sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Reaprender a Enxergar


         𖤓 ¹² Tens visto o homem que é sábio a seus próprios olhos? Pode-se esperar mais do tolo do que dele. Provérbios 26:12

O Provérbios diz que um homem que se julga sábio aos seus próprios olhos é mais difícil de ser ajudado do que um tolo, pois a sua autossuficiência o impede de reconhecer a necessidade de sabedoria, o que torna o tolo, que pode reconhecer sua ignorância, mais esperançoso de mudança.

O provérbio alerta contra o autoengano, indicando que a verdadeira sabedoria começa com o reconhecimento da própria limitação, algo que o "sábio a seus próprios olhos" não faz.

1. "Tens visto o homem que é Sábio a seus próprios olhos" (ou "sábio em seu próprio conceito"): Refere-se à pessoa arrogante que confia excessivamente em seu próprio entendimento, desconsiderando a orientação divina ou a sabedoria dos outros.

2. "Maior esperança há no tolo do que nele": Mesmo um tolo tem mais potencial para aprender e mudar, pois ele não está tão fixo em sua própria "sabedoria" errônea quanto aquele que se julga sábio.

O tolo pode ser instruído, mas o que se julga sábio (e, portanto, não precisa de instrução) é mais difícil de alcançar, pois está preso em sua própria perspectiva limitada.

A advertência contra a presunção e o orgulho intelectual, destaca que a humildade para reconhecer a própria ignorância (desconhecimento do assunto) é o primeiro passo para a verdadeira sabedoria, algo que falta àquele que se considera autossuficiente.

As frases "Tens visto o homem" e "Viste o homem" aparecem em diferentes versículos no livro de Provérbios, com contextos e significados distintos:

1. "Viste um homem diligente na sua obra? Perante reis será posto; não permanecerá entre os de posição inferior." (Prov. 22:29). A diligência (esforço e eficiência) é louvada, ensinando que a dedicação traz aprimoramento pessoal e leva ao reconhecimento.

2. "Tens visto o homem que é sábio a seus próprios olhos? Pode-se esperar mais do tolo do que dele." (Prov. 26:12). Aborda a arrogância e a presunção. Uma pessoa que se considera sábia em sua própria opinião (orgulhosa ou autossuficiente) está em pior situação do que um tolo (alguém que ignora a sabedoria divina), pois a sua arrogância impede o aprendizado e a correção.

3. "Viste um homem precipitado nas suas palavras? Mais se espera de um tolo do que dele (Prov. 29:20). Adverte sobre os perigos de falar sem pensar. Uma pessoa que é apressada (precipitada) em suas palavras é considerada pior do que um tolo, pois age impulsivamente e sem considerar as consequências do que diz. Há mais esperança para um insensato (tolo) do que para alguém que fala irrefletidamente.

Salomão usa "Viste", "Tens visto", em suas perguntas retóricas, com intuito de chamar a atenção para uma característica ou comportamento humano específico. Ele não esperava uma resposta, mas sim causar a reflexão.

A intenção é refletir: "Se eu não estou buscando ajuda em algo que não tenho conhecimento ou no qual não estou sabendo como agir, eu sou insensato, semelhante a um tolo, o que é muito grave: "a quem estou querendo enganar"?

Geralmente, ao agir como se soubesse mais do que realmente se sabe, sem de fato ter a intenção de aprender, é um autoengano. Não se está "apenas" mentindo aos outros, também está iludindo a si mesmo.

Você sabe a verdade sobre a situação e tenta convencer a si mesmo e aos outros o contrário, talvez por orgulho ou medo ou qualquer outra razão, escolhendo viver de aparências para esconder a realidade, abre a porta a futilidade da ilusão. Logo, o desmantelar destas falsas projeções causam dor e desilusão.

Para os Outros: "Eu posso até tentar mostrar algo diferente, mas no fundo, quem eu quero enganar, se todos já sabem a verdade ou se minhas ações não condizem com o que digo?".

Para Si Mesmo: "Eu sei que estou me iludindo, que não estou sendo verdadeiro comigo. A quem eu finjo que estou enganando, se a verdade está aqui dentro?

"A quem estou querendo enganar"? É um questionamento sobre a inautenticidade, um reconhecimento de que o esforço para manter uma farsa (seja para si ou para o mundo) é inútil, pois a verdade sempre aparece ou causa sofrimento.

Há uma grande diferença em fazer algo errado por ignorância - não saber que é errado ou estar equivocado, como algo inerente ao ser humano e que permite o aprendizado ou a "redenção", perdão - Mat. 22:29; Mc. 12:24 - e, fazer o errado sabendo que é errado.

"Indesculpável!" É uma escolha moral, falha de caráter, falta de integridade, pouca fé.

A pessoa age contra seu próprio conhecimento, o que é visto como mais grave, um problema de vontade, não de intelecto (Rm. 1:20; Rm.2:1) Assemelha-se a condenar o outro quando se faz o mesmo que condena, sem intenção de mudar, bem como, a fingir que está fazendo o certo, quando se sabe que não está. A hipocrisia leva  a cegueira espiritual.

Em Gálatas 6:7-8 Nova Bíblia Viva Português (NBV-P), diz: "Não se iludam; lembrem-se de que vocês não podem enganar a Deus e escapar impunes. O homem sempre colherá aquilo que semeou!"

É preciso "reaprender a enxergar", voltar a ver, através de provérbios, parábolas e outras passagens bíblicas que abordam a visão moral e espiritual, e trazem de volta o discernimento e a busca por uma percepção mais profunda da vontade de Deus.

Em Mateus 13:13, Jesus fala sobre a cegueira espiritual, onde as pessoas têm a verdade diante de si, mas não a percebem: "Por isso lhes falo por parábolas: Porque, vendo, não veem; e, ouvindo, não ouvem, nem entendem." 

Também em Marcos 8:18: "Vocês têm olhos, mas não veem? Têm ouvidos, mas não ouvem? Não se lembram?" Jesus adverte os discípulos sobre a falta de percepção espiritual.

Ocorre logo após a segunda multiplicação de pães e peixes, quando os discípulos se preocuparam por terem apenas um pão no barco. Jesus usa a metáfora de cegueira e surdez espiritual para repreendê-los por não compreenderem a sua identidade e os sinais realizados.

Os discípulos demonstraram ter esquecido as lições aprendidas nos milagres, e Jesus perguntou: "Tendo olhos, não vedes? E tendo ouvidos, não ouvis? E não vos lembrais?". O versículo destaca a dureza de coração e a falha em perceber o poder divino, focando no material em vez do espiritual.

O versículo serve de alerta contra a incredulidade e a hipocrisia, o "fermento dos fariseus", fingimento ou falsidade – ou seja, a prática de professar crenças, sentimentos ou virtudes que não são verdadeiramente sentidos ou possuídos.

Jesus incentiva a memória das obras de Deus, a "reaprender a enxergar", sem fingimentos, sem "teatralidade" para o outro ver..., antes encorajando a busca por uma renovação da mente a cada dia e de um relacionamento diário, contínuo e profundo com Deus por meio da oração, do estudo da Palavra e da comunhão com o Espírito Santo, permitindo ver além das limitações terrenas e das ilusões do mundo.

Salvação e sabedoria, na perspectiva cristã, são interligadas: a salvação é o resgate do pecado e da morte eterna pela fé em Jesus Cristo, um dom gratuito de Deus recebido pela graça. A sabedoria, por sua vez, é um dom divino que nos capacita a entender a vontade de Deus e a viver corretamente.

A sabedoria é encontrada na Palavra de Deus (a Bíblia) e no temor do Senhor, e é essencial para discernir o caminho da salvação e viver uma vida plena (Is. 33:6; Prov. 9:10; Prov. 14:27; Jó 28:28 e Salmo 111:10).

A salvação é um evento único, mas a caminhada cristã é um processo contínuo de crescimento e maturidade.

Afaste-se do pecado. Busque uma nova direção. Reconheça que você não é mais a mesma pessoa. Você é sábio, tem conhecimento e desejo de obedecer e glorificar a Deus em tudo que faz e deixa de fazer. Não se deixe cair no relaxamento.

Depois da profissão pública de fé não tem um ponto final e se pode viver, anonimamente, no pecado, pois se "está salvo". Usar desculpas vãs sobre seus próprios erros, sem admiti-los, sem arrependimento ou mudança de vida... 'Eu finjo que não fiz. Você finge que não viu. E, vida que segue'. Qual vida? Nem aqui nem a eterna, pois a salvação é um compromisso para A BUSCA de uma vida de santidade e propósito.

É um chamado universal cristão para viver unido a Cristo, refletindo Seu amor através de ações justas, renúncias e amor ao próximo, o que se alcança com disciplina diária na oração, estudo da Palavra de Deus, arrependimento, comunhão com outros fiéis e perseverança, transformando lutas em um caminho de crescimento e testemunho para glória de Deus, mesmo com as imperfeições da vida.

Não é sendo sábio, justo, cristão, membro de igreja... "aos seus próprios olhos", um fingidor. Mas enxergando de verdade. Tendo conhecimento, fé. Boa conduta não fingida, que qualquer um pode atestar, conforme 1 Timóteo 1:5 - "Ora, o fim do mandamento é o amor de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida, que em ti há, a qual habitou primeiro em tua avó Loide e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também habita em ti."

Quem tem falta de sabedoria deve pedir a Deus

Deus dá sabedoria a todos que pedem, sem repreensão ou humilhação, sendo uma promessa de discernimento para decisões difíceis e situações da vida. O pedido feito com fé e sem duvidar, conforme Tiago 1:5-8:

"⁵ Se algum de vocês tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá livremente, de boa vontade; e lhe será concedida. ⁶ Peça-a, porém, com fé, sem duvidar, pois aquele que duvida é semelhante à onda do mar, levada e agitada pelo vento. ⁷ Não pense tal homem que receberá coisa alguma do Senhor; ⁸ é alguém que tem mente dividida e é instável em tudo o que faz".

"Senhor, que eu veja" é a resposta de um cego a Jesus em Lucas 18:41, quando Jesus lhe perguntou: "Que queres que te faça?", destacando um momento de fé e cura. Jesus atende ao pedido de cura física e espiritual do homem, que passa a enxergar e segue a Jesus. Esta passagem sublinha a fé e a busca por visão espiritual.

Quando pedir, quando orar? a exortação bíblica é para orar sem parar, em todas as circunstâncias, conforme 1 Tessalonicenses 5:17 - "Orem sem cessar"; e Salmos 55:17: "De tarde, e de manhã, e ao meio-dia, orarei; e clamarei, e ele ouvirá a minha voz".

É provável que o homem sábio "a seus próprios olhos", também tenha preguiça de orar, como fez o Faraó. E, quando é hoje, é agora que tem que orar ele deixa para amanhã.

A Bíblia relata que após Deus enviar a praga das rãs que cobriram o Egito, o Faraó chamou Moisés e Arão, dizendo: "Orem ao Senhor para que ele tire estas rãs de mim e do meu povo; então deixarei o povo ir e oferecer sacrifícios ao Senhor" (Êx. 8:8). Moisés perguntou quando deveria orar, e o Faraó respondeu: "AMANHÃ" (Êx. 8:10).

          𖤓 ¹³ Diz o preguiçoso: Um leão está no caminho; um leão está nas ruas. ¹⁴ Como a porta gira nos seus gonzos, assim o preguiçoso na sua cama. ¹⁵ O preguiçoso esconde a sua mão ao seio; e cansa-se até de torná-la à sua boca. ¹⁶ Mais sábio é o preguiçoso a seus próprios olhos do que sete homens que respondem bem. Prov. 26:13-16

O trecho de Provérbios 26:13-16 descreve a natureza e as desculpas do preguiçoso, mostrando que ele cria obstáculos imaginários (o leão) para não agir, se move sem progredir (como a porta na cama), tem preguiça até de comer, e se julga mais sábio que os outros, revelando sua autoengano e inatividade.

A desculpa do leão (v.13): "Diz o preguiçoso: Um leão está no caminho; um leão está nas ruas." Significado: O preguiçoso usa perigos (reais ou inventados, como um leão) como justificativa para não sair e trabalhar ou para deixar de fazer o que precisa ser feito, buscando desculpas em vez de soluções.

Provérbio semelhante (Prov. 26:13), é citada em Provérbios 22:13 - "O preguiçoso diz: Há um leão lá fora! Serei morto nas ruas!", ambos descrevendo as desculpas "esfarrapadas" do preguiçoso para não sair de sua inatividade. É engraçado, parece loucura. Com certeza é risível. Que tipo de desculpa é essa?!

Qual é a sua desculpa?

Pessoas preguiçosas inventam desculpas e perigos imaginários para justificar a inação e a falta de produtividade, usando o medo de um "leão" (perigo) como desculpa para não sair e fazer o que precisa ser feito, resultando na própria miséria.

O versículo destaca a tendência do preguiçoso de criar obstáculos (o leão) que não existem, evitando o trabalho ou a responsabilidade, e se vitimizando ("serei morto").

1. Movimento sem progresso (v. 14) - "Como a porta gira nos seus gonzos, assim o preguiçoso na sua cama." Significado: Gonzos, significa dobradiça. O preguiçoso se revira, se movimenta na sua cama, mas não avança; sua atividade é inútil e não leva a lugar algum, como uma porta que abre e fecha, se move, mas não sai do lugar.

2. Extrema preguiça (v. 15) - "O preguiçoso esconde a sua mão ao seio; e cansa-se até de torná-la à sua boca." Significado: É tão preguiçoso que nem o menor esforço para se alimentar, levar a mão ao prato e depois à boca, lhe parece fácil, mostrando uma inércia total.

3. Autoilusão de sabedoria (v. 16) - "Mais sábio é o preguiçoso a seus próprios olhos do que sete homens que respondem bem." Significado: O preguiçoso se considera superior e mais esperto que conselheiros sábios, pois vê sua inatividade como inteligência, quando na verdade é apenas autoengano e tolice.

Em vez de enfrentar os desafios ou buscar soluções, o preguiçoso prefere a paralisia, usando o medo como mestre, o que o impede de sair do lugar. Os provérbios descrevem a pessoa que se desculpa e em seguida, procrastina, que é ineficiente e se ilude sobre sua própria sabedoria, tudo por em razão da preguiça.

A passagem serve como um conselho para não ser paralisado pela preguiça, por medos e ilusões, incentivando a ação e a proatividade diante dos problemas da vida, em vez de criar desculpas ou esperar o "momento perfeito".

          𖤓 ²⁷ O que cava uma cova cairá nela; e o que revolve a pedra, esta voltará sobre ele. Provérbios 26:27

Quem arma ciladas para outros acaba caindo nelas, e quem planeja o mal ou prejudica alguém (revolve a pedra) sofrerá as consequências de suas próprias ações, que se voltarão contra ele, ilustrando a lei da retribuição ou karma, onde a maldade retorna ao seu autor.

"O que cava uma cova cairá nela": Refere-se àqueles que planejam armadilhas ou maldade para os outros; eles mesmos se tornarão vítimas de seus próprios planos.

"E o que revolve a pedra, esta voltará sobre ele": Descreve a pessoa que causa problemas, que "empurra" pedras (obstáculos, calúnias, enganos) para os outros; a mesma "pedra" (a consequência) acabará rolando de volta e o atingindo.

Ações maliciosas e injustas têm consequências que recaem sobre quem as pratica. Deus observa e permite que a justiça seja feita, fazendo com que os ímpios sejam pegos em suas próprias artimanhas. Cuidado com as intenções: pondere as ações e intenções, pois elas moldam o futuro.

A Bíblia apresenta o princípio da retribuição — frequentemente referido como a "lei da semeadura e colheita" — através de vários personagens e histórias que demonstram que as ações, boas ou más, geram consequências proporcionais.

Exemplos de Retribuição Negativa

𖤓 - Acã
Acã desobedeceu à ordem de Deus de não pegar nada do que era "condenado" na cidade de Jericó, após a vitória de Israel. Ele roubou prata, ouro e um manto babilônico. Como consequência direta de sua desobediência e cobiça, ele e sua família foram punidos, resultando em sua morte e derrota temporária de Israel na batalha seguinte.

Referências: A Ordem de Deus: Josué 6:17-19; A Transgressão de Acã: Josué 7:1; A Confissão de Acã, Josué 7:20-21.

𖤓 - Hamã
No livro de Ester, Hamã planejou secretamente a morte de todos os judeus e construiu uma forca alta para enforcar Mardoqueu, o primo da Rainha Ester. No entanto, seus planos malignos se voltaram contra ele: o rei descobriu sua conspiração e Hamã acabou sendo enforcado na mesma forca que havia preparado para Mardoqueu.

Referências: Ester 7:9-10.

𖤓 - O Rei Acabe e Jezabel
Este casal real cometeu diversos atos de maldade, incluindo o assassinato de Nabote para roubar sua vinha. O profeta Elias pronunciou o julgamento de Deus sobre eles, e a retribuição veio de forma trágica, com ambos tendo mortes violentas e seus corpos servindo de alimento para cães e aves, conforme a palavra do Senhor.

Referências: 1 Reis 16:30-33; 1 Reis 19:1-2; 1 Reis 21:1-25;

Exemplos de Retribuição Positiva

𖤓 - Raabe e sua família
Raabe, uma prostituta de Jericó, protegeu os espiões israelitas, arriscando sua própria vida. Quando a cidade foi destruída, Josué ordenou que ela e toda a sua família fossem poupadas como retribuição por sua bondade e fé.

Referências: Josué 2 e 6:25 .

𖤓 - A Mulher Sunamita

Esta mulher demonstrou grande hospitalidade ao profeta Eliseu, preparando-lhe um quarto sempre que ele passava por ali. Como recompensa pela sua generosidade, ela, que era estéril, foi abençoada com um filho. Mais tarde, quando o menino morreu, Eliseu o ressuscitou, demonstrando a retribuição divina pela sua fé e boas ações.

Referências: 2 Reis 4:32-37.

𖤓 - Mefibosete e Davi
Davi demonstrou bondade a Mefibosete, filho de seu grande amigo Jônatas, restituindo-lhe todas as terras de Saul e permitindo que comesse à sua mesa para sempre. Isso foi um ato de retribuição e lealdade à amizade que tinha com Jônatas.

Referências: 2 Samuel 9:7.

Esses exemplos ilustram o entendimento de que Deus retribuirá a cada um "segundo as suas obras" ou "segundo o seu procedimento", conforme dito em Provérbios.

Salomão refere-se a ideia central de que as ações éticas e justas levam a bênçãos e prosperidade, enquanto o comportamento tolo e perverso resulta em consequências negativas e ruína. O livro apresenta isso como um padrão moral construído na ordem do mundo por Deus.

𖤓 - Causa e Efeito Moral
O livro ensina uma relação direta de causa e efeito: você colhe o que planta. A sabedoria (viver de acordo com os preceitos de Deus) alinha a pessoa com a ordem do mundo, enquanto a insensatez vai contra ela.

𖤓 - Recompensa do Justo
A pessoa que teme ao Senhor e segue Seus mandamentos tende a encontrar vida, honra e prosperidade (Prov. 10:16; 14:14).

𖤓 - Punição do Ímpio
Aquele que despreza a sabedoria e segue seus próprios caminhos paga um preço alto, enfrentando calamidade ou ruína (Prov. 1:29; 13:21).

𖤓 - Probabilidades, não Promessas Absolutas
É necessário entender que os provérbios são, em grande parte, princípios gerais e observações sobre como a vida normalmente funciona, e não garantias automáticas e absolutas para cada situação individual.

O próprio Antigo Testamento, em livros como Jó e Eclesiastes, questiona a aplicação rígida e imediata desse princípio, reconhecendo que, às vezes, os justos sofrem e os ímpios prosperam.

Temor do Senhor é o princípio da sabedoria (Prov. 1:7), significando respeito reverente e obediência a Deus. A busca de um viver correto, não sendo ímpio que Salomão apontou como sendo práticas do homem maligno e evitando as tolices (insensatez) comuns ao homem falto de entendimento.

A sabedoria proveniente do temor a Deus e que se manifesta na vida diária e nos relacionamentos humanos, é referida em Provérbios para estabelecer um sistema de justiça divina onde as escolhas morais e práticas de uma pessoa geralmente determinam seu destino nesta vida; e, a justiça prevalece, sendo realizada no tempo de Deus.

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Estudo Bíblico de Elizabeth Nogueira 𓂃˖˳·˖ ִֶָ ⋆🌷͙⋆ ִֶָ˖·˳˖𓂃 ִֶָ
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