"² Naquele dia o renovo do Senhor será cheio de beleza e de glória; e o fruto da terra excelente e formoso para os que escaparem de Israel". Isaías 4:2
Embora seja uma continuidade do dia de guerra referido no capítulo 3:24-26), o v.2 de Isaías 4 é uma profecia messiânica. O Renovo do Senhor (o "Ramo" ou "Broto" que traz vida nova) refere-se a Cristo que trará salvação, santidade, restauração e esperança após a seca espiritual causada pelo pecado, simbolizando a renovação, a salvação e a promessa de Deus de um novo começo.
"Renovo do Senhor" refere-se a Jesus Cristo. Tema central em passagens como Jeremias 23:5 e Isaías 4:2, Jesus Cristo, nosso refúgio, fonte de perdão e vida digna, que nos livra da vergonha e nos guia para a Canaã celestial.
Uma mensagem de esperança e purificação após o juízo divino, descrevendo como o Messias purificará Sião, restaurará o povo fiel.
Isaías 4 reforça o chamado (convite) de Deus para a santidade, pois o Renovo do Senhor (v. 2), trará a renovação espiritual aos cristãos, restaurando vidas, através de Sua fidelidade diária, como visto em Lamentações 3:22-23 e Salmo 51:10.
A profecia aponta para a vinda do Messias (o Renovo), que inaugurará o Reino de Deus, trazendo paz, justiça e santidade, cumprindo as promessas divinas para um remanescente fiel, tanto para Israel quanto para a Igreja.
Assim como Deus protegeu Israel, Ele oferece Sua presença protetora (nuvem e fogo) aos que Nele confiam. Deus proverá proteção e santidade, simbolizadas por uma nuvem de glória e fogo, como no Êxodo, culminando na restauração final em Seu Reino.
"Naquele dia", o capítulo começa com a devastação pós-guerra (referência a Isaías 3), por causa da grande quantidade de homens mortos na guerra, o número de mulheres excedia em muito o de homens (v. 1-4).
Jovens cairiam mortos diante dos exércitos da Síria, outros foram levados cativos. As mulheres apelaram aos poucos homens restantes para se casarem com elas, pedindo a proteção e o conforto do casamento, pois era vergonhoso não ter filhos, sendo visto até mesmo como castigo.
"Naquele Dia", os restantes de Sião os justos, serão chamados santos, e Deus lavará a "imundícia das filhas de Sião" e purificará Jerusalém com o "Espírito de justiça e de fogo" (vv. 2-4).
O fogo aqui tem um papel purificador, como o do ourives refinando a prata, separando os fiéis dos ímpios. Deus promete proteger Seu povo remanescente como uma "nuvem de fumaça" de dia e "chama de fogo" à noite, uma imagem que remete à coluna de nuvem e fogo que guiou Israel no deserto, oferecendo abrigo e segurança (vv. 5-6).
A profecia esclarece aos que permaneceram fiéis ao Senhor, e pelos quais Deus abençoaria a terra, que eles escapariam da devastação causada pela guerra (Isaías 3:25 e 26; Is 10:20-22; 37:31-32).

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