Após a destruição de Jerusalém e o exílio inicial, os judeus sobreviventes reunidos em Mizpá, estavam desesperados e inseguros sobre seu futuro. Sem saber se deveriam permanecer em Judá ou fugir para o Egito.
Em vez de permanecerem na terra como Deus havia instruído e prometido ser com eles os livrando e abençoando, líderes militares e o povo remanescente queriam ir para o Egito, buscando segurança.
Jeremias 42 descreve o momento em que os capitães dos exércitos Joanã, filho de Careá, Jezanias, filho de Hosaías - junto com todo o povo restante de Judá, do menor ao maior, foram até o profeta Jeremias.
E, pediram a Jeremias que orasse ao Senhor, seu Deus, por eles, pedindo que Deus lhes mostrasse o caminho seguir e o que fazer, se deveriam fugir para o Egito ou permanecer na terra - já que eram poucos (pequeno remanescente) necessitavam de orientação divina (v. 1-3).
Eles pediram a Jeremias que consultasse o Senhor por eles, prometendo obedecer a qualquer palavra que Deus desse, como diz Jeremias 42:5.
O povo jurou obediência a Deus, independentemente da resposta. O povo promete solenemente obedecer a Deus, "seja o que for, bom ou mau", contanto que Jeremias interceda por eles para saber o caminho a seguir [Jeremias 42:1-6].
É um apelo pela sabedoria divina em um momento crítico, onde a vida deles dependia da decisão certa sobre seu futuro. O profeta aceita a tarefa, prometendo levar a oração ao Senhor e retornar com a mensagem exata de Deus, sem distorções (Jeremias 42:4).
O profeta Jeremias se compromete com um remanescente do povo de Judá, dizendo-lhe que ele oraria a Deus conforme o pedido deles e declararia fielmente toda e qualquer resposta divina, sem omitir nada, mostrando sua disposição em ser um verdadeiro porta-voz de Deus.
Imediatamente após essa promessa, o povo reitera seu juramento: "Seja o Senhor entre nós testemunha verdadeira e fiel, se não fizermos conforme toda a palavra que o Senhor, teu Deus, nos enviar por meio de ti" (Jeremias 42:5-6), demostrando uma aparente disposição para seguir a vontade de Deus.
O povo de Judá promete solenemente a Jeremias que obedeceriam a Deus, declarando que o Senhor seria sua testemunha fiel e que aceitariam qualquer ordem divina, seja boa ou má, para que tudo lhes corresse bem, reconhecendo a voz de Deus como sua direção.
Fizeram um juramento a Jeremias, prometendo seguir a palavra de Deus através dele. Pediram a Deus para ser sua testemunha e confirmaram que fariam tudo o que Ele dissesse, seja agradável ou não, para que pudessem prosperar. Reconheceram a voz de Deus como a única fonte de orientação e bênção, concordando em obedecer para que as coisas lhes "sucedessem bem".
Esses versículos são um momento de aparente fé e compromisso do povo com Deus, que se revelaria uma promessa quebrada, levando à sua própria destruição, como detalhado no restante do capítulo.
Após dez dias, a palavra do Senhor vem a Jeremias. Deus ordena que fiquem em Judá, prometendo protegê-los e edificá-los se permanecerem [Jeremias 42:10].
O versículo Jeremias 42:7, "E sucedeu que ao fim de dez dias veio a palavra do Senhor a Jeremias", marca o momento em que Deus finalmente respondeu ao pedido do povo judeu refugiado em Mizpa, que havia consultado Jeremias para saber se deveriam ir para o Egito, com o profeta recebendo a orientação divina após um período de espera.
Essa mensagem instruía o povo a permanecer na terra, prometendo segurança e restauração se obedecessem, mas ameaçando com destruição se fugissem para o Egito.
A palavra do Senhor veio a Jeremias, que então convocou o povo para transmitir a mensagem: Deus os edificaria e plantaria se ficassem, mas os destruiria se fossem para o Egito, pois Ele estaria com eles para salvá-los na terra, mas não se buscassem refúgio no Egito.
O resultado desse pedido é narrado nos versículos seguintes (Jeremias 42:7-22), onde Deus, através de Jeremias, os adverte contra ir para o Egito, prometendo juízo se desobedecessem. Mais tarde, no mesmo capítulo (Jeremias 42:18-22), eles desobedeceram a Deus e foram para o Egito, resultando em sua ruína, mostrando que sua promessa inicial não foi cumprida por desobediência (como descrito em Jeremias 43).
Deus adverte explicitamente que, se decidirem ir para o Egito por medo da guerra ou da fome, morreriam exatamente pela espada, pela fome e pela peste naquele lugar [Jeremias 42:15-18].
Jeremias confronta o povo, afirmando que eles foram hipócritas ao pedir direção, pois o coração deles já estava decidido a desobedecer caso a resposta não fosse a que desejavam, Jeremias 42:20-22.
Esses versículos de Jeremias 42:19-22 são uma mensagem do profeta Jeremias ao remanescente de Judá, que desejava fugir para o Egito após a queda de Jerusalém, alertando-os para não irem, pois Deus os advertiu que enfrentariam espada, fome e peste lá.
Que eles mesmos se enganaram ao pedir a orientação de Deus, quando não estavam dispostos a ouvi-la; e, que eles mesmo se comprometeram a obedecer qual fosse a direção de Deus, porém tudo fizeram ao contrário, desobedecendo à palavra divina.
Deus, por meio de Jeremias, declarou que não deveriam ir ao Egito, advertindo-os que a intenção de ir era um engano, que ficando estariam seguros, mas caso fossem para o Egito, morreriam.
O povo agiu com hipocrisia, pois no momento de angústia e indecisão, pediu a orientação de Deus, mas não estava disposto a obedecer a direção de Deus, caso fosse diferente de suas próprias escolhas.
E, desconsiderando a resposta de Deus a suas perguntas de para onde ir e o que fazer, foram para o Egito e morreram pela espada, fome e peste, as mesmas calamidades que temiam se tivessem ficado... (Jeremias 42:15-21).
O capítulo 43 do livro de Jeremias relata a desobediência do povo de Judá, que, ignorando o aviso divino, foge para o Egito, levando consigo o próprio profeta.
Após Jeremias transmitir que Deus ordenava que ficassem em Judá, líderes como Joanã e Azarias o acusaram de mentir e de ser influenciado por Baruque para entregá-los aos babilônios.
Em Jeremias 43, Baruque era o fiel secretário e amigo do profeta Jeremias, filho de Nerias, que ajudou a registrar e proclamar as profecias divinas, sendo acusado pelos líderes judeus de incitar o povo contra eles e de manipular Jeremias para irem ao Egito, sendo forçado a ir para lá com o profeta após a queda de Jerusalém.
O povo desobedece a Deus e viaja até a cidade de Tafnes, no Egito, forçando Jeremias e Baruque a acompanhá-los.
Por ordem de Deus, Jeremias enterra grandes pedras sob o pavimento da entrada do palácio de Faraó. Isso serviu como sinal de que o trono de Nabucodonosor seria estabelecido sobre aquelas pedras quando ele conquistasse o Egito.
Jeremias profetiza que Nabucodonosor destruirá os templos egípcios, levará seus ídolos e punirá os refugiados judeus com morte, cativeiro e espada.
O capítulo destaca a soberania de Deus sobre todas as nações e as consequências da desobediência. O povo buscou segurança no Egito em vez de confiar em Deus, mas a profecia revelou que o julgamento do qual tentavam fugir os alcançaria em solo estrangeiro.
Jeremias 43 mostra a futilidade de fugir da vontade de Deus e a desobediência persistente de Judá, que, ao buscar refúgio no Egito, retornando as práticas antigas de idolatria, selou seu próprio destino de julgamento e exílio.

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