Ah, esperei com tanta ansiedade... preparei as malas, paguei as contas, reguei as plantas, coloquei comida para o cão, dei tchau pros amigos...sacanagem!!!! Agora, só em 2012...
Só por este comentário do Urias Lima o assunto "dia marcado para o Fim do Mundo" passa de ignorado por mim pra categoria: divertidíssimo!!!
Bom se ele continuar lendo a Biblia pra fazer suas previsões logo irá achar a parte que diz que só Deus sabe o dia deste acontecimento...
“Preparem-se para o fim do mundo” avisa Howard Camping, presidente do grupo conservador norte-americano “Family Radio”.
Para este grupo cristão, a data do “julgamento final” já está marcada: 21 de Maio de 2011. Howard cita algumas passagens da Bíblia que, segundo as suas crenças, determinam que o fim do mundo aconteceria 7 mil dias depois do grande dilúvio, que ocorreu no “17º dia do segundo mês”. De acordo com o calendário judaico, o próximo sábado corresponde à profecia.
Howard Camping garante que o final do mundo começará com um terremoto, “o mais terrível que o mundo já viu”.
Não é a primeira vez que o grupo “Family Radio” faz uma previsão do gênero, tendo em conta que 1994 também foi apontado como o ano do fim do mundo, falha que Howard acredita ter sido fruto de um erro de cálculo.
Harold Camping, um radialista de 91 anos, presidente da rede evangélica de rádios "Family Radio" nos Estados Unidos - que tem mais de 150 estações e transmite em mais de 40 línguas -, está em choque.
Famoso por usar a numerologia baseada na Bíblia para prever datas para o "fim do mundo", sofreu um baque ao notar que o mundo não acabou em 21 de maio de 2011 como havia dito.
No vídeo é possível ver o quão Camping está abalado, se negando a dar declarações a uma rede de televisão que foi procurá-lo em sua casa, que fica na Califórnia. Ele diz que não quer falar pois é algo que 'significa muito para ele".
Entretanto, nesta segunda, dia 23 de maio, resolveu soltar o verbo e utilizou o alcance de suas emissoras de rádio, inclusive pela internet, para transmitir um bate-papo, ao vivo, que teve com jornalistas.
Sobre o caso, se justificou com frases como "eu não sou um gênio", mas depois acabou admitindo o deslize: "Sim, eu estava errado. Não sou um 'CEO', sou apenas um servo de Deus. Posso contar muitas histórias e estar errado sobre elas", disse em resposta aos jornalistas.
O capítulo Isaías 54 é uma passagem bíblica de consolo e promessa, dirigida a "mulher estéril" (uma metáfora para Jerusalém e o povo de Israel no exílio). Ele descreve a restauração do pacto de amor entre Deus e Seu povo.
A Promessa de Fertilidade e Expansão (V. 1-3) - Deus ordena que a estéril cante e se alegre, pois ela terá mais filhos do que aquela que foi casada. Ele diz: "Alarga o lugar da tua tenda" [1], indicando que o povo cresceria tanto que precisaria de mais espaço, transbordando para as nações vizinhas.
Deus promete ACOLHER com "grandes misericórdias" o seu povo restaurado do exílio, como o "Marido" acolhe a mulher infiel que arrependida e envergonhada, retorna ao lar. Embora a ira de Deus tenha durado um breve momento, Sua bondade é eterna [v. 4-8].
Deus compara Sua promessa ao juramento que fez a Noé, quando prometeu nunca mais inundar a terra. Sua aliança (pacto) com Israel é permanente e inabalável (v. 9-10). O versículo 10 é um dos mais conhecidos:
"Pois as montanhas podem se retirar e as colinas serem removidas, mas a minha fidelidade não se retirará de ti, nem a minha aliança de paz será removida" (Is. 54:10).
Jerusalém é descrita como sendo reconstruída com pedras preciosas (safiras, ágatas, rubis), simbolizando valor e beleza. Deus também promete que todos os filhos do povo serão "ensinados pelo Senhor" e terão grande paz [v. 11-13].
INSTRUÇÃO DE DEUS E SABEDORIA AOS FILHOS
¹³ E todos os teus filhos serão ensinados do Senhor; e a paz de teus filhos será abundante. Is. 54:13
O versículo 13 de Isaías 54 é uma promessa bíblica de que os filhos, do povo de Deus - simbolizado por Sião - serão instruídos diretamente por Ele, resultando em grande paz e uma vida de retidão, estabelecendo um lar seguro e longe do medo e da opressão, com uma proteção divina contra inimigos.
Deus dará instrução e sabedoria aos Seus filhos, não apenas através de mestres humanos, mas assegurando a restauração e o futuro glorioso de Sião após o exílio, para o povo testificar da misericórdia de Deus e de Suas bençãos de Deus, as gerações futuras.
A instrução de Deus é Herança aos filhos do povo de Israel, associada a promessa (recompensa): paz abundante, como resultado do compromisso de seus pais em SERVIR a Deus, conforme Josué 24:15; Salmos 127:3; João 6:45; Jeremias 31:34.
PROTEÇÃO CONTRA OS INIMIGOS
¹⁷ Toda a ferramenta preparada contra ti não prosperará, e toda a língua que se levantar contra ti em juízo tu a condenarás; esta é a herança dos servos do Senhor, e a sua justiça que de mim procede, diz o Senhor - Is. 54:17
O versículo 17 de Isaías 54 é uma promessa de proteção de Deus assegurada aos Seus servos.
Nenhum plano de conspiração ou ataque destinado a prejudicar ou destruir os servos do Senhor, não prosperará, não terá sucesso.
Toda falsa acusação que se levantar em juízo será desmentida e o acusador responsabilizado. Qualquer pessoa que tentar difamar ou julgar iniquamente um servo de Deus será silenciada e derrotada, pois a justiça vem do Senhor. E, a malícia alheia não prevalecerá, pois Deus defenderá o Seu servo e o justificará.
Essa é a herança e a justiça que o Senhor concede aos que Lhe pertencem, garantindo que Suas promessas se cumprirão, mesmo diante de oposição. A proteção e a vitória não são por mérito humano, mas uma dádiva (herança) e uma provisão de Deus (justiça) para aqueles que Lhe servem, confirmando a fidelidade Dele (Deus é fiel).
O poema “O operário em construção” escrito por Vinícius de Moraes em 1956, e descreve o trabalho como base da vida humana e o processo de tomada de consciência de valor de um operário, partindo de uma situação de completa alienação: “tudo desconhecia/ de sua grande missão”, sem saber “que a casa que ele fazia/ sendo a sua liberdade/ era a sua escravidão”...
Era ele que erguia casas
Onde antes só havia chão.
Como um pássaro sem asas
Ele subia com as casas
Que lhe brotavam da mão.
Mas tudo desconhecia
De sua grande missão:
Não sabia, por exemplo
Que a casa de um homem
é um templo
Um templo sem religião
Como tampouco sabia
Que a casa que ele fazia
Sendo a sua liberdade
Era a sua escravidão.
De fato, como podia
Um operário em construção
Compreender por que um tijolo
Valia mais do que um pão?
Tijolos ele empilhava
Com pá, cimento e esquadria
Quanto ao pão, ele o comia...
Mas fosse comer tijolo!
E assim o operário ia
Com suor e com cimento
Erguendo uma casa aqui
Adiante um apartamento
Além uma igreja, à frente
Um quartel e uma prisão:
Prisão de que sofreria
Não fosse, eventualmente
Um operário em construção.
Mas ele desconhecia
Esse fato extraordinário:
Que o operário faz a coisa
E a coisa faz o operário.
De forma que, certo dia
À mesa, ao cortar o pão
O operário foi tomado
De uma súbita emoção
Ao constatar assombrado
Que tudo naquela mesa
- Garrafa, prato, facão -
Era ele quem os fazia
Ele, um humilde operário,
Um operário em construção.
Olhou em torno: gamela
Banco, enxerga, caldeirão
Vidro, parede, janela
Casa, cidade, nação!
Tudo, tudo o que existia
Era ele quem o fazia
Ele, um humilde operário
Um operário que sabia
Exercer a profissão.
Ah, homens de pensamento
Não sabereis nunca o quanto
Aquele humilde operário
Soube naquele momento!
Naquela casa vazia
Que ele mesmo levantara
Um mundo novo nascia
De que sequer suspeitava.
O operário emocionado
Olhou sua própria mão
Sua rude mão de operário
De operário em construção
E olhando bem para ela
Teve um segundo a impressão
De que não havia no mundo
Coisa que fosse mais bela.
Foi dentro da compreensão
Desse instante solitário
Que, tal sua construção
Cresceu também o operário.
Cresceu em alto e profundo
Em largo e no coração
E como tudo que cresce
Ele não cresceu em vão
Pois além do que sabia
- Exercer a profissão -
O operário adquiriu
Uma nova dimensão:
A dimensão da poesia.
E um fato novo se viu
Que a todos admirava:
O que o operário dizia
Outro operário escutava.
E foi assim que o operário
Do edifício em construção
Que sempre dizia sim
Começou a dizer não.
E aprendeu a notar coisas
A que não dava atenção:
Notou que sua marmita
Era o prato do patrão
Que sua cerveja preta
Era o uísque do patrão
Que seu macacão de zuarte
Era o terno do patrão
Que o casebre onde morava
Era a mansão do patrão
Que seus dois pés andarilhos
Eram as rodas do patrão
Que a dureza do seu dia
Era a noite do patrão
Que sua imensa fadiga
Era amiga do patrão.
E o operário disse: Não!
E o operário fez-se forte
Na sua resolução.
Como era de se esperar
As bocas da delação
Começaram a dizer coisas
Aos ouvidos do patrão.
Mas o patrão não queria
Nenhuma preocupação
- "Convençam-no" do contrário -
Disse ele sobre o operário
E ao dizer isso sorria.
Dia seguinte, o operário
Ao sair da construção
Viu-se súbito cercado
Dos homens da delação
E sofreu, por destinado
Sua primeira agressão.
Teve seu rosto cuspido
Teve seu braço quebrado
Mas quando foi perguntado
O operário disse: Não!
Em vão sofrera o operário
Sua primeira agressão
Muitas outras se seguiram
Muitas outras seguirão.
Porém, por imprescindível
Ao edifício em construção
Seu trabalho prosseguia
E todo o seu sofrimento
Misturava-se ao cimento
Da construção que crescia.
Sentindo que a violência
Não dobraria o operário
Um dia tentou o patrão
Dobrá-lo de modo vário.
De sorte que o foi levando
Ao alto da construção
E num momento de tempo
Mostrou-lhe toda a região
E apontando-a ao operário
Fez-lhe esta declaração:
- Dar-te-ei todo esse poder
E a sua satisfação
Porque a mim me foi entregue
E dou-o a quem bem quiser.
Dou-te tempo de lazer
Dou-te tempo de mulher.
Portanto, tudo o que vês
Será teu se me adorares
E, ainda mais, se abandonares
O que te faz dizer não.
Disse, e fitou o operário
Que olhava e que refletia
Mas o que via o operário
O patrão nunca veria.
O operário via as casas
E dentro das estruturas
Via coisas, objetos
Produtos, manufaturas.
Via tudo o que fazia
O lucro do seu patrão
E em cada coisa que via
Misteriosamente havia
A marca de sua mão.
E o operário disse: Não!
- Loucura! - gritou o patrão
Não vês o que te dou eu?
- Mentira! - disse o operário
Não podes dar-me o que é meu.
E um grande silêncio fez-se
Dentro do seu coração
Um silêncio de martírios
Um silêncio de prisão.
Um silêncio povoado
De pedidos de perdão
Um silêncio apavorado
Com o medo em solidão.
Um silêncio de torturas
E gritos de maldição
Um silêncio de fraturas
A se arrastarem no chão.
E o operário ouviu a voz
De todos os seus irmãos
Os seus irmãos que morreram
Por outros que viverão.
Uma esperança sincera
Cresceu no seu coração
E dentro da tarde mansa
Agigantou-se a razão
De um homem pobre e esquecido
Razão porém que fizera
Em operário construído
O operário em construção.
by VINICIUS DE MORAES
A suspensão de sua alienação se inicia, quando o operário começa a tomar consciência, quando acordou foi tomado “de uma súbita emoção” ao constatar que era ele que fazia todas as coisas: garrafa, prato, facão, “gamela/ banco, enxerga, caldeirão,/ vidro, parede, janela,/ casa, cidade, nação”. Não apenas os objetos de uso cotidiano, como roupas, alimentos, casa, mas também instituições (cidade, nação), e o próprio operário, resultam do trabalho.
SUGESTÃO DE FILME: Tempos Modernos (Charlie Chaplin)