domingo, 22 de dezembro de 2019

Fome da Palavra de Deus


Amós, profeta do Antigo Testamento, entregou a Palavra de Deus sobre a justiça social, a condenação da opressão e da corrupção, e a necessidade de adoração e vida cristã autêntica, chamando Israel e Judá à retidão, alertando que a prosperidade sem justiça levaria ao julgamento divino, e prometendo uma futura restauração, sempre enfatizando que Deus quer justiça, não rituais vazios.

Mensagens Principais de Amós sobre a Palavra de Deus

O Chamado Divino:

Amós era um simples pastor de ovelhas e cuidador de figueiras, não um profeta profissional, mas foi chamado diretamente por Deus para entregar Sua mensagem a Israel (Amós 7:14-15).

Justiça e Retidão:

A Palavra de Deus, para Amós, significa que o Senhor deseja que a justiça corra como um rio e a retidão como uma torrente (Amós 5:24). Ele condena a exploração dos pobres, a fraude nos negócios e a violência.

Adoração Vazia:

Deus despreza as festas, sacrifícios e cânticos de um povo que vive em injustiça. Ele não os ouve, pois o barulho das celebrações não esconde a falta de amor ao próximo (Amós 5:21-23).

O Dia do Senhor:

Amós alerta que o "Dia do Senhor" não será um dia de luz para os ímpios, mas de trevas, julgamento e escuridão, pois Deus visitará os pecados de Israel (Amós 5:18-20).

A Fome pela Palavra:

Há um tempo futuro em que haverá uma fome na terra, não de pão ou água, mas de ouvir a Palavra de Deus. As pessoas buscarão essa Palavra sem a encontrar (Amós 8:11-12).

As pessoas (israelitas) correrão de um lado para o outro, de um mar (Mediterrâneo) a outro (Mar Morto), do norte ao oriente (Oriente Médio), buscando a verdade divina, mas estarão tão afastadas de Deus que não a acharão.

O livro fala de julgamento contra Israel por sua idolatria, opressão dos pobres e violação da aliança com Deus, e estes versículos apontam para a consequência: a perda da presença e da mensagem de Deus.

É uma profecia sobre a severidade da apostasia e a consequência de rejeitar a Palavra de Deus, resultando em um tempo de desorientação e vazio espiritual profundo, onde a verdade se torna inacessível.

Soberania e Juízo:

Deus é soberano sobre todas as nações e julgará a todos, incluindo Israel, por sua desobediência e injustiça, enviando-os para o exílio (Amós 2, 9).

A Palavra de Deus, segundo Amós, é um chamado urgente para uma vida de justiça e verdade, condenando a hipocrisia e prometendo juízo àqueles que a ignoram; e, esperança para o remanescente fiel.

FOME da PALAVRA DE DEUS - FOME ESPIRITUAL

Amós 8:11-12 profetiza um tempo de grande fome espiritual, fome de ouvir a Palavra de Deus, quando as pessoas vagarão desesperadamente de um lugar para outro, buscando a mensagem divina sem encontrá-la. Um juízo divino pela infidelidade e busca por falsos ídolos. A profecia de Amós alerta sobre a importância de buscar a verdade de Deus antes que Ele silencie Sua voz.

O Texto de Amós 8:11-12:

¹¹ Eis que vêm dias, diz o Senhor Deus, em que ENVIAREI FOME SOBRE A TERRA; não fome de pão, nem sede de água, mas de OUVIR AS PALAVRAS DO SENHOR. ¹² E irão errantes de um mar até outro mar, e do norte até ao oriente; correrão por toda a parte, buscando a PALAVRA DO SENHOR, mas não a acharão. Amós 8:11,12

Fome Espiritual:

A profecia fala de uma carência profunda, onde a falta de alimento físico não será o problema, mas a ausência da Palavra de Deus, da orientação e da verdade.

Juízo Divino:

Essa "fome" é um castigo de Deus, um sinal de que Ele se afastará do povo por causa de sua infidelidade e busca por falsos deuses e riquezas.

Busca Vã:

As pessoas procurarão por essa palavra por todos os lugares (de um mar ao outro, do norte ao oriente), mas não a encontrarão, pois a fonte da verdade (o próprio SENHOR) estará inacessível ou silenciada para eles.

Alerta Atual:

A passagem serve como um chamado para valorizar e buscar a Palavra de Deus enquanto Ele ainda fala, antes que seja tarde demais para ouvir Sua mensagem e encontrar satisfação em Seus ensinamentos.

Amós 8:11-12 descreve um futuro de desolação espiritual, onde a sede pela verdade de Deus será insaciável e inalcançável, destacando a seriedade do afastamento de Deus e a importância da busca pela Sua voz.

Passagens Semelhantes ou Relacionadas:

1 Samuel 3:1: "O menino Samuel servia ao Senhor, diante de Eli. Naqueles dias, a palavra do Senhor era rara; visões não eram frequentes." - Descreve um tempo de escassez da palavra, similar à profecia de Amós.

Salmos 119:105: "Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e luz para o meu caminho." - Contrasta com a fome espiritual, mostrando o valor de se alimentar, se nutrir do conhecimento da Palavra de Deus, a Bíblia.

Jeremias 15:16: "Foram encontradas as tuas palavras, e eu as comi; e a tua palavra foi para mim alegria e exultação do coração..." - Expressa a alegria de encontrar a Palavra.

Mateus 4:4 (Jesus no deserto): "Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus." - Enfatiza que a Palavra de Deus, o alimento espiritual é tão vital quanto o alimento físico.

João 6:63: "O Espírito é quem dá vida; a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos tenho dito são espírito e vida." - Jesus ressalta o poder vivificante da Palavra.

O que Amós 8:11-12 nos diz:

Os versículos alertam sobre um tempo de grande apostasia, onde o povo rejeitará a Deus e Sua Palavra, e quando eles finalmente a desejarem, ela estará ausente, causando uma fome espiritual profunda, pois se voltarão para ídolos e falsas doutrinas.

No livro de Gênesis (capítulos 41-47), a fome no Egito foi uma fome literal de pão e água que assolou a terra e as regiões vizinhas.

O Faraó teve um sonho profético, interpretado por José, sobre sete anos de fartura seguidos por sete anos de grande fome. Graças à sabedoria de José em estocar alimentos, o Egito sobreviveu e pôde sustentar outras nações, incluindo a família de Israel.

O profeta Amós, ao proferir o julgamento de Deus contra Israel, utiliza a imagem da fome para profetizar uma carência muito mais profunda e devastadora do que a falta de alimento físico:

          "Eis que vêm dias", diz o Senhor DEUS, "em que enviarei fome sobre a terra; não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do SENHOR".

Significado da Profecia

Ao contrário da fome no Egito, que foi saciada com pão e água, a fome profetizada por Amós é a ausência da orientação divina e da mensagem de Deus. O povo de Israel, embora materialmente próspero na época, estava espiritualmente pobre e havia desprezado a palavra de Deus.

O versículo 12 descreve as pessoas "andando de mar a mar, e do norte até ao oriente; correrão por toda a parte, procurando a palavra do SENHOR, mas não a acharão".

Ilustrando um tempo de desespero futuro em que, quando o julgamento de Deus caísse, as pessoas desejariam ouvir Sua mensagem, mas a oportunidade já teria passado, ou a verdadeira pregação estaria escassa.

A falta da Palavra de Deus é vista como um dos piores juízos que poderiam vir sobre a nação, resultando em morte espiritual e na impossibilidade de se levantar novamente para aqueles que persistiam na idolatria e na injustiça.

Em resumo, enquanto o sonho de Faraó tratava de uma fome física que pôde ser prevenida por ação humana inspirada por Deus, Amós 8:11-12 fala de uma fome de natureza espiritual, um castigo divino pela negligência da Palavra de Deus, para a qual não haverá solução quando o tempo do juízo chegar.

***Estudo Bíblico: Elizabeth Nogueira ***

Fome de Deus
Canção de Sergio Saas ‧ 2019


Eu sou a multidão Que buscam por pão
Mas até onde fui Não pude encontrar
O pão do céu O Filho de Deus
Só Ele pode alimentar Só Ele pode saciar
Eu tenho fome de Deus
Fome de pão Fome de amor
De união Tenho fome de paz
Fome de luz De Jesus
Eu sou a multidão Que buscam por pão
Mas até onde fui Não pude encontrar
O pão do Céu O Filho de Deus
Só Ele pode alimentar Só Ele pode saciar
Eu tenho fome de Deus Fome de pão
Fome de amor De união
Tenho fome de paz Fome de luz De Jesus
Eu tenho fome de Deus
Fome de pão Fome de amor De união
Tenho fome de paz
Fome de luz De Jesus
Os que tem fome Fome de pão
Bem aventurados Pois se fartarão
Sou pão da vida Desci do céu
Os que comem jamais Fome terão
Tenho fome de Deus
Eu tenho fome de paz
Fome de luz De Jesus
Eu tenho fome de Deus
Fome de pão Fome de amor
De união Tenho fome de paz
Fome de luz De Jesus
De Jesus De Jesus De Jesus

Fonte: Musixmatch
Compositores: Sergio Augusto Aguiar Araujo Da Silva


Pão da Vida - Nelson Ned
Álbum Jesus Está Vivo, 1983

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Amor é Ação


“O amor não é prosa e nem poesia.
Aquelas três palavras não me servem.
São sonetos sem pele,
versos que não ressoam,
metáforas que não suam,
frases que não cheiram.
“Eu te amo” não diz nada, entende?
Não escreva o que sentiria
se acordasse comigo. Acorde comigo.
Não imagine meu cheiro. Me cheire.
Não fantasie meus gemidos. Me faça gemer.
O amor só existe enquanto amar.
Ação. Calor. Verbo.
Presença. Milímetros. Hálito.”

 Gabito Nunes

domingo, 18 de agosto de 2019

Distribuição do Alimento


Tudo se resume na forma de distribuição do alimento.

Os apóstolos contaram a Jesus tudo o que havia sucedido a João Batista, seu precursor. O que ele tinha feito e ensinado. E, de como o rei Herodes havia mandado o prender e degolar no cárcere. E, que os discípulos de João haviam colocado o seu corpo num sepulcro. Jesus ouvindo isto, chamou-os para se retirarem a um lugar deserto, apartado da multidão, para descansarem porque havia muitos que iam e vinham e não tinham tempo nem mesmo para comer (Mt. 14:6-13; Mc 6:31).

Jesus e os discípulos estavam em um lugar deserto. E, uma grande multidão os seguiu. Mateus 14:16, diz que Jesus vendo aquela multidão, movido pela compaixão curou os enfermos. Marcos 6:34 diz que movido pela compaixão Jesus ensinou a multidão, pois "eram como ovelhas sem pastor".

Os discípulos sugeriram a Jesus que a multidão fosse dispensada para comprar comida, pois o local era deserto e a hora já era avançada (Mt 14:13-22). Jesus instruiu os discípulos a alimentar a multidão.

1. A Primeira Multiplicação (Mt. 14:13-22; Mc 6:30-44):

A multidão estava faminta. Jesus ordenou que a multidão fosse organizada, sentada em 100 grupos de 50, para distribuição eficiente e garantia de que ninguém ficaria sem receber o alimentoE, tomando os 5 pães e 2 peixes, olhou para o céu, deu graças e os partiu, distribuindo-os aos discípulos, que os entregaram à multidão.

Todos comeram e ficaram satisfeitos. Aproximadamente 5 mil homens foram alimentados, sem contar mulheres e crianças. Foram recolhidos 12 cestos cheios de pedaços que sobraramNa Bíblia, o número 12 simboliza totalidade, ordem divina, plenitude. 

2. A Segunda Multiplicação (Mt. 15:32-39; Mc 8:1-9):

Outra grande multidão estava com Jesus a três dias, e não tinham o que comer. Jesus, compadecido, perguntou aos discípulos quantos pães tinham. Eles responderam: 7 pães e alguns peixinhos. Tomou os pães e peixes, dando graça os partiu dando aos discípulos e estes a multidão. Naquele dia, alimentaram cerca de 4.000 homens, e sobraram 7 cestos cheios de pedaços.

O milagre decorreu da compaixão de Jesus, que não queria que ninguém se sentisse mal, enfraquecido, ou mesmo que desmaiasse de fome no caminho de volta para suas casas, evidenciando o cuidado de Jesus com a multidão e a organização na distribuição do alimento.

A multiplicação dos pães é um evento central nos Evangelhos, sendo um dos milagres mais recorrentes e significativos, com duas ocorrências principais. A Primeira Multiplicação (5 pães, 2 peixes) é citada em Mateus 14:13-21; Marcos 6:30-44; Lucas 9:10-17; João 6:1-14. A Segunda Multiplicação (7 pães, poucos peixes) é citada apenas em Mateus 15:32-39 e Marcos 8:1-9.

Mateus e Marcos relatam as duas multiplicações de pães e peixes, em um contexto de novo êxodo e de um sinal messiânico. Os eventos são milagres de provisão espiritual e física. Os dois evangelhos destacam a capacidade de Jesus em suprir a necessidade física de multidões famintas, mesmo com poucos recursos (pão e peixe).

Lucas 9:10-17 descreve o milagre de Jesus na multiplicação dos pães e peixes aos 5 mil, destacando a importância da generosidade e da partilha e da provisão divina em suprir as necessidades físicas e espirituais da multidão, como um evento chave no ministério de Jesus, pois antecede a sua revelação como o Cristo, um sinal público de Sua autoridade e poder como Messias.

João 6:1-15 - é mais profundo sobre o tema da multiplicação dos pães e peixes, e relata que Jesus estava na margem do Mar da Galileia, quando uma grande multidão o seguiu. Tendo compaixão, Jesus as ensinou e curou os enfermos e vendo que a multidão estava faminta perguntou a Filipe onde comprar pão para a multidão, testando-o. Filipe calcula que nem 200 denários (muito dinheiro) bastariam.

André apresentou um menino a Jesus: ⁹ Está aqui um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos; mas que é isto para tantos? ¹⁰ E disse Jesus: Mandai assentar os homens. E havia muita relva naquele lugar. Assentaram-se, pois, os homens em número de quase cinco mil. ¹¹ E Jesus tomou os pães e, havendo dado graças, repartiu-os pelos discípulos, e os discípulos pelos que estavam assentados; e igualmente também dos peixes, quanto eles queriam. ¹² E, quando estavam saciados, disse aos seus discípulos: Recolhei os pedaços que sobejaram, para que nada se perca. ¹³ Recolheram-nos, pois, e encheram doze cestos de pedaços dos cinco pães de cevada, que sobejaram aos que haviam comido.

Os milagres de cura dos enfermos e de multiplicação de pão e peixe reforçaram a ideia de fartura e poder em suprir necessidades. A Páscoa estava próxima, o que gerou expectativa messiânica. A multidão reconhecendo que Jesus era o profeta esperado, quis proclamá-lo rei, mas Jesus se afastou, retirando-se.

A multidão estava no deserto, longe de casa e ouvindo ensinamentos espirituais quando presenciaram a cura de enfermos. Também estava faminta quando presenciou a multiplicação de pães e peixes. E, cada um dos discípulos com um cesto distribuindo alimento. Era muito milagre, no mesmo dia. Imagino a euforia daquela multidão. Curiosa questiono: " ...e as pessoas famintas das fileiras da frente e das fileiras de trás, de cada grupo o que fizeram durante a distribuição do alimento? E, respondo: - Apenas, esperaram, a sua vez de receber o alimento.

Tudo se resume na forma de distribuição do alimento.

Os milagres da multiplicação, apontaram para o discurso posterior de Jesus em João 6:32-58 - quando Ele declarou a multidão que Ele era o verdadeiro "Pão da Vida" que desceu do céu, para garantir a vida eterna aquele que crê, uma provisão muito maior que o maná no deserto, pois os milagres eram sinal da vinda do Messias, esperado, que traria libertação e abundância.

Diferente do alimento físico que depois saciada a pessoa volta a ter fome, ao receber o verdadeiro pão vivo que desceu do céu para salvar, a pessoa nunca mais teria fome e sede espiritual. 

Os discípulos, intermediários na distribuição do alimento (pão e peixe) a multidão no deserto, ilustraram a missão dada aos seguidores de Jesus, responsáveis em levar o "pão da vida" a toda criatura, até os confins da terra (IDE).

Em outros livros, a referência é mais temática e de alusão, conectando Jesus ao novo Moisés que provê o "pão da vida" (João 6), remetendo ao Antigo Testamento fazendo paralelos com a provisão de Deus no deserto ao maná do Êxodo (maná e codornizes), conforme Deuteronômio 18:15, simbolizando a provisão divina.

As chamadas Cartas Paulinas, embora não narrem o evento da multiplicação de pães e peixes, os conceitos de Jesus como pão, o corpo de Cristo e a partilha estão presentes, com ecos da multiplicação (1 Coríntios 10:16-17).

João 21:6,11 - relata que era terceira vez que Jesus se manifestava aos discípulos, após sua ressurreição. Após uma noite em que eles conseguiram pescar nada, Jesus surgiu na praia pela manhã e lhes disse: "...lançai a rede para o lado direito do barco, e achareis. Lançaram-na, pois, e já não a podiam tirar pela multidão dos peixes"; e, foram 153 grandes peixes.

Jesus preparou o jantar aos discípulos, enquanto estes ainda estavam pescando. E, tão logo estes retornam a terra encontram uma fogueira acesa, peixe e pão, simbolizando sustento físico e espiritual, representado na restauração de Pedro, no cuidado contínuo de Jesus e na comunhão dEle com os seus seguidores (Jo. 21:9-15). ¹³ Chegou, pois, Jesus, e tomou o pão, e deu-lhes e, semelhantemente o peixe. João 21:13.

No Início da Igreja (Atos 2:42-47; Atos 20:7) os primeiros cristãos perseveraram na doutrina dos apóstolos, na comunhão (se reuniam diariamente no templo), no "partir do pão", e nas orações. Em casa, "partiam o pão" e comiam juntos suas refeições com alegria e singeleza de coração.

Em Troas (Atos 20:7) no primeiro dia da semana, os discípulos se reuniram para "partir o pão", e Paulo pregou até a meia-noite, indicando que este ato era um momento central da adoração e da fé cristã.

A expressão "partir o pão" evoluiu das refeições comunitárias diárias dos primeiros cristãos, um ato de comunhão e memória de Cristo - para o entendimento da Ceia do Senhor, uma celebração instituída por Jesus para lembrar seu corpo (pão) e sangue (vinho), uma prática fundamental da igreja primitiva.

Os primeiros cristãos receberam o Reino de Deus. Receberam o Pão da Vida. Receberam a salvação. Receberam a confirmação da comunhão e do batismo. Receberam o poder do Espírito Santo para testemunhar "...tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra", conforme Atos 1:8.

E, assim quando perguntam entre as nações: "...e, as pessoas famintas próximas as multidões saciadas no deserto, por Jesus; e, as pessoas famintas próximas aos primeiros cristãos e dos depois destes... A resposta é: - Foram alimentadas.

Tudo se resume na forma de distribuição do alimento.

Aproximadamente, 2 mil anos se passaram desde a 1ª e 2ª multiplicação de pão e peixe, quando dez mil pessoas que seguiam a Jesus pelo deserto, receberam alimento (físico e espiritual) e foram saciadas. Desde que os primeiros cristãos que seguiam as doutrinas dos apóstolos na comunhão e no "partir do pão", receberam alimento (físico e espiritual) e foram saciados.

Agora o questionamento é: "..e as pessoas famintas que não estavam junto as multidões no deserto? E, as pessoas famintas que não estavam entre os primeiros cristãos?"

John Wesley (fundador metodista) disse: "O mundo é a minha própria paróquia". A frase expressa seu chamado missionário para levar o Evangelho a todos, sem se limitar a quatro paredes. Sua missão não tinha fronteiras geográficas ou institucionais, abrangia todo o globo. Cada canto do mundo (lar, trabalho, rua, locais públicos) era um local para viver e anunciar o Evangelho, demonstrando fé viva e ativa, que serve (alimenta) a humanidade onde quer que ela esteja.

Outros agem como se dissessem "Minha paróquia. Meu mundo". Nada enxergam além das paredes de sua própria igreja. Serve à Deus  e ao próximo, apenas ministrando (distribuindo/servindo) o alimento espiritual às mesmas pessoas domingo após domingo.

A igreja recebe o alimento de domingo à domingo. Encontra-se saciada, plena. Sem nada repartir (evangelismo, missões), sem compartilhar (IDE), e recebendo sempre mais alimentação, o que tem retido, recebe ainda mais e transborda. Nada recolhe para apresentar (testemunho) do que tem e lhe sobeja (excede o necessário), desperdiçando o alimento.

Para distribuição do alimento espiritual, entre outras coisas, é necessário seguir o exemplo:
1- de Jesus ao "partir do pão e do peixe", as multidões, no deserto (compaixão, ensino da Palavra, prover o alimento físico e espiritual...);
2 - dos apóstolos ao "partir do pão" aos primeiros cristãos (promover a sã doutrina, comunhão...);
3 - dos primeiros cristãos que receberam e testemunharam Jesus como o "Pão da Vida" (Servir e Adorar a Deus; aceitar e crer em Jesus Cristo; batizar (confissão pública); receber o poder do Espírito Santo; comunhão, testemuno...)

Tudo se resume na forma de distribuição do alimento.


** Autoria do Estudo Bíblico: Elizabeth Nogueira

Rede ao Mar - Ministério Ipiranga - 2004

Até que Ele Venha - Ale Magnani (Junho/2019)
Música Tema da Junta de Missões Mundiais - Campanha/2017

A canção "Até Que Ele Venha", também foi música Tema da Campanha de Missões Nacionais, das Igrejas Batistas - 2023

Pão da Vida - Davi Sacer (Projeto Acústico 93) - 2014

sábado, 15 de junho de 2019

Escada do Conhecimento


A escadaria ao lado da Biblioteca da Universidade de Balamand, no Líbano, é decorada como se fossem livros, é chamada de  Escada do Conhecimento.

A Escadaria do Conhecimento foi criada pela equipe da biblioteca por volta de 2018, com o objetivo de incentivar a leitura, mostrando livros importantes da história em ordem cronológica, simbolizando a ascensão pelo saber, e não há uma data exata de inauguração divulgada, mas ganhou popularidade na internet em 2019.

Cada degrau é pintado como a capa de um livro clássico ou fundamental, representando a jornada do conhecimento humano.

Livros Incluídos: Títulos como "Epopeia de Gilgamesh", "A República" de Platão, "A Divina Comédia" de Dante, "A Origem das Espécies" de Darwin, "Cosmos" de Carl Sagan e "Uma Breve História do Tempo" de Stephen Hawking estão entre os representados.

Propósito: A ideia da biblioteca é mostrar que o conhecimento se constrói degrau a degrau, através da leitura, conectando a biblioteca física ao aprendizado contínuo..

Os livros aparecem na escada em ordem cronológica.

Títulos
  1. Epopéia, de Gilgamesh
  2. A República, de Platão
  3. Diwān Abū al-Ṭayyib al-Mutanbbī (Poemas recolhidos de Abu al-Tayyib e al Mutanabbi)
  4. Resalat Al-Ghufran, por Abī al-ʻAlāʼ al-Maʻarrī (A Epístola do Perdão)
  5. A Divina Comédia, de Dante Alighieri
  6. Muqaddimah-i Ibn Khaldūn
  7. O Príncipe e os Discursos de Nicolau Maquiavel
  8. Discurso sobre o método, de René Descartes
  9. Crítica da Razão Pura, de Immanuel Kant
  10. Fausto, por Goethe
  11. A origem das espécies, por Charles Darwin
  12. Os irmãos Karamazov, por Fyodor Dostoyevsky
  13. Assim Falou Zarathustra, de Friedrich Nietzsche
  14. O significado da relatividade, de Albert Einstein
  15. O Profeta, de Khalil Gibran
  16. al-Ayyām por Ṭāhā Ḥusayn
  17. Um estudo da história, por Arnold Toynbee
  18. Cosmos, de Carl Sagan
  19. Uma Breve História do Tempo, por Stephen Hawking
  20. Os Desorientados, de Amin Maalouf
  21. A estrada do futuro, por Bill Gates

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Liberdade é o Segredo


Porque para o homem o clima ‘certo’ é um só: o da liberdade.
Só neste clima o homem se sente feliz e prospera harmoniosamente.
Quando muda o clima e a liberdade desaparece,
vem a tristeza, a aflição, o desespero e a decadência.”
O Minotauro, 1939. Monteiro Lobato


Monteiro Lobato foi um homem notável. Inteligente, perspicaz, advogado, editor, escritor, desenhista, crítico e nacionalista. Um nacionalismo ferrenho, que chegou a lhe custar a prisão. Preso por patriotismo! Um eterno inconformado. Não do tipo que apenas reclama, mas que luta, indignado, pela transformação. Um amante dos livros, um sabedor do universo infantil, um desbravador de nossa literatura para crianças. Um país se faz de homens e livros, por isso escrevia, em especial, para as crianças, alimentando de fantasia, aventura e liberdade as inteligências espertas desses homens do amanhã.

É sempre motivo de prazer o resgate do olhar infantil que a releitura de suas obras nos provoca. Das suas fantásticas personagens que povoavam o universo utópico do Sítio do Pica-pau Amarelo, não há como se esquecer da boneca Emília. Irreverente, teimosa, sabichona, inconformada a exemplo de seu criador. Por meio de suas tiradas, vamos nos apropriando das ideias de Lobato: "O segredo, meu filho, é um só: liberdade. Aqui não há coleiras. A maior desgraça do mundo é a coleira. E como há coleiras espalhadas no mundo.”, dizia a boneca com seu tom sempre professoral. Os livros libertam os homens, defendia o escritor.

Vale a pena reler a obra de Monteiro Lobato. Quantos ensinamentos e reflexões trazem as aventuras da Turma do Sítio. Memórias da Emília é um verdadeiro tratado de Filosofia. Com senso de humor sutil, mas afiado, suas palavras nos provocam, cutucam, incomodam.

FONTE