O profeta Miqueias é citado por outros profetas como Habacuque. Em Jeremias 26:18 é citado como um exemplo de profeta que incentivou a reforma ao Rei Ezequias. Suas profecias de julgamento em razão da idolatria e sobre a queda de Samaria e Jerusalém foram cumpridas.
Ficou conhecido por ter profetizado que Belém era o local de nascimento do Messias, sendo Miqueias 5:2, citado no Novo Testamento durante o nascimento de Jesus, a promessa de um Messias vindo de Belém.
Profeta do Antigo Testamento e autor do Livro de Miqueias, atuou durante o século VIII a.C. em Judá, sendo contemporâneo de profetas como Isaías e Oseias. Era de Maressa, uma vila rural ao sul de Jerusalém. Denunciou vigorosamente a injustiça social, a corrupção das elites e a opressão dos pobres pelos ricos e poderosos.
¹ Ai daqueles que nas suas camas intentam a iniquidade, e maquinam o mal; à luz da alva o praticam, porque está no poder da sua mão! ² E cobiçam campos, e roubam-nos, cobiçam casas, e arrebatam-nas; assim fazem violência a um homem e à sua casa, a uma pessoa e à sua herança. Miquéias 2:1-2
O profeta Miquéias, condena os líderes e poderosos que planejam ações cruéis, cobiçando e tomando propriedades, desrespeitando a lei divina e a herança do povo, despojando pobres (roubando terras e casas) abusando de seu poder, executando suas maldades, confiantes em sua influência para cometer atos injustos sem impedimento (Mq 2:1)
E, anuncia que por causa de sua injustiça e ganância, Deus os julgaria, não haveria mais distribuição de terras por sorteio na congregação do Senhor, eles e sua descendência perderiam sua porção e seriam desolados e seus bens tomados por inimigos, um sinal do juízo divino por sua desobediência e falsidade (Mq 2:2-5).
⁷ Ó vós que sois chamados casa de Jacó, porventura encurtou-se o Espírito do Senhor? São estas as suas obras? E não é assim que fazem bem as minhas palavras ao que anda retamente?
Deus questiona Israel, lamentando a desobediência e a injustiça que se tornaram comuns, e lembrando-os de que o Espírito de Deus não é limitado e que Suas palavras trazem bênção para os justos, contrastando com a corrupção e a exploração que eles praticavam tirando a herança das mulheres e crianças...que viria a ruína destes opressores (Mq 2:9).
¹¹ Se houver alguém que, andando com espírito de falsidade, mentir, dizendo: Eu te profetizarei sobre o vinho e a bebida forte; será esse tal o profeta deste povo (Mq 2:11).
Faz um alerta sobre falsos profetas que, guiados por um espírito de falsidade, ofereceriam mensagens sedutoras de vinho e bebida forte (prazeres terrenos), em vez da verdade divina, e seriam aceitos por um povo que preferia ouvir mentiras confortáveis à palavra dura de Deus, revelando a corrupção espiritual e a busca por satisfação fácil,
¹² Certamente te ajuntarei todo, ó Jacó; certamente congregarei o restante de Israel; pô-los-ei todos juntos, como ovelhas de Bozra; como o rebanho no meio do seu pasto, farão estrondo por causa da multidão dos homens. ¹³ Subirá diante deles o que abrirá o caminho; eles romperão, e entrarão pela porta, e sairão por ela; e o rei irá adiante deles, e o Senhor à testa deles (Mq. 2:12-13).
Promete a restauração para Israel, afirmando que Deus ajuntaria todo o povo ("Jacó") e o remanescente de Israel, reunindo-os como ovelhas seguras num aprisco ou pasto, fazendo barulho de multidão de homens, simbolizando retorno à sua terra e segurança, com um líder abrindo o caminho e o Senhor à frente, prenunciando o Messias e a Igreja.
¹ E disse eu: Ouvi, peço-vos, ó chefes de Jacó, e vós, príncipes da casa de Israel; não é a vós que pertence saber o juízo? - Mq. 3:1
Destaca que aqueles que ocupam posições de poder têm a obrigação intrínseca de "saber o juízo" (conhecer a justiça), ou seja, agir com equidade e proteger o direito do povo.
O profeta pergunta com ironia: "não é a vós que pertence saber o juízo?", expondo a negligência dessas autoridades, que conheciam a Lei, mas praticavam a injustiça e a opressão contra os mais pobres.
"Ouvi, peço-vos" é uma convocação solene para um julgamento divino iminente sobre a corrupção do sistema jurídico e social daquela nação.
⁵ Assim diz o Senhor acerca dos profetas que fazem errar o meu povo, que mordem com os seus dentes, e clamam paz; mas contra aquele que nada lhes dá na boca preparam guerra. Mq. 3:5
A confusão e a vergonha sobrevirá aos profetas corruptos que guiam o povo ao erro, prometendo paz e prosperidade (clamando "Paz!") quando bem alimentados ("mordem com os seus dentes"), declarando guerra ("preparam guerra") contra quem não lhes paga, revelando mensagens motivados por dinheiro, e não pela verdade de Deus - Mq. 3:5-7.
Os falsos profetas (videntes/adivinhadores) não teriam mais visões ou respostas de Deus, pois Ele não se manifestaria a eles devido à sua infidelidade, com eles cobrindo a boca em silêncio, contrastando com o verdadeiro profeta que fala com poder do Espírito.
⁸ Mas eu estou cheio do poder do Espírito do Senhor, e de juízo e de força, para anunciar a Jacó a sua transgressão e a Israel o seu pecado. Mq. 3:8
O versículo expressa a plenitude do profeta Miquéias com o poder, juízo e força do Espírito do Senhor (Deus), capacitando-o a denunciar corajosamente os pecados e transgressões do povo de Israel (Jacó), revelando a eles a sua desobediência, um contraste com os falsos profetas que distorciam a justiça.
Miquéias 3:9-12, profetisa contra a corrupção institucionalizada dos líderes de Jacó (Israel) - todas as esferas de poder — jurídica, religiosa e profética — foram corrompidas pelo dinheiro - que deixando a justiça, aceitarem subornos para construir Jerusalém e que Sião seria destruída e o Monte do Templo se tornaria em ruínas, por sua iniquidade e falsa confiança em Deus.
Em Miquéias 4:1-2, a profecia messiânica sobre os "últimos dias". O Monte do Templo de Deus (Sião, Jerusalém) será o ponto mais alto, atraindo todas as nações para buscar o ensino de Deus, resultando em paz universal, com as nações transformando suas armas em ferramentas de lavoura, pois a lei e a palavra do Senhor emanarão de Sião para governar o mundo, um tema paralelo encontrado em Isaías 2:2-4.
Miquéias 4:4-5 descreve a promessa de paz, segurança e prosperidade sob o governo de Deus, cada um viverá tranquilamente sob sua videira e figueira, sem medo. Diferente dos outros povos que seguem seus próprios deuses; Israel viverá para sempre no nome do Senhor.
A passagem fala de um futuro messiânico de prosperidade material e espiritual, contrastando a instabilidade das nações com a segurança duradoura do povo de Deus.
¹¹ Agora se congregaram muitas nações contra ti, que dizem: Seja profanada, e vejam os nossos olhos o seu desejo sobre Sião. ¹² Mas não sabem os pensamentos do Senhor, nem entendem o seu conselho; porque as ajuntou como gavelas numa eira. Mq. 4:11,12
Gavela (ou gabela) significa um feixe, molho ou braçado de espigas de cereal colhidas, como trigo ou cevada, sendo um termo rural ligado à agricultura e à colheita. o trabalho árduo dos campos, aparecendo em passagens como Rute 2:7, podendo também no contexto bíblico, simbolizar bênçãos, prosperidade.
Miquéias 4:6-13 descreve a promessa de Deus de restaurar Sião reunindo os exilados e oprimidos, transformando-os em uma nação forte, com o Senhor reinando sobre eles (v. 6-7).
A passagem descreve a dor do exílio (como o parto), a luta contra nações inimigas ("muitas nações contra ti"), mas enfatiza a soberania de Deus, que os ajudará a triunfar, transformando-os em uma força poderosa, e dedicando os despojos dos inimigos ao Senhor (v. 8-13).
¹ Agora ajunta-te em tropas, ó filha de tropas; pôr-se-á cerco contra nós; ferirão com a vara na face ao juiz de Israel. ² E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre os milhares de Judá, de ti me sairá o que governará em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade. ³ Portanto os entregará até ao tempo em que a que está de parto tiver dado à luz; então o restante de seus irmãos voltará aos filhos de Israel. Mq. 5:1-3
Miquéias descreve um futuro de cerco e sofrimento para Israel, com seu líder sendo ferido, mas prevê o nascimento de um governante messiânico de Belém (Efrata), cujas origens são eternas, que trará restauração e paz, marcando o retorno do remanescente de Israel após um período de espera, como um "parto".
A "filha de tropas" (referindo-se a Jerusalém ou Israel) deve se preparar para a batalha, pois um cerco virá, e o líder ou juiz de Israel será humilhado e ferido (simbolicamente, por inimigos) - v.1.
A cidade de Belém (Efrata), apesar de pequena, é o lugar de onde surgirá o governante de Israel. Sua origem é eterna, apontando para Jesus Cristo, o Messias - v.2.
Israel será entregue (sofrerá) até o momento do "parto", quando o Messias nascer, e então o remanescente do povo retornará e será restaurado, unido aos outros israelitas - v.3.
A profecia messiânica prediz tanto a desolação de Israel sob opressão quanto a vinda do Messias de Belém, que trará redenção e um reino duradouro, um tema que também é citado no Novo Testamento (Mt 2:6)
A promessa messiânica de um líder que apascentará o povo na força de Deus, trazendo segurança e paz, mesmo diante da ameaça assíria, com a defesa de "sete pastores e oito príncipes" (líderes fortes), culminando na exaltação de Deus e na paz duradoura, um prenúncio do Messias que governará com poder e trará salvação - Mq 5:4-5.
"E ele permanecerá, e apascentará..." - v.4: Refere-se a um futuro líder (o Messias, Jesus Cristo) que se manterá firme e guiará o povo com o poder e a majestade de Deus.
"Será engrandecido até aos fins da terra" - Sua autoridade e o nome de Deus serão exaltados globalmente, garantindo segurança ao povo.
"E este será a nossa paz" - v. 5: A vinda desse líder trará paz verdadeira.
"Quando a Assíria vier à nossa terra...": Em tempos de invasão e opressão (simbolizada pela Assíria, um inimigo histórico), o povo não será destruído.
"Levantaremos contra ela sete pastores e oito príncipes": Em vez de uma derrota, Deus levantará líderes poderosos (representados por "sete pastores e oito príncipes") para defender o povo e resistir aos inimigos.
Este trecho é uma profecia central no livro de Miquéias, antecipando a vinda do Messias, Jesus Cristo, que, como o Príncipe da Paz (Is. 9:6), estabeleceria um reino de segurança e justiça, contrastando com os tempos de conflito e opressão enfrentados por Israel.
A menção da Assíria representa os inimigos que ameaçavam o povo de Deus, mas que seriam superados pela intervenção divina através de seus líderes messiânicos
Miquéias 5:6-15 - uma profecia que aborda a libertação do povo de Israel (Jacó) da Assíria e, posteriormente, o julgamento de Deus sobre as nações gentias e a purificação de Israel da idolatria e práticas pagãs.
Libertação de Assíria (v. 6): Uma promessa de que um líder (mencionado anteriormente no capítulo) libertará Israel da invasão assíria.
O Remanescente de Jacó (v. 7-9): O remanescente de Israel é descrito de duas maneiras: como uma bênção (orvalho/chuvisco) para muitos povos e como um poder dominador (leão) sobre seus adversários.
Juízo e Purificação de Israel (v. 10-14): Deus promete remover de Israel tudo em que confiavam para segurança e poder, incluindo cavalos, carros de guerra, fortalezas e, crucialmente, a idolatria (imagens de escultura, estátuas, bosques sagrados) e a feitiçaria. O objetivo é que confiem somente Nele.
Vingança sobre as Nações Desobedientes (v. 15): A passagem termina com uma declaração de que Deus exercerá juízo e vingança contra as nações gentias que não obedeceram.
Miquéias 6:1-5 é um chamado de Deus para Israel, usando a natureza (montes e outeiros) como testemunhas em um "tribunal divino" para julgar o povo, relembrando-os de Sua fidelidade (libertação do Egito...) e questionando por que o abandonaram, enquanto os exorta a lembrar-se das tramas de Balaque para reconhecer a justiça de Deus.
"Levanta-te, contende com os montes..." - v. 1-2: Deus convoca o profeta Miquéias (ou o próprio povo) para apresentar uma defesa ou acusação perante as montanhas e os fundamentos da terra, que servirão como juízes imparciais e testemunhas da relação entre Deus e Israel, como em um tribunal.
"Porque o Senhor tem uma demanda com o seu povo...": É um processo judicial (contenda/demanda) onde Deus expõe as falhas de Israel.
"Ó povo meu; que te tenho feito? E com que te enfadei? Testifica contra mim." - v. 3: Deus, de forma retórica, questiona Seu povo: "O que eu fiz de errado para vocês me deixarem? Em que falhei?" Ele os desafia a apresentar evidências contra Ele.
Deus lembra Seu amor e fidelidade - v. 4: Ele os tirou do Egito, os redimiu da escravidão e os guiou com Moisés, Arão e Miriã, mostrando Suas "justiças".
"Povo meu, lembra-te agora..." v. 5: Israel deve se recordar dos eventos desde Sitim (onde pecaram com mulheres moabitas) até Gilgal (onde foram provados), especialmente a tentativa de Balaque de amaldiçoá-los e a resposta de Balaão, que os abençoou, para que compreendam a proteção e os caminhos justos do Senhor.
Um dos versículos mais conhecidos da Bíblia: "Ele te declarou, ó homem, o que é bom e que é o que o Senhor pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus" (Mq 6:8)
Miquéias 6:6-16 - faz um paralelo sobre a diferença entre a religiosidade externa e a verdadeira devoção espiritual.
1. O profeta começa com perguntas retóricas sobre como agradar a Deus. Ele questiona se rituais grandiosos (milhares de carneiros) ou sacrifícios extremos (o próprio filho) seriam suficientes (v. 6-8).
Deus não busca ritos vazios, mas um caráter transformado. O versículo 8 de Miquéias é o coração do livro: "praticar a justiça, amar a fidelidade (benignidade) e andar humildemente com o teu Deus".
2. Deus aponta que a adoração do povo era hipócrita porque suas vidas práticas eram marcadas pela desonestidade (v. 9-12).
Denunciou o comércio injusto, que fazia uso de "balanças falsas", pesos e medidas enganosas para explorar os pobres.
Na Bíblia, "dois pesos e duas medidas". refere-se à injustiça e desonestidade, especialmente em transações comerciais com pesos e medidas falsos. Os ricos e influentes usavam a força e o engano para acumular bens.
A expressão originou-se da prática desonesta de mercadores que usavam pesos e medidas diferentes - sendo um para comprar e outro, menor, para vender - para enganar os clientes, o que era roubo e abominação a Deus. Como descrito em:
Miqueias 6:11 - "Serei eu justo com balanças falsas, e com uma bolsa de pesos enganosos?";
Deuteronômio 25:13-16: "Não terás em tua bolsa dois tipos de peso: um pesado e outro leve. Não terás em tua casa dois tipos de medida: uma grande e outra pequena. Terás um peso íntegro e justo, medida íntegra e justa";
Provérbios 20:23 "Dois pesos e duas medidas são abominação ao Senhor, tanto um como outro".
3. As consequências do pecado (v. 13-16) - Devido à injustiça e à idolatria (seguindo os "estatutos de Onri" e a "casa de Acabe", símbolos de apostasia em Israel), o julgamento seria inevitável:
Frustração. O povo plantaria, mas não colheria; comeria, mas não se fartaria. É a "lei da futilidade", onde o trabalho não traz satisfação porque a benção de Deus foi retirada. Desolação: O resultado da rebeldia seria a vergonha e a destruição da nação.
Este texto convida à reflexão sobre a integridade. Ele ensina que a fé cristã não se limita ao que acontece dentro de um templo, mas manifesta-se na ética nos negócios, na misericórdia com o próximo e na submissão diária a Deus.
Miquéias 7:1-6 expressa a profunda desilusão do profeta com a corrupção generalizada em Judá, onde a piedade desapareceu, a justiça foi substituída por subornos e intrigas, e a família se tornou um campo de batalha, culminando na descrição de uma sociedade tão decadente que até os mais justos são como espinhos, e a confiança é impossível, pois os inimigos estão dentro da própria casa.
O profeta lamenta a ausência de bondade, como alguém que busca uvas e figos após a colheita, e descreve um cenário de traição familiar e corrupção nos poderes (príncipes, juízes, grandes), clamando por um dia de punição, mas encontrando apenas desolação e a necessidade de não confiar em ninguém.
⁷ Eu, porém, olharei para o Senhor; esperarei no Deus da minha salvação; o meu Deus me ouvirá. ⁸ Ó inimiga minha, não te alegres a meu respeito; ainda que eu tenha caído, levantar-me-ei; se morar nas trevas, o Senhor será a minha luz.
O profeta Miquéias declara esperança e confiança em Deus, mesmo em meio à corrupção e adversidade, afirmando que apesar das quedas e da escuridão, ele se levantaria porque Deus o ouviria e seria sua luz, derrotando a alegria de seus inimigos. A mensagem central é sobre perseverança, fé inabalável, certeza da intervenção divina para restaurar e trazer luz onde há trevas.
Miquéias 7:9-20 é uma passagem bíblica de esperança e restauração, onde o profeta reconhece o pecado, mas confia que Deus julgará sua causa, trará luz e justiça, superando a vergonha e punindo inimigos, com promessas de restauração, cuidado pastoral, e a demonstração de maravilhas divinas, culminando na descrição do caráter perdoador e compassivo de Deus, que não retém sua ira para sempre e deseja estender sua graça e fidelidade a Seu povo.
O profeta aceita a disciplina de Deus por seu pecado, mas espera por Sua justiça, quando será liberto para a luz, e a vergonha cairá sobre seus inimigos que zombam de sua situação - v. 9-10.
Haverá um dia de restauração dos muros, com grande expansão territorial, mas também um aviso de desolação para a terra por causa das obras de seus moradores, destacando a soberania de Deus - v. 11-13.
Deus é chamado a apascentar Seu povo, como um pastor cuida de seu rebanho, em lugares férteis como o Carmelo, Basã e Gileade, como nos tempos antigos - v. 14.
¹⁴ Apascenta o teu povo com a tua vara, o rebanho da tua herança, que habita a sós, no bosque, no meio do Carmelo; apascentem-se em Basã e Gileade, como nos dias do passado. ¹⁵ Eu lhes mostrarei maravilhas, como nos dias da tua saída da terra do Egito. ¹⁹ Tornará a apiedar-se de nós; sujeitará as nossas iniquidades, e tu lançarás todos os seus pecados nas profundezas do mar. ²⁰ Darás a Jacó a fidelidade, e a Abraão a benignidade, que juraste a nossos pais desde os dias antigos. Miquéias 7:14-20
Deus promete mostrar maravilhas como no Êxodo, levando as nações a se envergonharem, silenciarem e temerem, reconhecendo o poder de Deus, que os fará tremer e vir com pavor (v. 15-17).
A passagem exalta o Deus que perdoa a iniquidade, não guarda a ira para sempre, e tem prazer na benignidade, restaurando e lançando os pecados no mar, cumprindo suas promessas a Jacó e Abraão - v. 18-20.
É uma profecia de redenção, onde a fidelidade e a misericórdia de Deus superam Seu juízo, trazendo libertação e restauração ao Seu povo, apesar de suas falhas, e demonstrando Sua justiça e amor inabaláveis.
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