quinta-feira, 7 de março de 2013

O Despertar da Fé


Salmos 17:15 diz: "Quanto a mim, contemplarei a tua face na justiça; eu me satisfarei da tua semelhança quando acordar".
  • Contemplar a face de Deus: Mostra a comunhão íntima e a paz que o salmista (Davi) espera ter com o Criador.
  • A justiça: Viver de forma correta segundo os padrões de Deus, sem depender da maldade do mundo.
  • Quando acordar: Refere-se à ressurreição ou ao descanso seguro na presença de Deus, quando a alma se sente totalmente plena e satisfeita.

O Salmo 17 é classificado formalmente como uma Oração de Davi (uma das poucas que traz esse título explícito no saltério). Trata-se de uma "oração de lamentação individual" e um clamor por socorro.

O contexto histórico mais aceito pelos teólogos é o período em que Davi era implacavelmente perseguido pelo Rei Saul no deserto, enfrentando falsas acusações, calúnias e perigo real de morte.

Abaixo, apresentamos uma análise teológica e bíblica estruturada para compreender a profundidade deste salmo.
1. Estrutura Literária e Exegese Bíblica
O Salmo 17 pode ser dividido pedagogicamente em três movimentos principais que refletem a jornada da alma em crise:
  • A Inocência do Suplicante (V. 1 a 5): Davi não alega perfeição absoluta diante de Deus, mas afirma a retidão de sua causa em relação aos seus perseguidores. Ele convida Deus a examinar seu coração ("sondaste-me a mente", "provaste-me pelo fogo"), garantindo que seus lábios não são enganosos.
  • O Clamor por Proteção Absoluta (V. 6 a 12): O salmista usa metáforas biológicas e culturais profundas. Ele pede para ser guardado como a "menina dos olhos" (o ponto mais central, sensível e protegido do corpo humano) e sob a "sombra das asas" divinas (figura de uma ave protegendo seus filhotes de predadores). Do outro lado, ele descreve seus inimigos como leões famintos prontos para despedaçar. 
  • O Contraste de Destinos e a Esperança Eterna (V. 13 a 15): Davi contrasta os homens do mundo — que têm sua recompensa apenas nesta vida terrena e material — com a sua própria esperança espiritual.
  • O ápice do salmo está no versículo 15: "Eu, porém, na justiça contemplarei a tua face; quando acordar, eu me satisfarei com a tua semelhança". 
2. Principais Temas Teológicos
O Salmo 17 funciona como um manual de teologia prática sobre como o justo deve se portar diante do sofrimento injusto.
A Teologia da Autoavaliação e Integridade (v. 1-3)
Davi não busca Deus apenas para que Seus inimigos sejam punidos; ele primeiro se coloca na linha de inspeção divina. Teologicamente, isso nos ensina que a eficácia da oração está intimamente ligada à sinceridade do coração.
Davi passou pela prova "da noite" (o momento da escuridão e da solidão) e manteve sua integridade. 
Antropologia Bíblica: O Coração Humano Corrompido (v. 10)
O texto descreve os inimigos como pessoas que "fecham o coração na sua gordura" e falam com soberba. Na linguagem bíblica, a "gordura no coração" representa a insensibilidade espiritual, o orgulho e a autossuficiência de quem acumulou bens terrenos e se esqueceu de Deus e da justiça.
Escatologia e a Esperança Além da Morte (v. 15)
O versículo final é um dos vislumbres mais claros da esperança na ressurreição e na vida eterna dentro do Antigo Testamento. Enquanto os homens deste mundo se satisfazem com heranças físicas para seus filhos (v. 14), a satisfação última do cristão não é material.
O termo "quando acordar" é interpretado pela teologia bíblica como o despertar da morte para a eternidade, onde a comunhão com Deus será plena e nós seremos transformados à Sua semelhança.
3. Conexão Cristocêntrica (O Salmo 17 e Jesus)
Na teologia bíblica reformada e eclesial, os Salmos apontam para Cristo
  • Davi clama por justiça com base em sua retidão temporária, mas Jesus Cristo é o único Justo absoluto que pôde olhar para o céu e dizer que Seus lábios jamais proferiram engano. 
  • Cristo experimentou o cerco dos leões furiosos (as autoridades religiosas e o império romano) no Calvário. Ele foi o inocente injustiçado que não buscou vingança com as próprias mãos, mas entregou Sua causa Àquele que julga retamente.
  • A promessa de "acordar e ver a Tua semelhança" cumpre-se perfeitamente na Ressurreição de Jesus, que abriu o caminho para que todo cristão também desfrute dessa satisfação eterna. 
"Quanto a mim, contemplarei a tua face na justiça; satisfazer-me-ei da tua semelhança quando acordar." Ele mostra que, enquanto muitas pessoas buscam a felicidade em coisas passageiras deste mundo, a nossa maior alegria está em conhecer a Deus e viver para a eternidade. Salmo 17:15
  • O Contraste ("Quanto a mim"): Davi separa a sua esperança da dos homens do mundo, cuja porção e tesouro estão apenas nesta vida terrena. 
  • A Contemplação ("Verei a tua face na justiça"): O foco do crente não é o que Deus pode dar de material, mas a comunhão face a face com o Criador. 
  • A Saciedade ("Satisfazer-me-ei da tua semelhança"): A alma humana tem um vazio que só se preenche ao refletir e estar na presença de Deus. 
  • A Promessa Futura ("Quando acordar"): A referência aponta para a ressurreição e a certeza da eternidade ao lado do Senhor, indo muito além das lutas do presente.
Para entender esse versículo de um jeito simples, podemos usar a analogia da fome e da sede.
🍽️ A Fome do Corpo vs. A Fome da Alma
  • O Desejo: Sabe quando você passa o dia todo brincando ou trabalhando e a sua barriga começa a roncar? Você sente aquela fome enorme e uma sede que faz a boca ficar seca. Nada no mundo importa mais do que um prato de comida gostosa e um copo de água bem gelada.
  • A Saciedade: Quando você finalmente come e bebe, aquela sensação ruim vai embora. Você se sente leve, feliz e satisfeito. Seu corpo conseguiu o que precisava.
💖 O que o Salmo quer dizer?
O rei Davi, que escreveu esse salmo, está dizendo que a nossa alma também sente uma fome e uma sede gigantescas. Só que não é de comida de verdade.
  • O mundo não enche a barriga da alma: Às vezes, a gente tenta matar essa "fome" com coisas daqui da Terra. Comprando brinquedos novos, querendo ser o mais popular ou acumulando coisas. Mas isso é como comer vento: logo depois, a gente sente fome de novo.
  • O Banquete Perfeito: Davi entendeu que a única coisa que mata a fome da nossa alma para sempre é estar perto de Deus.
  • O Grande Despertar: Quando o versículo diz "quando acordar, ficarei satisfeito", ele está comparando a morte (ou o fim da vida na Terra) com o momento em que acordamos de manhã. É como se ele dissesse:
  • "Quando eu acordar na eternidade e olhar para o rosto de Deus, será como sentar no maior banquete do universo. Minha alma nunca mais terá fome, porque o amor de Deus vai me encher por completo".
Em resumo: o Salmo 17:15 mostra que Deus é a água e a comida que o nosso coração tanto procura para ser feliz de verdade.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

No Amor e na Amizade...

 
 
"Errar é humano,
mas quando a borracha se gasta
mais do que o lápis,
você está positivamente
exagerando".
J. Jenkis

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Cântico de Judá



O capítulo 26 do livro de Isaías é um cântico de confiança e vitória entoado pelo povo de Judá após o livramento divino. Ele é frequentemente chamado de "Cântico de Judá" e faz parte de uma seção conhecida como o "Pequeno Apocalipse de Isaías".


Principais Temas de Isaías 26

A Confiança Inabalável: O versículo 3 é um dos mais conhecidos da Bíblia: "Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti" [1]. Ele destaca que a paz interior não depende das circunstâncias, mas da confiança em Deus [2].

A Rocha Eterna: O versículo 4 exorta o povo a confiar no Senhor perpetuamente, pois Ele é a "Rocha Eterna" (ou Rocha dos Séculos), oferecendo proteção e estabilidade [2, 3].

"Rocha Eterna" em Isaías refere-se a Deus como um fundamento inabalável, principalmente em Isaías 26:4, que diz: "Confiai para sempre no SENHOR, pois o SENHOR Deus é uma rocha eterna".

Esse versículo convida à confiança total em Deus, que é imutável e seguro, contrastando com a instabilidade das coisas terrenas, e é um tema recorrente em meditações cristãs sobre fé e segurança em Jesus Cristo.

O texto centraliza a ideia de que, enquanto tudo ao redor pode mudar, Deus é a base firme onde se pode encontrar segurança e paz.

O versículo 4 de Isaías 26 segue a exaltação da cidade de Deus com uma advertência sobre a queda da cidade altiva, mostrando que a verdadeira força não está nas construções humanas, mas em Deus.

A tradição cristã interpreta essa "Rocha Eterna" como uma profecia e figura de Jesus Cristo, que é a pedra angular e o refúgio seguro para os crentes, Isaías 26:4. Confie sempre em Deus, pois Ele é uma Rocha que não se abala!

Juízo e Retidão: O texto descreve o caminho do justo como plano e destaca que, enquanto o povo de Deus busca a Sua justiça, os ímpios muitas vezes ignoram a majestade divina, mesmo diante do favor [2].

A Promessa da Ressurreição: O versículo 19 é um dos raros momentos no Antigo Testamento que menciona explicitamente a ressurreição: "Os teus mortos e também o meu cadáver viverão e ressuscitarão..." [1, 2].

Nos versos finais (20-21), há um convite para que o povo se "esconda" em seus quartos (refúgio e proteção - paciência e confiança) por um momento, até que a indignação e o juízo de Deus sobre a terra passem [2, 3]. Um momento de reflexão, análise, oração.


Em Isaías 26, a "oração secreta" (ou "oração em segredo", "súplica em aflição") é mencionada no versículo 16, descrevendo como o povo buscou o Senhor em momentos de aperto e sofrimento, derramando súplicas discretas, como uma mulher em trabalho de parto, esperando a libertação e a paz que vêm da confiança em Deus, mesmo em meio à disciplina e à angústia, com a promessa de que a ressurreição e a vida viriam.

Busca na Angústia (v. 16): "SENHOR, no aperto, te visitaram; vindo sobre eles a tua correção, derramaram a sua oração secreta" (ARC/ACF). Isso mostra que, mesmo em aflição, o povo se voltou a Deus em orações silenciosas e humildes, não ostensivas.

A oração é comparada ao trabalho de parto de uma mulher, cheia de dores e contorções, mas sem trazer o resultado esperado (salvação ou vida imediata à terra), revelando o esforço e a expectativa do povo por um livramento v. 17-1.

Antes do momento de oração, o capítulo já falava em "perfeita paz" para quem tem a mente firme e confia no Senhor, a "rocha eterna". A oração secreta surge nesse contexto de aflição, reforçando a necessidade de fé v. 3-4.

A resposta para essa busca em aflição é a promessa de que os mortos viverão e ressuscitarão, e o orvalho da vida virá sobre eles, como uma manifestação do poder de Deus v. 19.

O capítulo conclui com um chamado para o povo entrar em seus aposentos, fechar a porta e se esconder por um momento, até que a ira de Deus passe, contrastando com a revelação do julgamento da terra, v. 20. Aqui a "oração secreta" subtendida é diferente da oração secreta no versículo 16.

A primeira oração (v. 16) surgiu quando o povo quis fazer cessar a aflição durante o castigo, a disciplina e a correção de Deus. E, sem que houvesse real arrependimento, lastimaram pedindo a intervenção divina.

A segunda oração (v. 20) é um ato de arrependimento, fé e dependência de Deus, do povo após aceitar a correção de Deus, reconhecendo seus maus caminhos. Um clamor individual durante o julgamento de Deus e a confiança na libertação, restauração, salvação e cumprimento da promessa de vida eterna.


domingo, 29 de julho de 2012

Desde o começo


Você vai se arrepender de ter me dado o primeiro beijo. Mas vai tolerar o segundo, gostar do terceiro e se entregar daí em diante. Você vai desejar não ter me conhecido. Depois vai se acostumar com a minha presença e, no final, vai se perguntar como viveu sem mim até aquele dia.

Você vai sonhar comigo uma vez e achar que é pesadelo. Vai sonhar a segunda e achar que é perseguição. Vai sonhar a terceira e desejar continuar sonhando ou, então, acordar e dar de cara comigo. Você vai imaginar que eu não deveria estar no seu presente, não vai me querer no seu futuro, mas vai se perguntar como contar o passado sem falar de mim.

Você vai esconder um monte de coisa de mim, vai contar algumas coisas, mas depois vai se abrir. Mas terá os segredos normais de qualquer pessoa. Você vai querer me matar. Vai querer me bater. Vai querer me surrar. Vai querer me abraçar. Vai querer me amar. Você vai querer aprender a me deixar ir, mas saberá que não tem como não ficar contigo.

Você vai saber, perceber, notar e aprender um monte de coisa. Só um detalhe você não aprenderá: a me amar. Isso você sentiu desde a primeira vez. Tudo bem que no começo era misturado com uma certa raiva. Mas ele sempre esteve lá.

E quem briga contra o amor?


domingo, 3 de junho de 2012

Cântico de Vitória


O capítulo 12 do livro de Isaías é um curto hino de louvor e gratidão, composto por apenas seis versículos, porém amplo em instrução do louvor, adoração, gratidão à Deus pelo livramento, pelas bençãos e a celebração do Seu amor em providenciar a salvação a todo aquele que nEle crê, confia, serve e obedece a sua Palavra (Bíblia).

Gratidão pela Reconciliação (v. 1-2): O profeta expressa que a ira de Deus se retirou, dando lugar ao consolo. O tema central aqui é a confiança: "Deus é a minha salvação; terei confiança e não temerei" (v. 2).

A Alegria da Salvação (v. 3): O versículo 3 traz uma imagem famosa: "Com alegria tirareis águas das fontes da salvação". Isso simboliza a satisfação espiritual plena que vem de Deus.

Testemunho às Nações (v. 4-6): O povo é convocado a anunciar os feitos de Deus entre as nações, exaltando a santidade do "Santo de Israel" que habita no meio do seu povo.

Este capítulo é visto como um cântico de vitória que será entoado no futuro Reino Messiânico. Ele segue as profecias do capítulo 11, que descrevem o "Ramo de Jessé" (o Messias) e a restauração da paz universal.

O "Ramo de Jessé" é uma profecia bíblica de Isaías 11:1 que se refere ao Messias, Jesus Cristo, como um "renovo" ou "broto" que surgirá do tronco cortado de Jessé, pai do Rei Davi, representando a restauração da dinastia davídica e o Messias prometido, que governará com justiça, sabedoria e paz, trazendo salvação e um reinado de retidão sobre a Terra. (Isaías 11:1-2):

Jessé: Pai do Rei Davi, simbolizando a linhagem real de Israel.

Tronco Cortado: Representa a dinastia de Davi sendo dizimada ou enfraquecida.

Ramo/Renovo (Hebraico: netzer): O Messias que brotará desse tronco, indicando esperança e renovação. Messias (Ramo de Jessé). A Árvore de Jessé é uma representação da genealogia com Jesus, a partir de Jessé, como o ramo principal.

O Espírito do Senhor, repousará sobre Ele, trazendo sabedoria, entendimento, conselho, poder, conhecimento e temor a Deus. Julgará com retidão e não por aparências. "O lobo viverá com o cordeiro, e uma criança guiará os animais selvagens", simbolizando um reinado de paz e harmonia. Reunirá os exilados de Israel e Judá, estendendo sua influência sobre os gentios.

Jesus é o cumprimento da profecia, o Messias que, mesmo vindo de origens humildes, traria a plenitude da salvação e um novo reino de justiça, conforme Isaías 11:10 e Romanos 15:12.

Isaías capitulo 12 encerra a primeira grande seção do livro, conhecida como o "Livro do Emanuel" - cap. 7 a 12.



sábado, 14 de abril de 2012

Fé: as muralhas vão cair


"A Fé sempre toca as trombetas ANTES,

não DEPOIS de as muralhas caírem!"

Essa frase poderosa reflete um princípio espiritual de proatividade e confiança absoluta. Ela sugere que a verdadeira fé não espera a evidência da vitória para celebrar, mas age com a certeza de que o resultado já está garantido.

Abaixo estão três perspectivas sobre essa ideia:

O Exemplo de Jericó:

A metáfora remete diretamente à narrativa bíblica da queda das muralhas de Jericó. O povo foi instruído a tocar as trombetas e gritar enquanto as muralhas ainda estavam de pé. O barulho não foi uma reação à queda, mas a causa (ou o gatilho) através da obediência.

Gratidão Antecipada:

Ter fé é "agradecer pelo que ainda não se vê". Enquanto a lógica humana celebra após a conquista (o efeito), a fé celebra na promessa (a causa).

Ação e Posicionamento:

Tocar a trombeta antes significa declarar sua intenção e manter a esperança viva mesmo diante de obstáculos aparentemente intransponíveis. É um ato de coragem que muda a percepção (visão, audição, tato) do ambiente antes mesmo da mudança física acontecer.

Em suma: A celebração da fé é um anúncio, não um eco.

No Livro de Josué, a instrução divina dada aos israelitas envolvia a ação de rodear a cidade e tocar as trombetas antes de qualquer sinal visível de que as muralhas cederiam. A fé deles foi demonstrada através da obediência à ação (tocar as trombetas) e da crença inabalável de que a vitória viria, mesmo quando a evidência física ainda não existia.

Portanto, a frase "A Fé sempre toca as trombetas ANTES, não DEPOIS de as muralhas caírem!" encapsula a ideia de que a fé genuína precede o milagre, exigindo um passo de confiança e ação antes que o resultado desejado se manifeste. É uma metáfora para a coragem de agir com a certeza da promessa, e não apenas em resposta ao que já se pode ver.

"A fé é o firme fundamento das coisas que não se vê" (Hebreus 11:1) Na Bíblia Nova Versão Transformadora, é traduzida como: "A fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos".

****Autoria : Elizabeth Nogueira


Vem com Josué Lutar em Jericó - JottaA (2012)


CURIOSIDADE -

A primeira gravação conhecida em português da música "Vem com Josué Lutar em Jericó", foi em 1964, pelo conjunto adventista Arautos do Rei no álbum Rapaz Davi.


A música popularizou-se amplamente a partir de 1973 com a versão de Oséias de Paula em "Soldado de Cristo", no início da canção a gente acha que não é que vai cantar outra coisa, então: "Vem com Josué Lutar em Jericó...


Foi regravada por muitos outros, como Eli Soares em 2022, tornando-se um clássico gospel. 
Em 2022, Eli Soares lança sua versão no álbum Memórias 3, tornando-a ainda mais conhecida atualmente.


Em 2017, O blog Reviva Gospel Anos 80/90 relata regravações por artistas como Aline Nascimento, Milton Cardoso e Victorino Silva. Banda Sinal de Alerta (1999)... 

A canção original é um negro-spiritual americano do século XIX, conhecido como "Joshua Fought the Battle of Jericho" gravada a primeira vez em 1922. Em 1960 foi gravada por The Golden Gate Quartet. A tradução para o português é limitada ao refrão.



sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

O pau-brasil é coisa nossa!


Vamos bisbilhotar um pouco a vida da nossa velha senhora Caesalpinia - o Pau-brasil. Embora sem comprovação efetiva, prevalece entre pesquisadores a convicção de que a própria nau que levou a notícia do descobrimento a D. Manuel houvesse carregado toras de pau-brasil.

Na Holanda do século XVI, a população carcerária não devia querer ouvir falar em pau-brasil. Sabe por quê? Lá, as toras eram reduzidas a pequenos fragmentos e raspas pelos presos nas casas de detenção e, nesse estado, entregues às tinturarias.

Pau-brasil: um nome em cada porto

Nos países de língua francesa, ele é chamado de Bois de Brésil e de Bresillet de Pernambuco.

Nos países de língua inglesa, ele é conhecido por Brazil-wood, Pernambuco-wood, Lima-wood, Nicarágua-wood, peach-wood, sapam-wood ou bukkum-wood.

Na Argentina, o chamam de pinango.

Na Índia, de sapam.

E na Espanha, seus nomes são palo Brazil ou palo de Santa Marta.

A respeito de sua vasta lista de nomes, vale lembrar que o pau-brasil original mesmo, o legítimo, existe em uma única espécie no Brasil. O também famoso sapam, de origem indiana, apesar de muito parecido com o pau-brasil, é um gênero de uma família diferente da Caesalpinia. Portanto chamar um sapam de pau-brasil ou vice-versa constitui-se em uma tremenda gafe botânica!

O famoso naturalista Von Martius em sua "Viagem pelo Brasil" escreveu: "Numerosas como sejam essas plantas na América (as leguminosas) entretanto só raras vezes o olhar se depara com elas em conjunto, pois não são sociáveis e crescem separadas no meio de outras. Será erro crer que no Brasil se possam encontrar matas inteiras do nobre pau de tinturaria (...) Ele cresce isolado entre os mais diversos vizinhos na mata virgem".

Especialistas em química e em medicina da Universidade Federal de Pernambuco estão realizando experimentos com o princípio ativo extraído do pau-brasil a fim de investigarem sua ação anti-neoplásica, ou seja, sua eficiência no combate a certos tipos de tumor. Em algumas aplicações em ratos, a substância conseguiu propiciar a inibição do tumor em até 87%.

Pau pra toda obra:

Além da tinta corante, o pau-brasil também foi muito utilizado na construção naval, na construção civil e em trabalhos de torno em marcenaria de luxo. Na atualidade, a madeira é basicamente utilizada para a confecção de arcos de violino.

MPB: Música do pau-brasil

Segundo dados históricos, coube a um gênio projetista francês do século XVIII, François Tourte, a criação do arco de violino a partir da madeira considerada a ideal - o pau-brasil - conhecido na França também como "Fernambouc", uma corruptela de Pernambuco.

Os dados a respeito do uso do pau-brasil na confecção de arcos de violino são bastante incompletos. Não existem números confiáveis sobre a quantidade de madeira exportada para este propósito e quanto se gasta de madeira para se fazer um arco. Negociantes de madeira relutam em divulgar estas informações, mas estima-se que anualmente negociam-se 200 metros cúbicos, embora este número possa aumentar, pois muita madeira é gasta no processo de fabricação dos arcos. (Um arco de violino típico requer o uso de 1 kg de madeira).

O que deve ser cobrado das autoridades competentes é uma rigorosa vigilância sobre essa indústria, a fim de evitarem abusos que levem a novos desastres ecológicos. Caso contrário, cada vez que um arco de violino no mundo fizer gemer o instrumento, seremos forçados a nele reconhecer o grito lancinante de um pau-brasil caindo ao chão, indefeso!

Vejamos agora um exemplo de absoluta falta de consciência ecológica.

Perguntado, certa vez, porque em um reflorestamento obrigatório por lei, plantou muito mais eucalipto do que pau-brasil, um grande negociante da madeira, do Espírito Santo, respondeu: "Eucalipto cresce rapidamente, enquanto o pau-brasil leva 100 anos para tornar-se uma árvore de corte. Por que, então, vou plantar uma coisa que nem meus filhos vão ver?" Confronte tal raciocínio com o do chefe Seattle. E aí? Quem é mesmo mais civilizado?

Nem tudo o que é bom pra Metrópole...

O pau-brasil foi uma das árvores mais cobiçadas pelos europeus, após o descobrimento. Mas não eram só os europeus que o queriam: os habitantes da Capitania de Porto Seguro queriam aproveitá-la, mas Portugal não deixava - ela era monopólio da "Coroa", de acordo com um decreto de D. Manuel.

O pau-brasil é coisa nossa!

Diogo de Campos Moreno, a quem se atribui o "Livro que dá razão do Estado do Brasil", defendeu o corte de pau-brasil pelos habitantes da Capitania de Porto Seguro que, para ele, seria o único "remédio" para diminuir um pouco a penúria em que a população vivia.

Je t’aime, pau-brasil

Os franceses chegaram com uma expedição ao rio Doce onde os nativos tentaram convencê-los a desembarcar, com a condição de que ajudariam a cortar e carregar a madeira na nau. Os franceses não acreditaram: se aceitassem, seriam facilmente dominados e talvez comidos. Em 1558, outra nau francesa apareceu, desta vez em Itapemirim, na Capitania do Espírito Santo. Não teve tanta sorte: os tripulantes desceram, foram combatidos e vinte deles presos. Portugal chegou a fortificar Porto Seguro para rechaçar os invasores.

O pau-brasil e a pena de morte!

Em 1775, a punição para quem cortasse pau-brasil ia do confisco dos bens até a pena de morte. Apesar disso, no Espírito Santo, ele era vendido a 240 réis o quintal. "Quintal" era a unidade de medida de peso vigente na época, equivalente a aproximadamente 60 quilos.

Em busca do tempo perdido

Se quisesse renovar as antigas florestas, o Brasil precisaria de mais de 100 anos!

Coisas do arco da velha!

No final da década de 70, um grande madeireiro capixaba afirmou: "Dos sete violinos Stradvarius que existem no mundo, conheci dois, um em Milão e outro em Paris, com arcos feitos de pau-brasil, numa época em que o país não havia sido descoberto. Há registros também de violinos europeus menos famosos, datados da Idade Média, com arcos fabricados em pau-brasil."

Durante excursão que realizou pela "costa do pau-brasil", em 1981, o botânico Prof. Francismar Francisco Alves Aguiar encontrou vários povoados com o nome de Pau-brasil.

A 100 km de Vitória (Espírito Santo) está localizado um dos povoados brasileiros com o nome de Pau-brasil. Ironicamente, lá a madeira está extinta, ficando o lugarejo localizado justamente em meio a uma espessa floresta de eucaliptos.

"Eu mesmo nunca vi pau-brasil, nem sei pra que serve." e "A professora nunca me falou dele." são frases recolhidas entre os habitantes de Pau-brasil (ES), no início da década de 80.

O viajante Saint-Hilaire, no século XIX, assim descreveu o desmatamento de que foi testemunha no mesmo local em que hoje se situa o miserável povoado de Pau-brasil : "Na época de minha viagem (1816 a 1822), já tinham vindo arrancar as raízes, depois de haver cortado todas as árvores."

Na opinião do professor João Vasconcelos Sobrinho, a intensa e contínua exploração do pau-brasil pelos portugueses, associada à dos franceses, holandeses, ingleses e espanhóis, no período de 1500 a 1875, possivelmente tenha sido a causa do processo de desertificação do Nordeste.

Apesar da quase certeza da extinção do pau-brasil, em 1928, o então estudante de agronomia João Vasconcelos Sobrinho e o professor de botânica Bento Pickel, num local chamado Engenho São Bento, hoje sede da Estação Ecológica da Tapacurá da Universidade Federal Rural de Pernambuco, verificaram a presença de uma árvore de pau-brasil, eliminando qualquer dúvida sobre a sua extinção ainda em nossas matas.

Não há registros da existência do pau-brasil no sul do país e nem sequer na Amazônia. Não há referência dele nessas regiões nem mesmo pelos índios que as habitavam.

Os naturalistas Piso e Marcgravena registraram o pau-brasil com o nome tupi de Ibirapitanga na "História Naturalis Brasiliae", em 1649. Dele também se ocuparam vários cientistas de renome como Velosso, Sprengel e Voguel.

Os historiadores são unânimes em afirmar que o primeiro ciclo da história econômica do Brasil foi o do pau-brasil. "Por este modo se tem feito muitos homens ricos" afirmou o historiador Brandônio. O ciclo do pau-brasil encerrou-se em 1875. Ou seja, foram ao todo 374 anos de exploração predatória.

Botanicamente, só existe uma espécie de pau-brasil, conhecida por Caesalpinia echinata Lam., embora outras espécies de árvores sejam erroneamente chamadas de pau-brasil, simplesmente por apresentar algumas semelhanças com a planta verdadeira. São, assim, os chamados falsos paus-brasil.

Dentro da espécie Caesalpinia echinata o que pode ocorrer são variedades ou raças geográficas que apresentam pequenas diferenças morfológicas na forma e na quantidade de acúleos (espinhos) e no tamanho dos folíolos e pinas (parte das folhas). Atualmente algumas pesquisas estão sendo realizadas no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, na Ceplac (BA) e na Embrapa (DF) em vistas de esclarecer essas controvérsias.

Pau-brasil: poesia de exportação

O escritor modernista Oswald de Andrade lançou, em Paris, em 1924, O Manifesto da Poesia Pau-brasil. A relação do manifesto poético com nossa árvore símbolo diz respeito ao fato de ter sido o pau-brasil nosso primeiro produto de exportação, desejando Oswald, então, criar a primeira poesia de exportação brasileira, a poesia pau-brasil.


Capa do livro "Pau-brasil", de Oswald de Andrade, 1925. (Ilust. "Artes Plásticas na Semana de 22"- autora: Aracy Amaral; Bovespa-1992)

No manifesto, Oswald atenta a todo instante para o fato de precisarmos estar mais voltados à nossa realidade, vendo o Brasil de "dentro para fora" e não com a visão estereotipada e preconceituosa típica dos colonizadores europeus que por tanto tempo nos dominaram. Tanto quanto nossa primeira riqueza, a poesia pau-brasil pretendia se revestir de um caráter primitivista, que assumisse criticamente os contrastes históricos e culturais a que fomos submetidos.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

The Bodyguard


The Bodyguard foi o primeiro filme da cantora Whitney Houston. O CD da Trilha sonora do Filme está entre os dez mais vendidos de todos os tempos e a música I Will Always Love You foi a música mais vendida de 1992 e é a 6º mais vendida de todos os tempos. O Guarda-Costas (The Bodyguard, no original) é um filme estadunidense de 1992, do gênero romance, dirigido por Mick Jackson.

I Will Always love You (Eu sempre amarei você)


Se eu ficasse
Eu apenas estaria em seu caminho
Então eu vou, mas eu sei
Que Eu pensarei em você
a cada passo do caminho

E eu sempre amarei você
Sempre amarei você

Você meu querido, você

Doces Lembranças
É tudo que estou levando comigo
Portanto, adeus
Por favor, não chore
Porque nós dois sabemos que
Eu não sou o que você, você precisa...

Mas eu sempre amarei você
Sempre amarei você

Eu espero que a vida te trate bem
E espero que você tenha tudo que sonhou
E desejo, pra você prazer e felicidade
Mas, acima disso tudo, eu desejo pra você amor

E eu sempre amarei você
Eu sempre amarei você x4
Eu, eu sempre amarei você

Você, querido, eu amo você
Oohh... eu sempre, sempre amarei você
Principais prêmios e indicações

Oscar 1993 (EUA)

Indicado na categoria de melhor canção, por I Have Nothing e Run to You.
Academia Japonesa de Cinema 1993 (Japão)



Indicado na categoria de melhor filme estrangeiro.
Grammy Awards 1994 (EUA)

Indicado nas categorias de melhor canção escrita para cinema ou televisão (I Have Nothing e Run to You).
MTV Movie Awards 1993 (EUA)

Venceu nas categorias de melhor filme e melhor canção para cinema (I Will Always Love You).
Indicado nas categorias de melhor atuação feminina (Whitney Houston), melhor atuação masculina (Kevin Costner), melhor filme, homem mais desejável (Kevin Costner), melhor dupla de cinema (Kevin Costner e Whitney Houston).



Trilha sonora

1.I Will Always Love You (Whitney Houston)
2.I Have Nothing (Whitney Houston)
3.I'm Every Woman (Whitney Houston)
4.Run to You (Whitney Houston)
5.Queen of the Night (Whitney Houston)
6.Jesus Loves Me (Whitney Houston)
7.Even If My Heart Would Break (Kenny G)
8.Someday (I'm Come Back) (Lisa Stansfield)
9.It's Gonna Be a Lovely Day (The S.O.U.L.S.Y.S.T.E.M)
10.What's So Funny 'Bout Peace, Love and Undrestanding (Curtis Stigers)
11.Waiting for You (Kenny G)
12.Trust in Me (Joe Cocker)
13.Theme from The Bodyguard (Alan Silvestri)

Whitney Elizabeth Houston (Newark, 9 de agosto de 1963 — Los Angeles, 11 de fevereiro de 2012) foi uma cantora americana de R&B, pop, gospel, além de atriz e ex-modelo. Houston foi a artista mais premiada de todos os tempos, segundo o Guinness World Records, e sua lista de prêmios incluem 2 Emmy Awards, 6 Grammy awards, 30 Billboard Music Awards, 22 American Music Awards, num um total de 415 prêmios conquistados em sua carreira até 2010. Houston também foi um dos artistas mais bem sucedidos do mundo da música, tendo vendido mais de 200 milhões de gravações em todo o mundo.

Inspirada por vários cantores de soul de destaque em sua família, incluindo a mãe Cissy Houston, primos Dionne Warwick e Dee Dee Warwick, bem como sua madrinha, Aretha Franklin, Houston começou a cantar com o coral gospel júnior da Nova igreja de Jersey aos 11 anos de idade. Depois que ela começou a atuar ao lado de sua mãe em casas noturnas na cidade de Nova York, ela foi descoberta por Clive Davis, empresário da Arista Records. Até o presente, Houston lançou seis álbuns de estúdio e três álbuns de trilha sonora, todos eles certificados com diamante, multi-platina, platina e ouro pela Recording Industry Association of America (RIAA).

Seu álbum de estreia auto-intitulado, lançado em 1985, se tornou o álbum de estreia mais vendido por uma artista feminina, com 25 milhões de cópias comercializadas. Seu segundo álbum, Whitney (1987), tornou-se o primeiro álbum de uma artista feminina a estrear em primeiro lugar na Billboard 200. Whitney emplacou grandes sucessos nas paradas de música popular, bem como sua proeminência na MTV, começando com seu vídeo de "How Will I Know", permitiu várias artistas femininas afro-americanas seguirem em seu sucesso.

O primeiro papel de Houston no cinema foi no filme O Guarda-Costas (1992), no qual fez um enorme sucesso como protagonista. A trilha sonora original do filme ganhou o Grammy 1994 de "Álbum do Ano". Seu primeiro single, "I Will Always Love You", se tornou o mais vendido por uma artista feminina na história da música. O álbum é o único de uma artista feminina entre os cinco mais vendidos de todos os tempos, ocupando o quarto lugar. Houston continuou como estrela de filmes e contribuiu com a trilha sonora dos mesmos, inclusive com os filmes Waiting to Exhale (1995) e The Preacher's Wife (1996). Três anos após o lançamento de seu quarto álbum, My Love Is Your Love (1998), Whitney renovou seu contrato com a gravadora Arista Records. Ela lançou seu quinto álbum de estúdio, Just Whitney, em 2002, e o natalino One Wish: The Holiday Album em 2003. Em meio a ampla cobertura da mídia de sua turbulência pessoal e profissional, Houston terminou seu casamento de 14 anos com o cantor Bobby Brown, em 2006. Em 2009, Houston lançou seu sétimo e último álbum de estúdio, I Look to You.

Whitney é reconhecida internacionalmente como uma das maiores artistas de todos os tempos, devido ao seu talento, legado e, principalmente, à sua voz marcante e lendária. Graças a esse talento vocal marcante, Whitney é frequentemente chamada de The Voice (A Voz). Whitney é frequentemente comparada a grandes artistas do passado, como Frank Sinatra, Aretha Franklin e Elvis Presley e também está entre os 500 Maiores artistas de todos os tempos da Revista Rolling Stone.

Whitney faleceu em 11 de fevereiro de 2012.


FONTE

http://pt.wikipedia.org/wiki/Whitney_Houston

http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Bodyguard