"Amanhã Começa Agora"
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⋆☕︎˖⋆ Eu estou em vias de me APOSENTAR. Naquela fase da contagem regressiva, para ISTO ou para AQUILO. Os outros já deram muitas sugestões e planejaram muito sobre o que eu devo ou não fazer quando aposentar.
Alguns planos são bons, a se considerar. Outros nem tanto, pois seria "trocar" a realização pessoal e profissional - de 09h de serviço diário, cansativo, a maioria das vezes - de atividades que me sinto bem realizando, que me aprimoro a cada dia contribuído para a qualidade do serviço público, por algo que NÃO QUERO FAZER. Melhor nem aposentar. Então, ainda não 'bati o martelo'.
Conheço pessoas que aparentam ter a vida com "todos os seus movimentos friamente calculados". Eu não tenho. E, do que me lembro nunca perguntei a ninguém 'quando a pessoa vai se aposentar', pois aposentar significa "retirar-se da vida ativa" e me parece "deselegante" perguntar isso, se a pessoa nada me falou antes, sobre este assunto.
A mim já perguntaram tantas vezes, que perdi a conta. Ás vezes mais de uma vez ao dia, como se fosse um assunto seguro e neutro para "quebrar o gelo" e iniciar a conversa. Eu penso: "Não faz contato visual". Mas não tem jeito. Me veem e perguntam sobre a minha aposentadoria. Assim, como se faz quando se fala sobre o tempo: naturalmente.
Acho estranho, até mesmo engraçado, porque "eu não me aposento", tenho que "ser aposentada", a partir da idade mínima encontrada usando o Teorema de Pitágoras, a² + b² = c², quando a raiz quadrada da soma dos quadrados dos catetos é essencial para isolar a hipotenusa da fórmula transformando-a na regra pós-reforma 2019, visando o equilíbrio fiscal. Mas não tenho certeza porque não fiz esta aula.
A depender de mim 'os quinhentos são outros', à semelhança de Luiz de Camões em 1555, metaforicamente falando, é claro! Pensando melhor pode ser outros 500 soldos (moeda de ouro), de indenização "por ofensa", como na Lei Medieval do século XI ou no livro "Dom Quixote", de Miguel de serventes, em XVII.
Seja como for, sempre penso antes de responder, para dar tempo de arrefecer...😀😂😄😅
Ás vezes respondo, em tom de brincadeira, que a expectativa é tanta quanto a minha APOSENTADORIA que quando o dia chegar vou continuar trabalhando. Outros dias, porém, eu digo: "Assim que comprovado o meu direito a ser aposentada, posso continuar trabalhando, caso queira. Mas hoje eu não quero!"
Daqui onde vejo o AMANHÃ não é HOJE, então parafraseando, Pablo Picasso que disse: "A inspiração existe, mas tem de te encontrar a trabalhar", eu digo que: "A APOSENTADORIA existe, mas tem de te encontrar trabalhando".
A APOSENTADORIA não surge do nada. É o resultado da soma: trabalho e idade. Ainda que seja ingênuo esperar passivamente por ela. Talvez surja uma maneira eficiente - que substitua o preencher papéis e encaminhar documentação que alegam não ter, mas caso encontradas tanto faz, pois será averbado apenas o que der na teia... - e, quem sabe um dia basta apertar um botão: 'Fecha a conta e passa a régua'. E, Carpe diem (aproveite o dia ou o momento).
Quando meus olhos encontraram este provérbio de Salomão: "Não presumas do dia de amanhã, porque não sabes o que o dia trará", (Prov. 27:1) pensei: "Senta, que lá vem a instrução!", pois a Bíblia é a Palavra de Deus e com cada um "fala" de forma pessoal e definitiva, como a pessoa precisa ouvir e entender (Prov. 24:32, Hb. 1:1-2). ⋆☕︎˖⋆☕︎
ִֶָ. ..𓂃 ࣪ ִֶָ🦋་༘࿐ ִֶָ. ..𓂃 ࣪ ִֶָ🦋་༘࿐ Elizabeth Nogueira ִִֶֶָָ. ..𓂃 ࣪ ִֶָ🦋་༘࿐ִֶָ. ..𓂃 ࣪ ִֶָ🦋་༘࿐
🜲 ¹ "Não presumas do dia de amanhã, porque não sabes o que o dia trará", Prov. 27:1.
Esse provérbio traz uma uma daquelas lições atemporais sobre a humildade e as limitações do controle humano lembrando que, embora o amanhã comece hoje e o planejamento seja importante, a vida é inerentemente imprevisível.
"Não presumas", presumir (presunção), significa tirar conclusão precipitada; supor com base em pouca evidência, seja em relação a si mesmo ou ao futuro; agir com arrogância, orgulho ou falsa confiança, desobedecendo à vontade de Deus ou agindo à frente de sua direção.
Diferente da fé que confia em Deus, a presunção confia na própria capacidade ou segurança. A atitude soberba caracteriza-se quando o indivíduo "se exalta", age de forma pretensiosa, sem a aprovação ou direção de Deus, ignorando Sua vontade.
Na prática, o provérbio sugere: Viva o presente: Foque no mais importante hoje, no que pode ser feito hoje, em vez de se perder em ansiedades ou presunções sobre o futuro, reconhecendo que os resultados não dependem apenas do esforço pessoal.
Não se vive o hoje pois o hábito é deixar tudo para depois, para um amanhã que nunca chega. É preciso fazer melhor o dia de hoje, evitando tanto precipitações e quanto atrasos, definindo suas intenções e prioridades ao começar o dia. Isso ajuda a direcionar seu foco, estar preparado, agradecido e de prontidão para o que vier.
O único momento que "controlamos" e que é real é o PRESENTE.
Jesus disse "Basta a cada dia o seu mal" (Mateus 6:34), como parte do Sermão da Montanha, quando ensinou sobre não viver ansioso pelo amanhã, focando no presente e confiando na providência divina, pois cada dia traz seus próprios desafios e o futuro trará suas próprias preocupações e afazeres.
Reserve um momento para escrever ou refletir sobre as coisas pelas quais você é grato hoje. A gratidão muda o foco da ansiedade futura para a apreciação do presente;
"Consagre ao Senhor tudo o que você faz, e os seus planos serão bem-sucedidos" (Prov. 16:3). Viva o presente com intensidade e senso de prontidão. Entregue seus planos, trabalhos e sonhos a Deus, confiando na Sua vontade para obter sucesso real. Essa atitude envolve depender da orientação divina, reconhecendo que Deus guia os passos e estabelece os projetos quando colocados sob Sua proteção.
🜲 ¹² "O avisado vê o mal e esconde-se; mas os simples passam e sofrem a pena", Prov. 27:12.
Quase idêntico a Provérbios 22:3, que diz: "O prudente vê o mal e esconde-se; mas os simples passam e sofrem a pena." A única diferença significativa é o uso de "prudente" em vez de "avisado".
A repetição da ideia, enfatizando a sabedoria de antecipar o perigo e a insensatez de ignorá-lo, é uma característica comum no livro de Provérbios, que frequentemente reitera ensinamentos importantes para reforçar a sua mensagem.
1. "O avisado (ou prudente) vê o mal e esconde-se"
O sábio é cauteloso, observa o ambiente e prevê as consequências negativas antes que elas aconteçam. Ao identificar um perigo (físico, moral ou espiritual), ele toma medidas para se proteger, o que pode incluir fugir da tentação, evitar más companhias ou não se arriscar desnecessariamente. "Esconder-se" também é interpretado como buscar abrigo em Deus e em Sua sabedoria.
2. "Mas os simples passam e sofrem a pena"
O "simples" (ingênuo ou insensato) é aquele que não reflete sobre os riscos, é ingênuo ou arrogante, ignorando os sinais de perigo. Por não tomar precauções, eles continuam em seu caminho perigoso, sofrendo as consequências inevitáveis (a "pena" ou o castigo). O provérbio é um alerta contra a autoconfiança excessiva e a falta de discernimento.
O provérbio ensina que a sabedoria é proativa. Enquanto o tolo ignora os sinais e se machuca, o sábio utiliza a inteligência e a prudência para evitar a dor, aprendendo com os riscos e com as experiências. Este mesmo princípio é destacado em Efésios 6:11-18, sobre ser vigilante quanto às armadilhas do inimigo.
🜲 ¹⁸ O que cuida da figueira comerá do seu fruto; e o que atenta para o seu senhor será honrado. Prov. 27:18
O provérbio instrui que o cuidado diligente traz recompensas, comparando quem cuida de uma figueira para comer seus frutos com quem serve fielmente ao seu senhor e será honrado.
Também destaca a lei de ação e reação ou causa e efeito, quando o esforço e a fidelidade no trabalho (seja ele literal ou espiritual) resultam em frutos e honra, incentivando a diligência, a responsabilidade e a dedicação, e não a inércia.
Metaforicamente, cuidar da figueira representa o esforço, a dedicação e o investimento em algo (um trabalho, um projeto, um relacionamento, ou a própria fé) para que ele prospere e dê bons frutos.
"Atenta para o Senhor" ou "Trata bem o Senhor", refere-se à lealdade, fidelidade e serviço ao seu superior ou em um sentido mais profundo, a Deus. É ser diligente em suas responsabilidades.
A recompensa do trabalho bem feito é a colheita do que foi semeado e cuidado, o sustento e a prosperidade. A recompensa da fidelidade é o reconhecimento e a honra, mostrando que a lealdade e o serviço diligente não passam despercebidos.
O provérbio destaca que a vida é pautada por recompensas proporcionais ao empenho. A parábola serve como um lembrete para sermos proativos, diligentes e fiéis em tudo o que fazemos, pois o cuidado e a dedicação geram resultados e reconhecimento.
🜲 ²¹ "Como o crisol é para a prata, e o forno para o ouro, assim o homem é provado pelos louvores", Prov. 27:21.
O provérbio ensina que, assim como o calor do forno purifica o ouro e o crisol refina a prata, os elogios e louvores que um homem recebe revelam seu verdadeiro caráter e pureza interior, testando sua humildade ou seu orgulho, sendo uma provação para sua alma.
A Prova dos Metais: crisóis e fornos usam fogo intenso para derreter metais preciosos, separando as impurezas e revelando a pureza do ouro e da prata.
A Prova do Homem: Elogios (o "fogo) podem expor o orgulho ou a humildade de uma pessoa. A analogia ilustra que a forma como a pessoa lida com a admiração e o reconhecimento é um teste significativo de sua integridade.
Uma pessoa com um caráter forte e humilde aceita o reconhecimento com modéstia, enquanto alguém com fraqueza de caráter pode permitir que o elogio alimente sua vaidade ou ego.
O Homem Humilde: reconhece seus próprios pontos fortes, mas não os exibe de maneira vaidosa ou chamativa; evita a auto exaltação ao receber elogios; reage com modéstia, expressa gratidão de forma simples, desviando o foco para outras pessoas ou circunstâncias; sem se exibir ou envaidecer reconhece Deus como a fonte de suas habilidades.
O Homem Orgulhoso: reage com vaidade notável e não modéstia; torna-se orgulhoso excessivo arrogante, vaidoso; se infla de importância para parecer imponente, maior do que é; revelando-se vazio em seu interior.
A reação à exaltação mostra se a pessoa busca a glória para si mesmo ou para Deus, testando sua fé e seu verdadeiro valor. O provérbio traz uma advertência para observarmos a reação aos elogios, prêmios, honra, sucesso, poder, pois eles são um espelho que revela o verdadeiro eu (caráter), assim como o calor revela a pureza dos metais.
🜲 ²³ "Procura conhecer o estado das tuas ovelhas; põe o teu coração sobre os teus rebanhos, ²⁴ Porque o tesouro não dura para sempre; e durará a coroa de geração em geração? ²⁵ Quando brotar a erva, e aparecerem os renovos, e se juntarem as ervas dos montes, ²⁶ Então os cordeiros serão para te vestires, e os bodes para o preço do campo; ²⁷ E a abastança do leite das cabras para o teu sustento, para sustento da tua casa e para sustento das tuas servas" Prov. 27:23-27.
Estes provérbios exaltam a diligência na gestão do lar, nas responsabilidades financeiras, no cuidado do rebanho, pois a riqueza e o poder são temporários, porém ser diligente garante provisão, sustento para a família e servos e segurança no presente que reverbera no futuro, mostrando que a sabedoria prática conduz à abundância.
Embora bens materiais e status sejam efêmeros, não garantidos para sempre, Salomão incentiva o cuidado presente, deixando instrução para ser um proprietário ativo e dedicado aos seus bens e responsabilidades.
Também ensina que a sabedoria envolve a observação atenta, como conhecer a condição do que se tem ("ovelhas", lã, leite), se dedicando, colocando esforço, atenção (o coração) nas tarefas, como um bom pastor cuida do seu rebanho.
Mesmo que a "coroa" (riqueza) seja transitória e não dure de geração em geração, a ação diligente no presente é a chave para assegurar e perdurar o bem-estar, a segurança e a prosperidade do lar e da família.


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