terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Um Menino nos Nasceu


O capítulo 9 do livro de Isaías é uma das passagens mais conhecidas do Antigo Testamento, especialmente por suas profecias messiânicas:

        ² O povo que andava em trevas, viu uma grande luz, e sobre os que habitavam na região da sombra da morte resplandeceu a luz. ⁶ Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado estará sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. Isaías 9:2,6

O capítulo começa descrevendo um tempo de escuridão e aflição para as regiões de Zebulom e Naftali (Galileia) do gentios - que foram os primeiros a sofrer com as invasões e exílios pelos assírios - que seria transformado por uma "grande luz" [1, 2].

A passagem é uma profecia messiânica que prenuncia a vinda de uma grande luz (Jesus Cristo) à região da Galileia, que na época era vista como uma área de trevas espirituais e opressão [1].

O texto continua em Mateus 4:15-16 do Novo Testamento, onde é explicitamente aplicado ao ministério de Jesus na região:

          "Terra de Zebulom, e terra de Naftali, Caminho do mar, além do Jordão, Galileia das nações; O povo que andava em trevas viu uma grande luz, e aos que estavam assentados na região e sombra da morte, a luz raiou." (Mateus 4:15-16, Almeida Corrigida Fiel)

Essa profecia marca o início do trabalho de Jesus em Cafarnaum, cumprindo a promessa de que a salvação e a esperança chegariam a uma área marginalizada e considerada distante de Deus.


O versículo 6 de Isaías 9 é o ponto central, anunciando o nascimento de um menino que traria o governo sobre seus ombros. Ele é identificado por quatro títulos divinos: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz [1, 2].

Cada nome descreve um atributo de Jesus Cristo:

Maravilhoso Conselheiro: Refere-se à sua sabedoria infinita e capacidade de guiar a humanidade.

Deus Forte: Manifesta sua divindade e poder onipotente.

Pai da Eternidade: Indica sua natureza eterna e o cuidado paternal que tem com a criação.

Príncipe da Paz: Aponta para aquele que estabelece a harmonia entre Deus e os homens

A profecia afirma que o governo deste descendente de Davi será marcado pela justiça e pelo juízo, e não terá fim [1].

A segunda metade do capítulo detalha a arrogância de Israel (Efraim) e a consequente punição divina. Apesar dos avisos, o povo não se voltou para Deus, resultando em julgamento contínuo [1, 2].


terça-feira, 8 de novembro de 2011

Cecília Meireles



"...Liberdade, essa palavra
que o sonho humano alimenta
que não há ninguém que explique
e ninguém que não entenda..."

(Romanceiro da Inconfidência)

Filha de Carlos Alberto de Carvalho Meireles, funcionário do Banco do Brasil S.A., e de D. Matilde Benevides Meireles, professora municipal, Cecília Benevides de Carvalho Meireles nasceu em 7 de novembro de 1901, na Tijuca, Rio de Janeiro. Foi a única sobrevivente dos quatros filhos do casal. O pai faleceu três meses antes do seu nascimento, e sua mãe quando ainda não tinha três anos. Criou-a, a partir de então, sua avó D. Jacinta Garcia Benevides. Escreveria mais tarde:

"Nasci aqui mesmo no Rio de Janeiro, três meses depois da morte de meu pai, e perdi minha mãe antes dos três anos. Essas e outras mortes ocorridas na família acarretaram muitos contratempos materiais, mas, ao mesmo tempo, me deram, desde pequenina, uma tal intimidade com a Morte que docemente aprendi essas relações entre o Efêmero e o Eterno. (...) Em toda a vida, nunca me esforcei por ganhar nem me espantei por perder. A noção ou o sentimento da transitoriedade de tudo é o fundamento mesmo da minha personalidade. (...) Minha infância de menina sozinha deu-me duas coisas que parecem negativas, e foram sempre positivas para mim: silêncio e solidão. Essa foi sempre a área de minha vida. Área mágica, onde os caleidoscópios inventaram fabulosos mundos geométricos, onde os relógios revelaram o segredo do seu mecanismo, e as bonecas o jogo do seu olhar. Mais tarde foi nessa área que os livros se abriram, e deixaram sair suas realidades e seus sonhos, em combinação tão harmoniosa que até hoje não compreendo como se possa estabelecer uma separação entre esses dois tempos de vida, unidos como os fios de um pano."

Concluiu seus primeiros estudos — curso primário — em 1910, na Escola Estácio de Sá, ocasião em que recebeu de Olavo Bilac, Inspetor Escolar do Rio de Janeiro, medalha de ouro por ter feito todo o curso com "distinção e louvor". Diplomando-se no Curso Normal do Instituto de Educação do Rio de Janeiro, em 1917, passou a exercer o magistério primário em escolas oficiais do antigo Distrito Federal.

Dois anos depois, em 1919, publicou seu primeiro livro de poesias, "Espectro". Seguiram-se "Nunca mais..." e "Poema dos Poemas", em 1923, e "Baladas para El-Rei", em 1925.

Casou-se, em 1922, com o pintor português Fernando Correia Dias, com quem tem três filhas: Maria Elvira, Maria Mathilde e Maria Fernanda, esta última artista teatral consagrada. Suas filhas lhe deram cinco netos.

Publicou, em Lisboa - Portugal, o ensaio "O Espírito Vitorioso", uma apologia do Simbolismo.

Correia Dias suicidou-se em 1935. Cecília casou-se, em 1940, com o professor e engenheiro agrônomo Heitor Vinícius da Silveira Grilo.

De 1930 a 1931, manteve no Diário de Notícias uma página diária sobre problemas de educação.

Em 1934, organizou a primeira Biblioteca Infantil do Rio de Janeiro, ao dirigir o Centro Infantil, que funcionou durante quatro anos no antigo Pavilhão Mourisco, no bairro de Botafogo.

Proferiu, em Lisboa e Coimbra - Portugal, conferências sobre Literatura Brasileira.

De 1935 a 1938, lecionou Literatura Luso-Brasileira e Técnica e Crítica Literária, na Universidade do Distrito Federal (hoje UFRJ).

Publicou, em Lisboa - Portugal, o ensaio "Batuque, Samba e Macumba", com ilustrações de sua autoria.

Colaborou ainda ativamente, de 1936 a 1938, no jornal A Manhã e na revista Observador Econômico.

A concessão do Prêmio de Poesia Olavo Bilac, pela Academia Brasileira de Letras, ao seu livro Viagem, em 1939, resultou de animados debates, que tornaram manifesta a alta qualidade de sua poesia.

Publicou, em 1939/1940, em Lisboa - Portugal, em capítulos, "Olhinhos de Gato" na revista "Ocidente".

Em 1940, lecionou Literatura e Cultura Brasileira na Universidade do Texas (USA).

Em 1942, tornou-se sócia honorária do Real Gabinete Português de Leitura, no Rio de Janeiro (RJ).

Aposentou-se em 1951 como diretora de escola, porém continuou a trabalhar, como produtora e redatora de programas culturais, na Rádio Ministério da Educação, no Rio de Janeiro (RJ).

Em 1952, tornou-se Oficial da Ordem de Mérito do Chile, honraria concedida pelo país vizinho.

Realizou numerosas viagens aos Estados Unidos, à Europa, à Ásia e à África, fazendo conferências, em diferentes países, sobre Literatura, Educação e Folclore, em cujos estudos se especializou.

Tornou-se sócia honorária do Instituto Vasco da Gama, em Goa, Índia, em 1953.

Em Délhi, Índia, em 1953, foi agraciada com o título de Doutora Honoris Causa da Universidade de Délhi.

Recebeu o Prêmio de Tradução/Teatro, concedido pela Associação Paulista de Críticos de Arte, em 1962.

No ano seguinte, ganhou o Prêmio Jabuti de Tradução de Obra Literária, pelo livro "Poemas de Israel", concedido pela Câmara Brasileira do Livro.

Seu nome é dado à Escola Municipal de Primeiro Grau, no bairro de Cangaíba, São Paulo (SP), em 1963.

Faleceu no Rio de Janeiro a 9 de novembro de 1964, sendo-lhe prestadas grandes homenagens públicas. Seu corpo foi velado no Ministério da Educação e Cultura. Recebeu, ainda em 1964, o Prêmio Jabuti de Poesia, pelo livro "Solombra", concedido pela Câmara Brasileira do Livro.

Ainda em 1964, foi inaugurada a Biblioteca Cecília Meireles em Valparaiso, Chile.

Em 1965, foi agraciada com o Prêmio Machado de Assis, pelo conjunto de sua obra, concedido pela Academia Brasileira de Letras. O Governo do então Estado da Guanabara denominou Sala Cecília Meireles o grande salão de concertos e conferências do Largo da Lapa, na cidade do Rio de Janeiro. Em São Paulo (SP), tornou-se nome de rua no Jardim Japão.

Em 1974, seu nome foi dado a uma Escola Municipal de Educação Infantil, no Jardim Nove de Julho, bairro de São Mateus, em São Paulo (SP).

Uma cédula de cem cruzados novos, com a efígie de Cecília Meireles, foi lançada pelo Banco Central do Brasil, no Rio de Janeiro (RJ), em 1989.

Em 1991, o nome da escritora foi dado à Biblioteca Infanto-Juvenil no bairro Alto da Lapa, em São Paulo (SP).

O governo federal, por decreto, instituiu o ano de 2001 como "O Ano da Literatura Brasileira", em comemoração ao sesquicentenário de nascimento do escritor Silvio Romero e ao centenário de nascimento de Cecília Meireles, Murilo Mendes e José Lins do Rego.

Há uma rua com o seu nome em São Domingos de Benfica, uma freguesia da cidade de Lisboa. Na cidade de Ponta Delgada, capital do arquipélago dos Açores, há uma avenida com o nome da escritora, que era neta de açorianos.

Cecília Meireles traduziu peças teatrais de Federico Garcia Lorca, Rabindranath Tagore, Rainer Rilke e Virginia Wolf.

Sua poesia, traduzida para o espanhol, francês, italiano, inglês, alemão, húngaro, hindu e urdu, e musicada por Alceu Bocchino, Luis Cosme, Letícia Figueiredo, Ênio Freitas, Camargo Guarnieri, Francisco Mingnone, Lamartine Babo, Bacharat, Norman Frazer, Ernest Widma e Fagner, foi assim julgada pelo crítico Paulo Rónai:

"Considero o lirismo de Cecília Meireles o mais elevado da moderna poesia de língua portuguesa. Nenhum outro poeta iguala o seu desprendimento, a sua fluidez, o seu poder transfigurador, a sua simplicidade e seu preciosismo, porque Cecília, só ela, se acerca da nossa poesia primitiva e do nosso lirismo espontâneo...A poesia de Cecília Meireles é uma das mais puras, belas e válidas manifestações da literatura contemporânea".

Dados obtidos em livros da autora e sobre ela, e no site do Itaú Cultural.

FONTE

sábado, 8 de outubro de 2011

Renovação das Forças


O capítulo Isaías 40 é um dos textos mais célebres da Bíblia, marcando uma transição fundamental no livro do profeta Isaías. Ele inicia a seção conhecida como "Deutero-Isaías", focada em mensagens de esperança, consolo e a promessa de restauração após o exílio na Babilônia.

Dêutero-Isaías (Segundo Isaías) refere-se aos capítulos 40 a 55 do Livro de Isaías, escritos por um profeta anônimo durante o Exílio Babilônico (século VI a.C.), oferecendo mensagem de consolação, esperança e restauração com foco no "Servo Sofredor" e na universalidade da salvação, contrastando com a primeira parte (Proto-Isaías) e preparando o terreno para o Novo Testamento, com Jesus sendo interpretado como o Messias dessa profecia.

Principais Características e Temas

Atribuído a um profeta desconhecido que atuou no final do Exílio Babilônico, quando os persas estavam prestes a derrotar os babilônios. O tema central é o anúncio de um "novo êxodo" e libertação do cativeiro, contrastando com as ameaças anteriores.

Apresenta um Deus Criador de todas as coisas e Senhor de todas as nações, não apenas de Israel, estendendo a salvação a todos os povos.

Crítica aos Ídolos: Combate veementemente os ídolos babilônicos, mostrando a superioridade do Deus de Israel.

O Servo Sofredor: Introduz a figura do "Servo de Jeová", um paradoxo de salvação que emerge do sofrimento e que o Novo Testamento interpreta como Jesus.

Dividido em duas seções principais (caps. 40-48, sobre libertação e crítica aos ídolos; caps. 49-55, sobre esperança e restauração de Sião).

Sua linguagem poética e teologia influenciaram profundamente o cristianismo primitivo, com interpretações messiânicas dos cânticos do Servo, como em Isaías 53, que descrevem o sofrimento e redenção de Jesus.

Dêutero-Isaías é uma voz profética essencial do Antigo Testamento, trazendo esperança aos exilados e revelando um Deus que age de forma inesperada para a redenção de toda a humanidade.

1. Mensagem de Consolo (V. 1-2)
O capítulo abre com a famosa ordem de Deus: "Consolai, consolai o meu povo". Ele declara que o tempo de punição de Jerusalém terminou e que seus pecados foram perdoados.

2. A Voz no Deserto (V. 3-5)
Apresenta a profecia de uma voz que clama no deserto para "preparar o caminho do Senhor". No Novo Testamento, essa passagem é diretamente associada ao ministério de João Batista, preparando o caminho para Jesus Cristo.

3. A Fragilidade Humana vs. A Eternidade de Deus (V. 6-8)
Isaías contrasta a natureza humana, que é como a erva que seca e a flor que murcha. Com a Palavra de Deus, permanece para sempre.

4. A Grandeza e a Soberania de Deus (V. 12-26)
Esta seção exalta a incomparável grandeza de Deus sobre a criação e as nações: Ele mediu as águas na concha da mão e pesou os montes em balanças.

As nações são descritas como "um pingo que cai de um balde".

O texto completo diz: "Eis que as nações são consideradas por ele como a gota de um balde, e como o pó miúdo das balanças; eis que ele levanta as ilhas como uma coisa pequeníssima".

A metáfora é usada para contrastar a grandeza de Deus com o poder das nações humanas. Mesmo as nações mais poderosas e vastas são insignificantes diante da imensidão do Criador Isaías 40.

A passagem bíblica serve como um lembrete da fragilidade e da natureza passageira das estruturas políticas e do orgulho humano. No contexto original, essa mensagem visava consolar o povo de Israel (que estava exilado ou sob ameaça), assegurando que nenhum império terreno é maior que o controle divino.

O profeta questiona: "Com quem vocês compararão Deus?", v.18, ridicularizando a idolatria e enfatizando que Deus está entronizado acima de tudo.

            "Com quem vocês compararão Deus? Que imagem vocês poderão usar para representá-lo?"

O contexto dessa pergunta é um poderoso discurso de Isaías que enfatiza a incomparável grandeza, soberania e poder de Deus em contraste com a futilidade dos ídolos feitos por mãos humanas. A mensagem central é que não há nada nem ninguém, no céu ou na terra, que possa ser comparado ao Senhor.


5. Renovação das Forças (V. 27-31)
O capítulo encerra com uma das promessas mais citadas das Escrituras, voltada para aqueles que se sentem cansados ou esquecidos por Deus: O Senhor Deus não se cansa nem se fatiga, v.31.

          "Mas os que esperam no Senhor renovarão as suas forças; subirão com asas como águias; correrão e não se cansarão; caminharão e não se fatigarão."


quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Pra Sempre Com Você

"As expectativas podem ser uma ponte
entre a felicidade e a decepção".
Rodrigo Schivinski

Depois de uma grande decepção criamos dentro de nós certa aversão à palavras de carinho, poesias, músicas românticas, lembranças que nos causem saudades... O tempo passa e nos sentimos fortalecidos e fragilizados pelo mesmo sentimento: AMOR. Então, ficamos com medo de ser feliz e levantamos uma barreira e chamamos de auto defesa. Instalamos sensores capazes de disparar um alarme quando nosso olhar quer se demorar em outro olhar, quando estamos sempre de bem com a vida,  quando queremos ficar perto, tocar, sentir, e o rubor na face nos entrega. Aí já era! "E fica pro coração a missão de avisar... que estamos sim é com sintomas de paixão!"

Se For Pra Ser Feliz
by Chitãozinho e Xororó

Se for pra fazer a guerra, que seja de travesseiro.
Se for pra ter solidão, que seja no chuveiro.
Se for pra perder, que seja o medo.
Se for pra mentir, que seja a idade.
Se for pra matar que seja a saudade.

Se for pra ser feliz, que seja o tempo todo.
Se for pra morrer que seja de amor.
Se for pra tirar de alguem, que seja a sua dor.
Se for pra ir embora, que seja a tristeza.
Se for pra ferir que seja sem querer.
Se for pra viver, que seja,
pra ficar pra sempre com você.

Se for pra chorar um dia, que seja de alegria.
Se for pra cair, que seja cair na folia.
Se for pra bater, que seja um bolo
Se for pra roubar, que seja um beijo.
Se for pra matar, que seja o desejo.

Se for pra ser feliz, que seja o tempo todo.
Se for pra morrer que seja de amor.
Se for pra tirar de alguem, que seja a sua dor.
Se for pra ir embora, que seja a tristeza.
Se for pra ferir que seja sem querer.
Se for pra viver, que seja,
pra ficar pra sempre com você...

Escolha sua Frase do Dia


"A vida é mais simples do que a gente pensa; basta aceitar o impossível, dispensar o indispensável e suportar o intolerável." (Kathleen Norris)

"Tantas pessoas vivem numa rotina tão exata, que é difícil de se acreditar que elas vivem pela primeira vez." (Stanislaw Jerzy Lec)

"Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando... Porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive, já morreu..." (Luiz Fernando Veríssimo)

"Se um homem encara a vida de um ponto de vista artístico, a sua mente passa a ser seu coração." (Oscar Wilde)

"O tempo não pára! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo..." (Mário Quintana)

"O primeiro amor é um pouco de loucura e muita curiosidade." (George Bernard Shaw)

O segredo do sucesso é saber algo que ninguém mais sabe. (Aristóteles)

Na vida todos temos um segredo inconfessável, um arrependimento irreversível, um sonho inalcançável e um amor inesquecível." (Diego Marchi)

"A casa da saudade chama-se memória: é uma cabana pequenina a um canto do coração." (Coelho Neto)

"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento." (Clarice Lispector)

"A melhor parte da vida de uma pessoa está nas suas amizades." (Abraham Lincoln)

"Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade." (Mario Quintana)

O sucesso vem geralmente àqueles que estão muito ocupados para estar procurando por ele. (Henry David Thoreau)

“A natureza é o único livro que oferece um conteúdo valioso em todas as suas folhas.” (Johann Goethe)

"O jogo da conquista tem muitos truques e só um desafio: vencer o medo de demonstrar amor."

"Sem a música, a vida seria um erro." (Friedrich Nietzsche)

"Não possuir algumas das coisas que desejamos é parte indispensável da felicidade." (Bertrand Russell)

O sucesso geralmente vem para aqueles que estão muito ocupados para estarem procurando por ele. (Henry David Thoreau)

"Paciência e perseverança tem o efeito mágico de fazer as dificuldades desaparecerem e os obstáculos sumirem." (John Quincy Adams)

"Aprender música lendo teoria musical é como fazer amor por correspondência." (Luciano Pavarotti)

A chave do sucesso não adianta muito até que se descubra a fechadura certa para inseri-la. (Tehyi Hsieh)

"Tudo o que um sonho precisa para ser realizado é alguém que acredite que ele possa ser realizado." (Roberto Shinyashiki)

"Não sou eu. São as músicas. Eu sou só o carteiro. Eu entrego as músicas." (Bob Dylan)

"Se meus inimigos pararem de dizer mentiras a meu respeito, eu paro de dizer verdades a respeito deles." (A. Stevenson)

"Quanto menos alguém entende, mais quer discordar." (Galileu Galilei)




"Não me sinto obrigado a acreditar que o mesmo Deus que nos dotou de sentidos, razão e intelecto, pretenda que não os utilizemos." (Galileu Galilei)

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Profecia Messiânica


Isaías 7 é um capítulo crucial na Bíblia que descreve uma Profecia Messiânica sobre o nascimento de um filho por uma "virgem" (ou jovem mulher), que seria chamado Emanuel ("Deus conosco"), e se cumpriu em Jesus Cristo, mas também teve um cumprimento imediato nos dias do profeta, em meio a uma ameaça de invasão de Judá pela Síria e Israel.

O capítulo narra Deus instruindo Isaías a encontrar o rei Acaz, oferecer um sinal para confirmar a proteção divina, e proferir o anúncio de Emanuel, simbolizando a presença de Deus e a futura libertação e juízo.

Rezim, rei da Síria, e Peca, rei de Israel, atacam Jerusalém para forçar Judá a se unir contra a Assíria, mas não conseguem. O rei Acaz e seu povo ficam apavorados, com medo, mas Deus envia Isaías para acalmá-los, dizendo para não temerem.

Acaz se recusa a pedir um sinal, então Deus diz que Ele mesmo dará um: uma jovem conceberá e dará à luz um filho chamado Emanuel que significa "Deus conosco", um sinal de que Deus estava com seu povo, mesmo em meio à crise, e um prenúncio da vinda de Jesus Cristo, o Messias.

Antes que a criança soubesse distinguir o bem do mal, a terra dos inimigos de Acaz (Síria e Israel) seria desolada, e o povo teria fartura (manteiga e mel).

Deus traria a Assíria para arrasar a terra, como uma "navalha" que raparia a cabeça e os pés, apara o excesso de forma rigorosa e precisa, resultando em desolação e espinhos.

A Navalha: Representa o rei da Assíria, que Deus usaria como instrumento (uma "navalha alugada") para trazer julgamento e devastação à terra de Judá.

Rapar a cabeça, os pés e a barba: Este ato simboliza uma humilhação completa, despojamento e desolação total do povo e da terra. Na cultura da época, a barba e o cabelo eram símbolos de honra e virilidade; a sua remoção forçada indicava vergonha e cativeiro.

Desolação e Espinhos: O contexto imediato na profecia de Isaías 7 descreve como a terra fértil se tornaria um lugar de espinhos e abrolhos devido à invasão e à falta de cultivo, onde o povo teria que viver de forma primitiva, comendo coalhada e mel. Isso indica a ruína econômica e a desolação que se seguiriam ao ataque assírio.

Apesar do juízo, o capítulo é um sinal de esperança, mostrando que Deus cumpre Seus propósitos e que a salvação viria através de Emanuel, o Salvador.


Aplicação no Novo Testamento - Mateus 1:22-23, cita Isaías 7:14 para mostrar que a profecia do nascimento de Jesus por uma virgem foi cumprida, conforme o plano de Deus.


sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A Hora e a Vez de Waldeck Luiz


O Waldeck Luiz eu conheci através do Edmar Correa quando postei a biografia do Gordurinha no site Letras; e nos tornamos amigos. Depois eu conheci suas poesias pela internet através de seu Blog e sempre que procuro mergulhar em seus significados e significantes me lembro da obra Sagarana, de João Guimarães Rosa, onde o escritor combina e recombina habilmente as informações do meio, confundi lugares e paisagens, mescla o real, o imaginário e o lendário.

Em suas obras Waldeck condensa os vários temas que constituem sua fonte de inspiração, como: vida e obra de Gordurinha (seu avô), familiares, profissão, paixões, religiosidade, amor.

Sua poesia é repleta de jogos de palavras, como em Verdades Absolutas, quando diz: "(...)Meio embriagado pelo ódio de te amar tanto assim..."; do prazer lúdico dos trocadilhos, das associações inesperadas de imagens, de histórias dentro de histórias e aqui principalmente quando ele menciona o título ou partes essenciais das músicas de Gordurinha...

Observo também digressões filosóficas quando sua poesia menciona situações politico-sócioculturais encadeando fatos em tom de desabafo ou mesmo de denúncia, como em Urubuservando, quando diz: "onde estamos? pra onde vamos? o que somos? internacionalizar as responsabilidades civis sociabilizar os rendimentos do óleo negro catalizar corações febris , em prol de um globo melhor reestruturar as melancólicas máquinas governamentais onde possamos pluralizar a palavra ajudar..."; e monólogos interiores que desvendam seu universo, como em Mais de Mim: "Me privo do que mais gosto Assim eu te faço mais feliz E vivo em paz".

Seu estilo de linguagem permite ao leitor uma espécie de ritual de iniciação... iniciação esta que ocorre quando este consegue comprer a sua poesia na extensão de sua simbologia. Assim que quando nasce a poesia nasce também o poeta. Deixo aqui um pouco mais de sua poesia...

PRA SEMPRE

Eu sei que nunca vou lhe esquecer
Que estarás sempre em meus pensamentos
Dentro de meu coração

Nunca consegui compreende-la
Eu queria conhecê-la por dentro
Sonhar cada sonho seu
Ser seu travesseiro
Pra você dormir em meus braços
Ser seu protetor
Seu anjo da guarda

Mas eu não consegui
Eu errei
Me perdoe meu amor por ter falhado

Sei que você é a única
Que eu vou amar pra sempre
Vou sentir seu cheiro
Sempre em meu travesseiro
Em meu lençol
Ainda sinto o seu calor

Sei que não vou mais te tocar
Sentir sua pele macia

Eu só queria te ver mais uma vez
E olhar em seus olhos e dizer
Você é especial pra mim


Gordurinha

QUEM SABE UM DIA OS MALES SERÃO CURADOS
E OS ERROS DO PASSADO SERÃO PASSADO
QUEM SABE UM DIA ESSA CORDILHEIRA DE ÓDIOS COMO FOI DITO
SEJA FINALMENTE DISSIPADA COM O CALOR DA PAZ

ESSA CATARATAS DE LÁGRIMAS SEQUE
COMO ERA SECO SEU SERTÃO
E DEUS FACA CHOVER COMO FEZ CHOVER NA SUA SUPLICA CEARENSE
QUE DEUS NOS FAÇA MELHOR
COM SUA PRECE PARA OS HOMENS SEM DEUS

QUE SEJAMOS TÃO FELIZES
QUE POSSAMOS MISTURAR CHICLETES COM BANANA
VIAJAR NA CANTAREIRA

QUE ESSA PRECE SEJA OUVIDA
QUE MEU FILHO APRENDA COM UMA CARTA DE ABC NA MÃO

AH ,JÁ VIU
ELE NÃO VAI ENTENDER BULHUFAS
E VAI CASAR COM UMA ORORA ANALFABETA

DEIXO ENTÃO
MEU POEMA DOS SEUS NÃO CABELOS BRANCOS
E ACEITE
O MEU GOOD BYE






Roleta Russa - Waldeck Luiz


LEMBRANÇAS - Waldeck Luiz


A Bossa do Gordurinhaneto - Waldeck Luiz

 
RENOVO - Waldeck Luiz


MEMÓRIAS DE UM CRAVO - Waldeck Luiz



GLICOSE PESTINAL - Waldeck Luiz

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Quem sabe isso quer dizer amor!!!

Meu Neto Michel


Cheguei a tempo de te ver acordar
eu vim correndo a frente do sol
abri a porta e antes de entrar
revi a vida inteira

pensei em tudo que é possível falar
que sirva apenas para nós dois
sinais de bem, desejos vitais
pequenos fragmentos de luz

falar da cor dos temporais
de céu azul, das flores de abril
pensar além do bem e do mal
lembrar de coisas que ninguém viu
o mundo lá sempre a rodar
e em cima dele tudo vale
quem sabe isso quer dizer amor
estrada de fazer o sonho acontecer

pensei no tempo e era tempo demais
você olhou sorrindo pra mim
me acenou um beijo de paz
virou minha cabeça

eu simplesmente não consigo parar
lá fora o dia já clareou
mas se você quiser transformar
o ribeirão em braço de mar

você vai ter que encontrar
aonde nasce a fonte do ser
e perceber meu coração
bater mais forte só por você
o mundo lá sempre a rodar,
e em cima dele tudo vale
quem sabe isso quer dizer amor,
estrada de fazer o sonho acontecer

Milton Nascimento

sábado, 30 de julho de 2011

Cânticos do Servo do Senhor



O capítulo 42 do livro de Isaías é um dos textos mais significativos do Antigo Testamento, conhecido principalmente por apresentar o primeiro dos quatro "Cânticos do Servo do Senhor" encontrados em Isaías dos capítulos 40 a 55.

O Servo Escolhido (Versículos 1-9):

Deus apresenta Seu servo escolhido, em quem Ele tem prazer e sobre quem coloca Seu Espírito [1]. Este servo é descrito como alguém que trará justiça às nações de forma mansa e perseverante, "não quebrará a cana trilhada, nem apagará o pavio que fumega" [2, 3], é uma citação também encontrada em Mateus 12:20.

Descreve o caráter do Messias (Jesus) como alguém que não esmaga os fracos ou os que estão quase perdendo a fé, mas os restaura com misericórdia e graça, trazendo juízo e verdade. Significado das imagens:

Cana trilhada: Uma planta amassada e danificada pelo peso, mas ainda não totalmente quebrada. Simboliza pessoas machucadas pelas tribulações, mas que ainda não perderam a fé ou a esperança.

Pavio que fumega: Uma lamparina quase apagada, soltando fumaça, mas com um resquício de chama. Representa aqueles cuja fé é muito fraca, quase extinta, mas ainda existe.

O versículo aponta para Jesus Cristo, que não descarta aqueles que estão sofrendo ou desanimados, mas vem para restaurá-los, trazendo justiça e esperança.

Demonstra a compaixão de Deus por aqueles que são considerados "insignificantes" ou "quebrados" aos olhos humanos, não desistindo de ninguém; restaurando e fortalecendo até que a justiça prevaleça.

Para os cristãos, esta é uma profecia direta sobre Jesus Cristo [2].

Um Novo Cântico de Louvor (Versículos 10-17):

O texto convoca o mundo inteiro — do mar aos desertos — a cantar um novo louvor a Deus, celebrando Sua vitória e o momento que Ele agirá como guerreiro; guiará os cegos, transformará as trevas em luz [1, 3].

¹⁰ "Cantai ao Senhor um cântico novo..." Isaías 42:10, é um chamado universal à adoração, convidando toda a Terra, desde os que navegam nos mares até os habitantes das ilhas e desertos, a louvar a Deus com um canto renovado, celebrando Seu poder e a vinda do Messias, que trará salvação e luz.

O "cântico novo" (v.10), na Bíblia é uma expressão de louvor e adoração renovada a Deus por suas novas maravilhas, libertação e salvação, encontrada em vários Salmos, como no Sl. 40:3; 96:1; 98:1; 149:1 [...], e no livro de Apocalipse 5:9-13, representando adoração genuína e testemunho vivo das obras de Deus, não se limitando a uma música específica, mas a um espírito de gratidão e fé.

Não é apenas uma canção nova, diferente, mas uma expressão de louvor que reflete as novas bênçãos, libertação, experiências que Deus concede. Nasce de um coração grato e transformado pela ação de Deus, um louvor que vem da experiência pessoal e da fé renovada.

É um anúncio das maravilhas e da justiça de Deus para todas as nações, um cântico que exalta a Deus e seus feitos. O "cântico novo" deve ser um reflexo da vida diária com Deus, inspirando um relacionamento constante e uma adoração que evolui com Ele.

Cegueira de Israel (Versículos 18-25):

O povo de Israel é advertido. Apesar de serem "servo coletivo" (nação) de Deus, são descritos como surdos e cegos por não obedecerem à Deus e não aprenderem com os julgamentos divinos [2, 3]. O povo escolhido, que deveria ser um farol de luz para as nações, tornou-se espiritualmente insensível e incapaz de perceber a verdade e a ação de Deus.

A cegueira e surdez não eram físicas, mas uma recusa deliberada em ouvir e seguir os mandamentos e a lei do Senhor. Eles "não quiseram seguir os seus caminhos; não obedeceram à sua lei". Como resultado dessa desobediência e incredulidade, Deus permitiu que fossem "roubados e saqueados", "apanhados em cavernas e escondidos em prisões" (exílio babilônico).

Isaías 42 enfatiza a transição entre o antigo e o novo: Deus declara que as "coisas antigas já se passaram" e anuncia "coisas novas" [v. 9]. ⁹ Eis que as primeiras coisas já se cumpriram, e as novas eu vos anuncio, e, antes que venham à luz, as faço ouvir. Isaías 42:9

Ou seja, tudo que profetizei se cumpriu, e agora profetizarei novamente; eu lhes falarei do futuro antes que aconteça. As coisas que prometi no passado já se cumpriram, e agora vou lhes anunciar coisas novas, para que vocês as saibam antes mesmo que elas aconteçam.

O contexto geral do capítulo 42 de Isaías fala sobre a vinda do "Servo do Senhor", que traria justiça e salvação, e o contraste entre os antigos ídolos e o Deus verdadeiro, que cumpre Suas promessas.

O "Servo do Senhor" é uma figura messiânica central, descrita como o escolhido de Deus, revestido do Seu Espírito, que trará justiça às nações, restaurará os oprimidos e cumprirá a vontade divina com fidelidade, sem alarde, sendo um guia de salvação para todos, o que aponta para Jesus Cristo, o Servo perfeito.

Embora o termo também possa se referir a Israel em seu papel de servo sofredor, que falhou em sua missão.

Características do Servo em Isaías 42

Escolhido e Agradável a Deus: "Eis aqui o meu servo, a quem sustenho; o meu escolhido, em quem a minha alma se compraz (satisfaz)" (v. 1).

Revestido do Espírito: "Pus sobre ele o meu Espírito, e ele promulgará o direito para os gentios" (v. 1).

Gentil e Restaurador: Não gritará, não clamará; não esmagará um galho quebrado, nem apagará a luz fraca (v. 2-3).

Fiel e Perseverante: Não se cansará nem desanimará até estabelecer a justiça na terra (v. 4).

Luz para os Gentios: Chamado para ser mediador da aliança, abrir os olhos dos cegos e libertar os prisioneiros (v. 6-7).

Um Servo com Falhas (Israel): Versículos como 42:19-20 mostram um servo (Israel) que vê muito, mas não observa, e ouve, mas não escuta, indicando sua imperfeição e cegueira espiritual, contrastando com o servo perfeito.

Isaías 42 apresenta um Servo ideal, que aponta para Jesus, mas também reflete as falhas de Israel, o servo coletivo (nação), que deveria levar a luz, mas se perdeu no caminho.

O capítulo destaca a misericórdia divina (através do Servo) e a soberania de Deus sobre a história e a natureza.


segunda-feira, 11 de julho de 2011

Biblioteca Pública de Kansas City


A Biblioteca Pública de Kansas City possui uma das fachadas mais interessantes e criativas do mundo e eu posso provar...😀😄😅😆

Como se pode observar nas fotos e vídeo, seu desenho representa uma estante de livros. Seus muitos detalhes, dentro e fora do prédio, a tornam muito especial.

Fundada em 1873, o objetivo da biblioteca não se limitava a armazenar livros e documentos de consulta, mas também ser uma alternativa a outros centros de entretenimento. Depois de um início bem difícil, a biblioteca inaugurou um novo edifício em 1897 e durante os primeiros dias de funcionamento, chegaram a ela 20.000 pessoas, nada menos do que o equivalente a 14% da população de sua cidade naquela época.


Ao largo de sua existência a biblioteca sofreu outras transformações. O Edifício atual, cujo curioso desenho segue maravilhando aos visitantes, foi terminado em 2004 a um custo de 50 milhões de dólares. A Biblioteca do Kansas City tem mais de dois milhões de documentos, entre livros, CDs, áudio visuais e outros...



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