domingo, 29 de novembro de 2009

"Dois pesos e duas medidas"




Como que um mesmo assunto pode ser encarado de duas formas? E de um modo tão desumano com uma parte e tão 'humano' com a outra?

A uma dada situação chamam de T R A G É D I A.
A outra de V I T Ó R I A.
Beira a hipocrisia... e o que é pior dói!

Aplicar "Dois pesos e duas medidas" na criação dos filhos significa ter regras ou julgamentos diferentes para situações semelhantes, dependendo de quem é o filho ou de quem julga (pais, avós, sociedade)

Viver a injustiça e inconsistência no ambiente familiar é algo que gera conflito entre idosos, adultos, jovens, adolescentes e crianças.

Confunde os pais. Confunde os filhos.

Muitas vezes são as mães que enfrentam cobranças sociais e familiares, bem maiores que os pais em igual situação.

Muitas vezes são os pais que enfrentam cobranças sociais e familiares, bem maiores que as mães em igual situação.

Muitas vezes o pai e a mãe enfrentam cobranças sociais e familiares, bem maiores que outras pessoas de sua família em igual situação.

Igual injustiça enfrentam os filhos de uma mesma casa, quando enfrentam cobranças sociais e familiares, bem maiores que outros irmãos em igual situação.

O que significa na prática:

Inconsistência nas regras: Um filho é punido por algo que o outro fez impunemente, ou as mesmas atitudes são vistas de formas diferentes dependendo do gênero e idade da pessoa sob crivo do julgamento que usa: Um peso, duas medidas.

Cobranças desiguais:

Mulheres, e principalmente as mães são julgadas mais severamente por se afastarem do lar ou trabalharem "fora de casa", quando, os homens, mesmo os pais recebem elogios por fazerem o mesmo. Talvez, reflexo de construções sociais históricas.

Expectativas diferentes:

A sociedade espera e cobra a perfeição da mãe; e, por vezes valoriza o menor esforço do pai, criando um fardo emocional desproporcional. O contrário também ocorre. A sociedade espera e cobra a perfeição do pai; e, por vezes valoriza o menor esforço da mãe, criando um fardo emocional desproporcional.

Julgamento de terceiros: Avós, professores e outros familiares também podem adotar esses padrões duplos, aumentando o estresse familiar. E, talvez essa interferência seja a que causa maior dano no grupo familiar. Quando todos tem o mesmo alvo, seja criança, jovem, adulto ou idoso, para analisar, criticar, julgar e sentenciar usando "Dois pesos e duas medidas"

"Dois pesos e duas medidas" é uma expressão idiomática que descreve a injustiça de julgar situações ou pessoas de forma diferente, aplicando critérios variados e contraditórios a casos semelhantes, geralmente favorecendo uns em detrimento de outros, como um comerciante desonesto usava pesos e medidas diferentes para enganar clientes, uma prática denunciada na Bíblia em Deuteronômio.

Significa a falta de imparcialidade, isenção ou equidade em juízos e decisões. Denuncia a aplicação de padrões distintos para o mesmo tipo de ato ou situação, dependendo da simpatia ou interesse de quem julga.

É frequentemente usada para criticar a hipocrisia, a discriminação e o favoritismo em diversas áreas, desde relações pessoais sociais, familiares até políticas públicas, mostrando que as regras não são as mesmas para todos.

A expressão é uma crítica à incoerência e à falta de justiça, onde o mesmo ato é avaliado de maneiras opostas por interesses ou conveniências, e não por princípios de igualdade.


Origem da Expressão:

A expressão "Dois pesos e duas medidas" é usada na Bíblia condenando o uso de pesos e medidas desonestos no comércio para enganar os outros, buscando justiça e honestidade através de uma única régua.

Em Levíticos 19,35-36, diz: “Não dareis sentenças injustas nem cometereis injustiças em pesos e medidas. Tende balança, pesos e medidas exatos”. Também em Provérbios 20,23: “O Senhor detesta pesos desiguais, não é justa a balança com fraude”.

Mas a principal explicação vem em Deuteronômio 25, 13-15: “Não terás em tua bolsa dois tipos de peso: um pesado e outro leve. Não terás em tua casa dois tipos de medida: uma grande e outra pequena. Terás um peso íntegro e justo, medida íntegra e justa”.

No âmbito jurídico, o ditado “dois pesos e duas medidas” não deve ser aplicado. Todos os cidadãos devem ser tratados da mesma forma perante a justiça.

A expressão se refere a dois pesos e dois metros, - um mais leve ou mais curto que o outro, sendo ambos usados como se fosse o equivalente ao mesmo peso padrão - artimanhas de comerciante desonesto; e denuncia, a injustiça e desonestidade – do julgamento de atos semelhantes segundo critérios diversos, conforme seus autores sejam mais ou menos simpáticos a quem julga.


quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Perder para ganhar


É preciso aprender a perder, para não perder a alma no meio das decepções e o coração ante a dor. Transforme realidades. Antecipe-se às circunstâncias; seja inteligente. Não seja pessimista, tampouco um otimista exacerbado, mas, suficientemente inteligente para entender que perder faz parte do jogo da vida.

É preciso aprender a perder, para não viver iludido; boa e transformadora é a desilusão. Pense e repense. Julgue, reconsidere. Melhor acordar mo meio de um pesadelo do que permanecer envolvido num sonho sem sentido e depois acreditar que este, pode tornar-se útil.

É preciso aprender a perder, para não se perder de si mesmo. A vida é um grande labirinto, cheia de entradas e saídas, direitas e esquerdas. Redobre o cuidado, no meio da sanha de conquistar e alcançar, corremos o risco de amar coisas e usar as pessoas - às vezes a nós mesmos.

É preciso aprender a perder, antes que chegue a morte. Morrer é deixar de existir completamente do lado de cá do céu. Preocupe-se em viver, considerando que perder é parte do existir; uma aventura de caça ao tesouro. Só achamos o que perdemos. Recomeçar dói, mas é mais saboroso do que simplesmente começar.

É preciso aprender a perder, para experimentar sentimentos, viver sensações, desfrutar emoções. Chore. Sorria. Viva.


terça-feira, 17 de novembro de 2009

Foi por Amor


O capítulo Isaías 53 é um dos textos mais conhecidos da Bíblia, frequentemente chamado de "O Quarto Canto do Servo Sofredor".

Escrito centenas de anos antes do nascimento de Jesus, o texto descreve um servo que sofre vicariamente pelos pecados da humanidade [1, 2].

          ¹ Quem deu crédito à nossa pregação? E a quem se manifestou o braço do Senhor? Is. 53:1

O servo é descrito como alguém "desprezado e o mais rejeitado entre os homens", que não possuía beleza física para atrair os outros (v. 2-3).

Quem acreditou na mensagem? (a "nossa pregação") e a quem o poder e a revelação de Deus se mostraram?, profetizando o desprezo e a rejeição do Servo Sofredor (Jesus Cristo), que seria ferido por nossas transgressões e, apesar de não ter beleza aparente, realizaria a salvação.

A fé na pregação do evangelho é o caminho para que o "braço do Senhor" (seu poder salvador) se manifeste.

O "Servo Sofredor" em Isaías 53, especialmente no versículo 1, é uma figura profética central que, na teologia cristã, aponta para Jesus Cristo, descrevendo-o como o SERVO do SENHOR que SOFRERIA.

Aquele que seria rejeitado, sofreria e morreria para expiar os pecados da humanidade, carregando suas dores e enfermidades, e trazendo salvação e paz através de seu sacrifício vicário.

O Servo do Senhor que sofreria (v. 1-3) não teria beleza ou majestade para chamar atenção, sendo desprezado e rejeitado pelos homens, como alguém que não se encaixava nas expectativas humanas de poder e glória (O Messias, o Salvador, o Filho de Deus).

O seu sofrimento vicário (v. 4-6), está em que ele carregou as dores, enfermidades e pecados do povo, sendo moído pelas iniquidades alheias para que a humanidade recebesse paz e cura.

O ponto central é que ele carregou as dores e transgressões de terceiros. "Ele foi ferido por causa das nossas transgressões" e "pelas suas pisaduras fomos sarados" (v. 4-5).

Mesmo sendo justo, foi afligido e agredido, mas não abriu a boca para se defender, como um cordeiro mudo diante dos tosquiadores, aceitando passivamente seu destino (v. 7-9).

Diante da opressão, o servo não abriu a boca, sendo comparado a um cordeiro levado ao matadouro (v. 7).

Morreu como se fosse um criminoso (v. 8-10), mas foi sepultado com os ricos. Sua alma foi oferecida como expiação pelo pecado de todo aquele que nEle crê.

Após o sofrimento, o texto profetiza que ele verá o fruto de seu trabalho, justificará a muitos e será exaltado por Deus (v. 11-12).

Este capítulo relata a profecia detalhada da vida, paixão e morte de Jesus Cristo, sendo amplamente citado no Novo Testamento para explicar o significado da crucificação [1, 2].

A pergunta "Quem creu em nossa pregação?" (Isaías 53:1) é fundamental, pois aponta para a rejeição do Messias, que veio como um servo humilde e não como um rei glorioso, o que explica por que muitos não reconheceram Jesus.

O Novo Testamento faz referências diretas e indiretas a Isaías 53:1, aplicando-o a Jesus Cristo, especialmente em passagens como Romanos 10:16-17, onde Paulo cita a pergunta: "Senhor, quem creu em nossa pregação?", conectando-a com a fé em Cristo.

Paulo usa a pergunta de Isaías para mostrar que a fé vem da mensagem (o Evangelho) e que muitos não acreditaram nela, assim como não acreditaram no servo profetizado.

Em João 12:38, a mesma pergunta é citada para explicar a incredulidade de muitos em Jesus, cumprindo a profecia do servo sofredor que seria desprezado: "Para que se cumprisse a palavra do profeta Isaías, que diz: Senhor, quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do Senhor?".

Outros Exemplos de Referências:

Em Atos 8:32-33: Filipe explica o Evangelho a um etíope, lendo Isaías 53:7-8, que descreve o servo sendo levado ao matadouro e silenciado, relacionando isso diretamente ao sofrimento de Jesus.

Isaías 53 descreve um "Servo do Senhor" que sofreria, seria desprezado e levaria sobre si as iniquidades do povo, sendo ferido por suas transgressões, o que o Novo Testamento interpreta como Jesus Cristo.

A profecia de que "pelas suas pisaduras fomos sarados" e que Ele justificaria muitos é vista no Novo Testamento como o poder redentor da morte e ressurreição de Jesus.

1 Pedro 2:23-24, diz: - "Quando insultado, não revidava; quando sofria, não fazia ameaças, mas entregava-se Àquele que exerce plena justiça em seu juízo. 24- Ele levou pessoalmente todos os nossos pecados em seu próprio corpo sobre o madeiro, a fim de que morrêssemos para os pecados e, então, pudéssemos viver para a justiça; por intermédio das suas feridas fostes curados.

A citação bíblica em 1 Pedro 2, conectam o sofrimento físico de Jesus na crucificação (as "pisaduras" ou "feridas") diretamente à justificação espiritual e redenção da humanidade.

A passagem enfatiza que o sacrifício de Jesus não foi apenas um evento histórico, mas um ato redentor com consequências diretas para a vida dos crentes, permitindo que eles "morrendo para os pecados, pudessem viver para a justiça". Ele carregou os pecados, não como um pecador, mas como um substituto pelos pecadores.

           ⁶ Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos. Is. 53:6

          "Afinal, vivíeis como ovelhas desgarradas, porém agora fostes convertidos ao Pastor e Bispo de vossas almas. (1 Pe. 2:25)

Pastor (Poimēn): Refere-se àquele que guia, protege e alimenta o rebanho. Indica o cuidado constante de Jesus em prover o que é necessário para a vida espiritual dos fiéis.

Bispo (Episkopos): Significa "guardião", "supervisor" ou "aquele que vigia". No contexto bíblico, descreve Jesus como aquele que vela e supervisiona o estado das nossas almas, garantindo que não nos percamos novamente.

Neste capítulo, Pedro está escrevendo para cristãos que enfrentavam sofrimentos e perseguições. Ele usa a metáfora da ovelha para mostrar que, antes de Cristo, estávamos sem rumo e proteção, mas através do sacrifício de Jesus (Pe. 2:21-24), fomos trazidos de volta para debaixo da autoridade e do cuidado amoroso de Deus.

João 3:16 é um dos versículos mais conhecidos da Bíblia, afirmando que "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna", por amor a mim e a você Deus prova o seu amor incondicional entregando o seu Filho Jesus Cristo, como sacrifício por nós, cumprindo a promessa da salvação e de vida eterna a todo aquele que nele crê. 

O amor de Deus por nós, em Isaías 53 se refere ao sacrifício de Jesus Cristo, o Messias, que tomou sobre Si as dores e transgressões da humanidade, sendo ferido e castigado por nós para trazer paz, cura e salvação, demonstrando um amor sacrificial e redentor.

O capítulo 53 descreve um Servo sofredor, desprezado e rejeitado, mas que, por amor, cumpre o propósito de Deus de expiar os pecados, sendo esmagado pelas nossas iniquidades para que possamos viver e brilhar Sua luz.

Isaías 53 faz referência ao Amor Sacrificial de Jesus por nós ao profetizar que: Ele se entregou em nosso lugar, um ato de amor supremo (Is. 53:5-6); Ele tomou sobre Si as enfermidades e dores que eram nossas (Is. 53:4); Seu castigo trouxe paz e Suas feridas (pisaduras) trouxeram cura (Is. 53:5); Ele foi moído por causa das nossas iniquidades, sendo o cordeiro ofertado em nosso resgate (Is. 53:5,7).

💢Autoria do Estudo Bíblico: Elizabeth Nogueira💢

"Alto Preço" - Asaph Borba


Pão da Vida - Pr. Claudio Claro - (Tabernáculo de Davi)

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

A doce missão de ser mãe



Nós estávamos sentadas almoçando, quando minha filha casualmente menciona que ela e seu marido estão pensando em ‘começar uma família’. ‘Nós estamos fazendo uma pesquisa’, ela diz, meio de brincadeira. ‘Você acha que eu deveria ter um bebê?’

‘Vai mudar a sua vida,’ eu digo, cuidadosamente mantendo meu tom neutro.

‘Eu sei,’ ela diz, ‘nada de dormir até tarde nos finais de semana, nada de férias espontâneas.. .’

Mas não foi nada disso que eu quis dizer. Eu olho para a minha filha, tentando decidir o que dizer a ela. Eu quero que ela saiba o que ela nunca vai aprender no curso de casais grávidos. Eu quero lhe dizer que as feridas físicas de dar à luz irão se curar, mas que tornar-se mãe deixará uma ferida emocional tão exposta que ela estará para sempre vulnerável.

Eu penso em alertá-la que ela nunca mais vai ler um jornal sem se perguntar: ‘E se tivesse sido o MEU filho?’ Que cada acidente de avião, cada incêndio irá lhe assombrar. Que quando ela vir fotos de crianças morrendo de fome, ela se perguntará se algo poderia ser pior do que ver seu filho morrer.

Olho para suas unhas com a manicure impecável, seu terno estiloso e penso que não importa o quão sofisticada ela seja, tornar-se mãe irá reduzi-la ao nível primitivo da ursa que protege seu filhote. Que um grito urgente de ‘Mãe!’ fará com que ela derrube um suflê na sua melhor louça sem hesitar nem por um instante.

Eu sinto que deveria avisá-la que não importa quantos anos ela investiu em sua carreira, ela será arrancada dos trilhos profissionais pela maternidade. Ela pode conseguir uma escolinha, mas um belo dia ela entrará numa importante reunião de negócios e pensará no cheiro do seu bebê. Ela vai ter que usar cada milímetro de sua disciplina para evitar sair correndo para casa, apenas para ter certeza de que o seu bebê está bem.

Eu quero que a minha filha saiba que decisões do dia a dia não mais serão rotina. Que a decisão de um menino de 5 anos de ir ao banheiro masculino ao invés do feminino no McDonald’s se tornará um enorme dilema. Que ali mesmo, em meio às bandejas barulhentas e crianças gritando, questões de independência e gênero serão pensadas contra a possibilidade de que um molestador de crianças possa estar observando no banheiro.

Não importa o quão assertiva ela seja no escritório, ela se questionará constantemente como mãe.

Olhando para minha atraente filha, eu quero assegurá-la de que o peso da gravidez ela perderá eventualmente, mas que ela jamais se sentirá a mesma sobre si mesma. Que a vida dela, hoje tão importante, será de menor valor quando ela tiver um filho. Que ela a daria num segundo para salvar sua cria, mas que ela também começará a desejar por mais anos de vida — não para realizar seus próprios sonhos, mas para ver seus filhos realizarem os deles.

Eu quero que ela saiba que a cicatriz de uma cesárea ou estrias se tornarão medalhas de honra.

O relacionamento de minha filha com seu marido irá mudar, mas não da forma como ela pensa. Eu queria que ela entendesse o quanto mais se pode amar um homem que tem cuidado ao passar pomadinhas num bebê ou que nunca hesita em brincar com seu filho. Eu acho que ela deveria saber que ela se apaixonará por ele novamente por razões que hoje ela acharia nada românticas.

Eu gostaria que minha filha pudesse perceber a conexão que ela sentirá com as mulheres que através da história tentaram acabar com as guerras, o preconceito e com os motoristas bêbados. Eu espero que ela possa entender porque eu posso pensar racionalmente sobre a maioria das coisas, mas que eu me torno temporariamente insana quando eu discuto a ameaça da guerra nuclear para o futuro de meus filhos.

Eu quero descrever para minha filha a enorme emoção de ver seu filho aprender a andar de bicicleta. Eu quero mostrar a ela a gargalhada gostosa de um bebê que está tocando o pelo macio de um cachorro ou gato pela primeira vez. Eu quero que ela prove a alegria que é tão real que chega a doer. O olhar de estranheza da minha filha me faz perceber que tenho lágrimas nos olhos.

‘Você jamais se arrependerá’, digo finalmente.

Então estico minha mão sobre a mesa, aperto a mão da minha filha e faço uma prece silenciosa por ela, e por mim, e por todas as mulheres meramente mortais que encontraram em seu caminho este que é o mais maravilhoso dos chamados. Este presente abençoado de Deus… que é ser Mãe.’

(autoria desconhecida)

Pra sempre em Meu Coração - Cristina Mel

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Já escondi um AMOR



Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo,
já perdi um AMOR por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo,
já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida,
já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono,
já fui dormir tão feliz,
ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos,
já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram,
já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho
tentando descobrir quem sou,
já tive tanta certeza de mim,
ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois,
já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava,
para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza,
já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena,
já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar,
já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns,
outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns,
já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça,
apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz
para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais,
ao ponto de confundir com a realidade...
Já tive medo do escuro,
hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer,
já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria
apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora,
quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite
fugindo de um pesadelo.
Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo"
e descobri que não eram...
Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada
e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas,
porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim,
porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou,
não me convidem a ser igual,
porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade,
não sei viver de mentiras,
não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma,
mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos,
das bebidas mais amargas,
das drogas mais poderosas,
das idéias mais insanas,
dos pensamentos mais complexos,
dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz
e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!

Clarice Lispector

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

A Árvore dos Meus Problemas


A Parábola "A Árvore dos Meus Problemas" é uma interessante reflexão. Penso assim também, ainda que eu não tenha a minha árvore de pendurar problemas, 😀😃😄😅 não gosto de trazer a parte "não-agradável" do "meu serviço" para casa. Não conheço ninguém que consiga separar vida profissional da vida pessoal. Acredito que estamos todos nós tentando.

Via de regra quando no trabalho as coisas não vão bem, somos, igualmente, afetados em nossa vida pessoal e vice-versa, porque todas as áreas de nossa vida se relacionam. Estão interligadas de alguma maneira. De modo, que tudo o que acontece de bom ou ruim, em uma área, nos afeta integralmente como indivíduos e seres humanos, também na outra área.

Na referida parábola um carpinteiro deixa suas preocupações do trabalho em uma árvore antes de entrar em casa, simbolizando a importância de separar os problemas do lar e da família para manter a paz e a alegria, pois ao voltar para pegá-los, eles parecem menores ou mais fáceis de resolver, mostrando que muitas vezes nossa mente os amplia.

A história popular de autoria desconhecida, é um poderoso lembrete para não transferir o estresse do dia a dia para os entes queridos, criando um espaço de descanso e renovação em casa.

A parábola "A Árvore dos Meus Problemas" (também conhecida como "A Árvore dos Problemas" ou "The Trouble Tree") é uma história com uma mensagem que está além da gestão das reações e emoções, da gestão do estresse é sobre a importância de separar a vida profissional da vida familiar.

"A Árvore dos Meus Problemas", não possui um autor único conhecido, sendo amplamente divulgada como uma narrativa de sabedoria popular.

A História
A parábola narra a experiência de um um fazendeiro que contrata um carpinteiro para fazer alguns reparos em sua propriedade. O carpinteiro teve um dia de trabalho extremamente difícil, marcado por alguns contratempos. Ao final do dia, ele estava visivelmente tenso e irritado.

Ao chegarem à casa do carpinteiro, o fazendeiro observou que ele parou, brevemente, ao lado de uma árvore próximo a porta de entrada da casa e tocou em seus galhos ao mesmo tempo que pareceu fazer uma prece.

Imediatamente após esse gesto, a expressão do carpinteiro se suavizou. Ele entrou em casa sorrindo, abraçou a família e desfrutou de um jantar agradável e descontraído.

Intrigado, o fazendeiro perguntou ao carpinteiro sobre o que ele fez naquela árvore. O carpinteiro explicou que aquela era a sua "árvore dos problemas". Ele contou que, ao chegar em casa, "pendurava" as suas preocupações e aborrecimentos do trabalho nos galhos da árvore, pois eles não pertenciam à sua família nem à sua casa.

E, finalizou dizendo: na manhã seguinte, quando ele voltava para o trabalho, olhando para a árvore, "recolhia" seus problemas (para lidar com eles no trabalho), e, percebia que eles pareciam muito menores do que eram no dia anterior.

A moral central da parábola é a importância de deixar os problemas e o estresse do trabalho fora do ambiente familiar, protegendo o lar como um espaço seguro. Um local de paz e carinho.

O ato simbólico de "pendurar os problemas" ajudava o carpinteiro a criar uma separação mental, permitindo uma melhor gestão emocional e, muitas vezes, uma nova perspectiva que fazia com que os problemas parecessem mais fáceis de resolver no dia seguinte.

"A árvore dos problemas" representa um lembrete para focar no que realmente importa. Transforme a casa em um refúgio. A parábola ilustra como a distância e a perspectiva podem diminuir a dimensão dos problemas, ajudando a encontrar soluções com mais clareza e criatividade.

Você pode criar seu próprio "ritual", seja cantando, tocando um instrumento, cuidando de jardim, horta, terrário, lendo um livro, orando, meditando, fazendo exercício físico ou de respiração, dançando, cozinhando, organizando e consertando "coisas" pela casa a fora, relaxando, ouvindo músicas, o que for bom p1ra "deixar" os problemas do lado de fora ao entrar em casa.

Adore, Cante, ore! A alegria vem pela manhã. Escolhi do álbum Deus de Promessas, 02 canções, deixo a letra de uma delas...

Toda Sorte de Bençãos

Por onde eu for a tua bênção me seguirá
Onde eu colocar as minhas mãos prosperará
A minha entrada e a minha saída bendita será
Pois sobre mim há uma promessa
Prosperarei, transbordarei

Os meus celeiros fartamente se encherão
A minha casa terá sempre tua provisão
Onde eu puser a planta dos meus pés, possuirei
Pois sobre mim há uma promessa
Prosperarei, transbordarei

Para a direita, para a esquerda
À minha frente e para trás
Para direita, para esquerda
À minha frente e para trás

Por todo lado, oh, oh, oh
Sou abençoado, ié, ié, ié
Em tudo o que eu faço, oh, oh, oh
Sou abençoado, ié, ié, ié

Por onde eu for a tua bênção me seguirá
Onde eu colocar as minhas mãos prosperará
A minha entrada e a minha saída bendita será
Pois sobre mim há uma promessa
Prosperarei, transbordarei

Os meus celeiros fartamente se encherão
A minha casa terá sempre tua provisão
Onde eu puser a planta dos meus pés, possuirei
Pois sobre mim há uma promessa
Prosperarei, transbordarei

Para a direita, para a esquerda
À minha frente e para trás
Para direita, para esquerda
À minha frente e para trás

Por todo lado, oh, oh, oh
Sou abençoado, ié, ié, ié
Em tudo o que eu faço, oh, oh, oh
Sou abençoado, ié, ié, ié

Por todo lado, oh, oh, oh
Sou abençoado, ié, ié, ié
Em tudo o que eu faço, oh, oh, oh
Sou abençoado, ié, ié, ié

Toda sorte de bênçãos
O Senhor preparou para mim
E em todas as coisas
Eu sou mais do que vencedor

Por todo lado, oh, oh, oh
Sou abençoado, ié, ié, ié
Em tudo o que eu faço, oh, oh, oh
Sou abençoado, ié, ié, ié

Por todo lado, oh, oh, oh
Sou abençoado, ié, ié, ié
Em tudo o que eu faço, oh, oh, oh
Sou abençoado, ié, ié, ié

Composição: Davi Sacer / Veronica Sacer / Luiz Arcanjo


Valorize seu Lar. Use seu momento em casa, para se reconectar com a família, um porto seguro. Uma "terapia" que te renova.

Ainda que seu mundo exterior (fora do lar) e seu mundo interior (dentro do lar) estejam em perfeita harmonia; e, não tenha nada, exatamente, nada para "pendurar na árvore dos problemas". É indispensável que cada área de sua vida tenha o seu espaço. E, que cada espaço tenha a área de sua vida que lhe corresponde.

Vale ressaltar, e aqui apenas menciona-se o assunto para delimitar o tema, que alguns dos conflitos de casa, ficam em casa, resolvem-se em casa. Outros porém, mais graves, que careçam de intervenção externa. Busque-a.

Os conflitos do trabalho, ficam lá, resolvem-se no trabalho. Outros porém, mais graves, que careçam de intervenção externa. Busque-a.


Nem Sempre Sou Igual


Nem sempre sou igual no que digo e escrevo.
Mudo, mas não mudo muito.
A cor das flores não é a mesma ao sol
De que quando uma nuvem passa
Ou quando entra a noite
E as flores são cor da sombra.

Mas quem olha bem vê que são as mesmas flores.
Por isso quando pareço não concordar comigo,

Reparem bem para mim:
Se estava virado para a direita,
Voltei-me agora para a esquerda,
Mas sou sempre eu, assente sobre os mesmos pés -
O mesmo sempre, graças ao céu e à terra
E aos meus olhos e ouvidos atentos
E à minha clara simplicidade de alma ...

Alberto Caeiro

"Procuro despir-me do que aprendi
Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram,
E raspar a tinta com que me pintaram os sentidos,
Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras,
Desembrulhar-me e ser eu...
Alberto Caeiro"

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Vida de Verdade


Faço parte do 'rol' dos que, por vezes, saem "caminhando e cantando. E seguindo a canção...", mas que depois param dias, meses e anos para 'ver a banda passar'. E, não mais que de repente se "encasula" novamente para refazer planos, sonhos. Repensar a vida e renascer.


"Por muito tempo eu pensei que a minha vida fosse se tornar uma vida de verdade. Mas sempre havia um obstáculo no caminho, algo a ser ultrapassado antes de começar a viver, um trabalho não terminado, uma conta a ser paga. Aí sim, a vida de verdade começaria.

Por fim, cheguei a conclusão de que esses obstáculos eram a minha vida de verdade. Essa perspectiva tem me ajudado a ver que não existe um caminho para a felicidade.

A felicidade é o caminho! Assim, aproveite todos os momentos que você tem. E aproveite-os mais se você tem alguém especial para compartilhar, especial o suficiente para passar seu tempo; e lembre-se que o tempo não espera ninguém.

Portanto, pare de esperar até que você termine a faculdade; até que você volte para a faculdade; até que você perca 5 quilos; até que você ganhe 5 quilos; até que você tenha tido filhos; até que seus filhos tenham saído de casa; até que você se case; até que você se divorcie; até sexta à noite; até segunda de manhã; até que você tenha comprado um carro ou uma casa nova; até que seu carro ou sua casa tenham sido pagos; até o próximo verão, outono, inverno; até que você esteja aposentado; até que a sua música toque; até que você tenha terminado seu drink; até que você esteja sóbrio de novo; até que você morra...

E decida que não há hora melhor para ser feliz do que AGORA MESMO...

Alfred Henfil

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

A Eternidade no Coração


"Que PROVEITO tem o homem, de todo o seu TRABALHO, que faz DEBAIXO DO SOL? - "O que foi é o que há de ser; e o que se fez, isso se tornará a fazer; não há NADA DE NOVO debaixo do sol". "Vês isto, é novo? Já foi nos séculos passados, que foram antes de nós" de Eclesiastes 1:3,9,10.

Por mais que algo pareça novo, na verdade, tudo já aconteceu antes e a vida é um ciclo repetitivo de eventos e experiências sob o sol, sem nada verdadeiramente inédito ou duradouro.

A frase "debaixo do sol" é citada 27 vezes no livro de Eclesiastes, aparecendo em 27 versículos diferentes, para enfatizar a perspectiva humana e terrena de que as atividades e buscas da vida, vistas isoladamente, são "vaidade" ou sem sentido.

"Debaixo do sol" em Eclesiastes é uma expressão chave que indica a condição humana e as atividades terrenas, enfatizando a vaidade, futilidade e repetição da vida sem Deus, onde tudo é passageiro e sem sentido duradouro, como "correr atrás do vento".

Apesar do trabalho e esforço, conclui-se que nada é verdadeiramente novo e que a vida se resume a ciclos de esforço e perda sem um propósito eterno.

A frase "debaixo do sol" é a moldura para a filosofia de Eclesiastes: uma exploração da vida humana, suas alegrias e tristezas, seus esforços e sua mortalidade, sob a luz do sol, mas sem a perspectiva eterna, revelando a natureza passageira e, muitas vezes, sem sentido de tudo o que se faz na terra.

O livro de Eclesiastes, escrito pelo "Pregador" (tradicionalmente associado ao Rei Salomão), explora a futilidade ("vaidade") das coisas humanas.

O autor observa que os acontecimentos se repetem: o sol nasce e se põe, o vento gira, os rios vão para o mar, e os mesmos padrões de alegria e sofrimento se repetem nas gerações humanas.

Portanto, quando você vê algo que parece "novo", a realidade é que aquilo é apenas uma repetição de algo que já existiu antes, sem trazer uma mudança fundamental ou duradoura à condição humana.

É uma reflexão sobre a monotonia e a falta de originalidade das experiências humanas, sugerindo que, em um sentido mais profundo, nada é verdadeiramente novo sob o sol.

Em Eclesiastes 1:13 (ACF) diz: "E apliquei o meu coração a esquadrinhar, e a informar-me com sabedoria de tudo quanto sucede debaixo do céu; esta enfadonha ocupação Deus deu aos filhos dos homens, para nela os exercitar".

O versículo descreve o sábio (Salomão) dedicando-se com sabedoria a entender todas as coisas na Terra, percebendo essa tarefa como um trabalho árduo e cansativo que Deus deu à humanidade para exercitar suas mentes.

O autor se propôs a usar a sabedoria para entender a fundo tudo o que acontece no mundo. Mas que no final revela a futilidade e vaidade das coisas sob o sol, levando à conclusão de que tudo é "vaidade e aflição de espírito" (versículo 14). E conclui que essa busca por sentido e conhecimento é uma "enfadonha ocupação" ou "fardo pesado", uma tarefa árdua dada por Deus aos homens para que se ocupem nela. 

Este versículo prepara o terreno para a famosa conclusão do livro: que, apesar de todo o esforço e sabedoria, tudo sob o céu é "vaidade" (inútil, passageiro como vapor).


A música "Intet er nytt under solen", de Åse Kleveland, que representou a Noruega na Eurovisão de 1966, significa "Nada é novo debaixo do Sol", (referência bíblica, Eclesiastes 1:9), com a letra abordando a universalidade das experiências humanas, a tristeza e a sabedoria que vêm com a idade, mostrando que os problemas e sentimentos de uma pessoa são os mesmos de outras, mesmo que pareçam únicos, sendo um clássico da música norueguesa com uma mensagem de empatia.

A canção fala sobre um homem velho que já viu e viveu muitas coisas, expressando que as dores, alegrias e desafios que as pessoas enfrentam são repetidos ao longo do tempo, sendo uma reflexão sobre a condição humana e a conexão entre gerações.


Eclesiastes 12:1, diz: "Lembra-te também do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais venhas a dizer: Não tenho neles contentamento". É um chamado para colocar Deus ou os valores fundamentais no centro da vida desde cedo, evitando arrependimentos futuros.

Eclesiastes 1:13 é o ponto de partida da reflexão do autor sobre a futilidade da vida e do trabalho humano quando não há um propósito eterno.

O propósito eterno, em Eclesiastes, está ligado à ideia de que Deus colocou a eternidade no coração humano, temos anseio inato por algo maior, duradouro e uma vida de significado.

Embora não possamos compreendê-la totalmente, Deus fez tudo belo em Seu tempo certo, revelando que a vida transitória (debaixo do sol) tem seu valor ao praticar o bem e desfrutar das dádivas de Deus.

O sentido final e duradouro está em Deus, que julgará e cuida de tudo, tornando a reverência a Ele fundamental diante da vaidade da vida terrena.

"Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu" (Eclesiastes 3:1-8). Isso mostra que Deus rege os eventos da vida, com momentos para nascer, morrer, chorar, rir..., e que essas fases têm um propósito divino, mesmo que não o entendamos.

Deus "pôs até mesmo eternidade no coração deles" (humanos), (Eclesiastes 3:11), mas a razão humana não consegue compreender a obra completa de Deus. Isso aponta para uma busca inata por algo além do tempo e da experiência finita.

A melhor coisa para o homem é ser feliz, fazer o bem e desfrutar das dádivas de Deus (comer, beber, trabalhar), pois isso é um presente divino (Eclesiastes 3:12-13).

A compreensão da transitoriedade leva à valorização do tempo presente e à alegria nas obras, como dádiva (presente) de Deus.

"Eu sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente" (Eclesiastes 3:14-15). As ações humanas são temporárias, mas as obras de Deus são eternas. Ele busca que as pessoas o temam e cuida do que já passou, para que não nos prendamos à vaidade.

O "propósito eterno" não é algo que o homem pode alcançar ou definir por si mesmo. É Deus quem o estabelece. O livro conclui em Eclesiastes 12:13 que, diante da vaidade de tudo "debaixo do sol", o verdadeiro propósito é temer a Deus, guardar Seus mandamentos e desfrutar da vida como um dom, sabendo que Ele é eterno e que tudo será julgado.

O Juízo Final é referido em Eclesiastes 12:14. A importância dessa verdade é reforçada pelo fato de que Deus trará tudo a juízo, tornando a obediência e o temor indispensáveis para uma vida plena.

Eclesiastes ensina que, por trás de todas as buscas e realizações passageiras, o propósito duradouro e verdadeiro da vida é viver em relação correta com o Criador, encontrando n'Ele a verdadeira realização.

De acordo com Eclesiastes, a relação correta com Deus se resume em temê-Lo, guardar Seus mandamentos e reconhecer Sua soberania sobre todas as coisas, inclusive o julgamento final.

A mensagem principal do livro: "De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque este é o dever de todo homem. Porque Deus há de trazer a juízo toda obra e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau" (Eclesiastes 12:13-14).

Qual é o proveito do seu trabalho de todos os dias? que benefício, utilidade, benefício, vantagem, resultado... A frase remete a outra muito semelhante em Mateus 16:26, Marcos 8:36: "que proveito tem o homem ganhar o mundo inteiro" (ou "que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma?"

E, significa que todos os ganhos materiais, fama, poder e prazeres terrenos são temporários e sem valor comparados à vida eterna e espiritual da alma, que é a parte mais preciosa do ser humano e tem valor incomensurável para Deus, sendo mais valiosa que todas as riquezas e conquistas do mundo.

O "proveito" é zero, pois o que se ganha é passageiro e o que se perde (a alma/vida verdadeira) é eterno, não havendo nada que possa resgatá-la depois, ressaltando a importância de priorizar a salvação e o relacionamento com Deus.

Trio R3 - Eclesiastes 3 - 2017
Rayane, Rony e Rayssa

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

O seu Nome não está na Lista




Aos 35 anos Og Mandino um escritor fracassado, vendedor de seguros, estava falido abandonado pela esposa e pela filha, bêbado caído na sarjeta e pensando em suicídio.

Dez anos depois: Ele superou o alcoolismo, reconstruiu sua vida e se tornou um autor de renome internacional. Seu livro mais famoso, O Maior Vendedor do Mundo, foi publicado em 1968, vendendo milhões de cópias e o colocando no topo da fama mundial como um "guru" de vendas e motivação.

"Levante pela manhã tome um bom jornal para ler. Mas em vez de começar por qualquer outra coluna comece pela página do obituário a lista dos que morreram. Não salte nenhum nome. E quando você chegar ao final da leitura descobrirá algo extraordinário: o seu nome não está naquela lista. E as pessoas ali arroladas dariam tudo para estar no seu lugar mas estão mortas. Você está vivo e se você está vivo um milagre pode acontecer em sua vida hoje".

Todos os dias acrescentados à sua vida são uma dádiva de Deus. Apesar desta vida nem sempre ser justa o fato é que você não deve jamais permitir que dores, angústias e aflições temporárias venham "envenenar" a sua atitude para com você mesmo e para com o seu próprio futuro.


Og Mandino (Augustine Mandino) (12 de dezembro de 1923 — 3 de setembro de 1996) foi um escritor estadunidense, de origem italiana (pelo lado do pai) e cuja mãe era irlandesa.

Foi um "guru" do setor de vendas. Presidiu a revista Success Unlimited até 1976, quando, aos 52 anos, "chocou o setor ao renunciar à presidência para dedicar-se em tempo integral a escrever e dar palestras" (do posfácio do livro The Choice, Bantam Books, 1984, um romance traduzido no Brasil como A Escolha Certa).

Ex alcoólatra que quase chegou ao suicídio, tornou-se milionário ao publicar O Maior Vendedor do Mundo.

Tornou-se um dos autores mais inspiradores e bem sucedidos no segmento denominado auto ajuda, principalmente com livros voltados para vendas. Seus livros venderam mais de 50 milhões de cópias e foram traduzidos em vinte e cinco idiomas.

Og Mandino integra o "National Speakers Association Hall Of Fame". Tornou-se a décima terceira pessoa a ser incluída no Passeio da Fama dos Oradores Internacionais.

Livros
  1. O Maior Presente do Mundo
  2. O Décimo Segundo Anjo
  3. O Maior Vendedor do Mundo
  4. O Maior Vendedor do Mundo 2
  5. O Maior Milagre do Mundo
  6. O Maior Milagre do Mundo 2
Sucesso:
  1. A Maior Missão
  2. O Mago da Palavra
  3. O Maior Segredo do Mundo
  4. O Maior Sucesso do Mundo
  5. A Escolha Certa
  6. A Melhor Maneira de Viver
  7. Sucesso sem Limites
  8. A Universidade do Sucesso (Coletânea com outros autores)
  9. A Ressurreição de Cristo
  10. O Maior Mistério do Mundo
  11. Segredos para o Sucesso e a Felicidade

Carta de Deus...

"Vejo que choras. Sabe que também te escuto. Fica em paz. Acalma-te. Eu te trago o alívio para teu pesar, pois sei qual a causa ...e a cura. Não chores mais, estou contigo... Tudo que se passou antes não se parece mais do que com este tempo em que dormiste dentro do ventre de tua mãe. O que é passado morreu. Deixa-me partilhar contigo, mais uma vez, o segredo que ouviste ao nascer, e esqueceste.

És o meu maior milagre. Tu és a coisa mais rara do mundo. Tu chegaste, trazendo contigo, como faz toda criança, a mensagem de que Eu ainda não estava desanimado do homem. Duas células, unidas agora em milagre.

Dei-te o poder de pensar.
Dei-te o poder de amar.
Dei-te o poder de querer.
Dei-te o poder de rir.
Dei-te o poder de imaginar.
Dei-te o poder de criar.
Dei-te o poder de planejar.
Dei-te o poder de falar.
Dei-te o poder de orar.

Meu orgulho em ti não conheceu limites. Usa com sabedoria o teu poder de escolha.

Escolhe amar...em vez de odiar.
Escolhe rir...em vez de chorar.
Escolhe criar...em vez de destruir.
Escolhe perseverar...em vez de desistir.
Escolhe louvar...em vez de difamar.
Escolhe curar...em vez de ferir.
Escolhe dar...em vez de roubar.
Escolhe agir...em vez de lamentar.
Escolhe crescer...em vez de apodrecer.
Escolhe orar...em vez de amaldiçoar.
Escolhe viver...em vez de morrer.
Desfruta este dia, hoje...e amanhã, amanhã.

Executaste o maior milagre do mundo. Voltaste de uma morte viva. Não mais sentirás autocomiseração, e cada novo dia será um desafio e uma alegria. Tu renasceste... mas, exatamente como antes, podes escolher o fracasso e o desalento, ou o êxito e a felicidade. A escolha é tua. A escolha é exclusivamente tua. Eu só posso observar como antes... com satisfação... ou pesar. Lembra-te, então, das quatro leis da felicidade e êxito.

- Conta tuas bênçãos.
- Proclama tua raridade.
- Anda mais uma milha.
- Usa sabiamente o teu poder de escolha.

E mais uma, para completar as quatro outras. Faze todas as coisas com amor... amor por ti próprio, amor por todos os outros, amor por Mim. Enxuga tuas lágrimas. Estende a mão, apanha a Minha, põe-te ereto. Neste dia, foste notificado: TU ÉS O MAIOR MILAGRE DO MUNDO."