domingo, 24 de outubro de 2010

Planos de fazê-los Prosperar



"Porque sou eu que conheço
os planos que tenho para vocês',
diz o Senhor,
'planos de fazê-los prosperar
e não de causar dano,
planos de dar a vocês
esperança e um futuro".
Jeremias 29:11 

Em Jeremias 25:1-17, a profecia central é a do cativeiro babilônico de setenta anos como castigo de Deus sobre o reino de Judá por sua desobediência e idolatria persistentes. 

Contexto da Profecia (Jeremias 25:1-11) - O Tempo:

A palavra do Senhor veio a Jeremias no quarto ano do rei Jeoaquim, que coincidiu com o primeiro ano de Nabucodonosor, rei da Babilônia (cerca de 605 a.C.).

Durante 23 anos, desde o décimo terceiro ano de Josias, Jeremias pregou persistentemente o arrependimento ao povo, mas eles não deram ouvidos aos profetas enviados por Deus. Eles continuaram a praticar a idolatria e a injustiça social.

Devido à falta de arrependimento, Deus usaria Nabucodonosor e a Babilônia como Seu instrumento para julgar Judá e as nações vizinhas. A terra de Judá seria feita em desolação e objeto de espanto, e o povo serviria ao rei da Babilônia por setenta anos.

Em Jeremias 25, após os 70 anos de exílio na Babilônia, Deus promete julgar a própria Babilônia por sua iniquidade, tornando-a uma desolação perpétua, e restaurar Judá, trazendo o povo de volta para sua terra e cumprindo suas promessas de paz e esperança, reunindo-os de todas as nações para onde foram lançados.

O Julgamento da Babilônia (Jeremias 25:12-14, 26-29) -

Quando os 70 anos se completarem, Deus castigará o rei da Babilônia e a nação caldeia por sua crueldade e idolatria. Assim como Judá foi uma desolação por 70 anos, a Babilônia se tornará uma ruína permanente, nunca mais habitada ou poderosa como antes.

Eles também serão subjugados por outras nações e reis, recebendo o pagamento por suas más obras.

A Promessa de Restauração para Judá (Jeremias 25:11-13)

Deus cumprirá Sua promessa de retornar Seu povo à sua terra. Deus revela Seus planos para Seu povo, que são de paz e esperança, não de mal.

O povo será buscado, ouvido em oração, e reunido de todas as nações e lugares para onde foram dispersos, retornando ao seu lar.

Contexto Adicional (Jeremias 25:1-10) - Causa do Cativeiro:

Jeremias profetizou que o cativeiro de 70 anos ocorreria porque Judá e Jerusalém se recusaram a ouvir as palavras de Deus e seguiram caminhos de maldade, apesar de repetidas advertências dos profetas.

A Babilônia foi usada por Deus como instrumento de julgamento contra Judá e outras nações.

Jeremias 25 detalha o julgamento contra Judá por sua desobediência, mas também oferece esperança futura com o fim do exílio babilônico e a restauração do povo, além de profetizar o fim da própria Babilônia.

Após esse período, Deus cumpriria Sua promessa de paz, retornando o povo à sua terra, reconstruindo Jerusalém e estabelecendo uma Nova Aliança, com a Lei de Deus escrita em seus corações, prometendo restauração e um futuro de esperança para aqueles que o buscassem de todo o coração, segundo Jeremias 29:10-14 e 30-31.

A Duração dos 70 Anos (Jeremias 25:12-14) Propósito:

Os 70 anos foram o período determinado por Deus para o castigo do Seu povo. Esse período também pode estar relacionado simbolicamente ao tempo que a terra não descansou (os anos sabáticos não observados, conforme a lei).

Jeremias profetiza que, após o cumprimento dos setenta anos, Deus castigaria o rei da Babilônia e aquela nação por sua iniquidade. A Babilônia, por sua vez, também seria feita em perpétua desolação.

O Cálice da Ira Divina (Jeremias 25:15-17)Ato Simbólico: Deus instrui Jeremias a pegar um "cálice do vinho do meu furor" e fazer com que todas as nações o bebam.

Julgamento Universal: A ação de beber do cálice simboliza o julgamento implacável de Deus que alcançaria Judá e, em seguida, todas as outras nações (Egipto, Filístia, Edom, Moabe, Amom, Tiro, Sidom e muitas outras...).

O resultado seria a destruição e a desolação para essas nações, mostrando que a ira de Deus se estende a toda injustiça.

Jeremias 25 é uma profecia de julgamento e exílio temporário para Judá, com uma promessa de restauração após 70 anos, e um aviso de julgamento final para a Babilônia e todas as outras nações opressoras.

Detalhes da Profecia e Restauração:

Duração do Exílio: 70 anos, um período de disciplina e purificação (Jeremias 25:11). Promessa de Retorno: Deus prometeu visitar Seu povo após os 70 anos, cumprindo Sua boa palavra e os trazendo de volta para sua terra (Jeremias 29:10-11).

Planos de Deus: Seus pensamentos eram de paz, não de mal, para dar ao Seu povo um futuro e uma esperança (Jeremias 29:11).

Condição para a Restauração: O povo deveria buscar a Deus de todo o coração, orar e encontrar a Ele, e então Deus os ouviria e os traria de volta (Jeremias 29:12-14).

Após o exílio, Deus faria uma Nova Aliança, escrevendo Sua Lei em seus corações, levando a um conhecimento mais profundo de Deus (Jeremias 31:31-33). Jerusalém seria reconstruída sobre suas ruínas, e a vida voltaria à terra, com alegria e louvor (Jeremias 30:18; 33:10-11).

A profecia foi dada durante o reinado de Joaquim, antes da destruição final de Jerusalém, servindo como um aviso e uma esperança para o povo exilado na Babilônia.

O período de 70 anos foi cumprido (aproximadamente de 605 a.C. a 538 a.C.), quando o Rei Ciro dos Persas permitiu o retorno dos judeus, como descrito em Esdras 1, permitindo a reconstrução do Templo e da cidade.

A mensagem de Jeremias aos exilados, contida em Jeremias 29, instruía-os a se estabelecerem na Babilônia, a construírem casas, a buscarem a paz da cidade e a não ouvirem os falsos profetas.

Jeremias 29:11 é uma das promessas mais citadas da Bíblia, reforçando a natureza benevolente de Deus e Seu cuidado com o destino humano.

O termo "paz" (do hebraico Shalom) implica não apenas a ausência de conflito, mas totalidade, saúde e prosperidade espiritual. A promessa garante que o presente não é o destino final; há um plano ativo para um amanhã significativo.



Eu, Bibliófila



Li no Blog Paedia sobre "10 Coisas que a Internet Extinguiu" e entre estas: A Biblioteca. Reagi a informação escrevendo sobre minha experiência com leituras e bibliotecas.


Eu, Bibliófila

Frequentadora da Biblioteca
Escolar e Pública
na infância e na adolescência
Entre os 15 e 17 anos
passava horas na Biblioteca
do Seminário Batista "Ana Wollerman"
onde conclui o magistério e estudei
Educação Religiosa e Música Sacra
Casei. Tive uma Biblioteca em minha casa
Separei. Tenho menos livro em casa
Estou sempre lendo, escrevendo
Não posso conviver com a ideia
da Biblioteca "abandonada"
muito menos: Biblioteca extinta
Seria o "triste fim" da história escrita
Eu leio livros. Leio a internet
Amo a leitura como parte da história
dos que vieram primeiro...
até a continuidade da minha vez
Como aquilo que me faz vibrar
Ler inspira, contagia é hereditário
Herdei o hábito do meus pais e avôs
Invisto com sabedoria para deixar
maior este horizonte bibliófilo
de direito, dever e garantias
aberto aos filhos e netos
familiares e amigos
que compartilham...

**Elizabeth Nogueira


"Que a importância de uma coisa
não se mede com fita métrica
nem com balanças nem barômetros etc.
Que a importância de uma coisa
há que ser medida pelo encantamento
que a coisa produza em nós".
Manoel de Barros 


"Meus filhos terão computadores,
sim, mas antes terão livros.
Sem livros, sem leitura, os nossos filhos
serão incapazes de escrever
- inclusive a sua própria história".
Bill Gates

As bibliotecas não foram extintas; elas evoluíram para se adaptar à era digital, continuando a desempenhar um papel vital nas comunidades modernas. Agora oferecem acesso a uma vasta gama de recursos, tanto físicos quanto digitais, e servem como importantes centros comunitários.

Aqui estão algumas razões pelas quais as bibliotecas continuam relevantes:

Acesso a Recursos Digitais: Muitas bibliotecas agora oferecem e-books, audiolivros, bases de dados online e acesso gratuito à internet e computadores para aqueles que não possuem esses recursos em casa.

Espaços Comunitários e Programação: Além dos livros, as bibliotecas funcionam como centros comunitários, oferecendo espaços seguros para socialização, estudos e trabalho. Elas também hospedam uma variedade de programas, incluindo aulas de informática, clubes de leitura, contação de histórias para crianças e workshops.

Fontes de Informação Confiáveis: Em um mundo repleto de desinformação online, as bibliotecas fornecem acesso a informações verificadas e confiáveis, muitas vezes com a ajuda de bibliotecários profissionais que auxiliam na pesquisa e na navegação de fontes de dados.

Preservação da Cultura e História: As bibliotecas são guardiãs do patrimônio cultural, preservando livros físicos, documentos históricos e arquivos que nem sempre estão disponíveis ou acessíveis online.

Em vez de "extintas", as bibliotecas se transformaram em centros de informação híbridos, combinando o melhor dos recursos tradicionais com as inovações tecnológicas para servir melhor seus usuários. Você pode encontrar a biblioteca pública mais próxima usando o localizador de bibliotecas do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP) (link em português).

"10 Coisas que a Internet Extinguiu"

A internet não extinguiu completamente, mas tornou muitos itens e hábitos obsoletos ou em desuso. Aqui estão 10 exemplos:
  1. Enciclopédias impressas: O acesso instantâneo a informações online, através de sites como a Wikipédia e ferramentas de busca, tornou desnecessário ter coleções volumosas de livros de referência.
  2. Mapas de papel e listas telefônicas: Aplicativos de navegação GPS e a busca por contatos e empresas online eliminaram a necessidade de mapas rodoviários detalhados e pesadas listas telefônicas;
  3. Locadoras de vídeo (como a Blockbuster): Serviços de streaming (Netflix, Amazon Prime, etc.) e o download digital de filmes e séries acabaram com a necessidade de alugar mídias físicas.
  4. Câmeras fotográficas de filme e revelação de fotos: A fotografia digital e o compartilhamento instantâneo de imagens nas redes sociais reduziram drasticamente o uso de câmeras analógicas e o hábito de revelar fotos em papel.
  5. Correio tradicional para comunicação pessoal: E-mails, mensagens instantâneas (WhatsApp, Telegram) e redes sociais tornaram a comunicação escrita muito mais rápida e eficiente do que o envio de cartas.
  6. CDs, DVDs e fitas cassete: Serviços de streaming de música (Spotify, Apple Music) e vídeo, juntamente com o armazenamento digital, substituíram as mídias físicas para consumo de entretenimento.
  7. Jornais e revistas impressos como fonte primária de notícias: A maioria das pessoas agora obtém notícias em tempo real através de portais de notícias online e redes sociais.
  8. Agências de viagens: Sites de reservas de voos e hotéis e plataformas de avaliação permitem que as pessoas planejem e reservem suas próprias viagens de forma independente.
  9. Orelhões e telefones públicos: A popularização dos celulares tornou os telefones públicos praticamente inexistentes e obsoletos.
  10. Discussões sobre fatos básicos: Antigamente, uma dúvida factual poderia gerar longas discussões. Hoje, basta uma rápida pesquisa no Google para obter a resposta.