O estudo de hoje toma como base os questionamentos feitos em Provérbios capítulo 20.
O 1º questionamento está em Provérbios 20:6 - ⁶ "A multidão dos homens apregoa a sua própria bondade, porém o homem fidedigno quem o achará?"
A frase "apregoa a sua própria bondade" significa que muitos anunciam ou se gabam das suas próprias qualidades e boas ações, mas encontrar alguém verdadeiramente fiel, digno de confiança (um "homem fidedigno") é raro e difícil, pois as palavras são fáceis, mas as atitudes consistentes são raras.
É mais fácil encontrar homens de ego inflamado, que falam demais sobre si mesmo, são exagerados sobre sua bondade e misericórdia... do que encontrar os que o são de verdade; que agem com justiça, fidelidade, compaixão, integridade.
A Bíblia NVI (Nova Versão Internacional) diz: "Muitos se dizem amigos leais, mas quem encontrará um homem fiel?".
Autoelogio é comum quase todo mundo proclama suas próprias qualidades, mas isso é fácil de fazer.
Um homem "fidedigno", ou seja, fiel, digno de confiança, íntegro é uma pessoa difícil de encontrar porque suas ações correspondem à sua fala, e poucos vivem de acordo com a verdade.
Em vez de confiar apenas nas palavras, o versículo sugere que devemos observar o caráter e as ações de uma pessoa, especialmente como ela trata os outros, para discernir a verdadeira bondade e fidelidade.
O versículo contrasta a facilidade de se vangloriar com a raridade da verdadeira integridade, destacando que a fidelidade genuína é um tesouro difícil de encontrar no meio da multidão que apenas fala de si mesma, sem credibilidade, porque suas palavras destoam de suas atitudes.
Provérbios 20:7 afirma que: ⁷ "O justo anda na sua sinceridade; bem-aventurados serão os seus filhos depois dele", porque uma pessoa justa, que vive com integridade e sinceridade, com honestidade, ética, boa-fé e retidão, buscando o bem e não lesar ninguém deixa um legado de bênção para seus filhos, que serão felizes por terem seguido exemplo de retidão dos pais. O caráter vale mais que riquezas materiais, sendo a verdadeira herança e inspiração para as futuras gerações,
A vida íntegra do pai justo é uma grande bênção para os filhos, pois eles se orgulham de seu caráter e são inspirados a seguir seus passos, recebendo uma herança de valores e bom exemplo.
O 2º questionamento está em Provérbios 20:9 - ⁹ "Quem poderá dizer: Purifiquei o meu coração, limpo estou de meu pecado?".
Ninguém pode dizer com verdade que purificou sem coração e está limpo de pecado., pois o versículo traz uma pergunta retórica; e, incentivando humildade em vez de orgulho, aponta a falibilidade humana e a impossibilidade de pureza absoluta por esforço próprio, lembrando que todos têm falhas e necessitam da graça e da misericórdia de Deus para a verdadeira purificação.
A passagem não espera uma resposta, mas questiona a capacidade humana de alcançar a pureza total, pois o coração humano é propenso ao pecado, e ninguém pode se declarar perfeitamente justo.
O versículo nos convida a reconhecer nossas próprias falhas, em vez de julgar os outros, e a buscar a Deus em vez de confiar em nossa própria justiça. A verdadeira purificação não vem por afirmações, mas pela disciplina, arrependimento e submissão à graça divina, que transforma o coração.
Outros versículos semelhantes que reforçam essa ideia de imperfeição humana e a necessidade de reconhecimento incluem 1 João 1:8 - "Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós". Romanos 3:23 - "pois todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus". Tiago 3:2 - "Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça em palavra, homem perfeito é, capaz de refrear todo o corpo".
Este versículos não são uma condenação, mas um convite à humildade e autoconsciência, mostrando que a perfeição moral não é alcançável por esforço humano, mas requer o reconhecimento da nossa falibilidade e a busca pela graça divina, pela salvação.
Conforme Provérbios 20:11,12 - ¹¹ "Até a criança se dará a conhecer pelas suas ações, se a sua obra é pura e reta. ¹² O ouvido que ouve, e o olho que vê, o Senhor os fez a ambos".
Ensina que o caráter de uma criança é revelado por suas ações, mostrando se são puras e justas, e que tanto a capacidade de ouvir (ouvido) quanto de ver (olho) são dons de Deus, enfatizando a importância de estar atento e usar esses sentidos para o bem. O versículo 11 destaca que o comportamento revela a índole de uma pessoa desde cedo.
O versículo 12 ressalva que Deus criou nossos ouvidos e olhos significando que temos responsabilidade com o que vemos e ouvimos, observamos, testemunhamos, para discernir e agir. Deus nos deu órgãos essenciais ao aprendizado e a percepção, para entender e julgar corretamente, para decidir com sabedoria.
O 3º questionamento está em Provérbios 20:24 - ²⁴ "Os passos do homem são dirigidos pelo Senhor; como, pois, entenderá o homem o seu caminho?"
O provérbio afirma que o Senhor guia os passos humanos, tornando impossível para o homem compreender totalmente o seu próprio caminho. A mensagem destaca a soberania divina, sugerindo que, mesmo diante de obstáculos, o caminho está sendo dirigido por Deus, e não pelos planos próprios.
Provérbios 20:27-28, diz que - ²⁷ "O espírito do homem é a lâmpada do Senhor, que esquadrinha todo o interior até o mais íntimo do ventre. ²⁸ Benignidade e verdade guardam ao rei, e com benignidade sustém ele o seu trono".
Estes versículos exploram a relação entre a consciência humana, a orientação divina e as virtudes necessárias para a liderança justa. Em muitas traduções e interpretações bíblicas, esses versículos podem ser entendidos da seguinte maneira:
Provérbios 20:28, enfatiza que a autoridade e a estabilidade de um líder ou rei são mantidas por meio da "benignidade", misericórdia, bondade e da "verdade" (ou fidelidade), e que a benignidade sustém o seu trono, ou seja, a compaixão e a honestidade são a base de um governo duradouro e justo.
Conforme Provérbios 20:27 - ²⁷ "O espírito do homem é a lâmpada do Senhor, que esquadrinha todo o interior até o mais íntimo do ventre", o espírito humano (consciência) é comparado a uma "lâmpada do Senhor, sugere que Deus usa a nossa consciência inata para iluminar e examinar nossos pensamentos, motivações e o "mais íntimo do ventre" (o cerne de quem somos).
Indica que Deus colocou em nós um espírito que funciona como uma luz, um meio pelo qual Ele pode nos conhecer verdadeiramente. Significa que essa "lâmpada" (o espírito) permite que Deus veja e analise tudo dentro de nós, nossas motivações, desejos e o fundo do nosso coração, sem que nada Lhe seja oculto.
É um lembrete de que, por mais que tentemos esconder nossas intenções dos outros, não podemos enganar a Deus, pois Ele conhece e examina o mais profundo de nosso ser através do nosso próprio espírito.
A frase "o Senhor, que esquadrinha todo o interior" refere-se à capacidade de Deus de sondar profundamente os pensamentos, intenções e o coração humano, como descrito em passagens bíblicas como Jeremias 17:10 e Provérbios 20:27, indicando que Deus esquadrinha, vasculha, conhece a verdade oculta por trás das aparências, recompensando ou agindo conforme o que está no íntimo de cada um, não apenas suas ações externas.
Em Jeremias 17:10, a Bíblia declara: "Eu, o Senhor, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos; e isso para dar a cada um segundo os seus caminhos e segundo o fruto das suas ações".
"Esquadrinha meu coração" é um pedido bíblico, encontrado também em Salmos 26:2 - "Examina-me, SENHOR, e prova-me; esquadrinha a minha mente e o meu coração", e expressa o desejo de ter o coração e a mente examinados por Deus para que Ele revele a verdade, avalie as intenções e recompense as ações de cada um, mostrando a dependência da integridade e da verdade divina.
Significa pedir a Deus para investigar profundamente o interior, sondando os pensamentos e as motivações mais íntimas, para que a pessoa possa viver em retidão e fidelidade a Ele.
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