domingo, 9 de agosto de 2020

Neuroplasticidade na Bíblia



A Bíblia e a neurociência se conectam através da neuroplasticidade, mostrando que a renovação da mente é possível, com versículos como Romanos 12:2 - "transformem-se pela renovação da vossa mente"; e Efésios 4:23-24 - "renovai-vos no espírito da vossa mente e revesti-vos do novo homem"; descrevendo o processo que a ciência chama de capacidade do cérebro de mudar e criar novas conexões neurais.

Práticas espirituais como oração, gratidão e foco no presente (Mt 6:34) reforçam essa transformação, diminuindo ansiedade e promovendo bem-estar, o que a neurociência agora comprova, ativando centros de recompensa e reduzindo a atividade da amígdala, provando que a fé pode "religar" o cérebro.

"Por isso, não fiquem preocupados com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã trará as suas próprias preocupações. Para cada dia bastam as suas próprias dificuldades." (Mateus 6:34 - NTLH)

Jesus aconselha a não se preocupar com o futuro, pois cada dia tem suas próprias preocupações e desafios ("mal"), incentivando a confiança em Deus para o dia a dia e a busca primeiro pelo Reino de Deus.

A passagem instrui a focar no presente, confiando que Deus proverá e cuidará das necessidades futuras, sem se deixar dominar pela ansiedade ou planejamento excessivo para o amanhã.

Passagens Bíblicas e seus Correlatos na Neurociência

Romanos 12:2 e Efésios 4:23-24 (Renovação da Mente): A ciência da neuroplasticidade explica como o cérebro pode ser "reconfigurado" ao substituir padrões de pensamento antigos por novos, algo que a leitura e meditação na Palavra de Deus promovem.

Provérbios 18:21 (Poder da Língua): O que declaramos e repetimos (linguagem interna) molda nossa identidade e comportamento, reforçando vias neurais, um conceito central na neuroplasticidade.

1 Tessalonicenses 5:18 (Gratidão): A gratidão ativa o núcleo accumbens (centro de recompensa) e libera dopamina e serotonina, o que a Bíblia já apontava como um caminho para a paz e a alegria, reduzindo a ansiedade. A Bíblia ensina a agradecer, e a neurociência confirma que isso libera dopamina e serotonina, gerando bem-estar.

Mateus 6:34 (Foco no Presente): Jesus ensinava o mindfulness ao aconselhar a não se preocupar com o amanhã, focando no agora, o que a ciência mostra ser crucial para diminuir a ansiedade, que surge da ruminação sobre o futuro.

Provérbios 17:22 (Coração Alegre): Emoções positivas influenciam a saúde física, com um espírito alegre sendo um bom remédio, ativando processos que beneficiam o corpo.

Como a Bíblia e a Neuroplasticidade se Unem

Transformação Real: A fé e as disciplinas espirituais (oração, perdão, meditação) atuam como "neuroplasticidade autodirigida", remodelando circuitos cerebrais para sermos mais receptivos a Deus e ao Seu plano, como descrito por.

Cura e Esperança: A capacidade de mudar o cérebro permite que ninguém esteja condenado ao passado ou a traumas; a fé oferece um caminho para a cura e o renovação.

Renovação da Mente: Romanos 12:2 fala em transformar-se pela renovação da mente. A neurociência chama isso de neuroplasticidade, mostrando que pensamentos e palavras repetidas moldam o cérebro.

Oração e Silêncio: A prática bíblica de orar e buscar o silêncio (Salmo 46:10) ativa áreas cerebrais ligadas à calma, reduzindo o cortisol e o estresse, promovendo autocontrole.

Coragem e Fé: A Bíblia (Hebreus 11:6) fala da fé. A neurociência mostra que a coragem e a fé ativam redes de superação, aumentando a resiliência e o sistema imunológico.

Cuidado com Pensamentos: A instrução bíblica de focar em coisas verdadeiras e puras (Filipenses 4:8) é um treino mental que, segundo a ciência, fortalece circuitos neurais positivos.

Educação e Desenvolvimento: A Bíblia (Provérbios) e a neurociência concordam que os primeiros anos são essenciais para moldar o cérebro, e práticas como o "reparo relacional" (perdão após conflito) liberam hormônios de segurança

Como a fé e a ciência se conectam

A neurociência não anula a fé, mas oferece uma compreensão de como as práticas espirituais atuam no cérebro e no corpo, complementando os ensinamentos bíblicos.

A Bíblia oferece um "manual" para a saúde mental e emocional, e a neurociência explica os mecanismos biológicos por trás desses resultados.

A neurociência atualiza e confirma, em termos biológicos, os princípios de sabedoria e transformação espiritual presentes nas escrituras há milênios, mostrando que cuidar da mente e do espírito é cuidar do próprio cérebro.

A Bíblia não apenas descreve princípios para uma vida transformada, mas esses princípios alinham-se com os mecanismos cerebrais da neuroplasticidade, permitindo que a fé, a oração e a renovação mental concretizem mudanças profundas e duradouras.


Neuroplasticidade na Leitura da Bíblia

A neuroplasticidade, definida como a capacidade do cérebro de se remodelar e criar novas conexões neuronais em resposta a experiências e aprendizados, encontra paralelos significativos com a prática da leitura da Bíblia.

Pesquisas indicam que a leitura frequente da Bíblia não apenas fortalece a fé, mas também atua como um estímulo cognitivo que "religa" as respostas cerebrais, reduzindo padrões de pensamentos negativos e promovendo bem-estar emocional.

Conexão entre Bíblia e Neurociência

O conceito bíblico de "transformai-vos pela renovação da vossa mente" (Romanos 12:2) é considerado um princípio de auto-direcionamento da neuroplasticidade, onde a repetição de pensamentos positivos e espirituais altera a estrutura cerebral.

"Religando" o Cérebro, pois o engajamento regular com as Escrituras ajuda a diminuir comportamentos destrutivos e vícios, alterando as conexões neuronais responsáveis por respostas comportamentais.

A leitura consistente é associada à diminuição de sentimentos negativos, como a solidão, a raiva, o estresse.

Impactos Específicos da Leitura Bíblica

Fortalecimento de Áreas de Esperança: A leitura constante da Bíblia reorganiza pensamentos e fortalece áreas do cérebro responsáveis pela paz e esperança.

Aumento da Empatia: A leitura regular da Bíblia está associada a um aumento na empatia e compaixão.

"Pensar como Cristo": A prática contínua da leitura bíblica torna o processo de renovação da mente mais fácil e automático, mudando a forma como o indivíduo processa o mundo.

Mecanismos Envolvidos - Ativa a neuroplasticidade

Leitura e Meditação: Meditar nas escrituras fortalece novas vias neurais.

Memorização: A memorização de versículos, como sugerido em Salmos 119:11, cria "trilhas" de pensamento mais profundas e duradouras.

O Salmo 119:11 da Bíblia diz: "Guardo no coração a tua palavra para não pecar contra ti", uma afirmação do salmista sobre a importância de internalizar os ensinamentos de Deus para evitar o pecado, sendo um lembrete poderoso para os fiéis manterem a Palavra de Deus como seu guia e tesouro para viver em santidade.

Frequência: A constância é a chave para a neuroplasticidade, transformando o "olhar" para a palavra em uma mudança estrutural no cérebro.

A neurociência, portanto, alinha-se com a ideia de que a leitura bíblica diária molda ativamente o cérebro, promovendo saúde mental e espiritual ao substituir padrões de pensamento antigos por novos caminhos neurais.


Neuroplasticidade na música

A música gospel, por suas características de ritmo, harmonia e, principalmente, letras focadas em fé, esperança e espiritualidade, tem um impacto positivo significativo no cérebro, promovendo a neuroplasticidade — a capacidade do cérebro de se adaptar e criar novas conexões neurais.

Principais efeitos da música gospel no cérebro com base em estudos de neurociência:

Ativação do Sistema de Recompensa (Dopamina): Músicas de louvor ativam áreas profundas do cérebro, liberando dopamina, o que gera sensações de prazer, motivação, alegria e bem-estar.

Redução do Estresse (Cortisol): O ritmo calmo de muitas músicas de adoração ajuda a reduzir os níveis de cortisol, o hormônio do estresse, promovendo relaxamento e paz interior.

Regulação Emocional e Cognitiva: A música gospel estimula o sistema límbico (responsável pelas emoções) e o hipocampo (memória), ajudando a regular o humor e processar emoções difíceis.

Fortalecimento de Conexões Neurais (Neuroplasticidade): Ouvir ou cantar música gospel com frequência treina o cérebro, moldando-o de forma positiva. Isso é especialmente útil para reabilitação cognitiva e manutenção da saúde mental.

Conexão Social e Pertencimento: A música no contexto religioso (como cultos) facilita a oxitocina, promovendo sentimentos de união, confiança e pertencimento a um grupo.

Conclui-se assim que o impacto da música gospel vai além do emocional, atuando diretamente na estrutura cerebral. Ela é considerada uma ferramenta poderosa para "treinar" a mente para pensamentos de esperança, reduzindo ansiedade e melhorando a qualidade de vida.

Neuroplasticidade na Oração

A oração ativa a neuroplasticidade, a capacidade do cérebro de se reorganizar, fortalecendo áreas ligadas à atenção (córtex pré-frontal), cognição e regulação emocional, promovendo melhor foco, clareza mental, redução de estresse e melhor tomada de decisões, ao criar novas conexões neurais e aumentar o fluxo sanguíneo e a espessura cortical nessas regiões, funcionando como um treino que melhora a saúde mental e espiritual.

Como a Oração Atua no Cérebro

Ativa o Córtex Pré-Frontal: Esta área, vital para atenção, foco, tomada de decisões e comportamento, é ativada e pode até aumentar de espessura, resultando em maior clareza e autocontrole, segundo pesquisadores.

Aumenta Neuroplasticidade: A prática cria novas sinapses (conexões) entre os neurônios, permitindo que o cérebro se regenere e se adapte, como um "treino" para a mente.

Libera Neurotransmissores: A oração pode aumentar a liberação de neurotransmissores que melhoram o humor e combatem a ansiedade, como dopamina e ocitocina, promovendo bem-estar.

Reduz o Estresse: A prática acalma o corpo, diminui a atividade da amígdala (centro do medo) e ativa o nervo vago, levando a um estado de calma profunda.

Melhora a Cognição: Aumenta o foco, a atenção e a capacidade cognitiva, podendo até auxiliar na prevenção de doenças como Alzheimer.

Benefícios Práticos: Maior Clareza e Foco: Ajuda a centralizar a atenção, mesmo em leituras complexas.

Melhor Tomada de Decisão: O fortalecimento do córtex pré-frontal leva a escolhas mais assertivas.

Redução da Reatividade: Diminui a resposta ao medo e ao estresse, promovendo uma verdadeira regulação emocional.

Sentimento de Paz e Conexão: Transforma a experiência do sofrimento em superação, criando um "porto seguro" mental e emocional.

A neurociência mostra que a oração é uma poderosa ferramenta de neuroterapia, que usa a neuroplasticidade para remodelar positivamente o cérebro, integrando os aspectos espirituais e biológicos para a saúde e o bem-estar.

domingo, 22 de dezembro de 2019

Fome da Palavra de Deus


Amós, profeta do Antigo Testamento, entregou a Palavra de Deus sobre a justiça social, a condenação da opressão e da corrupção, e a necessidade de adoração e vida cristã autêntica, chamando Israel e Judá à retidão, alertando que a prosperidade sem justiça levaria ao julgamento divino, e prometendo uma futura restauração, sempre enfatizando que Deus quer justiça, não rituais vazios.

Mensagens Principais de Amós sobre a Palavra de Deus

O Chamado Divino:

Amós era um simples pastor de ovelhas e cuidador de figueiras, não um profeta profissional, mas foi chamado diretamente por Deus para entregar Sua mensagem a Israel (Amós 7:14-15).

Justiça e Retidão:

A Palavra de Deus, para Amós, significa que o Senhor deseja que a justiça corra como um rio e a retidão como uma torrente (Amós 5:24). Ele condena a exploração dos pobres, a fraude nos negócios e a violência.

Adoração Vazia:

Deus despreza as festas, sacrifícios e cânticos de um povo que vive em injustiça. Ele não os ouve, pois o barulho das celebrações não esconde a falta de amor ao próximo (Amós 5:21-23).

O Dia do Senhor:

Amós alerta que o "Dia do Senhor" não será um dia de luz para os ímpios, mas de trevas, julgamento e escuridão, pois Deus visitará os pecados de Israel (Amós 5:18-20).

A Fome pela Palavra:

Há um tempo futuro em que haverá uma fome na terra, não de pão ou água, mas de ouvir a Palavra de Deus. As pessoas buscarão essa Palavra sem a encontrar (Amós 8:11-12).

As pessoas (israelitas) correrão de um lado para o outro, de um mar (Mediterrâneo) a outro (Mar Morto), do norte ao oriente (Oriente Médio), buscando a verdade divina, mas estarão tão afastadas de Deus que não a acharão.

O livro fala de julgamento contra Israel por sua idolatria, opressão dos pobres e violação da aliança com Deus, e estes versículos apontam para a consequência: a perda da presença e da mensagem de Deus.

É uma profecia sobre a severidade da apostasia e a consequência de rejeitar a Palavra de Deus, resultando em um tempo de desorientação e vazio espiritual profundo, onde a verdade se torna inacessível.

Soberania e Juízo:

Deus é soberano sobre todas as nações e julgará a todos, incluindo Israel, por sua desobediência e injustiça, enviando-os para o exílio (Amós 2, 9).

A Palavra de Deus, segundo Amós, é um chamado urgente para uma vida de justiça e verdade, condenando a hipocrisia e prometendo juízo àqueles que a ignoram; e, esperança para o remanescente fiel.

FOME da PALAVRA DE DEUS - FOME ESPIRITUAL

Amós 8:11-12 profetiza um tempo de grande fome espiritual, fome de ouvir a Palavra de Deus, quando as pessoas vagarão desesperadamente de um lugar para outro, buscando a mensagem divina sem encontrá-la. Um juízo divino pela infidelidade e busca por falsos ídolos. A profecia de Amós alerta sobre a importância de buscar a verdade de Deus antes que Ele silencie Sua voz.

O Texto de Amós 8:11-12:

¹¹ Eis que vêm dias, diz o Senhor Deus, em que ENVIAREI FOME SOBRE A TERRA; não fome de pão, nem sede de água, mas de OUVIR AS PALAVRAS DO SENHOR. ¹² E irão errantes de um mar até outro mar, e do norte até ao oriente; correrão por toda a parte, buscando a PALAVRA DO SENHOR, mas não a acharão. Amós 8:11,12

Fome Espiritual:

A profecia fala de uma carência profunda, onde a falta de alimento físico não será o problema, mas a ausência da Palavra de Deus, da orientação e da verdade.

Juízo Divino:

Essa "fome" é um castigo de Deus, um sinal de que Ele se afastará do povo por causa de sua infidelidade e busca por falsos deuses e riquezas.

Busca Vã:

As pessoas procurarão por essa palavra por todos os lugares (de um mar ao outro, do norte ao oriente), mas não a encontrarão, pois a fonte da verdade (o próprio SENHOR) estará inacessível ou silenciada para eles.

Alerta Atual:

A passagem serve como um chamado para valorizar e buscar a Palavra de Deus enquanto Ele ainda fala, antes que seja tarde demais para ouvir Sua mensagem e encontrar satisfação em Seus ensinamentos.

Amós 8:11-12 descreve um futuro de desolação espiritual, onde a sede pela verdade de Deus será insaciável e inalcançável, destacando a seriedade do afastamento de Deus e a importância da busca pela Sua voz.

Passagens Semelhantes ou Relacionadas:

1 Samuel 3:1: "O menino Samuel servia ao Senhor, diante de Eli. Naqueles dias, a palavra do Senhor era rara; visões não eram frequentes." - Descreve um tempo de escassez da palavra, similar à profecia de Amós.

Salmos 119:105: "Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e luz para o meu caminho." - Contrasta com a fome espiritual, mostrando o valor de se alimentar, se nutrir do conhecimento da Palavra de Deus, a Bíblia.

Jeremias 15:16: "Foram encontradas as tuas palavras, e eu as comi; e a tua palavra foi para mim alegria e exultação do coração..." - Expressa a alegria de encontrar a Palavra.

Mateus 4:4 (Jesus no deserto): "Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus." - Enfatiza que a Palavra de Deus, o alimento espiritual é tão vital quanto o alimento físico.

João 6:63: "O Espírito é quem dá vida; a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos tenho dito são espírito e vida." - Jesus ressalta o poder vivificante da Palavra.

O que Amós 8:11-12 nos diz:

Os versículos alertam sobre um tempo de grande apostasia, onde o povo rejeitará a Deus e Sua Palavra, e quando eles finalmente a desejarem, ela estará ausente, causando uma fome espiritual profunda, pois se voltarão para ídolos e falsas doutrinas.

No livro de Gênesis (capítulos 41-47), a fome no Egito foi uma fome literal de pão e água que assolou a terra e as regiões vizinhas.

O Faraó teve um sonho profético, interpretado por José, sobre sete anos de fartura seguidos por sete anos de grande fome. Graças à sabedoria de José em estocar alimentos, o Egito sobreviveu e pôde sustentar outras nações, incluindo a família de Israel.

O profeta Amós, ao proferir o julgamento de Deus contra Israel, utiliza a imagem da fome para profetizar uma carência muito mais profunda e devastadora do que a falta de alimento físico:

          "Eis que vêm dias", diz o Senhor DEUS, "em que enviarei fome sobre a terra; não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do SENHOR".

Significado da Profecia

Ao contrário da fome no Egito, que foi saciada com pão e água, a fome profetizada por Amós é a ausência da orientação divina e da mensagem de Deus. O povo de Israel, embora materialmente próspero na época, estava espiritualmente pobre e havia desprezado a palavra de Deus.

O versículo 12 descreve as pessoas "andando de mar a mar, e do norte até ao oriente; correrão por toda a parte, procurando a palavra do SENHOR, mas não a acharão".

Ilustrando um tempo de desespero futuro em que, quando o julgamento de Deus caísse, as pessoas desejariam ouvir Sua mensagem, mas a oportunidade já teria passado, ou a verdadeira pregação estaria escassa.

A falta da Palavra de Deus é vista como um dos piores juízos que poderiam vir sobre a nação, resultando em morte espiritual e na impossibilidade de se levantar novamente para aqueles que persistiam na idolatria e na injustiça.

Em resumo, enquanto o sonho de Faraó tratava de uma fome física que pôde ser prevenida por ação humana inspirada por Deus, Amós 8:11-12 fala de uma fome de natureza espiritual, um castigo divino pela negligência da Palavra de Deus, para a qual não haverá solução quando o tempo do juízo chegar.

***Estudo Bíblico: Elizabeth Nogueira ***

Fome de Deus
Canção de Sergio Saas ‧ 2019


Eu sou a multidão Que buscam por pão
Mas até onde fui Não pude encontrar
O pão do céu O Filho de Deus
Só Ele pode alimentar Só Ele pode saciar
Eu tenho fome de Deus
Fome de pão Fome de amor
De união Tenho fome de paz
Fome de luz De Jesus
Eu sou a multidão Que buscam por pão
Mas até onde fui Não pude encontrar
O pão do Céu O Filho de Deus
Só Ele pode alimentar Só Ele pode saciar
Eu tenho fome de Deus Fome de pão
Fome de amor De união
Tenho fome de paz Fome de luz De Jesus
Eu tenho fome de Deus
Fome de pão Fome de amor De união
Tenho fome de paz
Fome de luz De Jesus
Os que tem fome Fome de pão
Bem aventurados Pois se fartarão
Sou pão da vida Desci do céu
Os que comem jamais Fome terão
Tenho fome de Deus
Eu tenho fome de paz
Fome de luz De Jesus
Eu tenho fome de Deus
Fome de pão Fome de amor
De união Tenho fome de paz
Fome de luz De Jesus
De Jesus De Jesus De Jesus

Fonte: Musixmatch
Compositores: Sergio Augusto Aguiar Araujo Da Silva


Pão da Vida - Nelson Ned
Álbum Jesus Está Vivo, 1983

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Amor é Ação


“O amor não é prosa e nem poesia.
Aquelas três palavras não me servem.
São sonetos sem pele,
versos que não ressoam,
metáforas que não suam,
frases que não cheiram.
“Eu te amo” não diz nada, entende?
Não escreva o que sentiria
se acordasse comigo. Acorde comigo.
Não imagine meu cheiro. Me cheire.
Não fantasie meus gemidos. Me faça gemer.
O amor só existe enquanto amar.
Ação. Calor. Verbo.
Presença. Milímetros. Hálito.”

 Gabito Nunes

domingo, 18 de agosto de 2019

Distribuição do Alimento


Tudo se resume na forma de distribuição do alimento.

Os apóstolos contaram a Jesus tudo o que havia sucedido a João Batista, seu precursor. O que ele tinha feito e ensinado. E, de como o rei Herodes havia mandado o prender e degolar no cárcere. E, que os discípulos de João haviam colocado o seu corpo num sepulcro. Jesus ouvindo isto, chamou-os para se retirarem a um lugar deserto, apartado da multidão, para descansarem porque havia muitos que iam e vinham e não tinham tempo nem mesmo para comer (Mt. 14:6-13; Mc 6:31).

Jesus e os discípulos estavam em um lugar deserto. E, uma grande multidão os seguiu. Mateus 14:16, diz que Jesus vendo aquela multidão, movido pela compaixão curou os enfermos. Marcos 6:34 diz que movido pela compaixão Jesus ensinou a multidão, pois "eram como ovelhas sem pastor".

Os discípulos sugeriram a Jesus que a multidão fosse dispensada para comprar comida, pois o local era deserto e a hora já era avançada (Mt 14:13-22). Jesus instruiu os discípulos a alimentar a multidão.

1. A Primeira Multiplicação (Mt. 14:13-22; Mc 6:30-44):

A multidão estava faminta. Jesus ordenou que a multidão fosse organizada, sentada em 100 grupos de 50, para distribuição eficiente e garantia de que ninguém ficaria sem receber o alimentoE, tomando os 5 pães e 2 peixes, olhou para o céu, deu graças e os partiu, distribuindo-os aos discípulos, que os entregaram à multidão.

Todos comeram e ficaram satisfeitos. Aproximadamente 5 mil homens foram alimentados, sem contar mulheres e crianças. Foram recolhidos 12 cestos cheios de pedaços que sobraramNa Bíblia, o número 12 simboliza totalidade, ordem divina, plenitude. 

2. A Segunda Multiplicação (Mt. 15:32-39; Mc 8:1-9):

Outra grande multidão estava com Jesus a três dias, e não tinham o que comer. Jesus, compadecido, perguntou aos discípulos quantos pães tinham. Eles responderam: 7 pães e alguns peixinhos. Tomou os pães e peixes, dando graça os partiu dando aos discípulos e estes a multidão. Naquele dia, alimentaram cerca de 4.000 homens, e sobraram 7 cestos cheios de pedaços.

O milagre decorreu da compaixão de Jesus, que não queria que ninguém se sentisse mal, enfraquecido, ou mesmo que desmaiasse de fome no caminho de volta para suas casas, evidenciando o cuidado de Jesus com a multidão e a organização na distribuição do alimento.

A multiplicação dos pães é um evento central nos Evangelhos, sendo um dos milagres mais recorrentes e significativos, com duas ocorrências principais. A Primeira Multiplicação (5 pães, 2 peixes) é citada em Mateus 14:13-21; Marcos 6:30-44; Lucas 9:10-17; João 6:1-14. A Segunda Multiplicação (7 pães, poucos peixes) é citada apenas em Mateus 15:32-39 e Marcos 8:1-9.

Mateus e Marcos relatam as duas multiplicações de pães e peixes, em um contexto de novo êxodo e de um sinal messiânico. Os eventos são milagres de provisão espiritual e física. Os dois evangelhos destacam a capacidade de Jesus em suprir a necessidade física de multidões famintas, mesmo com poucos recursos (pão e peixe).

Lucas 9:10-17 descreve o milagre de Jesus na multiplicação dos pães e peixes aos 5 mil, destacando a importância da generosidade e da partilha e da provisão divina em suprir as necessidades físicas e espirituais da multidão, como um evento chave no ministério de Jesus, pois antecede a sua revelação como o Cristo, um sinal público de Sua autoridade e poder como Messias.

João 6:1-15 - é mais profundo sobre o tema da multiplicação dos pães e peixes, e relata que Jesus estava na margem do Mar da Galileia, quando uma grande multidão o seguiu. Tendo compaixão, Jesus as ensinou e curou os enfermos e vendo que a multidão estava faminta perguntou a Filipe onde comprar pão para a multidão, testando-o. Filipe calcula que nem 200 denários (muito dinheiro) bastariam.

André apresentou um menino a Jesus: ⁹ Está aqui um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos; mas que é isto para tantos? ¹⁰ E disse Jesus: Mandai assentar os homens. E havia muita relva naquele lugar. Assentaram-se, pois, os homens em número de quase cinco mil. ¹¹ E Jesus tomou os pães e, havendo dado graças, repartiu-os pelos discípulos, e os discípulos pelos que estavam assentados; e igualmente também dos peixes, quanto eles queriam. ¹² E, quando estavam saciados, disse aos seus discípulos: Recolhei os pedaços que sobejaram, para que nada se perca. ¹³ Recolheram-nos, pois, e encheram doze cestos de pedaços dos cinco pães de cevada, que sobejaram aos que haviam comido.

Os milagres de cura dos enfermos e de multiplicação de pão e peixe reforçaram a ideia de fartura e poder em suprir necessidades. A Páscoa estava próxima, o que gerou expectativa messiânica. A multidão reconhecendo que Jesus era o profeta esperado, quis proclamá-lo rei, mas Jesus se afastou, retirando-se.

A multidão estava no deserto, longe de casa e ouvindo ensinamentos espirituais quando presenciaram a cura de enfermos. Também estava faminta quando presenciou a multiplicação de pães e peixes. E, cada um dos discípulos com um cesto distribuindo alimento. Era muito milagre, no mesmo dia. Imagino a euforia daquela multidão. Curiosa questiono: " ...e as pessoas famintas das fileiras da frente e das fileiras de trás, de cada grupo o que fizeram durante a distribuição do alimento? E, respondo: - Apenas, esperaram, a sua vez de receber o alimento.

Tudo se resume na forma de distribuição do alimento.

Os milagres da multiplicação, apontaram para o discurso posterior de Jesus em João 6:32-58 - quando Ele declarou a multidão que Ele era o verdadeiro "Pão da Vida" que desceu do céu, para garantir a vida eterna aquele que crê, uma provisão muito maior que o maná no deserto, pois os milagres eram sinal da vinda do Messias, esperado, que traria libertação e abundância.

Diferente do alimento físico que depois saciada a pessoa volta a ter fome, ao receber o verdadeiro pão vivo que desceu do céu para salvar, a pessoa nunca mais teria fome e sede espiritual. 

Os discípulos, intermediários na distribuição do alimento (pão e peixe) a multidão no deserto, ilustraram a missão dada aos seguidores de Jesus, responsáveis em levar o "pão da vida" a toda criatura, até os confins da terra (IDE).

Em outros livros, a referência é mais temática e de alusão, conectando Jesus ao novo Moisés que provê o "pão da vida" (João 6), remetendo ao Antigo Testamento fazendo paralelos com a provisão de Deus no deserto ao maná do Êxodo (maná e codornizes), conforme Deuteronômio 18:15, simbolizando a provisão divina.

As chamadas Cartas Paulinas, embora não narrem o evento da multiplicação de pães e peixes, os conceitos de Jesus como pão, o corpo de Cristo e a partilha estão presentes, com ecos da multiplicação (1 Coríntios 10:16-17).

João 21:6,11 - relata que era terceira vez que Jesus se manifestava aos discípulos, após sua ressurreição. Após uma noite em que eles conseguiram pescar nada, Jesus surgiu na praia pela manhã e lhes disse: "...lançai a rede para o lado direito do barco, e achareis. Lançaram-na, pois, e já não a podiam tirar pela multidão dos peixes"; e, foram 153 grandes peixes.

Jesus preparou o jantar aos discípulos, enquanto estes ainda estavam pescando. E, tão logo estes retornam a terra encontram uma fogueira acesa, peixe e pão, simbolizando sustento físico e espiritual, representado na restauração de Pedro, no cuidado contínuo de Jesus e na comunhão dEle com os seus seguidores (Jo. 21:9-15). ¹³ Chegou, pois, Jesus, e tomou o pão, e deu-lhes e, semelhantemente o peixe. João 21:13.

No Início da Igreja (Atos 2:42-47; Atos 20:7) os primeiros cristãos perseveraram na doutrina dos apóstolos, na comunhão (se reuniam diariamente no templo), no "partir do pão", e nas orações. Em casa, "partiam o pão" e comiam juntos suas refeições com alegria e singeleza de coração.

Em Troas (Atos 20:7) no primeiro dia da semana, os discípulos se reuniram para "partir o pão", e Paulo pregou até a meia-noite, indicando que este ato era um momento central da adoração e da fé cristã.

A expressão "partir o pão" evoluiu das refeições comunitárias diárias dos primeiros cristãos, um ato de comunhão e memória de Cristo - para o entendimento da Ceia do Senhor, uma celebração instituída por Jesus para lembrar seu corpo (pão) e sangue (vinho), uma prática fundamental da igreja primitiva.

Os primeiros cristãos receberam o Reino de Deus. Receberam o Pão da Vida. Receberam a salvação. Receberam a confirmação da comunhão e do batismo. Receberam o poder do Espírito Santo para testemunhar "...tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra", conforme Atos 1:8.

E, assim quando perguntam entre as nações: "...e, as pessoas famintas próximas as multidões saciadas no deserto, por Jesus; e, as pessoas famintas próximas aos primeiros cristãos e dos depois destes... A resposta é: - Foram alimentadas.

Tudo se resume na forma de distribuição do alimento.

Aproximadamente, 2 mil anos se passaram desde a 1ª e 2ª multiplicação de pão e peixe, quando dez mil pessoas que seguiam a Jesus pelo deserto, receberam alimento (físico e espiritual) e foram saciadas. Desde que os primeiros cristãos que seguiam as doutrinas dos apóstolos na comunhão e no "partir do pão", receberam alimento (físico e espiritual) e foram saciados.

Agora o questionamento é: "..e as pessoas famintas que não estavam junto as multidões no deserto? E, as pessoas famintas que não estavam entre os primeiros cristãos?"

John Wesley (fundador metodista) disse: "O mundo é a minha própria paróquia". A frase expressa seu chamado missionário para levar o Evangelho a todos, sem se limitar a quatro paredes. Sua missão não tinha fronteiras geográficas ou institucionais, abrangia todo o globo. Cada canto do mundo (lar, trabalho, rua, locais públicos) era um local para viver e anunciar o Evangelho, demonstrando fé viva e ativa, que serve (alimenta) a humanidade onde quer que ela esteja.

Outros agem como se dissessem "Minha paróquia. Meu mundo". Nada enxergam além das paredes de sua própria igreja. Serve à Deus  e ao próximo, apenas ministrando (distribuindo/servindo) o alimento espiritual às mesmas pessoas domingo após domingo.

A igreja recebe o alimento de domingo à domingo. Encontra-se saciada, plena. Sem nada repartir (evangelismo, missões), sem compartilhar (IDE), e recebendo sempre mais alimentação, o que tem retido, recebe ainda mais e transborda. Nada recolhe para apresentar (testemunho) do que tem e lhe sobeja (excede o necessário), desperdiçando o alimento.

Para distribuição do alimento espiritual, entre outras coisas, é necessário seguir o exemplo:
1- de Jesus ao "partir do pão e do peixe", as multidões, no deserto (compaixão, ensino da Palavra, prover o alimento físico e espiritual...);
2 - dos apóstolos ao "partir do pão" aos primeiros cristãos (promover a sã doutrina, comunhão...);
3 - dos primeiros cristãos que receberam e testemunharam Jesus como o "Pão da Vida" (Servir e Adorar a Deus; aceitar e crer em Jesus Cristo; batizar (confissão pública); receber o poder do Espírito Santo; comunhão, testemuno...)

Tudo se resume na forma de distribuição do alimento.


** Autoria do Estudo Bíblico: Elizabeth Nogueira

Rede ao Mar - Ministério Ipiranga - 2004

Até que Ele Venha - Ale Magnani (Junho/2019)
Música Tema da Junta de Missões Mundiais - Campanha/2017

A canção "Até Que Ele Venha", também foi música Tema da Campanha de Missões Nacionais, das Igrejas Batistas - 2023

Pão da Vida - Davi Sacer (Projeto Acústico 93) - 2014

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Sistema de Valores



Como vai você, espiritualmente? Tem tirado um tempinho, todos os dias, para por em ordem seu mundo interior?

A ORDEM do mundo interior também é mensurada pela qualidade e não apenas pela quantidade. Por baixo de toda agitação (externa) das atividades dos dias de festejos e dos dias de aflições; da pausa dos dias de tranquilidade... é preciso existir uma organizada e estruturada base sólida (interior).

Em 2 Timóteo 2:19, lemos que : "Mas Deus estabeleceu uma base sólida que permanece firme. E sobre esta base estão escritas estas palavras: “O Senhor conhece aqueles que lhe pertencem” e “Todos aqueles que dizem pertencer ao Senhor devem afastar-se do mal”.


O nosso "mundo exterior" é de controle mais fácil, visível, ampliável. É a parte da existência cuja avaliação, em termos de sucesso é: popularidade, riqueza, beleza...


Nosso mundo interior é de natureza espiritual. É o centro de onde se determinam as decisões gestadas por nosso sistema de valores. Local de reflexão e isolamento. Lugar secreto para nossas confissões a Deus. É de onde parte a adoração que externamos. Um recanto tranquilo, onde não deve haver brechas a poluição moral e espiritual dos tempos.

“Parem de se amoldar a este mundo, mas sejam transformados, renovando a sua mente, a fim de comprovar por si mesmos a boa, aceitável e perfeita vontade de Deus.” — Romanos 12:2, Tradução do Novo Mundo.

Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que proveis qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” — Romanos 12:2, Versão Brasileira.

Na Bíblia, o homem exterior é o corpo físico, mortal e temporário, que se desgasta com o tempo, enquanto o homem interior é a essência espiritual, a alma e o espírito, que é criado à imagem de Deus, renovado diariamente pelo Espírito Santo e mais importante, sendo a parte eterna e verdadeira de nós, renovada nas aflições e que busca as coisas eternas, não as visíveis, como descrito principalmente em 2 Coríntios 4:16-18.

"Por isso nunca desanimamos.
Embora os nossos corpos se gastem,
a força interior vai se renovando dia a dia.
Estes nossos sofrimentos e aflições,
leves e momentâneos,
não durarão muito tempo.
Entretanto, este curto tempo de angústia
resultará em uma glória eterna sobre nós
para todo o sempre!
Portanto, não olhamos para aquilo
que podemos ver atualmente,
mas olhamos para aquilo
que não se vê.
Pois o que se pode ver
dura apenas pouco tempo,
mas o que não se vê
durará eternamente".

*** Autoria: Elizabeth Nogueira


domingo, 16 de abril de 2017

Fruto do Espírito



O temperamento pleno do Espírito Santo está descrito em Gálatas 5:22,23... o estar, ser, permanecer pleno, desconhece fraquezas, pois em lugar delas, possui 09 (nove) atributos, sua particularidade, qualidade, característica. É como o cristão deve ser, não importando qual seja seu temperamento inato (biológico, genético, ambiental), quando pleno do Espírito Santo, manifesta as qualidades espirituais, adquiridas de uma nova vida em Cristo Jesus.

À exemplo, todas essas características são encontradas na vida de Jesus.

1ª - AMOR (ágape)- amar a Deus e o próximo; O fundamento de todos os frutos, é um amor incondicional e sacrificial, que busca o bem do próximo e reflete o caráter de Deus (1 João 4:8)

2ª - ALEGRIA - alegria duradoura que vem da certeza da salvação e da presença de Deus. Não é limitada pelas circunstância (Romanos 8:28; Filipenses 44; João 15: 10-11);

3ª - PAZ - paz que vem de Deus, confiança e esperança. Dependência de Deus em toda e qualquer situação, não apenas quando as circunstâncias são favoráveis. (João 14:26-27; Romanos 5:1; Filipenses 4:7);

4ª - PACIÊNCIA / LONGANIMIDADE - capacidade de enfrentar dificuldades, aflições, atrasos, sem perder a fé, suportando com firmeza contrariedades, com paciência, tolerância, disposição e coragem;

5ª - BENIGNIDADE - Bondade, generosidade profunda, afável, atencioso, compreensivo... sensível as necessidades a sua volta;

6ª - FIDELIDADE / BENEVOLÊNCIA - inclinação a fazer o bem sem espera de retorno ou reconhecimento. Inclui hospitalidade e todos os atos que emanam de um coração desprendido (Tito 3:8);

7ª - CONFIANÇA - Dependência de Deus (Salmo 27:14); Lealdade e confiança em Deus. Nos relacionamentos, demonstra integridade e constância (Mateus 25:21); 

8ª - MANSIDÃO - é a docilidade a todo tempo, ou seja, ser calmo, obediente, amável, receptivo a disciplina e orientação, no trato com desconhecidos e conhecidos. Vivendo a verdade do grande amor de Cristo. E, aqui destaco que nestes dois grupos estão inclusos: amigos e familiares.

Tem aquele que reproduz em qualquer ambiente (social, familiar) toda sua bagagem de velho homem, sem compromisso, vivendo em falsidade porque não se deixou ser transformado pelo ato da conversão...

Outro ainda, no ambiente social, "fora de casa" é tranquilo, brando, respeitoso, cordial... contudo "dentro de casa", no ambiente familiar é inquieto, apressado, sem paciência.

O carinho e o respeito no trato com pais, filhos, cônjuges, deixou de existir... O tratamento sempre é "com casca e tudo". Tragicamente, sua casa em nada se assemelha a um lar de uma pessoa cristã, plena do Espírito Santo.

Atitudes e palavras ferem profundamente, tornando a família infeliz, desmotivada, sem esperanças. O convívio é falso, tenso, sem diálogo proveitoso. O ambiente é conflituoso. Ninguém se entende. Não há respeito, carinho, cuidado... apenas estragos psicológicos, emocionais e espirituais que não se podem mensurar.

9ª - AUTOCONTROLE / DOMÍNIO PRÓPRIO - é estável, digno de confiança. Vida integra, de acordo a vontade de Deus.

Nenhum cristão é perfeito em Deus, se não se nutrir diariamente dos ensinamentos das Escrituras Sagrada (Bíblia), como referido em 2 Timóteo 3: ¹⁶ Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; ¹⁷ Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra".

Na Bíblia, Paulo utiliza o termo "Fruto do Espírito" no singular para destacar que todas as qualidades listadas (amor, alegria, paz, paciência, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio) formam um único fruto integrado produzido pelo Espírito Santo na vida do cristão.

São nove atributos não são independentes, nem opções separadas, tipo "esse fruto eu tenho, esse não". São 09 qualidades interconectadas de uma única transformação espiritual. Todas devem ser cultivadas em conjunto para que o fruto esteja completo. O amor é a base do fruto, sustentando todas as outras expressões da vida cristã.

A transformação do velho homem em nova criatura não se encerra no ato da conversão. Não termina no Batismo. Não está conclusa após tantos meses e tantas décadas de cristão, de membresia... a plenitude do Espírito Santo se renova dia após dia (Romanos 8:9-14).

** Autoria: Elizabeth Nogueira


Corpo e Família _ Louvor Aliança


Família - Aline Barros