O capítulo Isaías 53 é um dos textos mais conhecidos da Bíblia, frequentemente chamado de "O Quarto Canto do Servo Sofredor".
Escrito centenas de anos antes do nascimento de Jesus, o texto descreve um servo que sofre vicariamente pelos pecados da humanidade [1, 2].
O servo é descrito como alguém "desprezado e o mais rejeitado entre os homens", que não possuía beleza física para atrair os outros (v. 2-3).
Quem acreditou na mensagem? (a "nossa pregação") e a quem o poder e a revelação de Deus se mostraram?, profetizando o desprezo e a rejeição do Servo Sofredor (Jesus Cristo), que seria ferido por nossas transgressões e, apesar de não ter beleza aparente, realizaria a salvação.
A fé na pregação do evangelho é o caminho para que o "braço do Senhor" (seu poder salvador) se manifeste.
O "Servo Sofredor" em Isaías 53, especialmente no versículo 1, é uma figura profética central que, na teologia cristã, aponta para Jesus Cristo, descrevendo-o como o SERVO do SENHOR que SOFRERIA.
Aquele que seria rejeitado, sofreria e morreria para expiar os pecados da humanidade, carregando suas dores e enfermidades, e trazendo salvação e paz através de seu sacrifício vicário.
O Servo do Senhor que sofreria (v. 1-3) não teria beleza ou majestade para chamar atenção, sendo desprezado e rejeitado pelos homens, como alguém que não se encaixava nas expectativas humanas de poder e glória (O Messias, o Salvador, o Filho de Deus).
O seu sofrimento vicário (v. 4-6), está em que ele carregou as dores, enfermidades e pecados do povo, sendo moído pelas iniquidades alheias para que a humanidade recebesse paz e cura.
O ponto central é que ele carregou as dores e transgressões de terceiros. "Ele foi ferido por causa das nossas transgressões" e "pelas suas pisaduras fomos sarados" (v. 4-5).
Mesmo sendo justo, foi afligido e agredido, mas não abriu a boca para se defender, como um cordeiro mudo diante dos tosquiadores, aceitando passivamente seu destino (v. 7-9).
Diante da opressão, o servo não abriu a boca, sendo comparado a um cordeiro levado ao matadouro (v. 7).
Morreu como se fosse um criminoso (v. 8-10), mas foi sepultado com os ricos. Sua alma foi oferecida como expiação pelo pecado de todo aquele que nEle crê.
Após o sofrimento, o texto profetiza que ele verá o fruto de seu trabalho, justificará a muitos e será exaltado por Deus (v. 11-12).
Este capítulo relata a profecia detalhada da vida, paixão e morte de Jesus Cristo, sendo amplamente citado no Novo Testamento para explicar o significado da crucificação [1, 2].
A pergunta "Quem creu em nossa pregação?" (Isaías 53:1) é fundamental, pois aponta para a rejeição do Messias, que veio como um servo humilde e não como um rei glorioso, o que explica por que muitos não reconheceram Jesus.
O Novo Testamento faz referências diretas e indiretas a Isaías 53:1, aplicando-o a Jesus Cristo, especialmente em passagens como Romanos 10:16-17, onde Paulo cita a pergunta: "Senhor, quem creu em nossa pregação?", conectando-a com a fé em Cristo.
Paulo usa a pergunta de Isaías para mostrar que a fé vem da mensagem (o Evangelho) e que muitos não acreditaram nela, assim como não acreditaram no servo profetizado.
Em João 12:38, a mesma pergunta é citada para explicar a incredulidade de muitos em Jesus, cumprindo a profecia do servo sofredor que seria desprezado: "Para que se cumprisse a palavra do profeta Isaías, que diz: Senhor, quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do Senhor?".
Outros Exemplos de Referências:
Em Atos 8:32-33: Filipe explica o Evangelho a um etíope, lendo Isaías 53:7-8, que descreve o servo sendo levado ao matadouro e silenciado, relacionando isso diretamente ao sofrimento de Jesus.
Isaías 53 descreve um "Servo do Senhor" que sofreria, seria desprezado e levaria sobre si as iniquidades do povo, sendo ferido por suas transgressões, o que o Novo Testamento interpreta como Jesus Cristo.
A profecia de que "pelas suas pisaduras fomos sarados" e que Ele justificaria muitos é vista no Novo Testamento como o poder redentor da morte e ressurreição de Jesus.
1 Pedro 2:23-24, diz: - "Quando insultado, não revidava; quando sofria, não fazia ameaças, mas entregava-se Àquele que exerce plena justiça em seu juízo. 24- Ele levou pessoalmente todos os nossos pecados em seu próprio corpo sobre o madeiro, a fim de que morrêssemos para os pecados e, então, pudéssemos viver para a justiça; por intermédio das suas feridas fostes curados.
A citação bíblica em 1 Pedro 2, conectam o sofrimento físico de Jesus na crucificação (as "pisaduras" ou "feridas") diretamente à justificação espiritual e redenção da humanidade.
A passagem enfatiza que o sacrifício de Jesus não foi apenas um evento histórico, mas um ato redentor com consequências diretas para a vida dos crentes, permitindo que eles "morrendo para os pecados, pudessem viver para a justiça". Ele carregou os pecados, não como um pecador, mas como um substituto pelos pecadores.
⁶ Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos. Is. 53:6
"Afinal, vivíeis como ovelhas desgarradas, porém agora fostes convertidos ao Pastor e Bispo de vossas almas. (1 Pe. 2:25)
Pastor (Poimēn): Refere-se àquele que guia, protege e alimenta o rebanho. Indica o cuidado constante de Jesus em prover o que é necessário para a vida espiritual dos fiéis.
Bispo (Episkopos): Significa "guardião", "supervisor" ou "aquele que vigia". No contexto bíblico, descreve Jesus como aquele que vela e supervisiona o estado das nossas almas, garantindo que não nos percamos novamente.
Neste capítulo, Pedro está escrevendo para cristãos que enfrentavam sofrimentos e perseguições. Ele usa a metáfora da ovelha para mostrar que, antes de Cristo, estávamos sem rumo e proteção, mas através do sacrifício de Jesus (Pe. 2:21-24), fomos trazidos de volta para debaixo da autoridade e do cuidado amoroso de Deus.
João 3:16 é um dos versículos mais conhecidos da Bíblia, afirmando que "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna", por amor a mim e a você Deus prova o seu amor incondicional entregando o seu Filho Jesus Cristo, como sacrifício por nós, cumprindo a promessa da salvação e de vida eterna a todo aquele que nele crê.
O amor de Deus por nós, em Isaías 53 se refere ao sacrifício de Jesus Cristo, o Messias, que tomou sobre Si as dores e transgressões da humanidade, sendo ferido e castigado por nós para trazer paz, cura e salvação, demonstrando um amor sacrificial e redentor.
O capítulo 53 descreve um Servo sofredor, desprezado e rejeitado, mas que, por amor, cumpre o propósito de Deus de expiar os pecados, sendo esmagado pelas nossas iniquidades para que possamos viver e brilhar Sua luz.
Isaías 53 faz referência ao Amor Sacrificial de Jesus por nós ao profetizar que: Ele se entregou em nosso lugar, um ato de amor supremo (Is. 53:5-6); Ele tomou sobre Si as enfermidades e dores que eram nossas (Is. 53:4); Seu castigo trouxe paz e Suas feridas (pisaduras) trouxeram cura (Is. 53:5); Ele foi moído por causa das nossas iniquidades, sendo o cordeiro ofertado em nosso resgate (Is. 53:5,7).
💢Autoria do Estudo Bíblico: Elizabeth Nogueira💢
"Alto Preço" - Asaph Borba
Pão da Vida - Pr. Claudio Claro - (Tabernáculo de Davi)

Nenhum comentário:
Postar um comentário