sábado, 4 de novembro de 2023

Comunhão Restaurada

No contexto bíblico, comunhão (do grego Koinonia) significa participação, parceria e união profunda, tanto com Deus (vertical) quanto com outros cristãos (horizontal). Envolve compartilhar a mesma fé, vida, propósitos e recursos. É uma relação de "mão dupla" de amor, serviço, expressa na Igreja e na vida diária. Não é, tão somente, estar junto, mas ter uma conexão pessoal transformadora. A vida em comunhão com Jesus é estar disponível a Ele. E, quem está em comunhão com Deus tem acesso disponível a Ele.

A ausência de comunhão com Deus, além de privilégios perdidos, também causa a redução: 

1) da capacidade de juízo de valor;

avaliação subjetiva sobre algo ser bom ou ruim; certo ou errado (juízo de valor), pode mudar entre culturas e épocas. Ocorre, o mesmo, quando não há familiaridade ou conexão, entre o julgador e o assunto analisado.

A ausência de comunhão afeta a capacidade de avaliação, consequentemente, o parâmetro para comparação de valor pessoal, cultural, moral, emocional, fica prejudicado, pois visão de mundo foi alterada.

A perspectiva individual de crenças, as experiências de avaliação e julgamento passam a transitar entre a dubiedade e a indecisão, assim ao prescrever como algo deve ser - bom ou mal - a pessoa o faz de maneira incerta.

2) da conexão vertical (Deus) e horizontal (outros cristãos);

A comunhão (Koinonia) é o pilar fundamental da fé cristã, pois envolve relacionamento com Deus e com outros cristãos. Quando a conexão está pendente, a comunhão não é cultivada, as parcerias deixam de ser nutridas, os privilégios desse relacionamento, vertical e horizontal, são perdidos.

Sem essas conexões, o juízo de valor para distinguir as coisas com clareza, sensatez, critério, é prejudicado. A pessoa tem alterado o seu discernimento, seu senso de moral e bons costumes. Sua religiosidade, suas reservas espirituais e suas parcerias, anteriores, ficam instáveis, enfraquecidas. Logo perdem o objetivo, o vínculo se desfaz; e, pouco a pouco as conexões deixam de existir.

3) a religiosidade;

A religiosidade é comprometida na ausência de comunhão, pois reduz a qualidade ou tendência do indivíduo para as coisas sagradas, moldando o seu modo de agir e seus valores, que passará a definir  o que é correto para ele com base em sua fé. Diferente da religião, que é uma estrutura externa organizada, a religiosidade foca na experiência subjetiva e na maneira como a pessoa vive suas crenças.

4) as reservas espirituais.

Reservas espirituais referem-se ao acúmulo de recursos interiores (experiências de força, fé, confiança). Experiências na prática da oração, meditação, estudo bíblico e comunhão.

A ausência de comunhão, além de reduzir a oportunidade de novas experiências, reduz a lembrança de antigas experiências, tornando-se os exemplos e testemunhos escassos ou mesmo repetitivos.

E, tal qual os exemplos bíblicos como o azeite extra (reserva) para suas lâmpadas, das virgens prudentes ou o maná diário o povo de Israel precisava recolher o maná todos os dias, não se pode viver da reserva de experiências do passado.

Como construir novas reservas?

A comunhão deve ser restaurada. Como dito na carta aos Hebreus, no tempo que se chama hoje é hora de exortação e conexão diária com Deus, para renovar o estoque (passado), restabelecer a comunhão e o fornecimento de suprimento espiritual.

"Hoje, se vocês ouvirem a sua voz, não endureçam o coração de vocês" "Exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje"; "Porque nos tornamos participantes de Cristo, se retivermos firmemente o princípio da nossa confiança até ao fim." (Hebreus 3:7,8,13,14)

Restaure a comunhão, vertical e horizontal, através da oração, do louvor, da adoração, da leitura da Bíblia. Do autoconhecimento e foco na disciplina e na organização que constrói a pratica da devocional diária, para renovação das reservas espirituais.

Oração é a comunicação direta com Deus. É conversar com Ele, expressar gratidão, buscar orientação, pedir perdão. A leitura das Escrituras sagradas (Bíblia) é a principal ferramenta para conhecimento dos propósitos de Deus, para entender a Sua vontade e viver de acordo aos Seus ensinamentos.

A igreja é um espaço essencial a comunhão com outros cristãos, pois através da participação dos cultos, de grupos pequenos (células), de atividades ministeriais onde compartilhamos experiências, encorajamos uns aos outros, oramos juntos, crescemos na fé como um todo.

Servir a Deus e aos outros em ações de assistência social (caridade), trabalho voluntário na igreja ou em ministérios específicos, fortalece os laços com a comunidade no cumprimento do propósito cristão.

A adoração pessoal (individual), seja através da música, da oração ou de um estilo de vida que honra a Deus, é uma forma de reconhecer Sua soberania e expressar devoção. A adoração coletiva gera em nós o senso de unidade e de propósito cristão compartilhado.

Investir em amizades cristãs genuínas é vital para gerar apoio mútuo e busca por um relacionamento profundo com Cristo, como um sistema de suporte e encorajamento na caminhada de fé.

Essas práticas, quando vividas em conjunto, criam um estilo de vida que prioriza a comunhão com Deus e a com outros cristãos, resultando em uma vida espiritual de qualidade.

A comunhão diária retroalimenta o relacionamento com Deus como o maná que Israel colhia todos os dias; e, portanto esse relacionamento não deve estar fundamentado apenas no "maná de ontem".

Ainda que as reservas do passado, sejam formadas de um conjunto de práticas, crenças e de ferramentas para a meditação, louvor, oração, este "estoque" de fé, de esperança e de comunhão com Deus, deve ser renovado, todos os dias.

***Autoria: Elizabeth Nogueira


sábado, 21 de outubro de 2023

A Oração e o Discurso de Davi



Para refletir sobre a ORAÇÃO DE DAVI registrada no capítulo 29 do livro de 1 Crônicas, é essencial saber a motivação de suas palavras de sua satisfação, seu contentamento, sua alegria, louvor e gratidão à Deus. Em 1 Crônicas 28, Davi convoca o povo para um discurso que marcaria sua despedida e apresentação de Salomão, seu filho que lhe substituiria.

No versículo 9, diz que todos contribuíram voluntariamente, com coração perfeito, voluntariamente deram ao Senhor, para a construção do Templo, e o povo e Davi se alegraram celebrando a integridade, sinceridade e a espontaneidade das ofertas voluntárias. 

1ª PARTE DA ORAÇÃO - 1 Crônicas 29:10-14 _ ¹⁰ Por isso Davi louvou ao Senhor na presença de toda a congregação; e disse Davi: Bendito és tu, Senhor Deus de Israel, nosso pai, de eternidade em eternidade. ¹¹ Tua é, Senhor, a magnificência, e o poder, e a honra, e a vitória, e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu é, Senhor, o reino, e tu te exaltaste por cabeça sobre todos. ¹² E riquezas e glória vêm de diante de ti, e tu dominas sobre tudo, e na tua mão há força e poder; e na tua mão está o engrandecer e o dar força a tudo. ¹³ Agora, pois, ó Deus nosso, graças te damos, e louvamos o nome da tua glória. ¹⁴ Porque quem sou eu, e quem é o meu povo, para que pudéssemos oferecer voluntariamente coisas semelhantes? Porque tudo vem de ti, e do que é teu to damos.

Davi, expressa humildade e reconhecimento de que todos os bens e a capacidade de contribuir vêm de Deus, e que as ofertas são apenas um retorno do que já é dEle, como parte de uma oração de gratidão e consagração ao Senhor.

Questiona sua própria capacidade e a do seu povo para fazer tais ofertas, enfatizando que não possuem nada por mérito próprio. A ideia central é que Deus é o doador de todas as coisas, e o povo de Israel é apenas um administrador temporário de Seus recursos.

Davi complementa dizendo que são estrangeiros e peregrinos na terra, com dias passageiros como sombras, reforçando a transitoriedade humana diante da eternidade de Deus.

A oferta do povo para a construção do Templo de Jerusalém, um ato de adoração e reconhecimento da soberania de Deus é um exemplo de humildade, gratidão e reconhecimento da soberania divina, mostrando que toda boa dádiva vem de Deus e que nossas ofertas são apenas um reflexo do que Ele já nos concedeu.

"Quem Sou Eu?", PG (2007)
Álbum e DVD "Eu Sou Livre"
composição de Mark Hall e PG


2ª PARTE DA ORAÇÃO 1 Crônicas 29:15-18 _ " ¹⁵ Porque somos estrangeiros diante de ti, e peregrinos como todos os nossos pais; como a sombra são os nossos dias sobre a terra, e sem ti não há esperança. ¹⁶ Senhor, nosso Deus, toda esta abundância, que preparamos, para te edificar uma casa ao teu santo nome, vem da tua mão, e é toda tua. ¹⁷ E bem sei eu, Deus meu, que tu provas os corações, e que da sinceridade te agradas; eu também na sinceridade de meu coração voluntariamente dei todas estas coisas; e agora vi com alegria que o teu povo, que se acha aqui, voluntariamente te deu. ¹⁸ Senhor Deus de Abraão, Isaque, e Israel, nossos pais, conserva isto para sempre no intento dos pensamentos do coração de teu povo; e encaminha o seu coração para ti.

O Rei Davi ora pedindo a Deus para manter o povo fiel e com o coração voltado para o Senhor, zelando por esses pensamentos em seus corações. Que Deus preserve sempre no coração do Seu povo a disposição e os pensamentos de amar e servir a Ele, e firme o coração deles em Sua presença.

Um apelo para que a devoção demonstrada naquele dia (na contribuição para o Templo) seja duradoura, e que o povo não se desvie de Deus, mantendo a lealdade inabalável.

3ª PARTE DA ORAÇÃO - 1 Crônicas 29:19-20 _ ¹⁹ E a Salomão, meu filho, dá um coração perfeito, para guardar os teus mandamentos, os teus testemunhos, e os teus estatutos; e para fazer tudo, e para edificar este palácio que tenho preparado. ²⁰ Então disse Davi a toda a congregação: Agora louvai ao Senhor vosso Deus. Então toda a congregação louvou ao Senhor Deus de seus pais, e inclinaram-se, e prostraram-se perante o Senhor, e o rei. 

Oração por Salomão: Davi pediu a Deus que desse a Salomão um coração íntegro para obedecer aos mandamentos e construir o Templo.

Coração perfeito: Davi reconhece a necessidade de um coração que ame e obedeça a Deus plenamente, sem desvios.

Guarde os Mandamentos: A oração visa que Salomão guarde os mandamentos, testemunhos e estatutos de Deus... Aprender e guardar a mente na Bíblia envolve uma abordagem intencional e multifacetada, que combina o estudo diligente com a prática diária

O objetivo final é capacitar Salomão a fazer tudo o que Deus instruiu e, especificamente, a edificar o Templo, o grande palácio preparado por Deus.

As orações de Davi em 1 Crônicas 17 e 1 Crônicas 29, são momentos de profunda gratidão, reconhecimento da grandeza de Deus e súplicas pela continuidade da sua dinastia, onde ele agradece a aliança de Deus, os recursos para o Templo e pede um coração leal para si e para Salomão, reconhecendo que tudo vem do Senhor.

Oração em 1 Crônicas 17

Gratidão pela Aliança: Davi expressa humildade e louvor por Deus ter escolhido Israel e feito uma aliança eterna com sua descendência, conforme a promessa de construir uma casa para Davi.

Reconhecimento da Soberania: Afirma que ninguém é como Deus, que fez grandes coisas por Israel, tornando-os seu povo e expandindo seu nome.

Súplica pela Dinastia: Pede que Deus confirme a promessa para sua casa, para que sua dinastia permaneça para sempre diante Dele.

Oração em 1 Crônicas 29:

Louvor e Agradecimento: Davi louva a Deus pela grandeza, poder e majestade, reconhecendo que tudo pertence a Ele, e que eles apenas deram de volta o que já era Dele.

Integridade e Alegria: Menciona a integridade com que o povo ofereceu voluntariamente para a construção do Templo, algo que agrada a Deus.

Pedindo Lealdade para o Povo: Pede que Deus mantenha o coração do povo leal a Ele e dê a Salomão um coração sincero para obedecer a todos os mandamentos e construir o Templo.

Termina com um louvor coletivo, pedindo que o nome do Senhor seja honrado e que a dinastia de Davi permaneça.

Essas orações demostrando a fé de Davi, sua dependência de Deus e sua preocupação com o futuro de Israel e de sua linhagem, como visto em 1 Crônicas 17, 1 Crônicas 29, 2 Samuel 12, Salmos 17.


1ª Crônicas é um livro que reconecta Israel com suas raízes, foca na adoração e destaca Davi como um modelo de rei e adorador, fundamental para a identidade pós exílica do povo.

O livro termina com o discurso  e a oração de Davi que louva a Deus por Sua grandeza, reconhecendo que tudo vem Dele e desafiando o povo a ser fiel e apoiar Salomão na construção da casa de Deus.

O contraste entre a infidelidade de Saul (que levou à sua queda) e a busca de Davi por um coração fiel a Deus é um tema central.

O texto enfatiza a importância da adoração centralizada em Jerusalém e a preparação para o templo como o lugar de habitação de Deus. Davi reitera que toda riqueza, poder e glória pertencem a Deus e que Ele governa sobre tudo.

O livro destaca que os propósitos de Deus não podem ser frustrados pelas ações humanas. A adoração e a centralidade do templo de Jerusalém são temas recorrentes, visando resgatar esses padrões no período pós-exílio.

No livro de 1 Crônicas, a oração e o discurso de Davi estão registrados principalmente nos capítulos 28 e 29, focando na preparação para a construção do Templo de Deus e na sucessão de Salomão ao trono.

Discurso de Davi (1 Crônicas 28)

Davi convocou todos os líderes de Israel para um discurso final: 

Anunciou Salomão como seu sucessor: Ele apresentou Salomão como o escolhido por Deus para construir o Templo.

Deu instruções para a construção do Templo: Davi entregou a Salomão os planos detalhados (o modelo) do Templo, que ele havia recebido por escrito da mão do Senhor.

Encorajou Salomão e o povo: Exortou Salomão a ser forte, corajoso e a realizar a obra, lembrando-o de que Deus estaria com ele se fosse fiel.

Enfatizou a fidelidade a Deus: Davi alertou que buscar a Deus resultaria em Sua presença e favor, mas abandoná-Lo resultaria em rejeição.

⁹ E tu, meu filho Salomão, conhece o Deus de teu pai, e serve-o com um coração perfeito e com uma alma voluntária; porque esquadrinha o Senhor todos os corações, e entende todas as imaginações dos pensamentos; se o buscares, será achado de ti; porém, se o deixares, rejeitar-te-á para sempre. 1 Crônicas 28:9

Oração de Davi (1 Crônicas 29)

Após o povo e os líderes apresentarem ofertas voluntárias e generosas para a construção do Templo, Davi proferiu uma oração de louvor e gratidão na presença de toda a assembleia.

Reconhecimento da soberania de Deus: Davi louvou a Deus, reconhecendo que a grandeza, o poder, a glória, a vitória e a majestade pertencem ao Senhor, pois tudo nos céus e na terra é d'Ele.

Gratidão pelas ofertas: Ele agradeceu a Deus pela generosidade do povo, reconhecendo que eles estavam apenas devolvendo o que já havia vindo das mãos de Deus: "Tudo vem de ti, e nós apenas te demos o que vem das tuas mãos".

A oração e o discurso de Davi em 1 Crônicas destacam a transição de liderança, a importância da obediência e fidelidade a Deus e o reconhecimento de que todas as coisas e recursos vêm de Deus.

Davi pediu a Deus que conservasse no coração do povo a disposição e a sinceridade de servi-Lo.

Gosto da oração em sua totalidade, porém a parte que Davi ora pelo filho é muito especial: "dá um coração perfeito, para guardar os teus mandamentos, os teus testemunhos, e os teus estatutos" 

À exemplo de Davi que possamos fazer oração semelhante com o nosso nome, de nossos filhos, netos... Deus dê a Elizabeth "um coração perfeito, para guardar os teus mandamentos, os teus testemunhos, e os teus estatutos".

domingo, 14 de maio de 2023

Tire o Meu Povo do Egito

 


Êxodo 3:1 a 6, relata como Deus se revelou a Moisés:

"Moisés pastoreava o rebanho do sogro, Jetro, que era sacerdote de Midiã. Um dia, levou o rebanho para o outro lado do deserto e chegou a Horebe, o monte de Deus. Ali o anjo do SENHOR lhe apareceu em uma chama de fogo que saía do meio de uma sarça. Moisés viu que, embora a sarça estivesse em chamas, não era consumida pelo fogo. Moisés, então, pensou: “Vou me aproximar para ver essa coisa impressionante! Por que a sarça não se queima?”. Quando o SENHOR viu que ele se aproximava para observar, Deus o chamou do meio da sarça: ― Moisés, Moisés!Aqui estou! — ele respondeu. Então, Deus disse: ― Não se aproxime. Tire as sandálias dos pés, pois o lugar em que você está é terra santa. Disse mais: ― Eu sou o Deus do seu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, o Deus de Jacó. Então, Moisés cobriu o rosto, pois teve medo de olhar para Deus".

Formado na corte de Faraó, na melhor educação do Egito, estava pastoreando nas pastagens do deserto de Midiã. Casou-se e cuidava dos rebanhos de seu sogro Jetro. Nem sequer os animais lhe pertenciam. Ele era um fugitivo. Fugiu após matar um egípcio que estava agredindo um hebreu.. E lá estava ele descalço diante de Deus que falava com ele através da na sarça ardente. A sarça ardente, tornou-se um local sagrado para Moisés, foi, onde recebeu a instrução de Deus para retornar ao Egito e libertar o povo de Israel da escravidão.

Êxodo 3:7-10, o Senhor Deus continua: ⁷ E disse o Senhor: Tenho visto atentamente a aflição do meu povo, que está no Egito, e tenho ouvido o seu clamor por causa dos seus exatores, porque conheci as suas dores. ⁸ Portanto desci para livrá-lo da mão dos egípcios, e para fazê-lo subir daquela terra, a uma terra boa e larga, a uma terra que mana leite e mel; ao lugar do cananeu, e do heteu, e do amorreu, e do perizeu, e do heveu, e do jebuseu. ⁹ E agora, eis que o clamor dos filhos de Israel é vindo a mim, e também tenho visto a opressão com que os egípcios os oprimem. ¹⁰ Vem agora, pois, e eu te enviarei a Faraó para que tires o meu povo (os filhos de Israel) do Egito.

Inicialmente Moisés duvidou de suas capacidades para cumprir a missão de resgate recebida. Ele temia que os israelitas ou o próprio Faraó não acreditassem em sua mensagem ou autoridade (Êxodo 3:13; 4:1). Moisés argumentou quem era ele para que fosse a Faraó e tirasse o povo de Israel do Egito, Nem um bom orador, ele era: "Ah, Senhor! Eu nunca tive facilidade para falar, nem antes, nem agora que falaste ao teu servo. Tenho a fala arrastada e a língua presa" (Êxodo 4:10, NVI).

Deus, no entanto, garantiu a Moisés a Sua presença e apoio constante, providenciando inclusive que seu irmão Arão falasse em seu nome, superando assim a hesitação inicial de Moisés e permitindo que ele cumprisse sua missão: Libertou Israel da escravidão no Egito.

A ordem de Deus a Moisés foi: "Tire o Meu Povo do Egito". Para o judaísmo e o cristianismo, o Êxodo simboliza a passagem da escravidão para a liberdade e a fidelidade de Deus às suas promessas.

A frase tornou-se um hino de resistência contra a opressão em diversos contextos históricos. O mais famoso é o spiritual afro-americano "Go Down Moses", usado como código por escravizados nos EUA que buscavam a liberdade através da "Ferrovia Subterrânea".

A história de Moisés junto ao povo do Egito e de Israel foi adaptada em diversas obras memoráveis:

1) O Príncipe do Egito (1998): Animação da DreamWorks que destaca a trilha sonora com a música "Deliver Us" (Liberta-nos).


2) Os Dez Mandamentos (1956): Filme épico estrelado por Charlton Heston.


A Bíblia ensina que foi Deus quem libertou o povo de Israel do Egito, usando Moisés como Seu instrumento e líder escolhido, com grandes sinais e milagres (Êxodo 3-14). Moisés foi o mensageiro e executor da vontade divina. A força, o poder e a iniciativa vieram de Deus para tirar Seu povo da escravidão e guiá-los rumo à Terra Prometida.

Moisés, será sempre visto como um ícone de liderança, fé e libertação. Seus ensinamentos sobre justiça, ética e relação com Deus se aplicam também à vida moderna. Sua história continua relevante para inspirar líderes, a obedecerem o Ide de Jesus e fazer discípulos (Mateus 28:19,20). Ainda que, inicialmente haja dúvidas quanto a sua capacidade em cumprir a missão recebida (Marcos 16:15). Temor de que outros não acreditem em sua mensagem ou autoridade.

Deus, é quem nos capacita para a missão evangelística e discipulado. Quem nos garante a Sua presença, apoio e providências, constante (Atos 1:8). Quem faz descer sobre nós a virtude do Espírito Santo, para nos fazer mensageiros e testemunhas em um alcance missionário progressivo. Primeiro, localmente (Jerusalém). Expandindo para a região (Judéia, Samaria). Então, globalmente (até os confins da terra).


**** Autoria: Elizabeth Nogueira


Algo semelhante ocorreu ao evangelista Brownlow North que certa vez recebeu uma carta anônima detalhando seus pecados passados pouco antes de pregar um de seus sermões, a qual ele leu publicamente para a congregação.

O incidente ocorreu em um dos primeiros momentos em que ele pregou após sua conversão. A carta, escrita por alguém que conhecia sua vida pregressa, denunciava-o como um "miserável hipócrita" e listava detalhes de seus comportamentos pecaminosos, desafiando-o a pregar depois de lê-la.

Em vez de se envergonhar, North levou a carta para o púlpito. Ele a leu em voz alta para todos ouvirem e, em seguida, usou a situação para enfatizar a profundidade do perdão e da graça de Deus, baseando-se no versículo bíblico: "Esta é uma palavra fiel e digna de toda aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal" (1 Timóteo 1:15).

Ele declarou à congregação: "Meus amigos, quando entrei neste edifício esta noite, uma carta foi colocada em minhas mãos. Não sei quem é o escritor, mas ele evidentemente sabe muito sobre o meu passado. Esta carta se refere a três ocasiões distintas em que me acusa de participar de comportamento depravado. Eu sou o homem descrito aqui".

Mas como é maravilhosa a misericórdia e graça de Deus! Ele aceita uma pessoa como eu. Aceita e perdoa e ainda usa como instrumento seu. Isso me deixa humilde, mas também grato, alegre e confiante. por isso quero encorajar a todos a confiarem neste Deus gracioso, que transforma o pecador. Do velho homem Ele faz um novo homem, para ser um útil vaso em suas mãos."

Esse episódio - por demonstrar sua humildade e a realidade de sua transformação - tornou-se um poderoso testemunho em seu ministério.