bondade, como alguém que busca uvas e figos após a colheita, e descreve um cenário de traição familiar e corrupção nos poderes (príncipes, juízes, grandes), clamando por um dia de punição, mas encontrando apenas desolação e a necessidade de não confiar em ninguém.

        ⁷ Eu, porém, olharei para o Senhor; esperarei no Deus da minha salvação; o meu Deus me ouvirá. ⁸ Ó inimiga minha, não te alegres a meu respeito; ainda que eu tenha caído, levantar-me-ei; se morar nas trevas, o Senhor será a minha luz.

O profeta Miquéias declara esperança e confiança em Deus, mesmo em meio à corrupção e adversidade, afirmando que apesar das quedas e da escuridão, ele se levantaria porque Deus o ouviria e seria sua luz, derrotando a alegria de seus inimigos. A mensagem central é sobre perseverança, fé inabalável, certeza da intervenção divina para restaurar e trazer luz onde há trevas.

Miquéias 7:9-20 é uma passagem bíblica de esperança e restauração, onde o profeta reconhece o pecado, mas confia que Deus julgará sua causa, trará luz e justiça, superando a vergonha e punindo inimigos, com promessas de restauração, cuidado pastoral, e a demonstração de maravilhas divinas, culminando na descrição do caráter perdoador e compassivo de Deus, que não retém sua ira para sempre e deseja estender sua graça e fidelidade a Seu povo.

O profeta aceita a disciplina de Deus por seu pecado, mas espera por Sua justiça, quando será liberto para a luz, e a vergonha cairá sobre seus inimigos que zombam de sua situação - v. 9-10.

Haverá um dia de restauração dos muros, com grande expansão territorial, mas também um aviso de desolação para a terra por causa das obras de seus moradores, destacando a soberania de Deus - v. 11-13.

Deus é chamado a apascentar Seu povo, como um pastor cuida de seu rebanho, em lugares férteis como o Carmelo, Basã e Gileade, como nos tempos antigos - v. 14.

          ¹⁴ Apascenta o teu povo com a tua vara, o rebanho da tua herança, que habita a sós, no bosque, no meio do Carmelo; apascentem-se em Basã e Gileade, como nos dias do passado. ¹⁵ Eu lhes mostrarei maravilhas, como nos dias da tua saída da terra do Egito. ¹⁹ Tornará a apiedar-se de nós; sujeitará as nossas iniquidades, e tu lançarás todos os seus pecados nas profundezas do mar. ²⁰ Darás a Jacó a fidelidade, e a Abraão a benignidade, que juraste a nossos pais desde os dias antigos. Miquéias 7:14-20

Deus promete mostrar maravilhas como no Êxodo, levando as nações a se envergonharem, silenciarem e temerem, reconhecendo o poder de Deus, que os fará tremer e vir com pavor (v. 15-17).

A passagem exalta o Deus que perdoa a iniquidade, não guarda a ira para sempre, e tem prazer na benignidade, restaurando e lançando os pecados no mar, cumprindo suas promessas a Jacó e Abraão - v. 18-20.

É uma profecia de redenção, onde a fidelidade e a misericórdia de Deus superam Seu juízo, trazendo libertação e restauração ao Seu povo, apesar de suas falhas, e demonstrando Sua justiça e amor inabaláveis.

sábado, 19 de março de 2011

Perseguindo Carros


Hoje me lembrei do filme "... E o Vento Levou" (Gone With the Wind, 1939 - direção: Victor Fleming), o filme narra a complicada vida de Scarlet O’Hara (Vivien Leigh), seus amores e desilusões em um período que tem a Guerra Civil Americana como pano de fundo.

Clark Gable é Rett Butler, um vivido aventureiro que passa pela vida de Scartlet, em uma relação de amor e ódio marcada por conflitos já clássicos e cenas inesquecíveis de amor.

O filme ganhou oito Oscars, inclusive Melhor Filme e Direção e entrou para a história como um dos romances mais famosos de todos os tempos.

Eu ainda me lembro da frase: "Vou pensar nisso amanhã!", que Scarlet dizia sempre que se achava em apuros, tendo que decidir por uma ou outra coisa das quais não queria abrir mão. Na época eu achava engraçado, mas com o tempo pude olhar com mais seriedade os conflitos interiores capazes de gerar tal rota de escape.

Neste contexto, a letra da música Chasing Cars, do Snow Patrol engloba uma multiplicidade de significantes e significados. Pra mim entre outras coisas ela fala da falência social dos sentimentos; e, nos lembra que estamos muito ocupados com as convenções sociais, com as aparências, com a correria do dia a dia; e, para viver nos falta tempo.

Estamos sem tempo para amar e ser amado, sem tempo para a família e para os amigos, sem tempo pra apreciar a presença do outro. Vive-se uma vida que parece não ter um porquê.

Precisamos ser "parados". Precisamos que alguém nos desperte do nosso "deixe como está pra ver como é que fica" com um olhar de carinho, um abraço, uma palavra amiga. Enquanto ainda há tempo para vestir de sentido a nossa vida e a do outro.

Simples assim! ...e de preferência hoje, porque pode ser que não tenhamos a oportunidade necessária para pensar nisso amanhã.

Perseguindo Carros
Chasing Cars - Snow Patrol


Nós faremos tudo isto Tudo Sozinhos
Nós não precisamos De nada Ou de ninguém
Se eu deitar aqui Se eu apenas deitar aqui
Você deitaria comigo e esqueceria do mundo?

Eu não sei direito Como dizer Como me sinto
Aquelas três palavras são ditas demais
Elas não são o suficiente
Se eu deitar aqui Se eu apenas deitar aqui
Você deitaria comigo e esqueceria do mundo?

Esqueça o que foi dito
Antes de ficarmos muito velhos
Mostre-me um jardim que esta se abrindo para a vida
Vamos passar o tempo Perseguindo carros
Em volta de nossas cabeças
Eu preciso de sua graça
Para me lembrar De encontrar a minha
Se eu deitar aqui Se eu apenas deitar aqui
Você deitaria comigo e esqueceria do mundo?

Esquecer do que nos falam
Antes de ficarmos muito velhos
Mostre-me um jardim que esta se abrindo para a vida
Tudo que eu sou Tudo que eu sempre fui
Esta aqui em seus olhos perfeitos,
eles são tudo o que eu consigo ver

Eu não sei onde também estou confuso sobre o "como"
Apenas sei que estas coisas nunca mudarão para nós
Se eu deitar aqui Se eu apenas deitar aqui
Você deitaria comigo e esqueceria do mundo?

Nunca Tive Um Sonho Realizado



Nunca Tive Um Sonho Realizado

Todo mundo tem alguma coisa
Que deveria deixar para trás
Um arrependimento de ontem
Que só parece crescer com o tempo
Não adianta olhar para trás ou se perguntar
(ou se perguntar)
Como poderia ser agora ou poderia ter sido
(ou poderia ter sido)
Tudo isso, eu sei, mas ainda não consigo encontrar
uma forma de deixá-lo ir

Eu nunca tive um sonho realizado
Até o dia que eu encontrei você
Mesmo assim, eu finjo que eu superei
Você sempre será meu amor
Eu nunca encontrei as palavras para dizer
Você é o único em quem eu penso cada dia
E eu sei que não importa onde a vida me leve
Uma parte de mim sempre estará com você

Em algum lugar na minha memória,
eu perdi toda a noção do tempo
E amanhã pode nunca chegar
Pois o passado é tudo o que enche minha mente
Não adianta olhar para trás ou se perguntar
(ou se perguntar)
Como deveria ser agora ou deveria ter sido
(ou deveria ter sido)
Tudo isso, eu sei, mas ainda não consigo encontrar
uma forma de deixá-lo ir

Eu nunca tive um sonho realizado
Até o dia que eu encontrei você
Mesmo assim, eu finjo que eu superei
Você sempre será meu amor
Eu nunca encontrei as palavras para dizer
Você é o único em quem eu penso cada dia
E eu sei que não importa onde a vida me leve
Uma parte de mim sempre estará com você

Você sempre será o sonho que preenche minha cabeça
Sim, você será, diga que será, você sabe que será baby
Você sempre será o único que eu sei que nunca vou esquecer
Não adianta olhar para trás ou se perguntar
Porque o amor é uma coisa estranha e engraçada
Não importa o quanto eu tente, eu não consigo dizer adeus
Não, não, não, não

Eu nunca tive um sonho realizado
Até o dia que eu encontrei você
Mesmo assim, eu finjo que eu superei
Você sempre será meu amor
Eu nunca encontrei as palavras para dizer
Você é o único em quem eu penso cada dia
E eu sei que não importa onde a vida me leve
Uma parte de mim sempre
Uma parte de mim sempre estará com você

Never Had A Dream Come True
by S Club 7


domingo, 13 de março de 2011

Sob as Asas de Deus


Sabe, uma pessoa que amo lançou o seu livro...😊😍 Dia 11/03/2011, foi o lançamento do livro: "Sob as Asas de Deus", de Elza Augusta Nogueira da Silva, minha mãe.

O livro traz uma visão pessoal sobre acontecimentos que marcaram a sua vida sócio familiar. Uma descrição sobre a infância, adolescência, juventude e maturidade de uma vida com o privilégio de reconhecer os cuidados de Deus em suas decisões de mudanças de casa (e de estado, três na verdade: Paraná, Mato Grosso do Sul, Rondônia e mais uma vez Mato Grosso do Sul); de escolha profissional (professora, secretária da educação, coordenadora escolar); de orientação dos filhos; de dedicação ao ministério religioso; da vida em família, da vida entre os amigos; das dificuldades e das vitórias...

Minha mãe já dedicou seu tempo a confecção de faixas, cartazes, trabalhos, manuais, pinturas de tecidos e telas; painéis em tecido, papel, paredes; confecção de bonecas; ornamentação de festas infantis... e tantas outras coisas nem sempre fáceis que exigiram tempo, dedicação, carinho; o livro é só mais um exemplo entre tantos projetos que tive a satisfação de ver a concepção desde a ideia até o nascimento do produto.

Costumo dizer que a minha mãe sempre me surpreende com a realização de seus projetos de vida (e olha que já a vi realizando vários). São fases?! Pode ser. Fases de uma filha, mulher, profissional, mãe, avó (quase bisa \0/) ...de quem sinto muito orgulho.

Uma honra ser parte de toda esta história. Um prazer compartilhar este momento com você.