quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Torre Forte é o Nome do Senhor


A frase que inicia o capítulo 18 de Provérbios está em ordem indireta. ¹ "Busca satisfazer seu próprio desejo aquele que se isola; ele se insurge contra toda sabedoria", (Prov. 18:1).

Na língua portuguesa, a ordem direta da frase segue a estrutura Sujeito + Verbo + Complemento, sendo a forma mais comum e neutra, enquanto a ordem indireta (ou inversa) ocorre quando essa sequência é alterada, com o predicado ou os complementos vindo antes do sujeito para dar ênfase a esses termos, como "Busca satisfazer seu próprio desejo aquele que se isola" em vez de "Aquele que se isola busca satisfazer seu próprio desejo".

A inversão serve para dar destaque a um termo específico (o sujeito, o adjunto adverbial, etc.). Se o sujeito vem antes do verbo e complementos, é ordem direta. Se algo (complemento, adjunto) vem antes do sujeito, é ordem indireta.

Quando perguntamos "Quem + verbo?" ou "O que + verbo?", encontramos o sujeito que praticou ou sofreu a ação. E, no versículo 1 de Provérbios 18 quando perguntamos: Quem se isola? a resposta é: AQUELE. E, quando perguntarmos: "Quem se insurge contra toda a sabedoria? a resposta é: ELE.

Alguns explicando este versículo de Provérbios, ignoram a sequência lógica do capítulo e chegam a conclusão equivocada ao "saltarem" para que Deus não criou o ser humano para viver sozinho... ou irem para o "perigo" do isolamento suas consequências negativas. Que o isolamento é um caminho para o egoísmo e que a sabedoria é encontrada no convívio e na busca conjunta por princípios sensatos... O que Provérbios 18:1, não diz. 

Sabe-se que nem todos os seres humanos vivem com outra pessoa, com amigos e familiares; ou a dois com sua "cara metade". Ponto final. Que o isolamento se torna perigoso quando é prolongado, forçado ou acompanhado de tristeza, ansiedade e perda de interesse, afetando a saúde mental (depressão, fobia social) e física (sedentarismo, má alimentação, risco de doenças crônicas), limitando o aprendizado, distorcendo a realidade e impedindo o desenvolvimento pessoal, transformando-se de refúgio temporário para uma fuga "da realidade" prejudicial a vida.

Contudo, o problema apontado aqui por Salomão não está em se isolar, ser só ou em ser, estar, permanecer sozinho. Muito menos na satisfação de seu próprio desejo (v.1).

Ou seja o provérbio não foi escrito para aquele que vive só por razões alheias a sua vontade, mas por circunstâncias ou eventos além de sua escolha ou controle, como perda de entes queridos, separações involuntárias, isolamento devido a doença, obrigações familiares ou profissionais que podem impedir relacionamentos próximos ou barreiras geográficas ou sociais.

O provérbio também não foi escrito para aquele que se sente confortável, satisfeito, resiliente, pleno em viver isolado, em viver só. Que celebra sua autonomia, independência, liberdade, seu autoconhecimento, autocuidado; seu bem-estar físico, mental, espiritual.

Provérbios 18:1, foi dito a pessoa que "INSURGE contra toda sabedoria" e se insola não querendo ouvir nenhum conselho. E, no versículo 2, Salomão complementa informando que ele está se referindo a conduta do TOLO.

"Insurge" é a forma conjugada (presente do indicativo, 3ª pessoa singular ou imperativo, 2ª pessoa singular) do verbo insurgir, e significa revoltar-se, rebelar-se, levantar-se contra uma ordem ou poder estabelecido, opor-se, contestar...

A Bíblia define o tolo (ou insensato) não apenas como alguém sem inteligência, mas principalmente como quem rejeita a sabedoria divina, age com arrogância, ignora conselhos e desobedece a Deus.

O livro de Provérbios destaca que o tolo odeia a correção, expõe sua própria ignorância e causa conflitos. Provérbios descreve o tolo como alguém que pensa que está sempre certo e revela seus pensamentos imprudentemente, pois não busca o certo, mas o que lhe agrada momentaneamente.

O tolo despreza a sabedoria e rejeita a Deus, não querendo aprender. Se diverte com a própria insensatez, provoca brigas com palavras, não aceita conselhos e expõe sua ignorância, sendo inútil tentar argumentar com ele, pois se torna como ele, como igualando-se à sua loucura.

Conversar com o tolo é inútil, pois ele despreza a sabedoria e não quer ouvir. Assim, tentar corrigir um tolo pode ser contraproducente, pois o tolo é aquele que encontra "um problema para cada solução", não age com prudência, só encontra dificuldades e destrói a si mesmo.

A Bíblia aconselha a afastar-se do tolo (Provérbios 14:7) e evitar discussões inúteis, pois ele não busca a verdade, apenas a teimosia. Principais versículos sobre o Tolo:

"Diz o tolo em seu coração: 'Deus não existe'." — Salmos 14:1.

"Não responda ao tolo com igual insensatez; do contrário, você se igualará a ele." — Provérbios 26:4.

"O tolo não dá prazer ao entendimento, mas apenas em expor o que pensa." — Provérbios 18:2.

"Corrija um tolo e ele o odiará. Corrija um sábio e ele agradecerá." — Provérbios 9:8.

"O tolo cruza os braços e destrói a própria vida." — Eclesiastes 4:5.

"O tolo pensa que sempre está certo, mas os sábios aceitam conselhos." — Provérbios 12:15.

O versículo de Provérbios 18:2, descreve a natureza do tolo, ele não busca o entendimento ou a sabedoria. Não valoriza o conhecimento, a reflexão ou o aprendizado profundo, mas encontra prazer em expressar seus próprios pensamentos e desejos, sem refletir, pois se deleita em liberar imediatamente o que lhe vem à mente, seus impulsos, opiniões e desejos, sem filtro ou avaliação.

A conduta do tolo, frequentemente o leva à desgraça e conflitos, porque ele gosta de falar, de expor seu interior, mesmo que seja algo imprudente ou prejudicial. Ele prefere a expressão vazia à aquisição de conhecimento. Ele fala para ser ouvido, não para aprender.  A fala do tolo é uma armadilha para sua própria alma, pois ele não tem o freio da sabedoria para reter o que pode ser destrutivo,

Na Bíblia, o tolo é aquele que despreza a sabedoria, age com insensatez e fala sem pensar, muitas vezes caindo em suas próprias armadilhas e o ímpio é quem vive contra a vontade de Deus, sendo sinônimo de injusto, pecador e corrupto. Embora nem todo ímpio seja tolo, frequentemente o tolo manifesta sua impiedade através da falta de discernimento em insurgir contra a sabedoria.

Provérbios 18:3-8, instrui sobre a conduta do ímpio:

1. Repúdio: - "Vindo o ímpio, vem também o desprezo" (v.3-a), a presença e as ações de uma pessoa perversa, maldosa (ímpia) trazem consigo o desprezo, falta de respeito, desconsideração, pois sua conduta gera repulsa. "e com a ignomínia a vergonha" (v.3.b), a desonra (ignomínia) associada à sua vida resulta em repúdio, em vergonha pública e pessoal, como uma consequência natural de seus atos.

2. Inconsequente: - o versículo de Provérbios 18:6 descreve como os lábios de uma pessoa tola iniciam brigas e discussões ("contenda"), e sua boca "brada por açoites", ou seja, pede por punição ou consequências negativas por suas palavras impulsivas e imprudentes, que na verdade são uma armadilha para sua própria alma, levando à sua destruição.

A pessoa tola não sabe quando falar ou ficar em silêncio; ela se envolve em discussões desnecessárias, provoca brigas e cria conflitos com suas palavras. Suas palavras são tão imprudentes e agressivas que parecem pedir por castigo ou sofrimento, indicando que o tolo se coloca em situações onde será punido ou sofrerá as consequências de suas próprias falas.

3. Consequências ao tolo: "A boca do tolo é a sua própria destruição" (Prov. 18:7.a) significa que a fala imprudente e insensata de uma pessoa tola leva à sua própria ruína, pois suas palavras se tornam uma armadilha que prende a sua própria alma, causando-lhe problemas e angústias.

As palavras faladas sem pensar, a futilidade, a imprudência e a falta de sabedoria verbal de um tolo são a causa de seus próprios problemas, como conflitos, desgraças e ruína pessoal.

"E os seus lábios um laço para a sua alma" (Prov. 18:7.b), a língua do tolo, ao falar coisas imprudentes, cria uma "armadilha" ou "rede" (laço) que o captura, como um animal preso, prejudicando sua própria vida e bem-estar espiritual (Prov. 21:23).

4. Danos à vítima (do tolo): "As palavras do intrigante/caluniador/linguareiro" (v.18.a), refere-se a mexericos, fofocas, difamações e calúnias, palavras destinadas a criar conflito ou prejudicar alguém. "são como feridas" (v.18.b), mostra o impacto destrutivo, embora possam parecer inofensivas elas causam dor e dano, como uma ferida que infecciona. "descem ao íntimo do ventre/ser" (v.18ca), essas palavras não são superficiais; afetam profundamente o caráter, a mente e o coração da pessoa, deixando mesmo que inicialmente pareçam irrelevantes.

Provérbios 18:8 descreve como as palavras maliciosas ou de fofoca (do "intrigante", "linguareiro" ou "caluniador", dependendo da tradução) são como feridas ou iguarias doces que penetram profundamente no ser, causando dano interno, pois são prazerosas de ouvir mas corrosivas para a alma.

"Águas profundas são as palavras da boca do homem", (v.4.a), as falas de uma pessoa sábia são cheias de significado e verdade, como um poço profundo que contém muita água. "e ribeiro transbordante é a fonte da sabedoria", (v.4.b), a sabedoria que emana de Deus não é escassa, mas contínua e abundante, trazendo vida (satisfação) e entendimento a todos.

O versículo de Provérbios 18:5 - "Não é bom favorecer o ímpio, e com isso, fazer o justo perder a questão", significa que é errado e injusto tomar partido por pessoas más em um julgamento ou situação,  não é correto, nem moralmente aceitável, ter consideração especial ou apoiar alguém que é perverso ou iníquo.

Tal conduta prejudica o justo e subverte a justiça e a retidão, algo que é um princípio moral fundamental. É um chamado à imparcialidade e à verdade, condenando a parcialidade que nega o direito de alguém inocente.

Em outras palavra:

NVI (Nova Versão Internacional): "Não é bom favorecer os ímpios para privar da justiça o justo."

ARC (Almeida Revista e Corrigida): "Não é bom ter respeito à pessoa do ímpio, para derribar o justo em juízo."

ARA (Almeida Revista e Atualizada): "Não é bom ser parcial com o perverso, para torcer o direito contra os justos."

O provérbio ensina a importância da justiça imparcial, contrastando a conduta do tolo, que provoca conflitos, com a sabedoria de não ser parcial e defender o direito do justo mesmo diante da presença do ímpio.

O versículo de Provérbios 18:9 diz que quem faz um trabalho de forma preguiçosa, malfeita ou descuidada é comparável a um grande desperdiçador, porque desperdiça talentos, tempo e recursos, não honrando a Deus com diligência, sendo uma condenação bíblica à negligência e preguiça no serviço, incentivando a fazer tudo com excelência para a glória divina.

Repetidas vezes, os Salmos comparam Deus a uma torre alta e forte de proteção e a um abrigo onde Seu povo pode se esconder com segurança. que o Senhor Deus é a nossa rocha, fortaleza, libertador, escudo de proteção, chifre de salvação... (Salmo 18:2; 59:9, 61:3). Mas Provérbios 18:10 revela uma verdade semelhante sobre o nome de Deus: "Torre forte é o nome do Senhor".

Provérbios 18:10 - ¹⁰ "Torre forte é o nome do Senhor; a ela correrá o justo, e estará em alto refúgio". A imagem da "Torre Forte" significa que, enquanto o mundo pode ser caótico, existe um lugar de proteção absoluta que não se abala. É aquele lembrete de que não precisamos carregar tudo sozinhos; basta buscar refúgio no lugar certo.

E contrasta com a segurança das riquezas, em Provérbios 18:11 - "¹¹ Os bens do rico são a sua cidade forte, e como uma alta muralha na sua imaginação", quando a riqueza de uma pessoa rica é como uma cidade fortificada em sua própria mente, uma segurança ilusória ou uma muralha imaginária, pois, na realidade, essas riquezas não oferecem proteção verdadeira contra a ruína, a morte ou outras adversidades.

A confiança em Deus não está no dinheiro, a verdadeira segurança, não está nos bens materiais, que são instáveis, transitórios e podem ser destruídos por crises. É um meio importante de se conseguir tratamento e cura de doenças graves, porém não podem conter a morte física e espiritual.

A morte física, a cessação das funções vitais do corpo, descrito como o retorno do pó à terra, a separação do espírito (alma) do corpo material é uma consequência universal da queda do homem, porém é temporária, pois será revertida pela ressurreição, na 2ª vinda de Jesus Cristo.

A morte espiritual, ocorre enquanto a pessoa está viva fisicamente, porém sem comunhão com Deus. É a separação entre o homem e Deus em razão do pecado. Caso não revertida, em vida, por meio da fé e do arrependimento, leva à morte eterna (ou a 2ª Morte), a perpetuação da morte espiritual após a morte física, resultando em separação permanente de Deus.

Sobre ofender uma pessoa próxima, seja um amigo ou familiar, Provérbios 18:19, diz que - ¹⁹ O irmão ofendido é mais difícil de conquistar do que uma cidade forte; e as contendas são como os ferrolhos de um palácio".

Uma daquelas verdades que nos chacoalha por inteiro, de dentro para fora e de fora para dentro. É um aviso claro sobre a prudência no falar e o valor de preservar a paz antes que o estrago seja feito.

Quando ofendemos o outro e buscamos amenizar o ocorrido, ser perdoados, muitas vezes não aceitamos a recusa, o não do outro como resposta as nossas tentativas. Nos magoamos (e às vezes, brigamos ainda mais) ao encontrar resistência ou quando a porta parece ter sido fechada, para nós, para sempre.

Quando somos nós os ofendidos, às vezes, facilitamos para o outro e colaboramos à rápida restauração do relacionamento. Outras vezes, não é possível. E, dificultamos o máximo a reaproximação do outro.

E, nos refugiamos em nossa fortaleza. Trancamos tudo muito bem. Às vezes esta se torna toda a solução que precisávamos, para nos priorizar, nos proteger, nos curar.

Também ocorre de perder "as chaves" ou não encontrar as saídas, quando é preciso sair, seja para perdoar quem ofendeu ou mesmo para relacionar-se com as outras pessoas do seu circulo social, ou para novos relacionamentos; e, descobre que não consegue sair sozinho e que vai precisar de ajuda para sair da fortaleza que inicialmente foi um abrigo necessário, porém depois se tornou uma prisão.

O texto de Provérbios 18:19 destaca que ferir alguém próximo cria barreiras quase intransponíveis. Quando você ofende um "irmão" (alguém próximo), a confiança se quebra. Reconquistar essa pessoa é mais difícil do que tomar uma cidade murada, pois a barreira é emocional e invisível.

As brigas criam trancas pesadas (ferrolhos). O ferrolho é um dispositivo de segurança, geralmente metálico e em formato de barra corrediça, utilizado para trancar portas, portões e janelas. Funcionando como um trinco forte, que proporciona uma camada extra de segurança contra acessos não autorizados.

Uma vez que o "palácio" (o relacionamento) é fechado por uma ofensa, por uma contenda, não se entra mais com facilidade; a pessoa se tranca para se proteger de novos danos.

No contexto bíblico, contenda refere-se a brigas, discussões acaloradas, discórdias, rivalidades e rixas que geram divisão e ferem os relacionamentos. É vista como uma atitude carnal e pecaminosa, frequentemente associada ao orgulho, ira e ganância, que obstrui a união e a bênção espiritual.

Envolve conflito de interesses, debates intensos e atitudes de ataque, como críticas e julgamentos, tanto no ambiente familiar quanto na igreja.

E, tem consequências espirituais, a Bíblia ensina que a contenda é um pecado que separa pessoas, destrói a unidade, impede a operação da unção e ofende a glória de Deus.

O livro de Provérbios destaca a contenda como destruidora de lares, afirmando ser melhor viver em paz com pouco do que em fartura com disputas. E, os cristãos são orientados a evitar a contenda, sendo chamados a ser pacificadores, mansos e a não "colocar lenha na fogueira", pois as ofensas, as contendas, representam o oposto da paz e do amor fraternal exigidos no Novo Testamento (Heb. 12:14, entre outros).

Provérbios 18:20-24, fala sobre o poder das palavras (vida e morte), a recompensa de uma boa esposa, o contraste entre a fala do pobre (súplicas) e do rico (dureza), e a importância de ser amigável, destacando que um verdadeiro amigo é mais valioso que muitos.

Esses versículos ensinam que nossas palavras nos afetam diretamente, que encontrar uma esposa é uma bênção, e que a sabedoria envolve moderação e discernimento nas relações, valorizando a amizade verdadeira acima da quantidade de amigos.

Poder das Palavras (Satisfação), v.20 - "Do fruto da boca o coração se farta; do que produzem os lábios ele se satisfaz", as palavras que dizemos, boas ou más, moldam nossa realidade e satisfazem (ou desapontam) nosso interior. O que falamos retorna para nós.

O conteúdo do nosso coração (pensamentos, sentimentos, intenções) transborda em nossas palavras, e ao falar, nos alimentamos ou nos saciamos com as próprias palavras que proferimos. O que sai da boca (as falas) é o "fruto" que produz satisfação, seja boa ou ruim, para o próprio coração. É um chamado à cautela com a língua, pois as palavras são como sementes que geram frutos de alegria ou tristeza, influenciando a vida de quem fala e ouve.

Poder da Língua (Vida e Morte)v. 21 - "A morte e a vida estão no poder da língua; quem bem a utiliza come do seu fruto", a língua tem a capacidade de edificar ou destruir. Usá-la com sabedoria traz recompensas, enquanto seu mau uso traz consequências negativas.

As palavras não são neutras; elas carregam o poder de criar e destruir, de curar ou ferir. O "fruto" que se come é o resultado de como usamos a língua. Palavras de amor, encorajamento e verdade trazem vida e recompensas, enquanto palavras de ódio, mentira e maldição trazem destruição. Significa escolher expressar gratidão em vez de reclamação, oferecer perdão em vez de ressentimento, e falar com sabedoria, reconhecendo o impacto das suas palavras na sua vida e na dos outros.

A Esposa (Bênção)v. 22 - "Quem acha uma esposa acha o bem; recebeu uma bênção do SENHOR", ter uma boa esposa é um presente de Deus, um sinal de favor e uma fonte de bem.

O versículo complementa o capítulo 31 de Provérbios, que descreve a mulher virtuosa como alguém capaz, sábia, trabalhadora, que teme ao Senhor, cuja presença enriquece a família e honra o marido, sendo a fonte da verdadeira riqueza e felicidade. A esposa é vista como algo de grande valor, comparável a "rubis" e "algo excelente". Encontrar uma esposa fiel e amorosa é sinal da benevolência, bondade e fidelidade de Deus para com o marido, indicando que ele recebeu o favor do Senhor.

O Pobre vs. O Rico (Atitude)v. 23 - "O pobre fala com súplicas, mas o rico responde com dureza", mostra o contraste social e de atitude: o pobre humildemente pede, enquanto o rico, com sua posição, pode ser arrogante e inflexível.

A condição de pobreza pode levar à necessidade de pedir favor e ajuda, resultando em uma fala mais suplicante, humilde e com rogos. A riqueza, por outro lado, pode gerar orgulho e uma atitude de superioridade, fazendo com que o rico responda com dureza, aspereza ou grosseria, sem se importar com a necessidade do outro.

Amizade (Valor Real)v. 24 - "Quem tem muitos amigos pode cair em desgraça; mas há amigo mais chegado que um irmão", ter muitos conhecidos não garante lealdade. Um amigo verdadeiro, que está presente nos momentos difíceis, é mais valioso do que muitos amigos superficiais, sendo como um parente.

Indica que amizades em excesso, sem profundidade, podem ser passageiras, gerar conflitos, ou fazer com que a pessoa se perca em futilidades, sem ter apoio real quando necessário. Ressalta que a lealdade, o amor e o companheirismo de um amigo verdadeiro (que escolheu estar ao seu lado) podem ser mais fortes e significativos do que a ligação familiar, oferecendo um porto seguro nos momentos difíceis.

Provérbios, enfatiza as consequências da má conduta do tolo e do ímpio; a responsabilidade sobre as palavras; o valor de um bom relacionamento conjugal; A humildade e a arrogância vs. contraste social; a busca por amizades verdadeiras e leais.

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