quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Aprender a Ver


🜲 Sobre o rei Salomão, em 1 Reis 4:32 é dito que: "Ele compôs três mil provérbios, e os seus cânticos chegaram a mil e cinco", descrevendo a sua sabedoria, profundidade intelectual e poética, como fruto da bênção de Deus, fama esta que se espalhou por todas as nações vizinhas (1 Reis 4:29-34). Também discorria sobre a natureza (plantas, animais, peixes); e era procurado por reis de todo o mundo para ouvir sua sabedoria.

Salomão é o autor de Provérbios, do capítulo 1 ao 29, de Eclesiastes e dos Salmos 72 e 127. Embora tenha composto muitos outros provérbios, apenas parte deles está registrada no livro de Provérbios. Curiosamente, Provérbios 24:23, diz: "Também estes são provérbios dos sábios".

Este estudo é baseado no capítulo 24 de Provérbios

          🜲 ⁵ O homem sábio é forte, e o homem de conhecimento consolida a força", (v.5) - ¹⁰ Se te mostrares fraco no dia da angústia, é que a tua força é pequena", (v.10)

Neste capítulo Salomão cita a conduta de quatro tipos de homem: 1. o Homem Sábio (v.5.a); 2. o Homem de conhecimento (V.5.b); e 3. o homem maligno (20); 4. o homem falto de entendimento (v.30)

O homem sábio e homem de conhecimento um complementa o outro, através de conselhos e discernimento, superando a força física e conquistando à vitória.

1. o Homem Sábio: tem a força inerente da sabedoria: influência e poder. é aquele que busca a instrução de Deus, controla suas palavras e emoções, é prudente, ouve conselhos, tem discernimento e se associa com outros sábios, demonstrando humildade e poder através do bom senso e da capacidade de perdoar, sendo uma fonte de vida e ensino para os outros (Prov. 13:20; 16:20-21; 17:27-28; 19:11; 24:5-6).

2. o Homem de Conhecimento: aumenta a força (física, financeira, de caráter) do homem sábio com estratégia e prudência, tornando-a mais eficaz; é aquele que busca a sabedoria, adquire entendimento, tem prudência, fala com moderação, e cujo discernimento o guia para decisões justas e uma vida próspera e pacífica, sendo a sabedoria, vinda do Senhor, a sua maior riqueza, (Prov. 2:5-6; 3:13-18; 15:33; 24:5-6).

Em contexto (v. 6 e 7):"Com prudência se faz a guerra, e na multidão de conselheiros há vitória" (tradução NVI). Isso mostra que a sabedoria leva à boa estratégia (fazer a guerra com prudência) e à busca por orientação (muitos conselheiros), resultando em sucesso, algo que apenas a força bruta, não alcança.

Destaca que inteligência, bom senso e conhecimento são mais valiosos e poderosos do que a mera força física, pois permitem planejar, vencer e prosperar de forma consistente.

O provérbio "Se te mostrares fraco no dia da angústia, é que a tua força é pequena" (Prov. 24:10) destaca a importância da resiliência e do preparo emocional e espiritual antes mesmo das crises chegarem.

O texto sugere que a adversidade não cria a fraqueza, mas apenas a revela; o "dia da angústia" funciona como um teste para a resistência que cultivamos no cotidiano.

O provérbio "Se te mostras fraco no dia da angústia, a tua força é pequena". de Provérbios 24:10, ecoa em Mateus 14:31, quando Jesus repreende Pedro por duvidar ao andar sobre as águas, dizendo: "Homem de pequena fé, por que duvidaste?".

Outro versículo chave é Mateus 17:20, onde Jesus explica que a fé do tamanho de um grão de mostarda pode mover montanhas: "E Jesus lhes disse: Por causa da vossa pequena fé; porque em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá - e há de passar; e nada vos será impossível".

Jesus usa a expressão "pequena fé" em momentos de dúvida e medo, como quando Pedro começou a afundar nas águas. Apesar de pequena, a fé é poderosa, como um grão de mostarda, capaz de realizar o impossível quando cultivada.

Provérbios 24:10 relaciona a "pequena força" na angústia com uma fé que não se apoia suficientemente em Deus, incentivando a confiar Nele nos momentos difíceis.

Esses versículos mostram que ter "pequena força", "pequena fé", não é um julgamento final, mas um chamado para fortalecer a confiança em Deus, especialmente diante dos desafios da vida, confiando que Ele é maior que qualquer problema.

O apóstolo Paulo, o Salmista, o profeta Isaías ensinam que as limitações humanas e sofrimentos são oportunidades para a manifestação do poder Deus e graça de Cristo.

𓂃✍︎2 Coríntios 12:9-10 - "Ele, porém, me disse: “A minha graça é suficiente para você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. Por isso, por amor de Cristo, regozijo-me nas fraquezas, nos insultos, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias. Pois, quando sou fraco é que sou forte" (NVI).

𓂃✍︎ Efésios 6:10: "Finalmente, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder."

𓂃✍︎ Filipenses 4:13: "Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece."

𓂃✍︎ Isaías 40:29: "Dá força ao cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor."

𓂃✍︎ Salmos 18:32: "Pois tu és o Deus que me cinge de força e aperfeiçoa o meu caminho."

        🜲 ¹¹ Se tu deixares de livrar os que estão sendo levados para a morte, e aos que estão sendo levados para a matança; - ¹² Se disseres: Eis que não o sabemos; porventura não o considerará aquele que pondera os corações? Não o saberá aquele que atenta para a tua alma? Não dará ele ao homem conforme a sua obra? Prov. 24:11-12

Ação e responsabilidade, uma instrução ao cristão a intervir para salvar aqueles que estão sendo injustamente levados à morte ou ao perigo, alertando que Deus, que conhece os corações, não aceitará a desculpa da ignorância e retribuirá a cada um segundo suas obras, destacando a importância da justiça e da proteção dos vulneráveis.

Em diferentes traduções:

Almeida Revista e Atualizada (ARA): "Livra os que estão sendo levados para a morte e salva os que cambaleiam indo para serem mortos".

Nova Versão Internacional (NVI): "Liberte os que estão sendo levados para a morte; detenha os que caminham trêmulos para a matança!".

Nova Versão Transformadora (NVT): "Liberte os que foram injustamente condenados a morrer; salve-os enquanto vão tropeçando para a morte".

Temos a obrigação de ajudar quem está em perigo iminente de morte, especialmente em situações de injustiça. A desculpa de "não sabíamos" não será aceita por Deus, que sonda os corações e conhece a verdade, exigindo nossa participação ativa na justiça. Deus retribuirá a cada pessoa conforme suas obras, valorizando a atitude de quem se importa em salvar vidas.

Provérbios 24:12, em diferentes traduções, enfatiza que, mesmo que alguém alegue ignorância ("Não o sabemos") sobre uma situação de injustiça ou perigo (alguém sendo levado à morte), Deus, que pesa os corações e conhece as almas, está ciente de tudo, das intenções e da omissão, e retribuirá a cada pessoa de acordo com suas obras.

A mensagem sobre a responsabilidade moral e a soberania divina, mostra que desculpas de desconhecimento não invalidam o julgamento de Deus que vê além das aparências e conhece os motivos. O versículo, parte de uma sequência de provérbios (Prov. 24:10-12) exorta à ação em momentos de perigo e injustiça, e adverte contra a omissão.

"Aquele que pondera os corações" / "Aquele que atenta para a tua alma": Refere-se a Deus, que conhece profundamente as intenções, os pensamentos e os motivos internos das pessoas, não apenas suas ações externas.

"Não dará ele ao homem conforme a sua obra?": Indica que Deus julgará e retribuirá a cada um não pelo que diz, mas pelo que realmente faz ou deixa de fazer, com base na verdade de seus corações.

O versículo desmascara a tentativa de se eximir de responsabilidade dizendo "não sabíamos", mostrando que Deus conhece a verdade por trás dessa alegação. Deus vê a verdade e julga com base na conduta e nas intenções verdadeiras de cada um, e não em desculpas ou fingimentos.

          🜲 ¹³ Come mel, meu filho, porque é bom; o favo de mel é doce ao teu paladar. Prov. 24:13 - ¹⁴ Assim será para a tua alma o conhecimento da sabedoria; se a achares, haverá galardão para ti e não será cortada a tua esperança. Prov. 24:14

O versículo de Provérbios 24:13 é uma metáfora que ensina que a sabedoria é boa e prazerosa para a alma, assim como o mel é bom para o corpo, prometendo um futuro e esperança para quem a busca, conforme o versículos seguinte. (Pv 24:14).

Ele exalta o valor da sabedoria, comparando-a com algo nutritivo e delicioso que traz bênçãos e não desaponta, incentivando a busca por um conhecimento que traz alegria e um bom porvir.

O Mel como Símbolo: O mel é um alimento natural que revitaliza, tem um sabor agradável e é nutritivo, representando os benefícios da sabedoria.

A Sabedoria para a Alma: Assim como o mel satisfaz o paladar, o conhecimento da sabedoria satisfaz e nutre a alma, trazendo alegria e satisfação.

Recompensa e Futuro: A busca pela sabedoria não é em vão; ela oferece um "galardão" (recompensa), um futuro promissor e uma esperança que não será frustrada, como afirmam as versões NVI e NAA.

Saúde e Prazer: A sabedoria não é apenas benéfica espiritualmente, mas também para a vida prática, promovendo saúde e bem-estar em diversas áreas.

O provérbio, sugere saborear e buscar a sabedoria, pois ela é tão boa para a vida quanto o mel para o corpo, trazendo alegria, propósito e um futuro próspero.

A sabedoria não é apenas um acúmulo de dados, mas um investimento com retorno garantido para o futuro. Assim como o mel (mencionado no versículo anterior), ela traz prazer imediato à alma.

Existe Recompensa: O "galardão" indica que o discernimento gera resultados concretos em suas decisões. Segurança no Futuro: A esperança baseada na sabedoria divina não é frustrada, pois ela pavimenta um caminho sólido.

Provérbios 24:15-20 exorta o ímpio a não armar ciladas contra o justo, pois, embora o justo caia, ele se levantará, enquanto o ímpio tropeçará no mal, sendo que a alegria com a queda do inimigo desagrada a Deus, que pode desviar Sua ira para o justo; a sabedoria bíblica, portanto, aconselha não se indignar ou invejar o ímpio, pois a prosperidade dos maus é passageira, sua lâmpada se apagará, e o homem maligno não terá galardão.

          🜲 ²⁰ Porque o homem maligno não terá galardão, e a lâmpada dos ímpios se apagará. Prov. 24:20.

Significa que a maldade não traz recompensa duradoura ou um bom futuro, e a vida dos perversos, embora possa brilhar por um tempo, eventualmente chegará ao fim e será esquecida, contrastando com a sabedoria que promete esperança e um destino melhor, pois não há futuro para quem pratica o mal.

1. "Não terá galardão": O "galardão" (recompensa, futuro) prometido ao homem maligno não é positivo; na verdade, ele não terá um final feliz ou um legado duradouro, diferente do galardão que o justo (sábio) recebe.

2. "A lâmpada dos ímpios se apagará": A "lâmpada" simboliza a vida, o brilho, a influência ou a prosperidade do ímpio (tolo/insensato). Assim como uma lâmpada se apaga, a vida e o poder do perverso cessarão, sem deixar rastro duradouro,

3. o Homem Maligno: perverso, vil (ou "de Belial") planeja o mal (Prov. 16:27), violento, semeia discórdia, caluniador, espalha boatos (Prov. 16:28-29); trama iniquidades, semeia contendas, mentiroso, presta falso testemunho, malicioso continuamente (Prov. 6:12-18; Prov. 8:13); não terá galardão (Prov. 24:20).

O provérbio adverte para não invejar os malfeitores, pois, embora pareçam prosperar, seu fim é a destruição e o esquecimento. O livro de Provérbios frequentemente contrasta a vida do justo, que tem esperança e sabedoria, com a do ímpio, cujo caminho leva à ruína, reforçando a ideia de que a maldade não compensa a longo prazo.

Significado e Lições:

Resiliência do Justo: A queda do justo não é o fim; ele se levanta, mostrando força e fé.

Queda do Ímpio: O mal que o ímpio faz a si mesmo, o derrubando.

Amor ao Inimigo: A instrução de não se alegrar com a desgraça do inimigo, pois isso revela um coração impuro aos olhos de Deus.

Paciência com o Mal: A sabedoria aconselha não se irritar ou invejar os ímpios, pois a justiça de Deus prevalecerá no final.

          🜲 ²¹ Teme ao Senhor, filho meu, e ao rei, e não te ponhas com os que buscam mudanças; - ²² Porque de repente se levantará a sua destruição, e a ruína de ambos, quem o sabe? - Prov. 24:21-22

Salomão instrui o filho a temer a Deus e a respeitar a autoridade do rei, aconselhando a não se envolver com aqueles que buscam "mudanças" (revoltas/rebelião), pois a destruição deles virá de repente e inesperadamente, sendo um aviso contra a desobediência e a associação com pessoas iníquas, pois o fim dos maus é a perdição, conforme diversas traduções bíblicas.

1. "Teme ao Senhor, filho meu, e ao rei": Enfatiza a importância de temer a Deus (respeitar e obedecer) e também de respeitar o rei (autoridade terrena estabelecida), pois ambos representam a ordem e a justiça divinas.

2. "e não te ponhas com os que buscam mudanças": "Mudanças" aqui se refere a revoltas, rebeliões ou a instigação de desordem, sendo um conselho para não se juntar a grupos que tramam contra a ordem estabelecida.

3. "Porque, de repente, se levantará a sua perdição": Avisa que a ruína daqueles que promovem o caos e a rebelião será súbita e iminente, e ninguém saberá de onde veio.

Adverte sobre os perigos de se associar com pessoas más e de invejar os ímpios, destacando que a sabedoria está em seguir os caminhos de Deus e não os dos rebeldes, cujos fins são desastrosos.

Salomão adverte (v.22) contra a rebelião e a desobediência ao rei e a Deus, alertando que a destruição daqueles que se opõem repentinamente chegará, e ninguém saberá de onde veio ou quando exatamente, ressaltando a imprevisibilidade e a certeza da punição divina e das autoridades.

A mensagem central é: não se envolva com quem busca mudanças ou revoltas, pois a ruína deles virá de forma inesperada e avassaladora, uma calamidade que pode ser tanto de Deus quanto do rei. E quem pode prever tal desfecho?.

"Teme ao SENHOR, filho meu, e ao rei, e não te entremetas com os que buscam mudanças." (Prov. 24:21 - ARC/ARA): O versículo anterior estabelece o cenário, instruindo a ter temor a Deus e respeito pela autoridade do rei, e a não se associar com rebeldes ou agitadores.

"Porque, de repente, se levantará a sua destruição, e a ruína de ambos, quem o sabe?" (Prov. 24:22 - ARC/ARA): A consequência para quem se rebela é a destruição súbita e iminente, e a magnitude dessa ruína é incerta e imprevisível para os que não estão envolvidos.

Em outras palavras: a rebelião e a desobediência trazem consequências rápidas e severas. Ninguém pode prever a dimensão exata ou o momento preciso da punição, mas ela virá. É um ALERTA à estabilidade e à boa cidadania, não se envolvendo em movimentos que desafiam a ordem estabelecida por Deus e pelo governo legítimo.

Os provérbios seguintes (v. 23-34) ensinam sobre justiça, retidão e as consequências da preguiça, destacando que não se deve ser parcial no julgamento; que a verdade traz bênçãos; a repreensão correta é boa; a retidão nos lábios é abençoada; a sabedoria exige trabalho e planejamento (preparar a obra antes de edificar a casa) e que a falta de diligência leva à pobreza.

O texto contrasta a repreensão do ímpio (que traz maldição) com a repreensão do justo (que traz bênção) e a beleza das palavras retas, alertando contra falsas testemunhas e a vingança pessoal, e ilustrando a ruína do preguiçoso.

Resumo dos Principais Pontos:

1. Justiça e Imparcialidade (v. 23-26): Não ser parcial no julgamento. Dizer que o ímpio é justo atrai maldição; repreender o ímpio traz bênção. Palavras retas são bem-vindas e abençoadas.

2. Trabalho e Sabedoria (v. 27): Planeje e faça sua obra no campo (externa) antes de construir sua casa (interna/família).

3. Integridade e Honestidade (v. 28-29): Não testemunhe falsamente contra o próximo. Não se vingue; pague a cada um conforme sua obra.

4. Perigo da Preguiça (v. 30-34):O campo do preguiçoso está cheio de ervas daninhas e seu muro, derrubado. Pequeno sono e cochilo levam à pobreza, que vem rápido como um assaltante.

Uma advertência à ação justa, à integridade e ao trabalho diligente, contrastando com a parcialidade, a inatividade e a vingança, que trazem ruína.

          🜲 ²⁹ "Não digas: Como ele me fez a mim, assim o farei eu a ele; pagarei a cada um segundo a sua obra", Prov. 24:29

Essa é uma poderosa lição sobre integridade e autocontrole, pois nos desafia a quebrar o ciclo da vingança, deixando o julgamento final para Deus em vez de agir pelo impulso do "olho por olho".

A mensagem central é: a nossa conduta não deve ser ditada pelo erro alheio, mas pelos nossos próprios princípios éticos e espirituais.

Em vez de retribuir o mal com o mal, a sabedoria bíblica sugere que a justiça verdadeira não nasce da revanche pessoal, mas da confiança na justiça divina.

         🜲 ³⁰ Passei pelo campo do preguiçoso, e junto à vinha do homem falto de entendimento, ³¹ Eis que estava toda cheia de cardos, e a sua superfície coberta de urtiga, e o seu muro de pedras estava derrubado. Prov. 24:30,31.

1. Plantas espinhosas, ou cardos, e urtigas: são ervas daninhas, e competem com as videiras por água, nutrientes e luz solar, especialmente durante períodos críticos de crescimento.

Causam interferência na colheita e poda, pois suas folhas e caules espinhosos e urticantes tornam o manejo manual, como a poda e a colheita, mais difícil e desconfortável para os trabalhadores.

A disseminação é rápida, os cardos, em particular, espalham-se rapidamente através de sementes transportadas pelo vento, enquanto as urtigas se propagam via rizomas subterrâneos, exigindo controle proativo para prevenir infestações generalizadas, como a prevenção, monitorando a entrada de sementes ou agindo rapidamente ao sinal dos primeiros brotos.

2. Muro de pedras em Ruínas: A cerca de pedra que protegia o campo está derrubada, destruída, representando a falta de limites, proteção e estrutura na vinha do preguiçoso, deixando-a vulnerável a problemas e dificuldades.

A desordem, falta de cuidado e decadência que resultam da preguiça e falta de diligência, levam à pobreza, pois é um reflexo direto da inação e falta de cuidado do proprietário. A ruína do muro leva à invasão de espinhos e ervas daninhas, mostrando que a negligência destrói a propriedade e a prosperidade, além de prejudicar as terras vizinhas.

3. o homem falto de entendimento: tolo, insensato, não pondera as consequências de suas ações ou da ausência delas. Sem inteligência ou sabedoria. O provérbio adverte que a falta de esforço (dormir demais, descansar à toa) levará à pobreza e à escassez, como um assalto.

Provérbios 17:18, descreve o homem falto de entendimento, como aquele que age sem juízo, ao se comprometer como fiador (garantidor de dívida) para seu próximo, o que geralmente leva à ruína e problemas, mostrando falta de sabedoria e prudência financeira.

          🜲 ³² O que eu tenho visto, o guardarei no coração, e vendo-o recebi instrução. Prov. 24:32

1. "O que eu tenho visto, o guardarei no coração": Significa prestar atenção e internalizar as experiências, não apenas ver de forma superficial.

2. "e vendo-o recebi instrução": A partir dessa observação cuidadosa, o sábio tira uma lição prática e aprende a agir com sabedoria.

A "instrução" aprendida ao observar a cena de negligência, como um campo cheio de plantas espinhosas (cardos) e de urtigas, muro de pedras em ruínas, é que neste caso a pobreza, a necessidade, a privação são consequências da preguiça.

         🜲 ³³ Um pouco a dormir, um pouco a cochilar; outro pouco deitado de mãos cruzadas, para dormir, ³⁴ Assim te sobrevirá a tua pobreza como um vagabundo, e a tua necessidade virá como um ladrão armado. Prov. 24:33,34

A preguiça e a procrastinação, trazem consequências negativas, repentinas, como um ataque surpresa num assalto. A falta de diligência no trabalho e na gestão da vida conduzem à pobreza e à privação.

Em provérbios, "vagabundo" se refere à pessoa ociosa, sem rumo ou trabalho, preguiçoso, irresponsável, tolo, insensato, "homem falto de entendimento" que precisa de direção, estabilidade, sabedoria (Prov. 6:6-11, 10:4, 12:24, 24:34).

Salomão destaca que a sabedoria vem de APRENDER a observar os acontecimentos comuns e extraordinários a nossa volta, meditando e extraindo lições de vida. E, sugere que sejamos observadores atentos e aprendizes contínuos, usando as experiências, próprias ou alheias, como fonte de sabedoria. É necessário: Aprender a ver.

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