segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Bárbara de Alencar: 1ª Presidente do Brasil


Em 2011, completam 251 anos do nascimento da primeira mulher presidente no Brasil, Bárbara de Alencar. Quando estourou a Revolução Pernambucana de 1817, Bárbara liderou o movimento no Cariri e proclamou a República do Crato, sendo designada presidente.

Assim, Bárbara de Alencar tornou-se, senão a primeira presidente do Brasil, a primeira presidente de uma república brasileira. Os cearenses têm muito do que se orgulhar.

Num tempo em que as mulheres dedicavam-se às famosas prendas domésticas (prendas que as prendiam, restringiam, totalmente), Bárbara não apenas aderiu, mas pôs-se à frente da Revolução Pernambucana em seu estado de adoção, o Ceará. É o pioneirismo de uma mulher tomando as rédeas da história.

A Revolução Pernambucana durou menos de três meses. Bárbara foi presidente por apenas oito dias. Mas foi o bastante para marcar a sua presença na história.

Quando o romancista José de Alencar foi eleito Senador do Império, D. Pedro II vetou o seu nome. Apesar de já ter sido ministro da justiça, o imperador temia que trouxesse em seu DNA os genes revolucionários e republicanos de seu pai José Martiniano, de seu tio Tristão e de sua avó Bárbara de Alencar.

O Centro Cultural Bárbara de Alencar agracia todos os anos três mulheres, com a “Medalha Bárbara de Alencar. O centro administrativo do Governo do Ceará chama-se “Centro Administrativo Bárbara de Alencar”.

Luiz Gonzaga sempre saudava "dona Bárbara de Alencar", nos seus shows no Cariri, onde sabia que a reverenciavam. No dizer do etnólogo potiguar Luís da Câmara Cascudo, a revolução de 1817 foi a mais linda, inesquecível, arrebatadora e inútil das revoluções brasileiras.

Bárbara Pereira de Alencar


Esta heroína nasceu em Exu, Pernambuco, 11 de fevereiro de 1760. Foi uma revolucionária da Revolução Pernambucana de 1817 e da Confederação do Equador.

Teve quatro filhos: João Gonçalves de Alencar, Carlos José dos Santos, Joaquina Maria de São José, Tristão Gonçalves Pereira de Alencar e José Martiniano de Alencar. Este último é pai do escritor José de Alencar.

Adolescente, Bárbara mudou-se para a então vila do Crato, no Ceará, e casou com o comerciante português, José Gonçalves do Santos. Ela própria o pediu em casamento.

Uma das primeiras mulheres a envolver-se em política, foi presa em Fortaleza em 1817 por participar de movimentos em prol da Independência do Brasil e por ter liderado o movimento que proclamou a República no Crato, uma extensão da Revolução Pernambucana.

Como represália, a corte a manteve presa por quatro anos, transferindo-a para várias prisões em Fortaleza, Recife e Salvador.

Homenagens

Considerada a primeira mulher presa política do Brasil, ganhou a liberdade em 17 de novembro de 1821, por ocasião da Anistia Geral.

Primeira mulher, prisioneira política. Heroína. Após o perdão de Pedro I, Barbara continuou sua luta política em prol de um governo mais justo.

Em 1824, seus três filhos homens entram na luta que se chamou Confederação do Equador e que incendiou as províncias nordestinas. Nesta luta, ela viu morrer dois dos seus filhos, Carlos de Alencar e Tristão Gonçalves de Alencar Araripe.

Bárbara morreu em 28 de agosto de 1832, na fazenda Alecrim, no Piauí, sendo sepultada em Campos Sales.

Em 11 de fevereiro de 2005, foi lançada pelo Centro Cultural Bárbara de Alencar a “Medalha Bárbara de Alencar”. Anualmente, três mulheres, sempre no dia 11 de fevereiro serão agraciadas com o prêmio por suas ações junto a sociedade.

O centro administrativo do Governo do Ceará é batizado de Centro Administrativo Bárbara de Alencar.

Em Fortaleza existe estátua da heroína situada na Praça da Medianeira na Avenida Heráclito Graça próxima ao Ginásio Paulo Sarasate.

Bibliografia

ARAÚJO, Ariadne. Bárbara de Alencar. Fortaleza: Edições Demócrito Rocha

FONTE

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O Jabuti dos Ilustradores (3ª Parte)


Filha de Hercília e Antonio, quando criança Angela tropeçava nas letras. Na época, não se falava em distúrbio de dislexia, disgrafia... Anos depois, encontrou nos guardados da mãe poemas precoces, assinados como “uma criança prodígio”. Venceu esse obstáculo e hoje ajuda outras crianças a dominarem o ABC.

Angela Maria Cardoso Lago (Belo Horizonte, 1945) é uma escritora e ilustradora brasileira. A maior parte de sua obra é dedicada às crianças. Em alguns de seus livros não usa palavras, apenas imagens.

Formada em serviço social, morou na Venezuela e na Escócia, onde estudou desenho gráfico. Quando voltou ao Brasil, em meados dos anos 1970, resolveu fazer o que mais gostava: contar histórias.

Recebeu diversos Prêmios Jabuti e da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) e outros internacionais, na França, na Espanha e na Bienal de Bratislava.

Por três vezes, foi a candidata brasileira ao Prêmio Hans Christian Andersen de Ilustração do International Board on Books for Young People (IBBY).

O livro Cena de rua (1994), incluído em uma coletânea da Abrams Press, de Nova York, foi selecionado entre os quinze melhores livros de imagens do mundo, premiado na França e na Bienal de Bratislava. Cena de Rua foi publicado no México, na França, nos Estados Unidos da América e no Brasil.

Escritora e ilustradora, mineira, nascida em Belo Horizonte, em 1945, Angela Anastácia Cardoso Lago, inicia sua formação superior na Escola de Serviço Social da Universidade Católica de Minas Gerais. Frequentou o atelier do escultor Bitter, com um grupo de artistas plásticos.

Em 1969, leciona na Escola de Serviço Social e trabalha como assistente no Instituto Psico Pedagógico, para crianças com dificuldades psicopedagógicas e psiquiátricas.

Em 1975, abre seu próprio atelier de programação visual para publicidade, onde criou marcas, logotipos, propaganda institucional entre outros.

A autora possui diversas obras contendo ilustrações e textos próprios nacionais, ilustrações de livros para outros autores nacionais, livros com textos e ilustrações da autora no exterior, ilustrações para livros de outros autores estrangeiros. Das diversas obras que a autora possui, podemos destacar a obra Sangue de Barata. Resultante da relação entre texto poético e desenho.

Alguns Livros de Angela-Lago:
  • Cena de Rua, Editora RHJ, Belo Horizonte, 1994
  • Tampinha, Editora Moderna, São Paulo, 1994
  • A festa no céu, Editora Melhoramentos, São Paulo, 1995
  • Uma palavra só, Editora Moderna, São Paulo, 1996
  • Um ano novo danado de bom, Editora Moderna, São Paulo, 1997
  • A novela da panela, Editora Moderna, São Paulo, 1999
  • Indo não sei aonde buscar não sei o quê, Editora RHJ, Belo Horizonte, 2000
  • Sete histórias para sacudir o esqueleto, Companhia das Letrinhas, São Paulo, 2002
  • A banguelinha, Editora Moderna, São Paulo, 2002
  • Muito capeta, Companhia das Letrinhas, São Paulo, 2004
  • A raça perfeita, Angela-Lago e Gisele Lotufo, Editora Projeto, Rio Grande do Sul, 2004
  • A casa da onça e do bode, Editora Rocco, Rio de Janeiro, 2005
  • A flauta do tatu, Editora Rocco, Rio de Janeiro, 2005
  • O bicho folharal, Editora Rocco, Rio de Janeiro, 2005
  • João felizardo, o rei dos negócios, Cosac-Naif, São Paulo, 2006
  • Um livro de horas, Editora Scipione, São Paulo, 2008
Algumas premiações:
  • Prêmio Iberoamericano de Ilustración, La Consejería de Cultura, Junta de Andalucia, Sevilha, Espanha, 1994.
  • Prêmio Octogone de Ardoise 1994-1995, Prix Graphique, Centre International d’ Etudes en Littératures de Jeunessa, Paris, pelo livro Cena de Rua. BIB Plaque,
  • Prêmio da Bienal Internacional da Bratislava, 2007, pelos originais ilustrações do livro João Felizardo o rei dos negócios.
  • Prêmio Jabuti, Categoria Melhor Ilustração de Livro Infantil ou Juvenil, 2008, Câmara Brasileira do Livro, pelo livro João Felizardo, o rei dos Negócios.
  • Prêmio de melhor ilustração na produção de 2008 pela FNLIJ com Um livro de horas.
Estudos sobre a obra de Angela-Lago:
  • A complexização do objeto artístico: uma análise da obra de Angela Lago [1] Essa tese, defendida por André Mendes, da Faculdade de Letras da UFMG, foi vencedora do Prêmio Moinho Santista Juventude e publicada pela Editora UFMG em 2007 com o título "O amor e o diabo em Angela-Lago – a complexidade do objeto artístico".
  • Matrizes de linguagem e pensamento na literatura infantil e Juvenil: a tessitura dos signos em obras de Ângela Lago e Otaviano Correia, doutorado em Letras pela USP, de Maria Zilda da Cunha [2] publicado posteriormente pela Humanitas, em 2002.
  • Angela Lago - o objeto livro como performance estética do contador.
  • Juliana Silva Loyola do Departamento de Arte da Faculdade de Comunicação e Filosofia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo apresentou o trabalho em 2008.
  • De charadas e adivinhas: o continuum do contar de Angela Lago Dissertação de mestrado defendida por Rosemarie Giudilli Cordioli na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP.
  • Encurtando o Caminho Entre Texto e Ilustração: Homenagem a Angela Lago.
  • Tese de mestrado de Luís Camargo defendida na Unicamp em 2006
  • Um mergulho no lago: era uma vez e outra vez, na obra de Angela Lago Dissertação de mestrado em Letras na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) defendida em 2000 por Esther Ortlieb Faria de Almeida
  • Alfabetização e letramentos: pensando a produção literária para crianças sob a ótica dos letramentos literário e visual através de livros de Ângela Lago e Eva Furnari.
  • Pesquisa realizada para conclusão do curso de Pedagogia de Fernanda de Araújo Rocha
  • Uma Leve Mãozinha: Recontar o passado com a escrita e ilustração em De Morte, de Angela Lago. Mestrado em andamento de Silvia Luciana Montoro;
  • O resgatar dos contos tradicionais na contemporaneidade por Angela-Lago: uma leitura complexa de João Felizardo, O Rei dos Negócios e Sua Alteza A Divinha. Mestrado em andamento de Ana Paula Gualter de Oliveira Almeida.
  • Vestígios da Cultura Popular em Angela Lago: conto recontado é segredo revelado. Dissertação de mestrado defendida por Celso Sisto Silva
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O Jabuti dos Ilustradores (2ª Parte)


Como ilustrador, Nelson Cruz ganhou por três vezes o Prêmio Jabuti, na categoria Melhor texto Infantil ou Juvenil, com o livro Chica e João, 2º lugar, em 2001, e em 2005 com o livro No longe dos gerais, 3º lugar e em 2010, 1º lugar com Os herdeiros do lobo.

Foi indicado pela FNLIJ ao prêmio Hans Christian Andersen,2002, e em 2004 fui indicado para a lista de honra do IBBY.

Nelson Cruz é autor de treze livros já tendo ilustrado mais de oitenta. Com a caricatura do jurista Afonso Arinos de Melo Franco, foi o vencedor dessa categoria no Salão de Humor de Piracicaba, em 1977. Enquanto pintor, fez mais de quarenta exposições, entre mostras individuais e coletivas.

Nelson Cruz nasceu em Belo Horizonte e vive atualmente em Santa Luzia. Ilustrador e artista plástico, recebeu o Prêmio de Melhor Ilustração Hors-Concours (2003) pelas ilustrações do primeiro volume da coleção Dedinho de Prosa, Conto de escola, de Machado de Assis, concedido pela FNLIJ.

Também pela Cosac Naify, Nelson Cruz é autor de O caso do Saci e No Longe dos Gerais (ambos de 2004). Neste último, além das ilustrações, Nelson Cruz assina o projeto editorial - o que envolveu intensa pesquisa para a confecção do texto e das pinturas e desenhos.



Em 2008, ao lado de sua esposa, a autora e ilustradora Marilda Castanha, lançou pela Cosac Naify a coleção Histórias para contar História, que reúne seus livros: Dirceu e Marília, Chica e João e Bárbara e Alvarenga e os livros de Marilda, Pindorama, terra das palmeiras e Agbalá, um lugar-continente.

Leia mais aqui ("Dez ilustradores geniais de livros infantis" - Escritora Geiza Araujo)

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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Trem do PANTANAL tem promoção em Curitiba



O Trem do Pantanal (atualmente conhecido também por Pantanal Express) é um serviço de trem de passageiros de longo percurso que liga Campo Grande a Miranda, no estado de Mato Grosso do Sul, e era uma parte da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil. De 1995 á 2009, funcionou apenas como transporte cargueiro.

Em 2006 a linha foi adquirida pela ALL, que a comprou do grupo americano Noel Group, até então administradora do trecho. Apesar de chamar-se "Trem do Pantanal" seu roteiro por enquanto é só Campo Grande - Aquidauana - Miranda. O trem tem capacidade total de 282 lugares (leia mais aqui)

TREM DO PANTANAL
ALMIR SATER E PAULO SIMÕES
Composição: Geraldo Roca/ Paulo Simões


Enquanto este velho trem atravessa o Pantanal
As estrelas do cruzeiro fazem um sinal
De que este é o melhor caminho
Pra quem é como eu, mais um fugitivo da guerra

Enquanto este velho trem atravessa o Pantanal
O povo lá em casa espera que eu mande um postal
Dizendo que eu estou muito bem vivo
Rumo a Santa Cruz de La Sierra

Enquanto este velho trem atravessa o Pantanal
Só meu coração está batendo desigual
Ele agora sabe que o medo viaja também
Sobre todos os trilhos da terra
Rumo a Santa Cruz de La Sierra


Conhecendo o Mato Grosso do Sul com o Trem do Pantanal

O Wood's Pub, endereço country em Curitiba (PR), vai ser palco do evento “Conhecendo o Mato Grosso do Sul com o Trem do Pantanal” nesta quarta-feira, dia 16/02/2011. O evento, iniciativa da Serra Verde Express, BWT Operadora e Governo do Mato Grosso do Sul, tem como objetivo apresentar aos agentes de viagem de Curitiba e Região Metropolitana o Trem do Pantanal.

Os participantes serão recepcionados às 18h30 com comidas típicas, ao som do berrante, instrumento típico do peão boiadeiro. Além de músicas regionais, também será transmitido um vídeo institucional do Trem do Pantanal e do Estado. Em seguida, o diretor Comercial da Serra Verde Express, Adonai Arruda Filho, falará sobre o trem e sobre pacote especial para o feriado de 7 de setembro.

Trem do Pantanal

Inaugurado em 2009, o Trem do Pantanal se consolida, gradativamente, como uma das principais atrações turísticas do Estado. Saindo da capital Campo Grande (MS), ele percorre 220 quilômetros, passando pelas cidades de Aquidauana e Miranda. 

O trem do Pantanal recomeçou suas aventuras no dia 8 de maio de 2009, a partir de então passou a percorrer 220 quilômetros parando em quatro estações: Campo Grande (partida), Piraputanga (onde faz uma pequena parada), Aquidauana (para o almoço) e Miranda (chegada ao fim do dia). Em sete horas, os passageiros conhecem locais históricos e paisagens intocadas, onde é possível avistar muitos animais, como garças, jacarés, tamanduás, capivaras e veados.

A bordo de um dos trens mais modernos e confortáveis do País, os viajantes poderão desfrutar de vagões climatizados, com bancos reclináveis e vidraças com películas que protegem os passageiros da exposição excessiva ao Sol, mantendo temperatura agradável. Todo esse conforto visa a tornar a viagem a bordo do Trem uma experiência inesquecível.

A segunda fase da implantação do trem do Pantanal irá estender o percurso até a cidade de Corumbá, na divisa com a Bolívia.

Mais informações e reservas: 67 3043-2233


Sobre a Serra Verde Express

Criada em 1997 para administrar trens turísticos do Paraná, que operam entre as cidades de Curitiba, Morretes e Paranaguá. Em pouco mais de uma década de trabalho, a empresa incrementou o turismo ferroviário naquele Estado e o fez referência no setor nacional e internacionalmente, pois atrai todos os anos uma média de 150 mil pessoas, ante uma demanda de apenas 50 mil quando assumiu a ação.
 
Em 2009, a empresa foi convidada pelo Governo do Mato Grosso do Sul a operar o Trem do Pantanal. Para garantir a satisfação dos visitantes, a empresa, pertencente ao Grupo de Serviços Higi Serv, investe em melhorias, qualificação e preservação ambiental. Também este ano, a empresa, a maior operadora de turismo ferroviário do país, inaugurou o Trem das Montanhas Capixabas, no Espírito Santo. Atualmente a Serra Verde Express opera quatro trens em mais de mil KMs de ferrovia em três estados. http://www.serraverdeexpress.com.br/
 
Mais informações sobre a viagem aqui (Viajando com Estilo)
 
FONTE



sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Sempre Vou Te Amar

"O aconchego dos teus braços

despertam em meu olhar o brilho

em meus lábios o sorriso

e em meu coração a certeza

de que pra sempre eu vou te amar..."

Elizabeth Nogueira
2011

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

A Oração de Jonas


Jonas é um profeta bíblico conhecido pelo Livro de Jonas, que narra que quando fugia de Deus foi engolido por um grande peixe. Jonas também foi citado por Jesus no Novo Testamento (Mt. 12:38-41 e 16:4; Lc 11:29-32) como um sinal da ressurreição, além de ser mencionado em 2 Reis 14:25, como profeta de Jeroboão II.

Jesus se refere ao "sinal do profeta Jonas", pois a história de Jonas prefigura a morte e ressurreição de Cristo. Jesus usou como exemplo os três dias e noites no peixe como um paralelo à sua própria morte e ressurreição; e, menciona que os ninivitas que se arrependeram pela pregação de Jonas.

        "A rainha do Sul se levantará no juízo com esta geração e a condenará, pois ela veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão. E eis que aqui está quem é maior do que Salomão. Os ninivitas se levantarão no juízo com esta geração e a condenarão, pois eles se arrependeram com a pregação de Jonas. E eis que aqui está quem é maior do que Jonas" (Mt. 12:42-42).

O capítulo 1 do livro de Jonas narra o chamado do profeta e sua tentativa de fugir da presença de DeusDeus ordena que Jonas vá à grande cidade de Nínive para clamar contra ela, devido à sua maldade [1:1-2]. No entanto, Jonas foge na direção oposta, embarcando em um navio para Tarsis [1:3].

Deus envia um forte vento que causa uma tempestade violenta, ameaçando destruir o navio [1:4]. Enquanto os marinheiros clamam aos seus deuses, Jonas dorme no porão [1:5]. Após lançarem sortes para descobrir o culpado pelo mal, a sorte cai sobre Jonas. Ele confessa ser hebreu e estar fugindo do Senhor, o Deus que fez o mar e a terra [1:8-10].

Jonas instrui os marinheiros a lançá-lo ao mar para que a tempestade cesse. Relutantes, eles tentam remar até a terra, mas sem sucesso. Após pedirem perdão a Deus, lançam Jonas ao mar, e a tempestade para imediatamente [1:11-15].

O capítulo termina com o temor dos marinheiros ao Senhor e o registro de que Deus preparou um grande peixe para engolir Jonas, que permanece em seu ventre por três dias e três noites [1:16-17].


Neste estudo o enfoque será a ORAÇÃO DE JONAS.

O capítulo 2 do livro bíblico de Jonas descreve a oração de Jonas de dentro do ventre de um grande peixe. A Oração: Jonas clama a Deus em meio à sua angústia, descrevendo sua experiência de quase morte nas profundezas do mar.

      ¹ E orou Jonas ao Senhor, seu Deus, das entranhas do peixe. ² E disse: Na minha angústia clamei ao Senhor, e ele me respondeu; do ventre da sepultura gritei, e tu ouviste a minha voz. ³ Porque tu me lançaste no profundo, no coração dos mares, e a corrente das águas me cercou; todas as tuas ondas e as tuas vagas têm passado por cima de mim. ⁴ E eu disse: Lançado estou de diante dos teus olhos; todavia tornarei a ver o teu santo templo. ⁵ As águas me cercaram até à alma, o abismo me rodeou, e as algas se enrolaram na minha cabeça. ⁶ Eu desci até aos fundamentos dos montes; a terra me encerrou para sempre com os seus ferrolhos; mas tu fizeste subir a minha vida da perdição, ó Senhor meu Deus. ⁷ Quando desfalecia em mim a minha alma, lembrei-me do Senhor; e entrou a ti a minha oração, no teu santo templo. ⁸ Os que se entregam à idolatria vã abandonam aquele que lhes é misericordioso ⁹ Mas eu te oferecerei sacrifício com a voz do agradecimento; o que votei pagarei. Do Senhor vem a salvação - Jonas 2:1-9

O versículo Jonas 2:1, "E orou Jonas ao Senhor, seu Deus, das entranhas do peixe", marca o início da oração de Jonas após ser engolido por um grande peixe, onde ele expressa sua angústia, clama por socorro e reconhece a misericórdia de Deus, culminando com a salvação e o peixe o vomitando em terra.

Essa passagem simboliza um momento de desespero e arrependimento, onde Jonas, mesmo no abismo, lembra-se de Deus e busca Sua ajuda, sendo um milagre de providência divina. O Reconhecimento: Ele reconhece que sua situação é uma consequência de sua desobediência e expressa gratidão pela salvação divina.

⁸ "Os que se entregam à idolatria vã abandonam aquele que lhes é misericordioso". Jonas 2:8 - significa que aqueles que se voltam para ídolos, enganos ou coisas vazias (falsas vaidades), em vez de Deus, abandonam ou desprezam a verdadeira misericórdia e salvação que Ele oferece. Jonas, após ser engolido pelo peixe, reconhece que, ao buscar outras coisas em vez de Deus, ele se afastou da graça divina, e que somente o Senhor traz a salvação.

Qualquer coisa que nos afaste do temor e da obediência a Deus deve entrar para a lista de coisas vãs, falsas vaidades, idolatria vã, enganos...

Outras versões de Jonas 2:8

Almeida Corrigida Fiel (ACF): "Os que observam as vaidades vãs deixam a sua própria misericórdia".

Almeida Revista e Atualizada (ARA): "Os que se entregam à idolatria vã abandonam aquele que lhes é misericordioso".

Nova Versão Transformadora (NVT): "Os que adoram falsos deuses dão as costas para as misericórdias de Deus".

Nova Versão Internacional (NVI): "Aqueles que acreditam em ídolos inúteis abandonam o amor leal de Deus por eles

Jonas promete cumprir seus sacrifícios e declara que "do Senhor vem a salvação" . Ao final do capítulo, sob o comando de Deus, o peixe vomita Jonas em terra firme.

Jonas estava no ventre do peixe, um lugar de perigo extremo, e clama a Deus por socorro, como descrito nos versículos seguintes (Jonas 2:2-3). Ele reconhece que foi Deus quem o lançou nas profundezas, mas também o Deus que o poderia resgatar.

A oração de Jonas termina com a promessa de sacrifício de gratidão e o reconhecimento de que a salvação vem do Senhor, levando o peixe a vomitá-lo na terra.

         ⁹ "Mas eu te oferecerei sacrifício com a voz do agradecimento; o que votei pagarei. Do Senhor vem a salvação". Jonas 2:9.

Em sua oração demonstrou ter FÉ no livramento, na salvação de Deus, conforme Hebreus, define o conceito bíblico de fé:

          "Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos." (Hebreus 11:1 - Nova Versão Internacional).

Não é orar sem evidências, mas crer na maior evidência possível: A Palavra de Deus. Confiança, certeza. Indica que a fé não é um desejo vago, mas o fundamento sólido que dá realidade às esperanças no presente. É o convencimento interno de que as promessas de Deus são reais, mesmo que ainda não tenham se manifestado fisicamente.

O evento é visto como um milagre sobrenatural, com foco na misericórdia e no poder de Deus, não apenas no tipo de peixe (que pode ter sido um cachalote ou tubarão).

Essa passagem é fundamental para entender a narrativa bíblica de Jonas, mostrando a intervenção divina em meio à desobediência e o poder de Deus para salvar.

2 Reis 14:25 descreve como o rei Jeroboão II de Israel restaurou as fronteiras de seu reino, de Lebo-Hamate ao mar da Planície (Mar Morto), conforme a promessa de Deus feita através do profeta Jonas, filho de Amitai, de Gate-Hefer, um evento que reafirmou a soberania de Deus e o cumprimento de suas palavras.

O Rei Jeroboão II (filho de Jeoás) foi um rei de Israel que expandiu significativamente o território do reino do norte, trazendo prosperidade. Deus havia prometido essa restauração através do profeta Jonas, o mesmo profeta da história bíblica, que era de Gate-Hefer.

O versículo (2 Reis 14:25) mostra que Deus cumpre suas promessas, mesmo usando eventos políticos e militares para manifestar Sua vontade e restaurar Seu povo, como um sinal de Sua fidelidade.

Este texto está dentro do contexto do livro de 2 Reis, que narra a história dos reis de Israel e Judá, e suas relações com Deus e a aliança.

O capítulo 3 do livro de Jonas descreve o arrependimento da cidade de Nínive após a pregação do profeta.

Deus fala com Jonas pela segunda vez, ordenando que ele vá a Nínive e entregue a mensagem que Ele lhe daria.

Jonas obedece e caminha pela cidade anunciando: "Daqui a quarenta dias Nínive será destruída"Surpreendentemente, os ninivitas creem em Deus. O rei de Nínive decreta um jejum nacional, ordenando que todos (incluindo animais) se vistam de pano de saco e clamem a Deus, abandonando seus maus caminhos e a violência.

Ao ver a mudança de atitude e o arrependimento sincero do povo, Deus desiste do castigo que havia prometido e não destrói a cidade.

O capítulo 4 do livro de Jonas encerra a narrativa bíblica focando na reação emocional do profeta após o arrependimento de Nínive e na lição final de misericórdia dada por Deus.

Jonas fica profundamente irritado porque Deus poupou Nínive. Ele confessa que fugiu para Társis inicialmente justamente por saber que Deus é misericordioso e piedoso, e que voltaria atrás no castigo se o povo se arrependesse.

Em sua frustração, Jonas pede a Deus que tire sua vida, alegando que "melhor é morrer do que viver".

Jonas sai da cidade e constrói um abrigo para observar o que aconteceria. Deus faz crescer uma planta (muitas vezes traduzida como mamoneira ou aboboreira) para dar sombra ao profeta, o que o deixa muito alegre.

No dia seguinte, Deus envia um verme que destrói a planta e um vento oriental quente que faz Jonas desfalecer de calor. Jonas volta a ficar irado e a desejar a morte.

O livro termina com uma pergunta retórica de Deus: se Jonas teve compaixão de uma planta pela qual não trabalhou, por que Deus não teria compaixão de Nínive, uma grande cidade com mais de 120 mil pessoas inocentes e muitos animais?.

Deus demonstra que Sua graça não é exclusiva de uma nação (Israel), mas estende-se a todos os povos, incluindo inimigos cruéis, quando há arrependimento.

Jonas estava mais preocupado com seu conforto pessoal (a planta) e sua reputação como profeta do que com a vida de milhares de pessoas.

A pregação de destruição serviu como um aviso que visava o arrependimento, permitindo que Deus exercesse Sua natureza compassiva, que não deseja que ninguém pereça, mas que todos tenham a oportunidade de se arrepender e serem salvos, conforme 2 Pedro 3:9 -

     "O Senhor não demora a fazer o que prometeu, como alguns pensam. Pelo contrário, ele tem paciência com vocês porque não quer que ninguém seja destruído, mas deseja que todos se arrependam dos seus pecados.".