domingo, 3 de junho de 2012

Cântico de Vitória


O capítulo 12 do livro de Isaías é um curto hino de louvor e gratidão, composto por apenas seis versículos, porém amplo em instrução do louvor, adoração, gratidão à Deus pelo livramento, pelas bençãos e a celebração do Seu amor em providenciar a salvação a todo aquele que nEle crê, confia, serve e obedece a sua Palavra (Bíblia).

Gratidão pela Reconciliação (v. 1-2): O profeta expressa que a ira de Deus se retirou, dando lugar ao consolo. O tema central aqui é a confiança: "Deus é a minha salvação; terei confiança e não temerei" (v. 2).

A Alegria da Salvação (v. 3): O versículo 3 traz uma imagem famosa: "Com alegria tirareis águas das fontes da salvação". Isso simboliza a satisfação espiritual plena que vem de Deus.

Testemunho às Nações (v. 4-6): O povo é convocado a anunciar os feitos de Deus entre as nações, exaltando a santidade do "Santo de Israel" que habita no meio do seu povo.

Este capítulo é visto como um cântico de vitória que será entoado no futuro Reino Messiânico. Ele segue as profecias do capítulo 11, que descrevem o "Ramo de Jessé" (o Messias) e a restauração da paz universal.

O "Ramo de Jessé" é uma profecia bíblica de Isaías 11:1 que se refere ao Messias, Jesus Cristo, como um "renovo" ou "broto" que surgirá do tronco cortado de Jessé, pai do Rei Davi, representando a restauração da dinastia davídica e o Messias prometido, que governará com justiça, sabedoria e paz, trazendo salvação e um reinado de retidão sobre a Terra. (Isaías 11:1-2):

Jessé: Pai do Rei Davi, simbolizando a linhagem real de Israel.

Tronco Cortado: Representa a dinastia de Davi sendo dizimada ou enfraquecida.

Ramo/Renovo (Hebraico: netzer): O Messias que brotará desse tronco, indicando esperança e renovação. Messias (Ramo de Jessé). A Árvore de Jessé é uma representação da genealogia com Jesus, a partir de Jessé, como o ramo principal.

O Espírito do Senhor, repousará sobre Ele, trazendo sabedoria, entendimento, conselho, poder, conhecimento e temor a Deus. Julgará com retidão e não por aparências. "O lobo viverá com o cordeiro, e uma criança guiará os animais selvagens", simbolizando um reinado de paz e harmonia. Reunirá os exilados de Israel e Judá, estendendo sua influência sobre os gentios.

Jesus é o cumprimento da profecia, o Messias que, mesmo vindo de origens humildes, traria a plenitude da salvação e um novo reino de justiça, conforme Isaías 11:10 e Romanos 15:12.

Isaías capitulo 12 encerra a primeira grande seção do livro, conhecida como o "Livro do Emanuel" - cap. 7 a 12.



sábado, 14 de abril de 2012

Fé: as muralhas vão cair


"A Fé sempre toca as trombetas ANTES,

não DEPOIS de as muralhas caírem!"

Essa frase poderosa reflete um princípio espiritual de proatividade e confiança absoluta. Ela sugere que a verdadeira fé não espera a evidência da vitória para celebrar, mas age com a certeza de que o resultado já está garantido.

Abaixo estão três perspectivas sobre essa ideia:

O Exemplo de Jericó:

A metáfora remete diretamente à narrativa bíblica da queda das muralhas de Jericó. O povo foi instruído a tocar as trombetas e gritar enquanto as muralhas ainda estavam de pé. O barulho não foi uma reação à queda, mas a causa (ou o gatilho) através da obediência.

Gratidão Antecipada:

Ter fé é "agradecer pelo que ainda não se vê". Enquanto a lógica humana celebra após a conquista (o efeito), a fé celebra na promessa (a causa).

Ação e Posicionamento:

Tocar a trombeta antes significa declarar sua intenção e manter a esperança viva mesmo diante de obstáculos aparentemente intransponíveis. É um ato de coragem que muda a percepção (visão, audição, tato) do ambiente antes mesmo da mudança física acontecer.

Em suma: A celebração da fé é um anúncio, não um eco.

No Livro de Josué, a instrução divina dada aos israelitas envolvia a ação de rodear a cidade e tocar as trombetas antes de qualquer sinal visível de que as muralhas cederiam. A fé deles foi demonstrada através da obediência à ação (tocar as trombetas) e da crença inabalável de que a vitória viria, mesmo quando a evidência física ainda não existia.

Portanto, a frase "A Fé sempre toca as trombetas ANTES, não DEPOIS de as muralhas caírem!" encapsula a ideia de que a fé genuína precede o milagre, exigindo um passo de confiança e ação antes que o resultado desejado se manifeste. É uma metáfora para a coragem de agir com a certeza da promessa, e não apenas em resposta ao que já se pode ver.

"A fé é o firme fundamento das coisas que não se vê" (Hebreus 11:1) Na Bíblia Nova Versão Transformadora, é traduzida como: "A fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos".

****Autoria : Elizabeth Nogueira


Vem com Josué Lutar em Jericó - JottaA (2012)


CURIOSIDADE -

A primeira gravação conhecida em português da música "Vem com Josué Lutar em Jericó", foi em 1964, pelo conjunto adventista Arautos do Rei no álbum Rapaz Davi.


A música popularizou-se amplamente a partir de 1973 com a versão de Oséias de Paula em "Soldado de Cristo", no início da canção a gente acha que não é que vai cantar outra coisa, então: "Vem com Josué Lutar em Jericó...


Foi regravada por muitos outros, como Eli Soares em 2022, tornando-se um clássico gospel. 
Em 2022, Eli Soares lança sua versão no álbum Memórias 3, tornando-a ainda mais conhecida atualmente.


Em 2017, O blog Reviva Gospel Anos 80/90 relata regravações por artistas como Aline Nascimento, Milton Cardoso e Victorino Silva. Banda Sinal de Alerta (1999)... 

A canção original é um negro-spiritual americano do século XIX, conhecido como "Joshua Fought the Battle of Jericho" gravada a primeira vez em 1922. Em 1960 foi gravada por The Golden Gate Quartet. A tradução para o português é limitada ao refrão.



sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

O pau-brasil é coisa nossa!


Vamos bisbilhotar um pouco a vida da nossa velha senhora Caesalpinia - o Pau-brasil. Embora sem comprovação efetiva, prevalece entre pesquisadores a convicção de que a própria nau que levou a notícia do descobrimento a D. Manuel houvesse carregado toras de pau-brasil.

Na Holanda do século XVI, a população carcerária não devia querer ouvir falar em pau-brasil. Sabe por quê? Lá, as toras eram reduzidas a pequenos fragmentos e raspas pelos presos nas casas de detenção e, nesse estado, entregues às tinturarias.

Pau-brasil: um nome em cada porto

Nos países de língua francesa, ele é chamado de Bois de Brésil e de Bresillet de Pernambuco.

Nos países de língua inglesa, ele é conhecido por Brazil-wood, Pernambuco-wood, Lima-wood, Nicarágua-wood, peach-wood, sapam-wood ou bukkum-wood.

Na Argentina, o chamam de pinango.

Na Índia, de sapam.

E na Espanha, seus nomes são palo Brazil ou palo de Santa Marta.

A respeito de sua vasta lista de nomes, vale lembrar que o pau-brasil original mesmo, o legítimo, existe em uma única espécie no Brasil. O também famoso sapam, de origem indiana, apesar de muito parecido com o pau-brasil, é um gênero de uma família diferente da Caesalpinia. Portanto chamar um sapam de pau-brasil ou vice-versa constitui-se em uma tremenda gafe botânica!

O famoso naturalista Von Martius em sua "Viagem pelo Brasil" escreveu: "Numerosas como sejam essas plantas na América (as leguminosas) entretanto só raras vezes o olhar se depara com elas em conjunto, pois não são sociáveis e crescem separadas no meio de outras. Será erro crer que no Brasil se possam encontrar matas inteiras do nobre pau de tinturaria (...) Ele cresce isolado entre os mais diversos vizinhos na mata virgem".

Especialistas em química e em medicina da Universidade Federal de Pernambuco estão realizando experimentos com o princípio ativo extraído do pau-brasil a fim de investigarem sua ação anti-neoplásica, ou seja, sua eficiência no combate a certos tipos de tumor. Em algumas aplicações em ratos, a substância conseguiu propiciar a inibição do tumor em até 87%.

Pau pra toda obra:

Além da tinta corante, o pau-brasil também foi muito utilizado na construção naval, na construção civil e em trabalhos de torno em marcenaria de luxo. Na atualidade, a madeira é basicamente utilizada para a confecção de arcos de violino.

MPB: Música do pau-brasil

Segundo dados históricos, coube a um gênio projetista francês do século XVIII, François Tourte, a criação do arco de violino a partir da madeira considerada a ideal - o pau-brasil - conhecido na França também como "Fernambouc", uma corruptela de Pernambuco.

Os dados a respeito do uso do pau-brasil na confecção de arcos de violino são bastante incompletos. Não existem números confiáveis sobre a quantidade de madeira exportada para este propósito e quanto se gasta de madeira para se fazer um arco. Negociantes de madeira relutam em divulgar estas informações, mas estima-se que anualmente negociam-se 200 metros cúbicos, embora este número possa aumentar, pois muita madeira é gasta no processo de fabricação dos arcos. (Um arco de violino típico requer o uso de 1 kg de madeira).

O que deve ser cobrado das autoridades competentes é uma rigorosa vigilância sobre essa indústria, a fim de evitarem abusos que levem a novos desastres ecológicos. Caso contrário, cada vez que um arco de violino no mundo fizer gemer o instrumento, seremos forçados a nele reconhecer o grito lancinante de um pau-brasil caindo ao chão, indefeso!

Vejamos agora um exemplo de absoluta falta de consciência ecológica.

Perguntado, certa vez, porque em um reflorestamento obrigatório por lei, plantou muito mais eucalipto do que pau-brasil, um grande negociante da madeira, do Espírito Santo, respondeu: "Eucalipto cresce rapidamente, enquanto o pau-brasil leva 100 anos para tornar-se uma árvore de corte. Por que, então, vou plantar uma coisa que nem meus filhos vão ver?" Confronte tal raciocínio com o do chefe Seattle. E aí? Quem é mesmo mais civilizado?

Nem tudo o que é bom pra Metrópole...

O pau-brasil foi uma das árvores mais cobiçadas pelos europeus, após o descobrimento. Mas não eram só os europeus que o queriam: os habitantes da Capitania de Porto Seguro queriam aproveitá-la, mas Portugal não deixava - ela era monopólio da "Coroa", de acordo com um decreto de D. Manuel.

O pau-brasil é coisa nossa!

Diogo de Campos Moreno, a quem se atribui o "Livro que dá razão do Estado do Brasil", defendeu o corte de pau-brasil pelos habitantes da Capitania de Porto Seguro que, para ele, seria o único "remédio" para diminuir um pouco a penúria em que a população vivia.

Je t’aime, pau-brasil

Os franceses chegaram com uma expedição ao rio Doce onde os nativos tentaram convencê-los a desembarcar, com a condição de que ajudariam a cortar e carregar a madeira na nau. Os franceses não acreditaram: se aceitassem, seriam facilmente dominados e talvez comidos. Em 1558, outra nau francesa apareceu, desta vez em Itapemirim, na Capitania do Espírito Santo. Não teve tanta sorte: os tripulantes desceram, foram combatidos e vinte deles presos. Portugal chegou a fortificar Porto Seguro para rechaçar os invasores.

O pau-brasil e a pena de morte!

Em 1775, a punição para quem cortasse pau-brasil ia do confisco dos bens até a pena de morte. Apesar disso, no Espírito Santo, ele era vendido a 240 réis o quintal. "Quintal" era a unidade de medida de peso vigente na época, equivalente a aproximadamente 60 quilos.

Em busca do tempo perdido

Se quisesse renovar as antigas florestas, o Brasil precisaria de mais de 100 anos!

Coisas do arco da velha!

No final da década de 70, um grande madeireiro capixaba afirmou: "Dos sete violinos Stradvarius que existem no mundo, conheci dois, um em Milão e outro em Paris, com arcos feitos de pau-brasil, numa época em que o país não havia sido descoberto. Há registros também de violinos europeus menos famosos, datados da Idade Média, com arcos fabricados em pau-brasil."

Durante excursão que realizou pela "costa do pau-brasil", em 1981, o botânico Prof. Francismar Francisco Alves Aguiar encontrou vários povoados com o nome de Pau-brasil.

A 100 km de Vitória (Espírito Santo) está localizado um dos povoados brasileiros com o nome de Pau-brasil. Ironicamente, lá a madeira está extinta, ficando o lugarejo localizado justamente em meio a uma espessa floresta de eucaliptos.

"Eu mesmo nunca vi pau-brasil, nem sei pra que serve." e "A professora nunca me falou dele." são frases recolhidas entre os habitantes de Pau-brasil (ES), no início da década de 80.

O viajante Saint-Hilaire, no século XIX, assim descreveu o desmatamento de que foi testemunha no mesmo local em que hoje se situa o miserável povoado de Pau-brasil : "Na época de minha viagem (1816 a 1822), já tinham vindo arrancar as raízes, depois de haver cortado todas as árvores."

Na opinião do professor João Vasconcelos Sobrinho, a intensa e contínua exploração do pau-brasil pelos portugueses, associada à dos franceses, holandeses, ingleses e espanhóis, no período de 1500 a 1875, possivelmente tenha sido a causa do processo de desertificação do Nordeste.

Apesar da quase certeza da extinção do pau-brasil, em 1928, o então estudante de agronomia João Vasconcelos Sobrinho e o professor de botânica Bento Pickel, num local chamado Engenho São Bento, hoje sede da Estação Ecológica da Tapacurá da Universidade Federal Rural de Pernambuco, verificaram a presença de uma árvore de pau-brasil, eliminando qualquer dúvida sobre a sua extinção ainda em nossas matas.

Não há registros da existência do pau-brasil no sul do país e nem sequer na Amazônia. Não há referência dele nessas regiões nem mesmo pelos índios que as habitavam.

Os naturalistas Piso e Marcgravena registraram o pau-brasil com o nome tupi de Ibirapitanga na "História Naturalis Brasiliae", em 1649. Dele também se ocuparam vários cientistas de renome como Velosso, Sprengel e Voguel.

Os historiadores são unânimes em afirmar que o primeiro ciclo da história econômica do Brasil foi o do pau-brasil. "Por este modo se tem feito muitos homens ricos" afirmou o historiador Brandônio. O ciclo do pau-brasil encerrou-se em 1875. Ou seja, foram ao todo 374 anos de exploração predatória.

Botanicamente, só existe uma espécie de pau-brasil, conhecida por Caesalpinia echinata Lam., embora outras espécies de árvores sejam erroneamente chamadas de pau-brasil, simplesmente por apresentar algumas semelhanças com a planta verdadeira. São, assim, os chamados falsos paus-brasil.

Dentro da espécie Caesalpinia echinata o que pode ocorrer são variedades ou raças geográficas que apresentam pequenas diferenças morfológicas na forma e na quantidade de acúleos (espinhos) e no tamanho dos folíolos e pinas (parte das folhas). Atualmente algumas pesquisas estão sendo realizadas no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, na Ceplac (BA) e na Embrapa (DF) em vistas de esclarecer essas controvérsias.

Pau-brasil: poesia de exportação

O escritor modernista Oswald de Andrade lançou, em Paris, em 1924, O Manifesto da Poesia Pau-brasil. A relação do manifesto poético com nossa árvore símbolo diz respeito ao fato de ter sido o pau-brasil nosso primeiro produto de exportação, desejando Oswald, então, criar a primeira poesia de exportação brasileira, a poesia pau-brasil.


Capa do livro "Pau-brasil", de Oswald de Andrade, 1925. (Ilust. "Artes Plásticas na Semana de 22"- autora: Aracy Amaral; Bovespa-1992)

No manifesto, Oswald atenta a todo instante para o fato de precisarmos estar mais voltados à nossa realidade, vendo o Brasil de "dentro para fora" e não com a visão estereotipada e preconceituosa típica dos colonizadores europeus que por tanto tempo nos dominaram. Tanto quanto nossa primeira riqueza, a poesia pau-brasil pretendia se revestir de um caráter primitivista, que assumisse criticamente os contrastes históricos e culturais a que fomos submetidos.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

The Bodyguard


The Bodyguard foi o primeiro filme da cantora Whitney Houston. O CD da Trilha sonora do Filme está entre os dez mais vendidos de todos os tempos e a música I Will Always Love You foi a música mais vendida de 1992 e é a 6º mais vendida de todos os tempos. O Guarda-Costas (The Bodyguard, no original) é um filme estadunidense de 1992, do gênero romance, dirigido por Mick Jackson.

I Will Always love You (Eu sempre amarei você)


Se eu ficasse
Eu apenas estaria em seu caminho
Então eu vou, mas eu sei
Que Eu pensarei em você
a cada passo do caminho

E eu sempre amarei você
Sempre amarei você

Você meu querido, você

Doces Lembranças
É tudo que estou levando comigo
Portanto, adeus
Por favor, não chore
Porque nós dois sabemos que
Eu não sou o que você, você precisa...

Mas eu sempre amarei você
Sempre amarei você

Eu espero que a vida te trate bem
E espero que você tenha tudo que sonhou
E desejo, pra você prazer e felicidade
Mas, acima disso tudo, eu desejo pra você amor

E eu sempre amarei você
Eu sempre amarei você x4
Eu, eu sempre amarei você

Você, querido, eu amo você
Oohh... eu sempre, sempre amarei você
Principais prêmios e indicações

Oscar 1993 (EUA)

Indicado na categoria de melhor canção, por I Have Nothing e Run to You.
Academia Japonesa de Cinema 1993 (Japão)



Indicado na categoria de melhor filme estrangeiro.
Grammy Awards 1994 (EUA)

Indicado nas categorias de melhor canção escrita para cinema ou televisão (I Have Nothing e Run to You).
MTV Movie Awards 1993 (EUA)

Venceu nas categorias de melhor filme e melhor canção para cinema (I Will Always Love You).
Indicado nas categorias de melhor atuação feminina (Whitney Houston), melhor atuação masculina (Kevin Costner), melhor filme, homem mais desejável (Kevin Costner), melhor dupla de cinema (Kevin Costner e Whitney Houston).



Trilha sonora

1.I Will Always Love You (Whitney Houston)
2.I Have Nothing (Whitney Houston)
3.I'm Every Woman (Whitney Houston)
4.Run to You (Whitney Houston)
5.Queen of the Night (Whitney Houston)
6.Jesus Loves Me (Whitney Houston)
7.Even If My Heart Would Break (Kenny G)
8.Someday (I'm Come Back) (Lisa Stansfield)
9.It's Gonna Be a Lovely Day (The S.O.U.L.S.Y.S.T.E.M)
10.What's So Funny 'Bout Peace, Love and Undrestanding (Curtis Stigers)
11.Waiting for You (Kenny G)
12.Trust in Me (Joe Cocker)
13.Theme from The Bodyguard (Alan Silvestri)

Whitney Elizabeth Houston (Newark, 9 de agosto de 1963 — Los Angeles, 11 de fevereiro de 2012) foi uma cantora americana de R&B, pop, gospel, além de atriz e ex-modelo. Houston foi a artista mais premiada de todos os tempos, segundo o Guinness World Records, e sua lista de prêmios incluem 2 Emmy Awards, 6 Grammy awards, 30 Billboard Music Awards, 22 American Music Awards, num um total de 415 prêmios conquistados em sua carreira até 2010. Houston também foi um dos artistas mais bem sucedidos do mundo da música, tendo vendido mais de 200 milhões de gravações em todo o mundo.

Inspirada por vários cantores de soul de destaque em sua família, incluindo a mãe Cissy Houston, primos Dionne Warwick e Dee Dee Warwick, bem como sua madrinha, Aretha Franklin, Houston começou a cantar com o coral gospel júnior da Nova igreja de Jersey aos 11 anos de idade. Depois que ela começou a atuar ao lado de sua mãe em casas noturnas na cidade de Nova York, ela foi descoberta por Clive Davis, empresário da Arista Records. Até o presente, Houston lançou seis álbuns de estúdio e três álbuns de trilha sonora, todos eles certificados com diamante, multi-platina, platina e ouro pela Recording Industry Association of America (RIAA).

Seu álbum de estreia auto-intitulado, lançado em 1985, se tornou o álbum de estreia mais vendido por uma artista feminina, com 25 milhões de cópias comercializadas. Seu segundo álbum, Whitney (1987), tornou-se o primeiro álbum de uma artista feminina a estrear em primeiro lugar na Billboard 200. Whitney emplacou grandes sucessos nas paradas de música popular, bem como sua proeminência na MTV, começando com seu vídeo de "How Will I Know", permitiu várias artistas femininas afro-americanas seguirem em seu sucesso.

O primeiro papel de Houston no cinema foi no filme O Guarda-Costas (1992), no qual fez um enorme sucesso como protagonista. A trilha sonora original do filme ganhou o Grammy 1994 de "Álbum do Ano". Seu primeiro single, "I Will Always Love You", se tornou o mais vendido por uma artista feminina na história da música. O álbum é o único de uma artista feminina entre os cinco mais vendidos de todos os tempos, ocupando o quarto lugar. Houston continuou como estrela de filmes e contribuiu com a trilha sonora dos mesmos, inclusive com os filmes Waiting to Exhale (1995) e The Preacher's Wife (1996). Três anos após o lançamento de seu quarto álbum, My Love Is Your Love (1998), Whitney renovou seu contrato com a gravadora Arista Records. Ela lançou seu quinto álbum de estúdio, Just Whitney, em 2002, e o natalino One Wish: The Holiday Album em 2003. Em meio a ampla cobertura da mídia de sua turbulência pessoal e profissional, Houston terminou seu casamento de 14 anos com o cantor Bobby Brown, em 2006. Em 2009, Houston lançou seu sétimo e último álbum de estúdio, I Look to You.

Whitney é reconhecida internacionalmente como uma das maiores artistas de todos os tempos, devido ao seu talento, legado e, principalmente, à sua voz marcante e lendária. Graças a esse talento vocal marcante, Whitney é frequentemente chamada de The Voice (A Voz). Whitney é frequentemente comparada a grandes artistas do passado, como Frank Sinatra, Aretha Franklin e Elvis Presley e também está entre os 500 Maiores artistas de todos os tempos da Revista Rolling Stone.

Whitney faleceu em 11 de fevereiro de 2012.


FONTE

http://pt.wikipedia.org/wiki/Whitney_Houston

http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Bodyguard

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

O que é o ciúme?



"Eu sinto ciúme quando alguém te abraça,
porque por um segundo essa pessoa
está segurando meu mundo inteiro."

- Caio Fernando Abreu
 
Admito 'eu sinto ciúmes de quem pode passar um dia inteiro ao seu lado...'. Considerado uma das emoções humanas mais potentes o ciúme esconde-se atrás de outras desculpas, mas no fundo, no fundo ninguem consegue disfarçá-lo. Todos nós já sentimos ciúmes numa ou noutra altura das nossas vidas. Dependendo da nossa personalidade, situação e circunstâncias envolventes, o ciúme pode variar em termos de tipo e de grau de intensidade. Embora existam pessoas com mais e menos tendência para serem ciumentas, a verdade é que ninguém lhe escapa.

Definições comuns
Embora os ciúmes sejam quase exclusivamente um sentimento íntimo, apenas partilhado entre o casal, a sua presença no dia-a-dia é altamente mediática, sendo mesmo o tema central de milhares de filmes, livros, músicas e outras manifestações artísticas. O dicionário português da Porto Editora apresenta três definições para a palavra ciúme:

1.“Inveja de alguém que usufrui de uma situação ou de algo que não se possui ou que se desejaria possuir em exclusividade.”
2.“Sentimento de possessividade em relação a algo ou alguém.”
3.“Sentimento gerado pelo desejo de conservar alguém junto de si ou por não conseguir partilhar afectivamente essa pessoa; sentimento gerado pela suspeita da infidelidade de um parceiro.”

Origens escaldantes
A própria palavra “jealous” em inglês tem uma origem curiosa: vem da palavra “jalousie” que é uma derivação da palavra francesa para ciumento – “jaloux”. Esta, por sua vez, está relacionada com a palavra “zelosus” que em latim significa “cheio de zelo”. Se recuarmos mais um pouco, encontramos o termo grego “zelos” que está associado ao conceito de “ferver” ou “fermentar”. No mínimo, curioso…

Sentimentos à flor da pele
O ciúme é sentido por pessoas de todas as idades, os especialistas dizem que até bebês muito novos experimentam esta emoção que, no fundo, pode ser representada por um turbilhão de emoções e exteriorizada através de diversos tipos de comportamentos. Quem sente ciúmes tem, por norma, pensamentos e sentimentos negativos em relação à ameaça de perda de algo que possui e que lhe é muito importante e precioso. Juntamente com a própria emoção que é o ciúme, juntam-se várias outras emoções, igualmente poderosas: medo, ansiedade, incerteza, insegurança, desconfiança, humilhação, tristeza, desgosto, raiva, descontrole, vingança, depressão…

O amor e os ciúmes
Se há algum aspecto da vida em que os ciúmes são mais dominantes é na esfera amorosa. Aliás, um dos temas mais recorrentes em matéria de ciúmes é, sem dúvida, a existência (real ou não) de uma terceira pessoa que ameaça o relacionamento de um casal. Se um dos elementos de determinado casal se sentir ameaçado por alguma coisa ou alguém que possa retirar-lhe a pessoa amada, é aí que os ciúmes falam mais alto.

Embora os ciúmes sejam uma parte integrante e normal da natureza humana e das relações pessoais e profissionais, existem vários tipos de ciúmes, a começar pelos ciúmes inocentes e inofensivos; terminando nos ciúmes obsessivos e até perigosos.

Enquanto algumas pessoas conseguem lidar bem com essa emoção e todas as outras que o ciúme provoca, dificilmente exteriorizando aquilo que sentem; outras não conseguem conter esses ciúmes e precisam de os expressar ao seu companheiro(a), quer em tom de vitimização e protecção, quer em tom acusatório e possessivo.

“O ciúme nasce sempre do amor, mas nem sempre morre com ele.” - François de la Rochefoucauld (escritor francês do século XVII)

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Um Menino nos Nasceu


O capítulo 9 do livro de Isaías é uma das passagens mais conhecidas do Antigo Testamento, especialmente por suas profecias messiânicas:

        ² O povo que andava em trevas, viu uma grande luz, e sobre os que habitavam na região da sombra da morte resplandeceu a luz. ⁶ Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado estará sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. Isaías 9:2,6

O capítulo começa descrevendo um tempo de escuridão e aflição para as regiões de Zebulom e Naftali (Galileia) do gentios - que foram os primeiros a sofrer com as invasões e exílios pelos assírios - que seria transformado por uma "grande luz" [1, 2].

A passagem é uma profecia messiânica que prenuncia a vinda de uma grande luz (Jesus Cristo) à região da Galileia, que na época era vista como uma área de trevas espirituais e opressão [1].

O texto continua em Mateus 4:15-16 do Novo Testamento, onde é explicitamente aplicado ao ministério de Jesus na região:

          "Terra de Zebulom, e terra de Naftali, Caminho do mar, além do Jordão, Galileia das nações; O povo que andava em trevas viu uma grande luz, e aos que estavam assentados na região e sombra da morte, a luz raiou." (Mateus 4:15-16, Almeida Corrigida Fiel)

Essa profecia marca o início do trabalho de Jesus em Cafarnaum, cumprindo a promessa de que a salvação e a esperança chegariam a uma área marginalizada e considerada distante de Deus.


O versículo 6 de Isaías 9 é o ponto central, anunciando o nascimento de um menino que traria o governo sobre seus ombros. Ele é identificado por quatro títulos divinos: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz [1, 2].

Cada nome descreve um atributo de Jesus Cristo:

Maravilhoso Conselheiro: Refere-se à sua sabedoria infinita e capacidade de guiar a humanidade.

Deus Forte: Manifesta sua divindade e poder onipotente.

Pai da Eternidade: Indica sua natureza eterna e o cuidado paternal que tem com a criação.

Príncipe da Paz: Aponta para aquele que estabelece a harmonia entre Deus e os homens

A profecia afirma que o governo deste descendente de Davi será marcado pela justiça e pelo juízo, e não terá fim [1].

A segunda metade do capítulo detalha a arrogância de Israel (Efraim) e a consequente punição divina. Apesar dos avisos, o povo não se voltou para Deus, resultando em julgamento contínuo [1, 2].


terça-feira, 8 de novembro de 2011

Cecília Meireles



"...Liberdade, essa palavra
que o sonho humano alimenta
que não há ninguém que explique
e ninguém que não entenda..."

(Romanceiro da Inconfidência)

Filha de Carlos Alberto de Carvalho Meireles, funcionário do Banco do Brasil S.A., e de D. Matilde Benevides Meireles, professora municipal, Cecília Benevides de Carvalho Meireles nasceu em 7 de novembro de 1901, na Tijuca, Rio de Janeiro. Foi a única sobrevivente dos quatros filhos do casal. O pai faleceu três meses antes do seu nascimento, e sua mãe quando ainda não tinha três anos. Criou-a, a partir de então, sua avó D. Jacinta Garcia Benevides. Escreveria mais tarde:

"Nasci aqui mesmo no Rio de Janeiro, três meses depois da morte de meu pai, e perdi minha mãe antes dos três anos. Essas e outras mortes ocorridas na família acarretaram muitos contratempos materiais, mas, ao mesmo tempo, me deram, desde pequenina, uma tal intimidade com a Morte que docemente aprendi essas relações entre o Efêmero e o Eterno. (...) Em toda a vida, nunca me esforcei por ganhar nem me espantei por perder. A noção ou o sentimento da transitoriedade de tudo é o fundamento mesmo da minha personalidade. (...) Minha infância de menina sozinha deu-me duas coisas que parecem negativas, e foram sempre positivas para mim: silêncio e solidão. Essa foi sempre a área de minha vida. Área mágica, onde os caleidoscópios inventaram fabulosos mundos geométricos, onde os relógios revelaram o segredo do seu mecanismo, e as bonecas o jogo do seu olhar. Mais tarde foi nessa área que os livros se abriram, e deixaram sair suas realidades e seus sonhos, em combinação tão harmoniosa que até hoje não compreendo como se possa estabelecer uma separação entre esses dois tempos de vida, unidos como os fios de um pano."

Concluiu seus primeiros estudos — curso primário — em 1910, na Escola Estácio de Sá, ocasião em que recebeu de Olavo Bilac, Inspetor Escolar do Rio de Janeiro, medalha de ouro por ter feito todo o curso com "distinção e louvor". Diplomando-se no Curso Normal do Instituto de Educação do Rio de Janeiro, em 1917, passou a exercer o magistério primário em escolas oficiais do antigo Distrito Federal.

Dois anos depois, em 1919, publicou seu primeiro livro de poesias, "Espectro". Seguiram-se "Nunca mais..." e "Poema dos Poemas", em 1923, e "Baladas para El-Rei", em 1925.

Casou-se, em 1922, com o pintor português Fernando Correia Dias, com quem tem três filhas: Maria Elvira, Maria Mathilde e Maria Fernanda, esta última artista teatral consagrada. Suas filhas lhe deram cinco netos.

Publicou, em Lisboa - Portugal, o ensaio "O Espírito Vitorioso", uma apologia do Simbolismo.

Correia Dias suicidou-se em 1935. Cecília casou-se, em 1940, com o professor e engenheiro agrônomo Heitor Vinícius da Silveira Grilo.

De 1930 a 1931, manteve no Diário de Notícias uma página diária sobre problemas de educação.

Em 1934, organizou a primeira Biblioteca Infantil do Rio de Janeiro, ao dirigir o Centro Infantil, que funcionou durante quatro anos no antigo Pavilhão Mourisco, no bairro de Botafogo.

Proferiu, em Lisboa e Coimbra - Portugal, conferências sobre Literatura Brasileira.

De 1935 a 1938, lecionou Literatura Luso-Brasileira e Técnica e Crítica Literária, na Universidade do Distrito Federal (hoje UFRJ).

Publicou, em Lisboa - Portugal, o ensaio "Batuque, Samba e Macumba", com ilustrações de sua autoria.

Colaborou ainda ativamente, de 1936 a 1938, no jornal A Manhã e na revista Observador Econômico.

A concessão do Prêmio de Poesia Olavo Bilac, pela Academia Brasileira de Letras, ao seu livro Viagem, em 1939, resultou de animados debates, que tornaram manifesta a alta qualidade de sua poesia.

Publicou, em 1939/1940, em Lisboa - Portugal, em capítulos, "Olhinhos de Gato" na revista "Ocidente".

Em 1940, lecionou Literatura e Cultura Brasileira na Universidade do Texas (USA).

Em 1942, tornou-se sócia honorária do Real Gabinete Português de Leitura, no Rio de Janeiro (RJ).

Aposentou-se em 1951 como diretora de escola, porém continuou a trabalhar, como produtora e redatora de programas culturais, na Rádio Ministério da Educação, no Rio de Janeiro (RJ).

Em 1952, tornou-se Oficial da Ordem de Mérito do Chile, honraria concedida pelo país vizinho.

Realizou numerosas viagens aos Estados Unidos, à Europa, à Ásia e à África, fazendo conferências, em diferentes países, sobre Literatura, Educação e Folclore, em cujos estudos se especializou.

Tornou-se sócia honorária do Instituto Vasco da Gama, em Goa, Índia, em 1953.

Em Délhi, Índia, em 1953, foi agraciada com o título de Doutora Honoris Causa da Universidade de Délhi.

Recebeu o Prêmio de Tradução/Teatro, concedido pela Associação Paulista de Críticos de Arte, em 1962.

No ano seguinte, ganhou o Prêmio Jabuti de Tradução de Obra Literária, pelo livro "Poemas de Israel", concedido pela Câmara Brasileira do Livro.

Seu nome é dado à Escola Municipal de Primeiro Grau, no bairro de Cangaíba, São Paulo (SP), em 1963.

Faleceu no Rio de Janeiro a 9 de novembro de 1964, sendo-lhe prestadas grandes homenagens públicas. Seu corpo foi velado no Ministério da Educação e Cultura. Recebeu, ainda em 1964, o Prêmio Jabuti de Poesia, pelo livro "Solombra", concedido pela Câmara Brasileira do Livro.

Ainda em 1964, foi inaugurada a Biblioteca Cecília Meireles em Valparaiso, Chile.

Em 1965, foi agraciada com o Prêmio Machado de Assis, pelo conjunto de sua obra, concedido pela Academia Brasileira de Letras. O Governo do então Estado da Guanabara denominou Sala Cecília Meireles o grande salão de concertos e conferências do Largo da Lapa, na cidade do Rio de Janeiro. Em São Paulo (SP), tornou-se nome de rua no Jardim Japão.

Em 1974, seu nome foi dado a uma Escola Municipal de Educação Infantil, no Jardim Nove de Julho, bairro de São Mateus, em São Paulo (SP).

Uma cédula de cem cruzados novos, com a efígie de Cecília Meireles, foi lançada pelo Banco Central do Brasil, no Rio de Janeiro (RJ), em 1989.

Em 1991, o nome da escritora foi dado à Biblioteca Infanto-Juvenil no bairro Alto da Lapa, em São Paulo (SP).

O governo federal, por decreto, instituiu o ano de 2001 como "O Ano da Literatura Brasileira", em comemoração ao sesquicentenário de nascimento do escritor Silvio Romero e ao centenário de nascimento de Cecília Meireles, Murilo Mendes e José Lins do Rego.

Há uma rua com o seu nome em São Domingos de Benfica, uma freguesia da cidade de Lisboa. Na cidade de Ponta Delgada, capital do arquipélago dos Açores, há uma avenida com o nome da escritora, que era neta de açorianos.

Cecília Meireles traduziu peças teatrais de Federico Garcia Lorca, Rabindranath Tagore, Rainer Rilke e Virginia Wolf.

Sua poesia, traduzida para o espanhol, francês, italiano, inglês, alemão, húngaro, hindu e urdu, e musicada por Alceu Bocchino, Luis Cosme, Letícia Figueiredo, Ênio Freitas, Camargo Guarnieri, Francisco Mingnone, Lamartine Babo, Bacharat, Norman Frazer, Ernest Widma e Fagner, foi assim julgada pelo crítico Paulo Rónai:

"Considero o lirismo de Cecília Meireles o mais elevado da moderna poesia de língua portuguesa. Nenhum outro poeta iguala o seu desprendimento, a sua fluidez, o seu poder transfigurador, a sua simplicidade e seu preciosismo, porque Cecília, só ela, se acerca da nossa poesia primitiva e do nosso lirismo espontâneo...A poesia de Cecília Meireles é uma das mais puras, belas e válidas manifestações da literatura contemporânea".

Dados obtidos em livros da autora e sobre ela, e no site do Itaú Cultural.

FONTE

sábado, 8 de outubro de 2011

Renovação das Forças


O capítulo Isaías 40 é um dos textos mais célebres da Bíblia, marcando uma transição fundamental no livro do profeta Isaías. Ele inicia a seção conhecida como "Deutero-Isaías", focada em mensagens de esperança, consolo e a promessa de restauração após o exílio na Babilônia.

Dêutero-Isaías (Segundo Isaías) refere-se aos capítulos 40 a 55 do Livro de Isaías, escritos por um profeta anônimo durante o Exílio Babilônico (século VI a.C.), oferecendo mensagem de consolação, esperança e restauração com foco no "Servo Sofredor" e na universalidade da salvação, contrastando com a primeira parte (Proto-Isaías) e preparando o terreno para o Novo Testamento, com Jesus sendo interpretado como o Messias dessa profecia.

Principais Características e Temas

Atribuído a um profeta desconhecido que atuou no final do Exílio Babilônico, quando os persas estavam prestes a derrotar os babilônios. O tema central é o anúncio de um "novo êxodo" e libertação do cativeiro, contrastando com as ameaças anteriores.

Apresenta um Deus Criador de todas as coisas e Senhor de todas as nações, não apenas de Israel, estendendo a salvação a todos os povos.

Crítica aos Ídolos: Combate veementemente os ídolos babilônicos, mostrando a superioridade do Deus de Israel.

O Servo Sofredor: Introduz a figura do "Servo de Jeová", um paradoxo de salvação que emerge do sofrimento e que o Novo Testamento interpreta como Jesus.

Dividido em duas seções principais (caps. 40-48, sobre libertação e crítica aos ídolos; caps. 49-55, sobre esperança e restauração de Sião).

Sua linguagem poética e teologia influenciaram profundamente o cristianismo primitivo, com interpretações messiânicas dos cânticos do Servo, como em Isaías 53, que descrevem o sofrimento e redenção de Jesus.

Dêutero-Isaías é uma voz profética essencial do Antigo Testamento, trazendo esperança aos exilados e revelando um Deus que age de forma inesperada para a redenção de toda a humanidade.

1. Mensagem de Consolo (V. 1-2)
O capítulo abre com a famosa ordem de Deus: "Consolai, consolai o meu povo". Ele declara que o tempo de punição de Jerusalém terminou e que seus pecados foram perdoados.

2. A Voz no Deserto (V. 3-5)
Apresenta a profecia de uma voz que clama no deserto para "preparar o caminho do Senhor". No Novo Testamento, essa passagem é diretamente associada ao ministério de João Batista, preparando o caminho para Jesus Cristo.

3. A Fragilidade Humana vs. A Eternidade de Deus (V. 6-8)
Isaías contrasta a natureza humana, que é como a erva que seca e a flor que murcha. Com a Palavra de Deus, permanece para sempre.

4. A Grandeza e a Soberania de Deus (V. 12-26)
Esta seção exalta a incomparável grandeza de Deus sobre a criação e as nações: Ele mediu as águas na concha da mão e pesou os montes em balanças.

As nações são descritas como "um pingo que cai de um balde".

O texto completo diz: "Eis que as nações são consideradas por ele como a gota de um balde, e como o pó miúdo das balanças; eis que ele levanta as ilhas como uma coisa pequeníssima".

A metáfora é usada para contrastar a grandeza de Deus com o poder das nações humanas. Mesmo as nações mais poderosas e vastas são insignificantes diante da imensidão do Criador Isaías 40.

A passagem bíblica serve como um lembrete da fragilidade e da natureza passageira das estruturas políticas e do orgulho humano. No contexto original, essa mensagem visava consolar o povo de Israel (que estava exilado ou sob ameaça), assegurando que nenhum império terreno é maior que o controle divino.

O profeta questiona: "Com quem vocês compararão Deus?", v.18, ridicularizando a idolatria e enfatizando que Deus está entronizado acima de tudo.

            "Com quem vocês compararão Deus? Que imagem vocês poderão usar para representá-lo?"

O contexto dessa pergunta é um poderoso discurso de Isaías que enfatiza a incomparável grandeza, soberania e poder de Deus em contraste com a futilidade dos ídolos feitos por mãos humanas. A mensagem central é que não há nada nem ninguém, no céu ou na terra, que possa ser comparado ao Senhor.


5. Renovação das Forças (V. 27-31)
O capítulo encerra com uma das promessas mais citadas das Escrituras, voltada para aqueles que se sentem cansados ou esquecidos por Deus: O Senhor Deus não se cansa nem se fatiga, v.31.

          "Mas os que esperam no Senhor renovarão as suas forças; subirão com asas como águias; correrão e não se cansarão; caminharão e não se fatigarão."


quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Escolha sua Frase do Dia


"A vida é mais simples do que a gente pensa; basta aceitar o impossível, dispensar o indispensável e suportar o intolerável." (Kathleen Norris)

"Tantas pessoas vivem numa rotina tão exata, que é difícil de se acreditar que elas vivem pela primeira vez." (Stanislaw Jerzy Lec)

"Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando... Porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive, já morreu..." (Luiz Fernando Veríssimo)

"Se um homem encara a vida de um ponto de vista artístico, a sua mente passa a ser seu coração." (Oscar Wilde)

"O tempo não pára! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo..." (Mário Quintana)

"O primeiro amor é um pouco de loucura e muita curiosidade." (George Bernard Shaw)

O segredo do sucesso é saber algo que ninguém mais sabe. (Aristóteles)

Na vida todos temos um segredo inconfessável, um arrependimento irreversível, um sonho inalcançável e um amor inesquecível." (Diego Marchi)

"A casa da saudade chama-se memória: é uma cabana pequenina a um canto do coração." (Coelho Neto)

"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento." (Clarice Lispector)

"A melhor parte da vida de uma pessoa está nas suas amizades." (Abraham Lincoln)

"Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade." (Mario Quintana)

O sucesso vem geralmente àqueles que estão muito ocupados para estar procurando por ele. (Henry David Thoreau)

“A natureza é o único livro que oferece um conteúdo valioso em todas as suas folhas.” (Johann Goethe)

"O jogo da conquista tem muitos truques e só um desafio: vencer o medo de demonstrar amor."

"Sem a música, a vida seria um erro." (Friedrich Nietzsche)

"Não possuir algumas das coisas que desejamos é parte indispensável da felicidade." (Bertrand Russell)

O sucesso geralmente vem para aqueles que estão muito ocupados para estarem procurando por ele. (Henry David Thoreau)

"Paciência e perseverança tem o efeito mágico de fazer as dificuldades desaparecerem e os obstáculos sumirem." (John Quincy Adams)

"Aprender música lendo teoria musical é como fazer amor por correspondência." (Luciano Pavarotti)

A chave do sucesso não adianta muito até que se descubra a fechadura certa para inseri-la. (Tehyi Hsieh)

"Tudo o que um sonho precisa para ser realizado é alguém que acredite que ele possa ser realizado." (Roberto Shinyashiki)

"Não sou eu. São as músicas. Eu sou só o carteiro. Eu entrego as músicas." (Bob Dylan)

"Se meus inimigos pararem de dizer mentiras a meu respeito, eu paro de dizer verdades a respeito deles." (A. Stevenson)

"Quanto menos alguém entende, mais quer discordar." (Galileu Galilei)




"Não me sinto obrigado a acreditar que o mesmo Deus que nos dotou de sentidos, razão e intelecto, pretenda que não os utilizemos." (Galileu Galilei)