quarta-feira, 25 de maio de 2011

Profeta do "não-fim do mundo"


Ah, esperei com tanta ansiedade... preparei as malas, paguei as contas, reguei as plantas, coloquei comida para o cão, dei tchau pros amigos...sacanagem!!!! Agora, só em 2012...

Só por este comentário do Urias Lima o assunto "dia marcado para o Fim do Mundo" passa de ignorado por mim pra categoria: divertidíssimo!!!

Bom se ele continuar lendo a Biblia pra fazer suas previsões logo irá achar a parte que diz que só Deus sabe o dia deste acontecimento...

“Preparem-se para o fim do mundo” avisa Howard Camping, presidente do grupo conservador norte-americano “Family Radio”.

Para este grupo cristão, a data do “julgamento final” já está marcada: 21 de Maio de 2011. Howard cita algumas passagens da Bíblia que, segundo as suas crenças, determinam que o fim do mundo aconteceria 7 mil dias depois do grande dilúvio, que ocorreu no “17º dia do segundo mês”. De acordo com o calendário judaico, o próximo sábado corresponde à profecia.

Howard Camping garante que o final do mundo começará com um terremoto, “o mais terrível que o mundo já viu”.

Não é a primeira vez que o grupo “Family Radio” faz uma previsão do gênero, tendo em conta que 1994 também foi apontado como o ano do fim do mundo, falha que Howard acredita ter sido fruto de um erro de cálculo.

Harold Camping, um radialista de 91 anos, presidente da rede evangélica de rádios "Family Radio" nos Estados Unidos - que tem mais de 150 estações e transmite em mais de 40 línguas -, está em choque.

Famoso por usar a numerologia baseada na Bíblia para prever datas para o "fim do mundo", sofreu um baque ao notar que o mundo não acabou em 21 de maio de 2011 como havia dito.

No vídeo é possível ver o quão Camping está abalado, se negando a dar declarações a uma rede de televisão que foi procurá-lo em sua casa, que fica na Califórnia. Ele diz que não quer falar pois é algo que 'significa muito para ele".

Entretanto, nesta segunda, dia 23 de maio, resolveu soltar o verbo e utilizou o alcance de suas emissoras de rádio, inclusive pela internet, para transmitir um bate-papo, ao vivo, que teve com jornalistas.

Sobre o caso, se justificou com frases como "eu não sou um gênio", mas depois acabou admitindo o deslize: "Sim, eu estava errado. Não sou um 'CEO', sou apenas um servo de Deus. Posso contar muitas histórias e estar errado sobre elas", disse em resposta aos jornalistas.

FONTE

UOL NOTÍCIAS

território 7

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Herança aos Filhos


O capítulo Isaías 54 é uma passagem bíblica de consolo e promessa, dirigida a "mulher estéril" (uma metáfora para Jerusalém e o povo de Israel no exílio). Ele descreve a restauração do pacto de amor entre Deus e Seu povo.

A Promessa de Fertilidade e Expansão (V. 1-3) - Deus ordena que a estéril cante e se alegre, pois ela terá mais filhos do que aquela que foi casada. Ele diz: "Alarga o lugar da tua tenda" [1], indicando que o povo cresceria tanto que precisaria de mais espaço, transbordando para as nações vizinhas.

Deus promete ACOLHER com "grandes misericórdias" o seu povo restaurado do exílio, como o "Marido" acolhe a mulher infiel que arrependida e envergonhada, retorna ao lar. Embora a ira de Deus tenha durado um breve momento, Sua bondade é eterna [v. 4-8].

Deus compara Sua promessa ao juramento que fez a Noé, quando prometeu nunca mais inundar a terra. Sua aliança (pacto) com Israel é permanente e inabalável (v. 9-10). O versículo 10 é um dos mais conhecidos:

          "Pois as montanhas podem se retirar e as colinas serem removidas, mas a minha fidelidade não se retirará de ti, nem a minha aliança de paz será removida" (Is. 54:10).

Jerusalém é descrita como sendo reconstruída com pedras preciosas (safiras, ágatas, rubis), simbolizando valor e beleza. Deus também promete que todos os filhos do povo serão "ensinados pelo Senhor" e terão grande paz [v. 11-13].    

INSTRUÇÃO DE DEUS E SABEDORIA AOS FILHOS

          ¹³ E todos os teus filhos serão ensinados do Senhor; e a paz de teus filhos será abundante. Is. 54:13

O versículo 13 de Isaías 54 é uma promessa bíblica de que os filhos, do povo de Deus - simbolizado por Sião - serão instruídos diretamente por Ele, resultando em grande paz e uma vida de retidão, estabelecendo um lar seguro e longe do medo e da opressão, com uma proteção divina contra inimigos.

Deus dará instrução e sabedoria aos Seus filhos, não apenas através de mestres humanos, mas assegurando a restauração e o futuro glorioso de Sião após o exílio, para o povo testificar da misericórdia de Deus e de Suas bençãos de Deus, as gerações futuras.

A instrução de Deus é Herança aos filhos do povo de Israel, associada a promessa (recompensa): paz abundante, como resultado do compromisso de seus pais em SERVIR a Deus, conforme Josué 24:15; Salmos 127:3; João 6:45; Jeremias 31:34.

PROTEÇÃO CONTRA OS INIMIGOS

          ¹⁷ Toda a ferramenta preparada contra ti não prosperará, e toda a língua que se levantar contra ti em juízo tu a condenarás; esta é a herança dos servos do Senhor, e a sua justiça que de mim procede, diz o Senhor - Is. 54:17

O versículo 17 de Isaías 54 é uma promessa de proteção de Deus assegurada aos Seus servos.

Nenhum plano de conspiração ou ataque destinado a prejudicar ou destruir os servos do Senhor, não prosperará, não terá sucesso.

Toda falsa acusação que se levantar em juízo será desmentida e o acusador responsabilizado. Qualquer pessoa que tentar difamar ou julgar iniquamente um servo de Deus será silenciada e derrotada, pois a justiça vem do Senhor. E, a malícia alheia não prevalecerá, pois Deus defenderá o Seu servo e o justificará.

Essa é a herança e a justiça que o Senhor concede aos que Lhe pertencem, garantindo que Suas promessas se cumprirão, mesmo diante de oposição. A proteção e a vitória não são por mérito humano, mas uma dádiva (herança) e uma provisão de Deus (justiça) para aqueles que Lhe servem, confirmando a fidelidade Dele (Deus é fiel).

Autoria do Estudo Bíblico - Elizabeth Nogueira


domingo, 1 de maio de 2011

Operário em Construção


O poema “O operário em construção” escrito por Vinícius de Moraes em 1956, e descreve o trabalho como base da vida humana e o processo de tomada de consciência de valor de um operário, partindo de uma situação de completa alienação: “tudo desconhecia/ de sua grande missão”, sem saber “que a casa que ele fazia/ sendo a sua liberdade/ era a sua escravidão”...

Era ele que erguia casas
Onde antes só havia chão.
Como um pássaro sem asas
Ele subia com as casas
Que lhe brotavam da mão.
Mas tudo desconhecia
De sua grande missão:
Não sabia, por exemplo
Que a casa de um homem
é um templo
Um templo sem religião
Como tampouco sabia
Que a casa que ele fazia
Sendo a sua liberdade
Era a sua escravidão.

De fato, como podia
Um operário em construção
Compreender por que um tijolo
Valia mais do que um pão?
Tijolos ele empilhava
Com pá, cimento e esquadria
Quanto ao pão, ele o comia...
Mas fosse comer tijolo!
E assim o operário ia
Com suor e com cimento
Erguendo uma casa aqui
Adiante um apartamento
Além uma igreja, à frente
Um quartel e uma prisão:
Prisão de que sofreria
Não fosse, eventualmente
Um operário em construção.

Mas ele desconhecia
Esse fato extraordinário:
Que o operário faz a coisa
E a coisa faz o operário.
De forma que, certo dia
À mesa, ao cortar o pão
O operário foi tomado
De uma súbita emoção
Ao constatar assombrado
Que tudo naquela mesa
- Garrafa, prato, facão -
Era ele quem os fazia
Ele, um humilde operário,
Um operário em construção.
Olhou em torno: gamela
Banco, enxerga, caldeirão
Vidro, parede, janela
Casa, cidade, nação!
Tudo, tudo o que existia
Era ele quem o fazia
Ele, um humilde operário
Um operário que sabia
Exercer a profissão.

Ah, homens de pensamento
Não sabereis nunca o quanto
Aquele humilde operário
Soube naquele momento!
Naquela casa vazia
Que ele mesmo levantara
Um mundo novo nascia
De que sequer suspeitava.
O operário emocionado
Olhou sua própria mão
Sua rude mão de operário
De operário em construção
E olhando bem para ela
Teve um segundo a impressão
De que não havia no mundo
Coisa que fosse mais bela.

Foi dentro da compreensão
Desse instante solitário
Que, tal sua construção
Cresceu também o operário.
Cresceu em alto e profundo
Em largo e no coração
E como tudo que cresce
Ele não cresceu em vão
Pois além do que sabia
- Exercer a profissão -
O operário adquiriu
Uma nova dimensão:
A dimensão da poesia.

E um fato novo se viu
Que a todos admirava:
O que o operário dizia
Outro operário escutava.

E foi assim que o operário
Do edifício em construção
Que sempre dizia sim
Começou a dizer não.
E aprendeu a notar coisas
A que não dava atenção:

Notou que sua marmita
Era o prato do patrão
Que sua cerveja preta
Era o uísque do patrão
Que seu macacão de zuarte
Era o terno do patrão
Que o casebre onde morava
Era a mansão do patrão
Que seus dois pés andarilhos
Eram as rodas do patrão
Que a dureza do seu dia
Era a noite do patrão
Que sua imensa fadiga
Era amiga do patrão.

E o operário disse: Não!
E o operário fez-se forte
Na sua resolução.

Como era de se esperar
As bocas da delação
Começaram a dizer coisas
Aos ouvidos do patrão.
Mas o patrão não queria
Nenhuma preocupação
- "Convençam-no" do contrário -
Disse ele sobre o operário
E ao dizer isso sorria.

Dia seguinte, o operário
Ao sair da construção
Viu-se súbito cercado
Dos homens da delação
E sofreu, por destinado
Sua primeira agressão.
Teve seu rosto cuspido
Teve seu braço quebrado
Mas quando foi perguntado
O operário disse: Não!

Em vão sofrera o operário
Sua primeira agressão
Muitas outras se seguiram
Muitas outras seguirão.
Porém, por imprescindível
Ao edifício em construção
Seu trabalho prosseguia
E todo o seu sofrimento
Misturava-se ao cimento
Da construção que crescia.

Sentindo que a violência
Não dobraria o operário
Um dia tentou o patrão
Dobrá-lo de modo vário.
De sorte que o foi levando
Ao alto da construção
E num momento de tempo
Mostrou-lhe toda a região
E apontando-a ao operário
Fez-lhe esta declaração:
- Dar-te-ei todo esse poder
E a sua satisfação
Porque a mim me foi entregue
E dou-o a quem bem quiser.
Dou-te tempo de lazer
Dou-te tempo de mulher.
Portanto, tudo o que vês
Será teu se me adorares
E, ainda mais, se abandonares
O que te faz dizer não.

Disse, e fitou o operário
Que olhava e que refletia
Mas o que via o operário
O patrão nunca veria.
O operário via as casas
E dentro das estruturas
Via coisas, objetos
Produtos, manufaturas.
Via tudo o que fazia
O lucro do seu patrão
E em cada coisa que via
Misteriosamente havia
A marca de sua mão.
E o operário disse: Não!

- Loucura! - gritou o patrão
Não vês o que te dou eu?
- Mentira! - disse o operário
Não podes dar-me o que é meu.

E um grande silêncio fez-se
Dentro do seu coração
Um silêncio de martírios
Um silêncio de prisão.
Um silêncio povoado
De pedidos de perdão
Um silêncio apavorado
Com o medo em solidão.

Um silêncio de torturas
E gritos de maldição
Um silêncio de fraturas
A se arrastarem no chão.
E o operário ouviu a voz
De todos os seus irmãos
Os seus irmãos que morreram
Por outros que viverão.
Uma esperança sincera
Cresceu no seu coração
E dentro da tarde mansa
Agigantou-se a razão
De um homem pobre e esquecido
Razão porém que fizera
Em operário construído
O operário em construção.

by VINICIUS DE MORAES


A suspensão de sua alienação se inicia, quando o operário começa a tomar consciência, quando acordou foi tomado “de uma súbita emoção” ao constatar que era ele que fazia todas as coisas: garrafa, prato, facão, “gamela/ banco, enxerga, caldeirão,/ vidro, parede, janela,/ casa, cidade, nação”. Não apenas os objetos de uso cotidiano, como roupas, alimentos, casa, mas também instituições (cidade, nação), e o próprio operário, resultam do trabalho.

SUGESTÃO DE FILME: Tempos Modernos (Charlie Chaplin)



sábado, 23 de abril de 2011

Cântico de Louvor e Gratidão




Assim como Isaías 12, o capítulo 25 do livro de Isaías é um hino de louvor e gratidão a Deus, reconhecendo Sua soberania, justiça e proteção aos necessitados.

          1 Ó Senhor, tu és o meu Deus. Eu te adorarei e louvarei o teu nome, pois tens feito coisas maravilhosas; tens cumprido fielmente os planos seguros que há muito tempo decidiste fazer.

É frequentemente lido como uma profecia messiânica que aponta para a restauração final e a vitória sobre a morte.

Louvor pela Fidelidade de Deus (Versículos 1-5): O profeta exalta a Deus por realizar maravilhas planejadas há muito tempo. Ele destaca como Deus é um refúgio para o pobre e um abrigo contra a tempestade, protegendo os humildes dos opressores [1].

O Banquete para todas as Nações (Versículos 6-8): Esta é uma das passagens mais célebres da Bíblia. Descreve um banquete preparado por Deus no "monte do Senhor" para todos os povos. É aqui que se encontra a promessa de que Deus "aniquilará a morte para sempre" e enxugará as lágrimas de todos os rostos [1, 2].

A visão de Isaías é cumprida em Jesus, que convida todos os povos para a mesa do Reino, abolindo a morte e trazendo a salvação. Na Bíblia, o banquete simboliza comunhão, celebração e o Reino de Deus, sendo um convite à vida abundante e à intimidade com Deus, contrastando com banquetes de orgulho ou indiferença, como nas parábolas de Jesus sobre o convite aos pobres e marginalizados (Lucas 14) ou o banquete final messiânico.

A Salvação e o Julgamento (Versículos 9-12): O capítulo termina com o povo celebrando a salvação ("Este é o nosso Deus; nós o esperávamos") e o julgamento do orgulho, representado simbolicamente pela queda de Moabe [1].

Isaías 25 é lido como uma prefiguração da ressurreição e do Reino de Deus estabelecido por Jesus Cristo, trazendo uma mensagem de esperança e conforto para tempos de dificuldade.


Descendência Bendita do Senhor


O capítulo Isaías 61:1-11, descreve a missão do Messias e a restauração de Israel: - ¹ O Espírito do Senhor Deus está sobre mim; porque o Senhor me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos; [...]

O Senhor ungiu o Messias e o Seu Espírito está sobre Ele, para:

1. pregar boas novas aos mansos, pessoas humildes, submissos à vontade Deus, com domínio próprio, age com justiça;

2. enviou-me a restaurar os contritos de coração - consolar os aflitos, proclamar liberdade e restaurar os quebrantados de coração, 

3. a proclamar liberdade aos cativos - Jesus Cristo como o Messias, ungido de Deus, o servo que traria libertação espiritual e física, como Ele mesmo declarou ao ler Isaías na sinagoga (Lucas 4:18-19), não só aos cativos no exilio (prisão física), mas também à escravidão do pecado, do medo e da opressão espiritual, oferecendo libertação pela fé em Jesus.

          ² A apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes; ³ A ordenar acerca dos tristes de Sião que se lhes dê glória em vez de cinza, óleo de gozo em vez de tristeza, vestes de louvor em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem árvores de justiça, plantações do Senhor, para que ele seja glorificado".

4. a apregoar o ano aceitável do Senhor - Jesus afirma que nEle se cumpre Isaías, anunciado o ano aceitável do Senhor (Lc. 4:18-19 e Ma. 11:28-29). Tempo de favor, consolo, perdão de dívidas, libertação de escravos, restauração de terras. Em Jesus Cristo é ofertado perdão, cura e vida nova, transformação da tristeza em alegria e da vergonha em honra para todos os que creem.

5. a consolar todos os tristes de Sião - descreve a missão do Messias em trazer um tempo de favor divino: consolo e restauração; alegria em vez de luto; louvor em vez de angústia. Simbolizando cura, liberdade para os que choram em Sião que serão chamados de "árvores de justiça", plantações do Senhor para Sua glória.

Jesus leu este trecho de Isaías em Lucas 4:18-19, declarando que a profecia se cumpria Nele, apontando para Seu ministério de libertação e restauração espiritual e emocional. É uma mensagem de esperança, prometendo que Deus troca a dor pela alegria e a vergonha pela honra, restaurando a vida e a dignidade.

6. A ordenar acerca dos tristes de Sião - ordenando (determinando/prescrevendo) que aos que choram em Sião seja dada glória em vez de cinzas, óleo de alegria em vez de tristeza, que TROQUEM a roupagem do espírito angustiado por vestes de louvor, representando a libertação e restauração realizada pelo Espírito Santo.

Para que revestidos do poder do Espírito Santo, serem transformados em árvores de justiça (carvalho), plantações do Senhor para celebração e honra de Seu nome. E, "os tristes de Sião", terão sob essa nova identidade: gratidão e propósito, para manifestação de Sua glória.

A passagem se refere as bênçãos e restauração que o povo de Deus pode experimentar através de Sua intervenção, substituindo o sofrimento pela alegria e justiça. Jesus Cristo aplicou esses versículos a si mesmo em Lucas 4:18-21, cumprindo a profecia em Seu ministério.

Este versículo é a instrução divina para a transformação dos que sofrem, trocando seus símbolos de luto por símbolos de alegria e honra.

Símbolos de Transformação, para que sejam chamados "árvores de justiça, plantações do Senhor", símbolo vivo de retidão e fé, glorificando a Deus: 
  • Troca de cinzas por coroa: Cinzas simbolizavam luto e desgraça; a coroa representa honra, restauração e alegria.
  • Troca de pranto por óleo de alegria: O óleo, um símbolo de alegria e celebração, substitui as lágrimas.
  • Troca de espírito angustiado por manto de louvor: A tristeza e o desânimo são trocados por um revestimento de louvor e celebração.
          ⁴ E edificarão os lugares antigamente assolados, e restaurarão os anteriormente destruídos, e renovarão as cidades assoladas, destruídas de geração em geração. ⁵ E haverá estrangeiros, que apascentarão os vossos rebanhos; e estranhos serão os vossos lavradores e os vossos vinhateiros. ⁶ Porém vós sereis chamados sacerdotes do Senhor, e vos chamarão ministros de nosso Deus; comereis a riqueza dos gentios, e na sua glória vos gloriareis. ⁷ Em lugar da vossa vergonha tereis dupla honra; e em lugar da afronta exultareis na vossa parte; por isso na sua terra possuirão o dobro, e terão perpétua alegria.

"Edificarão, restaurarão, renovarão", assim Isaías descreve um futuro de restauração e honra para o povo de Deus, afirmando que eles serão chamados representantes (sacerdotes/ministros) do Senhor nosso Deus, desfrutando da riqueza e glória das nações, e recebendo dupla honra, satisfação por sua herança (terra), possuirão o dobro, terão perpétua alegria.

As nações gentias (não judeus) trarão seus bens e honra para o povo de Deus, que se beneficiará de sua prosperidade e se gloriará nela, simbolizando um tempo de bênção e reconhecimento universal. Após o sofrimento e desonra, virá uma restauração em dobro, com herança abundante e alegria perpétua, como prometido por Deus.

          ¹⁰ Regozijar-me-ei muito no Senhor, a minha alma se alegrará no meu Deus; porque me vestiu de roupas de salvação, cobriu-me com o manto de justiça, como um noivo se adorna com turbante sacerdotal, e como a noiva que se enfeita com as suas joias. ¹¹ Porque, como a terra produz os seus renovos, e como o jardim faz brotar o que nele se semeia, assim o Senhor Deus fará brotar a justiça e o louvor para todas as nações.

Deus ordenou que fossem trocadas a roupa do espírito angustiado por vestes de louvor, trocados os seus símbolos de luto por símbolos de alegria e honra; e, VESTIU O POVO DE SIÃO de roupas de salvação e os COBRIU do manto de justiça (v. 10).

É a descrição de uma festa de bodas. E, Sião preparada - com as vestes nupciais: as vestes de salvação e o manto de justiça, como um noivo adornado com turbante sacerdotal e uma noiva enfeitada com suas joias, em suas núpcias, representando restauração, justiça, glória - aceita com alegria e gratidão a nova aliança com Deus.

Na Parábola das Bodas em Mateus 22:1-14, Jesus faz referência a vestes nupciais de arrependimento, fé, comunhão... apropriadas para entrar e permanecer no banquete (Reino de Deus) de casamento entre Cristo (Cordeiro) e sua Igreja (noiva), o que reforça essa conexão simbólica de núpcias entre Sião (Israel) e Deus, em Isaías 61.

           ⁸ Porque eu, o Senhor, amo o juízo, odeio o que foi roubado oferecido em holocausto; portanto, firmarei em verdade a sua obra; e farei uma aliança eterna com eles. ⁹ E a sua posteridade será conhecida entre os gentios, e os seus descendentes no meio dos povos; todos quantos os virem os conhecerão, como descendência bendita do Senhor. 

"Farei uma aliança eterna com eles", e "a sua posteridade", "e os seus descendentes" serão conhecidos "como descendência bendita do Senhor"(v.8). As nações verão e reconhecerão que o povo de Deus é abençoado, não por mérito próprio, mas pela graça divina. 

terça-feira, 12 de abril de 2011

Salmos


Os Salmos são uma coleção de 150 hinos e orações que compõem um dos livros mais lidos da Bíblia. Eles expressam toda a gama de emoções humanas, desde o desespero até a alegria extrema.

O que são os Salmos?

Poesia e Música: São poesias de louvor, adoração, lamento, sabedoria e profecia, muitas vezes acompanhadas de música.

Expressão Humana: Retratam toda a experiência humana, desde a felicidade até a tristeza profunda, mostrando como se conectar com Deus em todas as circunstâncias.

Livro de Sentimentos: Conhecido como a "anatomia da alma", reflete a fé, esperança, lágrimas e decepções, oferecendo um espelho para os sentimentos.

Autores e Estrutura

Autores: Principalmente o Rei Davi, mas também outros, como Salomão, Asafe e os filhos de Coré.

Compilação: O livro foi compilado ao longo do tempo, com seu formato final possivelmente concluído após o exílio na Babilônia (por volta de 500 a.C.).

150 Livros: Contém 150 poemas numerados, sem divisões de capítulos, mas com uma estrutura interna que alguns dividem em 5 livros.

Salmos Populares e Temas

Salmo 23: "O Senhor é o meu pastor; nada me faltará..." (confiança e provisão). Salmo 23: Conhecido como o "Salmo do Bom Pastor", é usado para trazer conforto, paz e confiança na providência divina "O Senhor é o meu pastor, nada me faltará".

Salmo 91: "Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo..." (proteção divina). Salmo 91: Considerado um salmo de proteção espiritual e física poderosa contra perigos e adversidades.

Salmo 121: "Elevo os meus olhos para os montes: de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor..." (esperança e socorro). Salmo 121: Frequentemente lido para momentos de jornada ou busca por auxílio "Elevo os meus olhos para os montes; de onde me vem o socorro?".

Salmo 37: "Não te indignes por causa dos malfeitores..." (justiça divina e confiança).

Salmo 51: Uma oração de arrependimento e pedido de perdão, atribuída ao Rei Davi.

Salmo 46: Oferece refúgio e fortaleza em tempos de crise "Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia".

Os Salmos é o livro do Antigo Testamento mais citado no Novo Testamento, com cerca de 80 citações, frequentemente interpretadas como profecias messiânicas cumpridas em Jesus, destacando-se o Salmo 110 - o mais citado, sobre Jesus como Senhor e Rei - e o Salmo 2 - sobre a coroação do Messias. O Salmo 22 - sobre a paixão de Cristo, o Salmo 16 - sobre a ressurreição e corpo incorruptível; e o Salmo 118 sobre a pedra angular rejeitada...

Principais Salmos Citados no Novo Testamento

O Salmo 110:1 - é uma profecia messiânica fundamental onde "O SENHOR disse ao meu Senhor: 'Assenta-te à minha direita até que eu ponha teus inimigos por escabelo dos teus pés'".

Este versículo descreve uma comunicação entre Deus Pai e Jesus Cristo, prometendo ao Messias (o Senhor) um lugar de honra e poder, aguardando a subjugação completa de todos os inimigos.

Citado no Novo Testamento em Atos 2:34-35; Mateus 22:44; Marcos 12:36; Lucas 20:42-44; Efésios 1:20; Hebreus 1:13 e 10:12-13; Colossenses 3:1; 1 Coríntios 15:25.

Salmo 2: Sobre a rebelião das nações e a coroação do Rei ungido de Deus (citado em Atos 4, Hebreus 1).

Salmo 22: "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" (Mateus 27) e os sofredores (Hebreus 2).

Salmo 16 (16:8-10): A ressurreição de Jesus (Atos 2, 13).

Salmo 118 (118:22-23): "A pedra que os construtores rejeitaram..." (Pedro em 1 Pedro 2).

Salmo 109 (109:4): A oração de Jesus pelos inimigos (Lucas 23:34).

Temas Messiânicos Comuns

A Realeza e Sacerdócio de Cristo: Salmos como o 2, 45, 110, 132 (Hebreus cita o Salmos 110:4, ligando Jesus a Melquisedeque).

Sofrimento e Ressurreição: Salmos 16, 22, 41, 69.

Rejeição e Exaltação: Salmos 2, 118, 110.

Como Ler os Salmos

Em momentos de alegria, tristeza, dúvida, gratidão ou busca por conforto. Os Salmos servem como orações, louvores e reflexões para expressar o coração e se aproximar de Deus. Os Salmos são uma parte essencial da tradição judaico-cristã, usados para orar, meditar e encontrar consolo.

As frases dos Salmos são repletas de conforto, louvor, pedidos de ajuda e sabedoria, como:

"O Senhor é o meu pastor, nada me faltará" (Salmo 23:1);

"Ainda que a minha mente e o meu corpo enfraqueçam, Deus é a minha força" (Salmo 73:26);

"Cria em mim, ó Deus, um coração puro" (Salmo 51:10).

Os Salmos é repleto de mensagens de confiança em Deus, proteção divina, e direção para a vida, ideais para momentos de alegria, aflição ou busca por esperança.

Salmos de Louvor e Gratidão

"A terra está cheia do constante amor do Senhor." (Salmo 33:5).

"Bendito seja o Senhor, Deus, nosso Salvador, que cada dia suporta as nossas cargas." (Salmo 68:19).

Salmos de Proteção e Força

"O Senhor é quem te guarda; o Senhor é a tua sombra à tua direita." (Salmo 121:5).

"Aquele que habita no esconderijo do altíssimo, à sombra do Onipotente descansará." (Salmo 91:1).

"Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia." (Salmo 46:1).

Salmos de Busca por Direção e Sabedoria

"A ti, Senhor, elevo a minha alma. Deus meu, em ti confio, não seja eu envergonhado." (Salmo 25:1-2).

"Vossa verdade me oriente e me conduza, porque sois o Deus da minha salvação!" (Salmo 25:5).

"Bem-aventurado o homem que põe no Senhor a sua confiança." (Salmo 40:4).

Salmos em Momentos Difíceis

"Em paz me deito e logo pego no sono, porque, Senhor, só tu me fazes repousar seguro." (Salmo 4:8).

"Senhor meu Deus, clamei a ti, e tu me saraste." (Salmo 30:2).



sábado, 9 de abril de 2011

Tu serás uma bênção



Na Bíblia lemos quando Deus disse a Abrão: "¹ Ora, o Senhor disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. (Gênesis 12:1)." O plano era chegar na terra de Canaã (Gn. 12:5).

Era o início da história daquele que Deus mudou o nome de Abrão (pai amado) para Abraão (pai de muitas nações). A mudança de nome (Gênesis 17:5) foi um ato simbólico de Deus para selar uma aliança e confirmar a promessa de torná-lo o progenitor de um grande povo. É um marco de sua nova identidade e do início de sua missão.

Abraão é considerado o pai de Israel, o patriarca fundamental do povo judeu. escolhido por Deus para sair de sua terra e formar uma grande nação na Terra de Canaã, sendo o pai da fé e da promessa de uma descendência numerosa, através de seu filho Isaque e neto Jacó (que recebeu o nome de Israel).

Deus instrui Abraão a abandonar sua terra natal (Ur dos Caldeus) e sua parentela, e que confiasse que ao chegar em Canaã lhe mostraria em qual terra deveria habitar com sua família.

Muitas vezes temos de deixar "nossa Terra" antes de Deus nos mostrar nossa "nova" terra... é uma ruptura com tudo aquilo que conhecemos, que temos familiaridade. As vezes pode ser tudo o que se quer: "deixar aquele local, conhecer outras pessoas, começar tudo de novo". Pode também ser o contrário, e não se ter plano algum em sair, em deixar sua casa, seu trabalho, conhecidos, familiares...

Não havia instrução de como seria mudar com toda a família fazendo um percurso de aproximadamente 1.850km, a pé. Idosos, crianças, animais, posses (roupas, alimentos, tendas). Era necessário fé. Foi necessário, disposição para estar sob dependência e direcionamento de Deus.

A família acompanhando Terá (pai de Abraão) que queria retornar a Canaã, tinham percorrido o equivalente a 950km. Chegando a Harã (cidade batizada com o nome do irmão de Abraão), as terras eram férteis e Terã se estabeleceu ali, na metade do caminho. E, Deus instruiu a Abraão que este deveria continuar a viagem até Canaã e se estabelecer nas terras que Ele (Deus) mostraria.
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Abraão aos 75 anos de idade (Gn. 12.4) colocou à prova sua fé: confiar plenamente na direção divina para seu presente e futuro. Deixar conforto, segurança, vínculos sociais e familiares, para seguir um propósito maior: "Em ti serão benditas, todas as famílias da terra" (Gn. 12: 3).

Gênesis 12:5-7, diz: ⁵ E tomou Abrão a Sarai, sua mulher, e a Ló, filho de seu irmão, e todos os bens que haviam adquirido, e as almas que lhe acresceram em Harã; e saíram para irem à terra de Canaã; e chegaram à terra de Canaã. ⁷ E apareceu o Senhor a Abrão, e disse: À tua descendência darei esta terra. E edificou ali um altar ao Senhor, que lhe aparecera.

A viagem de Abraão para a Terra prometida envolvia planejamento: "...e dirige-te à terra que eu te mostrar". E, sempre que Abraão iniciava ou finalizava o trajeto sem o devido direcionamento de Deus, as consequências não eram boas e era necessário Deus adverti-lo, instruindo quanto aos ajustes. 

Nossas viagens (seja a passeio, visitação, moradia, trabalho...) devem ser planejadas de acordo a vontade de Deus, conforme Romanos 1:10: "Em minhas orações; e peço que agora, finalmente, pela vontade de Deus, me seja aberto o caminho para que eu possa visitá-los."

Em outra versão: "E uma das coisas pelas quais continuo a orar é a oportunidade de eu finalmente ir vê-los e Deus quisera e, sendo possível, fazer uma boa viagem" (Bíblia Viva).

*** Autoria: Elizabeth Nogueira

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Jesus - A Esperança das Nações


O Novo Testamento cita diversos versículos de Isaías, destacando profecias messiânicas como Isaías 7:14 (a virgem dará à luz Emanuel, citado em Mateus 1:23), Isaías 53:5 (pelas suas feridas fomos curados, em 1 Pedro 2:24) e Isaías 40:3 (voz que clama no deserto, em Mateus 3:3 e Marcos 1:3), apontando para Jesus Cristo como o cumprimento das Escrituras.

Outras referências incluem Isaías 41:10 ("Não temas"), Isaías 11 (o descendente de Davi), e passagens sobre a restauração de Sião e a vinda do Senhor.

Exemplos de Citações e Cumprimentos

Sobre o Nascimento de Jesus (Emanuel):

Isaías 7:14: "Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Emanuel."

Mateus 1:23: Cita diretamente Isaías 7:14 para mostrar o cumprimento na concepção de Maria.

Sobre a Cura e Sofrimento do Messias:

Isaías 53:5: "Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões, moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados."

1 Pedro 2:24: Aplica esta profecia à cura espiritual através de Jesus.

Sobre o Precursor do Messias (João Batista):

Isaías 40:3: "Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai no ermo uma estrada para o nosso Deus."

Mateus 3:3 / Marcos 1:3: Jesus confirma que João Batista é a voz que prepara o caminho.

Sobre a Missão de Jesus (Cura dos Cegos/Surdos):

Isaías 35:5-6: "Então os olhos dos cegos serão abertos, e os ouvidos dos surdos se desimpedirão. Então o coxo saltará como um cervo, e a língua do mudo cantará..."

Mateus 11:5 / Lucas 7:22: Jesus usa esta passagem para mostrar a João Batista que Ele é o Messias que realiza esses milagres.

Sobre o Poder e a Presença de Deus:

Isaías 41:10: "Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça."

Citado em diversas mensagens de encorajamento no NT.

Isaías 41:10 é uma promessa de Deus de presença, força e auxílio, e no Novo Testamento, versículos como João 14:27 (Jesus dá a paz, não como o mundo), Filipenses 4:13 (tudo posso em Cristo que me fortalece), 2 Timóteo 1:7 (Deus não deu espírito de temor) e Hebreus 13:5-6 (Deus não nos deixará nem nos desamparará) ecoam essa mensagem de encorajamento e confiança em Deus, reforçando que Ele está conosco e nos capacita, especialmente através de Jesus Cristo, o Messias prometido em Isaías.

Sobre o Descendente de Davi (Messias Rei):

Isaías 11:1-10: Profetiza um rebento de Jessé que trará justiça e paz.

Romanos 15:12: Cita Isaías 11:10 (em versão grega) para mostrar que Jesus é a esperança das nações.

O Novo Testamento frequentemente usa Isaías para provar que Jesus é o Messias prometido, interpretando as profecias do Antigo Testamento como tendo seu cumprimento em Sua vida, morte e ressurreição.