Jonas é um profeta bíblico conhecido pelo Livro de Jonas, que narra que quando fugia de Deus foi engolido por um grande peixe. Jonas também foi citado por Jesus no Novo Testamento (Mt. 12:38-41 e 16:4; Lc 11:29-32) como um sinal da ressurreição, além de ser mencionado em 2 Reis 14:25, como profeta de Jeroboão II.
Jesus se refere ao "sinal do profeta Jonas", pois a história de Jonas prefigura a morte e ressurreição de Cristo. Jesus usou como exemplo os três dias e noites no peixe como um paralelo à sua própria morte e ressurreição; e, menciona que os ninivitas que se arrependeram pela pregação de Jonas.
"A rainha do Sul se levantará no juízo com esta geração e a condenará, pois ela veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão. E eis que aqui está quem é maior do que Salomão. Os ninivitas se levantarão no juízo com esta geração e a condenarão, pois eles se arrependeram com a pregação de Jonas. E eis que aqui está quem é maior do que Jonas" (Mt. 12:42-42).
O capítulo 1 do livro de Jonas narra o chamado do profeta e sua tentativa de fugir da presença de Deus. Deus ordena que Jonas vá à grande cidade de Nínive para clamar contra ela, devido à sua maldade [1:1-2]. No entanto, Jonas foge na direção oposta, embarcando em um navio para Tarsis [1:3].
Deus envia um forte vento que causa uma tempestade violenta, ameaçando destruir o navio [1:4]. Enquanto os marinheiros clamam aos seus deuses, Jonas dorme no porão [1:5]. Após lançarem sortes para descobrir o culpado pelo mal, a sorte cai sobre Jonas. Ele confessa ser hebreu e estar fugindo do Senhor, o Deus que fez o mar e a terra [1:8-10].
Jonas instrui os marinheiros a lançá-lo ao mar para que a tempestade cesse. Relutantes, eles tentam remar até a terra, mas sem sucesso. Após pedirem perdão a Deus, lançam Jonas ao mar, e a tempestade para imediatamente [1:11-15].
O capítulo termina com o temor dos marinheiros ao Senhor e o registro de que Deus preparou um grande peixe para engolir Jonas, que permanece em seu ventre por três dias e três noites [1:16-17].
Neste estudo o enfoque será a ORAÇÃO DE JONAS.
O capítulo 2 do livro bíblico de Jonas descreve a oração de Jonas de dentro do ventre de um grande peixe. A Oração: Jonas clama a Deus em meio à sua angústia, descrevendo sua experiência de quase morte nas profundezas do mar.
¹ E orou Jonas ao Senhor, seu Deus, das entranhas do peixe. ² E disse: Na minha angústia clamei ao Senhor, e ele me respondeu; do ventre da sepultura gritei, e tu ouviste a minha voz. ³ Porque tu me lançaste no profundo, no coração dos mares, e a corrente das águas me cercou; todas as tuas ondas e as tuas vagas têm passado por cima de mim. ⁴ E eu disse: Lançado estou de diante dos teus olhos; todavia tornarei a ver o teu santo templo. ⁵ As águas me cercaram até à alma, o abismo me rodeou, e as algas se enrolaram na minha cabeça. ⁶ Eu desci até aos fundamentos dos montes; a terra me encerrou para sempre com os seus ferrolhos; mas tu fizeste subir a minha vida da perdição, ó Senhor meu Deus. ⁷ Quando desfalecia em mim a minha alma, lembrei-me do Senhor; e entrou a ti a minha oração, no teu santo templo. ⁸ Os que se entregam à idolatria vã abandonam aquele que lhes é misericordioso ⁹ Mas eu te oferecerei sacrifício com a voz do agradecimento; o que votei pagarei. Do Senhor vem a salvação - Jonas 2:1-9
O versículo Jonas 2:1, "E orou Jonas ao Senhor, seu Deus, das entranhas do peixe", marca o início da oração de Jonas após ser engolido por um grande peixe, onde ele expressa sua angústia, clama por socorro e reconhece a misericórdia de Deus, culminando com a salvação e o peixe o vomitando em terra.
Essa passagem simboliza um momento de desespero e arrependimento, onde Jonas, mesmo no abismo, lembra-se de Deus e busca Sua ajuda, sendo um milagre de providência divina. O Reconhecimento: Ele reconhece que sua situação é uma consequência de sua desobediência e expressa gratidão pela salvação divina.
⁸ "Os que se entregam à idolatria vã abandonam aquele que lhes é misericordioso". Jonas 2:8 - significa que aqueles que se voltam para ídolos, enganos ou coisas vazias (falsas vaidades), em vez de Deus, abandonam ou desprezam a verdadeira misericórdia e salvação que Ele oferece. Jonas, após ser engolido pelo peixe, reconhece que, ao buscar outras coisas em vez de Deus, ele se afastou da graça divina, e que somente o Senhor traz a salvação.
Qualquer coisa que nos afaste do temor e da obediência a Deus deve entrar para a lista de coisas vãs, falsas vaidades, idolatria vã, enganos...
Outras versões de Jonas 2:8
Almeida Corrigida Fiel (ACF): "Os que observam as vaidades vãs deixam a sua própria misericórdia".
Almeida Revista e Atualizada (ARA): "Os que se entregam à idolatria vã abandonam aquele que lhes é misericordioso".
Nova Versão Transformadora (NVT): "Os que adoram falsos deuses dão as costas para as misericórdias de Deus".
Nova Versão Internacional (NVI): "Aqueles que acreditam em ídolos inúteis abandonam o amor leal de Deus por eles
Jonas promete cumprir seus sacrifícios e declara que "do Senhor vem a salvação" . Ao final do capítulo, sob o comando de Deus, o peixe vomita Jonas em terra firme.
Jonas estava no ventre do peixe, um lugar de perigo extremo, e clama a Deus por socorro, como descrito nos versículos seguintes (Jonas 2:2-3). Ele reconhece que foi Deus quem o lançou nas profundezas, mas também o Deus que o poderia resgatar.
A oração de Jonas termina com a promessa de sacrifício de gratidão e o reconhecimento de que a salvação vem do Senhor, levando o peixe a vomitá-lo na terra.
⁹ "Mas eu te oferecerei sacrifício com a voz do agradecimento; o que votei pagarei. Do Senhor vem a salvação". Jonas 2:9.
Em sua oração demonstrou ter FÉ no livramento, na salvação de Deus, conforme Hebreus, define o conceito bíblico de fé:
"Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos." (Hebreus 11:1 - Nova Versão Internacional).
Não é orar sem evidências, mas crer na maior evidência possível: A Palavra de Deus. Confiança, certeza. Indica que a fé não é um desejo vago, mas o fundamento sólido que dá realidade às esperanças no presente. É o convencimento interno de que as promessas de Deus são reais, mesmo que ainda não tenham se manifestado fisicamente.
O evento é visto como um milagre sobrenatural, com foco na misericórdia e no poder de Deus, não apenas no tipo de peixe (que pode ter sido um cachalote ou tubarão).
Essa passagem é fundamental para entender a narrativa bíblica de Jonas, mostrando a intervenção divina em meio à desobediência e o poder de Deus para salvar.
2 Reis 14:25 descreve como o rei Jeroboão II de Israel restaurou as fronteiras de seu reino, de Lebo-Hamate ao mar da Planície (Mar Morto), conforme a promessa de Deus feita através do profeta Jonas, filho de Amitai, de Gate-Hefer, um evento que reafirmou a soberania de Deus e o cumprimento de suas palavras.
O Rei Jeroboão II (filho de Jeoás) foi um rei de Israel que expandiu significativamente o território do reino do norte, trazendo prosperidade. Deus havia prometido essa restauração através do profeta Jonas, o mesmo profeta da história bíblica, que era de Gate-Hefer.
O versículo (2 Reis 14:25) mostra que Deus cumpre suas promessas, mesmo usando eventos políticos e militares para manifestar Sua vontade e restaurar Seu povo, como um sinal de Sua fidelidade.
Este texto está dentro do contexto do livro de 2 Reis, que narra a história dos reis de Israel e Judá, e suas relações com Deus e a aliança.
O capítulo 3 do livro de Jonas descreve o arrependimento da cidade de Nínive após a pregação do profeta.
Deus fala com Jonas pela segunda vez, ordenando que ele vá a Nínive e entregue a mensagem que Ele lhe daria.
Jonas obedece e caminha pela cidade anunciando: "Daqui a quarenta dias Nínive será destruída". Surpreendentemente, os ninivitas creem em Deus. O rei de Nínive decreta um jejum nacional, ordenando que todos (incluindo animais) se vistam de pano de saco e clamem a Deus, abandonando seus maus caminhos e a violência.
Ao ver a mudança de atitude e o arrependimento sincero do povo, Deus desiste do castigo que havia prometido e não destrói a cidade.
O capítulo 4 do livro de Jonas encerra a narrativa bíblica focando na reação emocional do profeta após o arrependimento de Nínive e na lição final de misericórdia dada por Deus.
Jonas fica profundamente irritado porque Deus poupou Nínive. Ele confessa que fugiu para Társis inicialmente justamente por saber que Deus é misericordioso e piedoso, e que voltaria atrás no castigo se o povo se arrependesse.
Em sua frustração, Jonas pede a Deus que tire sua vida, alegando que "melhor é morrer do que viver".
Jonas sai da cidade e constrói um abrigo para observar o que aconteceria. Deus faz crescer uma planta (muitas vezes traduzida como mamoneira ou aboboreira) para dar sombra ao profeta, o que o deixa muito alegre.
No dia seguinte, Deus envia um verme que destrói a planta e um vento oriental quente que faz Jonas desfalecer de calor. Jonas volta a ficar irado e a desejar a morte.
O livro termina com uma pergunta retórica de Deus: se Jonas teve compaixão de uma planta pela qual não trabalhou, por que Deus não teria compaixão de Nínive, uma grande cidade com mais de 120 mil pessoas inocentes e muitos animais?.
Deus demonstra que Sua graça não é exclusiva de uma nação (Israel), mas estende-se a todos os povos, incluindo inimigos cruéis, quando há arrependimento.
Jonas estava mais preocupado com seu conforto pessoal (a planta) e sua reputação como profeta do que com a vida de milhares de pessoas.
A pregação de destruição serviu como um aviso que visava o arrependimento, permitindo que Deus exercesse Sua natureza compassiva, que não deseja que ninguém pereça, mas que todos tenham a oportunidade de se arrepender e serem salvos, conforme 2 Pedro 3:9 -
"O Senhor não demora a fazer o que prometeu, como alguns pensam. Pelo contrário, ele tem paciência com vocês porque não quer que ninguém seja destruído, mas deseja que todos se arrependam dos seus pecados.".