segunda-feira, 8 de março de 2010

Convite a Obediência


Em Isaías 48, Deus repreende Israel por sua infidelidade e hipocrisia, apesar de serem chamados de "povo do Senhor", "povo de Deus". E anuncia coisas novas, revelando-se como o único Deus que prediz o futuro para provar Sua soberania, e prometendo libertação de Babilônia, mostrando que Sua honra e Seu nome são primordiais. E, que guiará o Seu povo para a paz se eles O ouvirem.

Deus adverte a "Casa de Jacó" (Israel) que invoca Seu nome, mas age sem sinceridade ou justiça, usando Seu nome para si mesmos, mas não O honrando de coração.

"Casa de Jacó" (ou "Bet Jacob") é uma expressão bíblica que se refere coletivamente ao povo de Israel, descendentes do patriarca Jacó, enfatizando sua unidade, herança e aliança com Deus. É a referência em Isaías 46:3-4, onde Deus promete carregar e salvar a "casa de Jacó" e "todo o restante da casa de Israel".

Destaca a descendência de Jacó, que recebeu o nome de Israel, e os laços especiais com Deus, sendo os destinatários das promessas divinas. A expressão une as doze tribos, os descendentes de Jacó, como uma única entidade. Também é usado para se referir a locais ligados a Jacó, como Betel onde construiu um altar (Gn. 35), ou Sucote, onde fez casas (Gn. 33:17)

Em Isaías 48, Deus revela que, por saber da teimosia do povo (cerviz de ferro, testa de bronze), - ⁴ "Porque eu sabia que eras duro, e a tua cerviz um nervo de ferro, e a tua testa de bronze". Is. 48:4

Descrevendo a teimosia e obstinação de Israel, usando a imagem de um pescoço rígido como ferro e uma testa dura como bronze para simbolizar a recusa em se curvar à vontade de Deus e a resistência a ouvir e obedecer, representando uma grande dureza espiritual e inflexibilidade.

Semelhante a expressão: "cabeça dura" que usamos para nos referir a nós mesmos ou a outras pessoas.

Deus havia anunciado as coisas passadas e agora anuncia coisas novas, para que não atribuam sua salvação a ídolos. O Primeiro e o Último, o Deus Criador dos céus e da terra, o único que pode prever e realizar o futuro, e por quem a libertação acontecerá.

Os versículos 3 a 5 destacam que Deus previu eventos passados, como a queda da Babilônia, para que Seu povo não atribuísse glória a ídolos. Nos versículos 6 a 8, Deus anuncia "coisas novas, e ocultas, que não sabias", reafirmando Seu poder de revelar o futuro. Nos versículos 14 e 20, o Senhor conclama Seu povo a sair da Babilônia, declarando que Ele realizará a Sua vontade contra a Babilônia e que "o Senhor remiu a Jacó, seu servo".

Em Isaías 48:10, Deus diz: "Eis que te purifiquei, mas não como a prata; provei-te na fornalha da aflição", Deus permitiu o sofrimento ("fornalha da aflição") com propósito purificador, de disciplina e ensino - vou permitir para que o povo aprenda - para refinar o povo, não para destruí-los, mas para proteger Seu nome e Sua glória, pois Ele não a dá a outros. A aflição e adversidades como meio de fortalecer a fé e fazer com que o povo confiasse na providências de Deus em qualquer circunstância.

A paz e a retidão de Israel seriam como um rio e ondas do mar se tivessem ouvido Seus mandamentos, recebendo Dele o que é útil e o caminho em que devem andar. Deus se apresenta como aquele que ensina o que é proveitoso, útil, ou seja, aquilo que é correto e, portanto, melhor, para seu povo. 

Eu aprendo muita coisa útil com meus pais, avós, tios... e de cada um deles tenho a grata lembrança do que me foi ensinado. No intuito de me limitar a referência neste estudo, vou citar o que tenho aprendido apenas com o meu avô Jair (lado materno da família).

Com meu avô Jair aprendi vários cânticos e como estudar a Bíblia, nos cultos domésticos realizados quando morávamos em Guaraci/PR; e, posteriormente, quando ele em visita a nossa casa em Jateí/MS e em Ji-Paraná/RO. Meus avós se mudaram para Ponta Grossa/PR. Fomos crescendo e o formato de culto doméstico foi sendo alterado. E, logo "aprende" da sabedoria bíblica do meu avô, quem visita a sua biblioteca (particular), como eu.

Da ocasião quando eu era adolescente, lembro do meu avô Jair preocupado que a ordem dos livros fossem alterada ou que os livros fosses estragados, eu disse que queria ler e ele ressabiado me deu um caderno aberto e uma caneta dizendo: "se quiser escrever algo faça aqui; e, não nos livros". Tenho prazer na leitura e escrita. Meu interesse pela "descoberta" das anotações do meu avô, era genuíno. Mesmo a lembrança daquele momento, ainda hoje, são vívidas (alegre, intenso).

Meu avô, lê, anota, busca referências bíblicas (sem o google), anota. Questiona-se. Aprende. Anota. Ensina. Exímio leitor, adquiriu uma notável biblioteca para o seu lar. Escritor de seus estudos bíblicos, tem vários e vários cadernos. Eu admiro a lembrança da simplicidade daquela biblioteca.

Um pequeno cômodo para os seus livros, seus cadernos, suas anotações. Com curiosidade, li algumas das anotações "anexadas", coladas ao livro lido pelo meu avô, como se fosse um encarte, um suplemento, uma nova página para o livro, lido e comentado.

Também aprende com o meu avô Jair, quem se assenta ao seu lado para conversar. Idoso enfrenta um problema de perda gradual da audição, sem perder o hábito de discorrer sobre o passado e sobre a Bíblia, horas e horas a fio. E, se a gente se cansa. Ele não. Meu avô tem assunto bíblico pra discorrer a vida toda. E, sempre ensina o que é útil.

Estudando o livro de Isaías "me deparei", com esta hipótese: "...então seria a tua paz como o rio, e a tua justiça como as ondas do mar", era preciso analisar isso "a fundo", da obediência aos mandamentos, dependiam a conduta que resultaria no sentimento de paz e de justiça que Israel, experimentaria.

   "¹⁷ Assim diz o Senhor, o teu Redentor, o Santo de Israel: Eu sou o Senhor teu Deus, que te ensina o que é útil, e te guia pelo caminho em que deves andar. Is. 48:17

    "¹⁸ Ah! Se tivesses dado ouvidos aos meus mandamentos, então seria a tua paz como o rio, e a tua justiça como as ondas do mar! Is. 48:18"

Se tivesses dado ouvidos aos meus mandamentos, então seria... - SERIA na forma do futuro do pretérito, indicando uma ação hipotética, condicional, desejada. São ações que acontecem depois do agora, ou seja, acontecem sob uma condição.

Deus disse a Israel se você fosse obediente:

"Tua paz" SERIA abundante e constante, como um rio que flui sem parar, escorre, jorra naturalmente e sem impedimentos, contrastando a falta, a ausência de paz dos ímpios; e, exortando Israel a seguir os caminhos de Deus para experimentar a tranquilidade, o bem-estar, a harmonia, a plenitude interior como bênção.

"Tua justiça", SERIA contínua, como as ondas do mar que nunca param de voltar a praia, não retendo "o lixo" e trazendo bênçãos (material orgânico) e prosperidade duradouras (alimento espiritual), contrastando com o sentimento de injustiça e de insegurança dos ímpios, que desconhecem as leis, ordenamentos e as promessas de Deus. Vivem sem bons exemplos do passado, sem a interpretação correta de como servir a Deus e sem a perspectiva e previsibilidade do futuro.

Os ímpios erram por desconhecer as Escrituras (Bíblia). Por interpretação incorreta da Palavra de Deus. Israel erra por desobediência. (Mt. 22:29; Mt. 12:24; Jo. 5:39; Rm. 15:4).

As ondas e marés, um fenômeno natural para trazer a costa materiais orgânicos, como algas, conchas e restos de animais. Esse material, parte do ecossistema, serve de alimento e abrigo para outros animais. Ventos e correntes marítimas mais intensos, especialmente durante ressacas, transferem mais energia para a superfície do oceano, formando ondas mais fortes que arrastam para a costa tudo o que está flutuando ou próximo da superfície.

O lixo no mar, que representa uma quantidade significativa do que é devolvido à praia, é oriundo do lixo descartado incorretamente, principalmente plástico, que chega ao mar por meio de rios, vento, chuva e inundações. O mar agitado apenas expõe a extensão desse problema, que afeta as praias, causando transtorno e problemas ambientais.

A presença de peixes mortos em grande quantidade pode indicar problemas com a pesca ou poluição da água. E, aqui não quero explorar os sistemas de pescas permitidos e proibidos ou quais são os principais poluentes da água, mas voltando para Isaías quando se está comparando o rio e o mar a paz e a justiça, "peixe morto" por problemas com a pesca e da água poluída nos leva a refletir sobre problemas para "reter" a paz e a justiça e, consequentemente, para testificar das bençãos.

Para reter o conquistado (paz, justiça, bençãos) é preciso aprender organização (ordem e planejamento) e disciplina (ter disciplina e seguir instruções) e, antes ainda sobre aquisição, gratidão, distribuição, reserva do alimento espiritual, conforme ensinado por Jesus na  Parábola da multiplicação do pão e peixe e na Parábola do Semeador: gestão e gerenciamento de recursos e pessoas (atitude, organização, gratidão).

A paz e a justiça de Israel depende do povo "não reter o lixo" das nações pagãs. O sentimento de justiça e de paz de Israel advêm da obediência a Deus, de testificar suas bênçãos (material orgânico), e a prosperidade duradoura (alimento espiritual), as outras nações, para que estas reconheçam a Deus como Senhor e o Santo de Israel.

O capítulo culmina com o chamado para o povo sair da Babilônia, anunciando uma libertação através de Ciro, um rei pagão, uma "coisa nova" para a honra de Deus.

          "Saí da Babilônia, fugi de entre os caldeus! Anunciai isso com voz de júbilo, fazei-o ouvir, levai-o até ao fim da terra; dizei: O Senhor remiu a seu servo Jacó." (Is. 48:20)

Esta ordem simboliza a libertação física do exílio e, espiritualmente, um chamado para abandonar práticas pecaminosas e confiar na provisão de Deus. Deus revela que Ele próprio levantou Ciro, um rei pagão, para cumprir a Sua vontade:

Deus amou e chamou Ciro para um propósito específico. Ciro conquistaria a Babilónia e emitiria o decreto que permitiria aos judeus regressar à sua terra e reconstruir o templo. Deus faria o caminho de Ciro próspero, garantindo o sucesso de sua missão.

A menção explícita de Ciro, muito antes de ele se tornar uma figura proeminente, serviu como uma prova irrefutável da soberania e presciência de Deus, para que Israel não atribuísse a libertação aos seus ídolos.

Isaías 48 é um chamado ao arrependimento e à fé em um Deus que é fiel em Suas promessas, mesmo quando Seu povo falha, e que age para manifestar Sua glória e poder.


Autoria do Estudo Bíblico: Elizabeth Nogueira



quarta-feira, 3 de março de 2010

Missão do Servo do Senhor


Um dos textos mais significativos do Antigo Testamento, está no capítulo 49 de Isaías, conhecido por conter o segundo dos quatro "Cânticos do Servo" (Is. 49:1-6).

1. A Missão do Servo do Senhor

O capítulo começa com o Servo falando diretamente às nações e ilhas distantes. Ele revela que foi chamado por Deus desde o ventre materno para uma missão dupla:

Restaurar Israel: Trazer as tribos de Jacó de volta para Deus.


Essa restauração abrange um retorno físico à terra e um retorno espiritual à fé, prometendo cura, prosperidade e a salvação de Deus para o Seu povo, com Jeremias 33:6-8 também reforçando a restauração de Judá e Israel.

      ⁶Eis que eu trarei a ela saúde e cura, e os sararei, e lhes manifestarei abundância de paz e de verdade. ⁷E removerei o cativeiro de Judá e o cativeiro de Israel, e os edificarei como ao princípio. ⁸E os purificarei de toda a sua maldade com que pecaram contra mim; e perdoarei todas as suas maldades, com que pecaram e transgrediram contra mim; Jer. 33:6-8

O povo é encorajado a esperar no Senhor, pois aqueles que esperam não serão decepcionados; Deus lutará por eles e os salvará. Deus promete uma nova aliança e um novo tempo de salvação, onde o Seu povo seria levado à luz e à liberdade.

Luz para os Gentios: Deus declara que a missão do Servo é grande demais para ser limitada a Israel; Ele deve ser "luz para as nações" para que a salvação alcance os confins da terra (Is. 49:6).


2. O Encorajamento ao Servo

O Servo expressa um momento de cansaço, dizendo: "Debalde tenho trabalhado, inútil e vãmente gastei as minhas forças" (v. 4). No entanto, ele reafirma sua confiança de que sua recompensa e sua causa estão nas mãos do Senhor.

          ⁴ Porém eu disse: Em vão tenho trabalhado, inútil e vãmente gastei as minhas forças; todavia o meu direito está perante o Senhor, e o meu galardão perante o meu Deus. Is. 49:4.

3. A Restauração de Sião

A partir do versículo 14, o foco muda para Sião (Jerusalém), que se sente abandonada e esquecida por Deus. O Senhor responde com uma das metáforas mais ternas da Bíblia:

Amor Incondicional: "Acaso pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama? (...) Ainda que ela se esquecesse, eu, todavia, não me esquecerei de ti" (v. 15).

O questionamento reconhece a profundidade do vínculo natural entre mãe e filho, sugerindo que o esquecimento materno é quase impensável. A promessa central é que, mesmo na hipótese improvável de tal amor materno falhar, o amor e a memória de Deus por Seu povo jamais cessarão. A garantia "eu, todavia, não me esquecerei de ti" enfatiza a natureza eterna e incondicional da aliança de Deus.

Deus afirma que gravou o nome de Seu povo nas palmas de Suas mãos (v. 16).

Em Isaías 49:16, Deus afirma que gravou o nome do Seu povo nas palmas das Suas mãos para demonstrar um amor, cuidado e compromisso eternos e inabaláveis, significando que Ele nunca os esquece, os vê constantemente e os carrega consigo, um símbolo de proteção e segurança, com as marcas na cruz de Jesus sendo a prova viva desse amor redentor.

As marcas nas mãos de Jesus na cruz são vistas como a concretização dessa promessa, onde Ele sofreu para que o nome do Seu povo pudesse ser verdadeiramente gravado em Suas mãos, pagando o preço da redenção.

4. O Retorno dos Exilados

Deus promete que os filhos de Israel retornarão de todos os cantos do mundo e que a terra, antes desolada, será pequena demais para a multidão que a habitará. Reis e rainhas servirão ao povo de Deus e reconhecerão a soberania do Senhor.

Para os cristãos, o Servo descrito em Isaías 49 é identificado como Jesus Cristo. A passagem de Isaías 49:6 é citada no Novo Testamento em Atos 13:47, para justificar a pregação do Evangelho aos não judeus, confirmando Jesus como a luz que traz a salvação a toda a humanidade.

          Atos 13:47 - é um versículo chave onde Deus estabelece o propósito de Paulo e Barnabé: "Eu te constituí para luz dos gentios, a fim de que sejas para salvação até aos confins da terra", mostrando que a mensagem do Evangelho não era exclusiva aos judeus, conforme referida em Isaías 49:6, mas destinada a alcançar o mundo inteiro, uma ordem divina para levar esperança e salvação a todos os povos, como relatado durante a primeira viagem missionária de Paulo.

          ⁶ Disse mais: Pouco é que sejas o meu servo, para restaurares as tribos de Jacó, e tornares a trazer os preservados de Israel; também te dei para luz dos gentios, para seres a minha salvação até à extremidade da terra. Is. 49:6.

Convite à Salvação


Isaías 45, é central por sua mensagem sobre a soberania de Deus e o uso de líderes estrangeiros para cumprir Seus propósitos.

Deus chama nominalmente Ciro, o rei da Pérsia, de Seu "ungido" (escolhido). Embora Ciro não conhecesse o Deus de Israel, ele foi escolhido para libertar o povo judeu do exílio babilônico e permitir a reconstrução de Jerusalém.

        ⁴ Por amor de meu servo Jacó, e de Israel, meu eleito, eu te chamei pelo teu nome, pus o teu sobrenome, ainda que não me conhecesses. ⁶ Para que se saiba desde o nascente do sol, e desde o poente, que fora de mim não há outro; eu sou o Senhor, e não há outro. Isaías 45:4,6.

Ciro, o rei da Pérsia "entrou para a história", como Ciro, o Grande (nascido entre 590 e 580 a.C., Média, ou Pérsis [atualmente no Irã] — morreu por volta de 529, Ásia) foi um conquistador que fundou o império aquemênita, centrado na Pérsia e compreendendo o Oriente Próximo desde o Mar Egeu até o rio Indo. Ele também é lembrado na lenda de Ciro — registrada pela primeira vez por Xenofonte, soldado e autor grego, em sua Ciropédia — como um monarca tolerante e ideal, considerado pai de seu povo pelos antigos persas. Na Bíblia, Ciro foi o libertador dos judeus que estavam cativos na Babilônia.

As conquistas de Ciro: - 1. A Queda da Babilônia (539 a.C.): Ciro conquistou a Babilônia, permitindo a liberdade de culto e estabelecendo a igualdade racial, com decretos gravados no famoso Cilindro de Ciro, considerado um precursor dos direitos humanos. 2. Libertação dos Judeus: Ciro permitiu que os judeus retornassem do cativeiro babilônico e reconstruíssem seu Templo em Jerusalém, sendo chamado de "ungido" (Messias) na Bíblia Hebraica. 3. Estratégia Inovadora: Derrotou o rico rei Creso da Lídia usando camelos na frente de seu exército, desorientando a cavalaria de Lídia.

O capítulo 45 de Isaías contém declarações enfáticas de monoteísmo, como: "Eu sou o Senhor, e não há outro; além de mim não há Deus" (v. 5)

No versículo 7, Deus afirma Seu controle total sobre a criação e a história, declarando que forma a luz, cria as trevas, traz a paz e permite o mal (no sentido de calamidade ou julgamento).

O texto usa a metáfora do oleiro para repreender aqueles que questionam os métodos de Deus, reforçando que a criatura não pode ditar ordens ao Criador (v.9).

          ⁹ Ai daquele que contende com o seu Criador! O caco entre outros cacos de barro! Porventura dirá o barro ao que o formou: Que fazes? Ou a tua obra: Não tens mãos? Is. 45:9.

Isaías 45:9 fala sobre a insensatez de contestar o Criador, usando a metáfora do barro que não questiona o oleiro. Semelhante ao encontrado em Isaías 29:16 (barro), Jeremias 18:1-6 (Parábola do Oleiro), Romanos 9:20-21 (barro), e Salmos 103:14 (pó), e reforçam a soberania de Deus como Criador e a submissão do homem como sua obra, comparando-nos a barro ou pó que não deve questionar seu Senhor.

O capítulo termina com o convite de Deus à salvação feito a todos os confins da terra: "Olhai para mim e sereis salvos", também referida em Isaías 55:1. E, a declaração (juramento) de que, diante de DEUS, todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Ele é Deus, em reconhecimento e submissão a Ele como SENHOR (v. 22-23), que também se cumpre para Sua glória, na vinda de Cristo Jesus.

          "²² Olhai para mim, e sereis salvos, vós, todos os termos da terra; porque eu sou Deus, e não há outro. ²³ Por mim mesmo tenho jurado, já saiu da minha boca a palavra de justiça, e não tornará atrás; que diante de mim se dobrará todo o joelho, e por mim jurará toda a língua". Is. 45:22,23

A salvação é a mensagem central no cristianismo, no Novo Testamento, o convite de Jesus à salvação em João 7:37-38 é feito a todos os sedentos e cansados a virem a Ele para receber vida, perdão, descanso e satisfação espiritual, de forma gratuita, através do arrependimento, fé e uma resposta pessoal a Ele, que oferece uma nova vida abundante e plena, livre do poder do pecado e da condenação.

          ³⁷ No último e mais importante dia da festa, Jesus levantou-se e disse em alta voz: "Se alguém tem sede, venha a mim e beba. ³⁸ Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva". Jo. 7:37,38

E, a declaração (juramento) de que, diante de JESUS, todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Ele é Deus, em reconhecimento e submissão a Ele como SENHOR,  é ecoado no Novo Testamento em Filipenses 2:10-11, Romanos 14:11, reconhecendo Jesus como Senhor.

         "Fil. 2:10 - Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, v.11 - E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai."

         "Rm.14:11 - "Porque está escrito: 'Pela minha vida, diz o Senhor, todo joelho se dobrará diante de mim, e toda língua confessará a Deus'." 


Rompendo em Fé


O capítulo 50 de Isaías aborda a relação de Deus com Israel, questionando o porquê do abandono e afirmando que o povo se afastou por causa de seus pecados, não por um divórcio ou venda por dívidas.

O texto introduz um "Servo do Senhor" (que aponta para Jesus), que tem uma língua instruída para consolar os cansados, obedece a Deus mesmo sob humilhação e provê esperança e salvação, contrastando com a infidelidade do povo.

Conhece aquela pessoa errada, com cara de culpada, sorriso "amarelo", andado torto tipo de quem ainda "não pegou o jeito", cheiro de algo malfeito, voz toda trabalhada na lábia, tentando te fazer responsável por algo, que na verdade, foi culpa da própria pessoa?

Israel era assim. Estava murmurando se dizendo que Deus havia se divorciado da nação (Israel). Que Deus os havia entregue como escravos, a troco de uma dívida... e Deus pergunta ao povo:

         ¹ Assim diz o Senhor: Onde está a carta de divórcio de vossa mãe, pela qual eu a repudiei? Ou quem é o meu credor a quem eu vos tenha vendido? Eis que por vossas maldades "fostes vendidos", e por vossas transgressões vossa mãe "foi repudiada". Is. 50:1

O povo sentia-se abandonado por Deus, como se Ele tivesse se "divorciado" deles ou os vendido como escravos para pagar uma dívida. Respondendo ao povo Deus disse que o sentimento de terem sido repudiados e feito escravos era real. Todavia, Deus rebate as reclamações do povo com uma série de perguntas retóricas pra causar impacto e estimular a reflexão, perguntando:

- "Onde está o documento legal, a carta de divórcio"? - "Quem seria o credor a quem ele teria vendido Israel"?

Deus esclarece que a separação não foi iniciativa d'Ele, mas sim consequência direta das maldades e transgressões do próprio povo. Não foi Deus quem mudou; foram as escolhas de Israel que os afastaram da proteção divina; e, que Israel estava no exílio por seus próprios pecados e desobediência, não por uma ação divina de repúdio ou de venda.

O capítulo segue apresentando o "Servo Sofredor" (v. 4-9), contrastando a infidelidade de Israel com a obediência perfeita dAquele que viria para restaurar a comunhão com Deus.

        ² Por que razão vim eu, e ninguém apareceu? Chamei, e ninguém respondeu? Porventura tanto se encolheu a minha mão, que já não possa remir? Ou não há mais força em mim para livrar? Eis que com a minha repreensão faço secar o mar, torno os rios em deserto, até que cheirem mal os seus peixes, porquanto não têm água e morrem de sede.³ Eu visto os céus de negridão, pôr-lhes-ei um saco para a sua cobertura. Is. 50:2,3.

Deus demonstra seu poder ao secar o mar e rios, mostrando que é Soberano, Poderoso e está pronto para agir em favor de seu povo.

Um servo fiel é descrito, com ouvidos abertos para aprender de Deus e uma língua instruída para falar a palavra certa aos cansados. Jesus Cristo, sendo Deus, "esvaziou-se de si mesmo", suportando a humilhação (bofetadas, cuspidas), desprezando a afronta com firmeza, confiante no propósito de Deus, sendo obediente até a morte, e morte de cruz - v.4-7, conforme 1 Pe. 2:21-23; Fil. 2:5-8; Heb. 12:2-3).

O capítulo conclui com um chamado à fé, incentivando aqueles que temem ao Senhor a confiar Nele mesmo em tempos de escuridão, pois Ele é seu ajudador e justificante, e ninguém poderá condená-los ou confundi-los.

Isaías 50 mostra Deus lamentando o afastamento de Israel devido à sua infidelidade, mas também apresenta um modelo de obediência e confiança no Servo que, por meio de sua submissão e palavra, oferece esperança e libertação, prefigurando a obra de Cristo.


É Chegada a Salvação


A mensagem em Isaías 51 é de consolo e encorajamento para o povo de Israel no exílio babilônico, focada em rememorar o passado, renovando o ânimo e a esperança na fidelidade de Deus e no cumprimento de sua promessa de restauração [1, 2, 4].

          ¹ Ouvi-me, vós os que seguis a justiça, os que buscais ao Senhor. Olhai para a rocha de onde fostes cortados, e para a caverna do poço de onde fostes cavados. Is. 51:1

Deus convida o povo a olhar para suas origens em Abraão e Sara, exemplos de como foram escolhidos e abençoados, para a partir deles Deus formar uma grande nação [1, 5].

O profeta contrasta a natureza passageira do céu e da terra com a salvação e a justiça de Deus, que durarão para sempre, enfatizando a confiança nas promessas divina [4, 5].

O texto alterna entre um clamor para que o "Braço do Senhor" se desperte - relembrando o Seu poder de intervenção demonstrado no Êxodo quando libertou Israel do Egito - e um chamado para que Jerusalém se desperte e se levante de seu estado de sofrimento, se vista de força e se liberte das correntes do cativeiro [Is. 51:1,3,5; Is. 52:1-2].

Essa alternância cria um diálogo poderoso entre a súplica do povo para que Deus aja e a resposta profética de que a salvação está próxima, e que a cidade e seu povo devem se preparar para a restauração.

Deus promete retirar das mãos de Seu povo o "cálice" do atordoamento e do seu furor e que o Seu povo nunca mais beberá dele, indicando que o período de castigo e juízo de Deus a Judá (Israel) terminou.

²² Assim diz o teu Senhor, o Senhor e o teu Deus, que pleiteará a causa do seu povo: Eis que eu tomo da tua mão o cálice do atordoamento (vertigem), os sedimentos do cálice do meu furor, nunca mais dele beberás. Is. 51:22

"Tomo da tua mão", "Tirar da mão", é usado com o significado de que o povo bebeu do cálice, passou pela experiência completa de sofrimento e punição, como em Mt. 20:22-23; Lc. 22:42 - e que os opressores (Assíria e Egito - Is. 51:9,13) é que enfrentarão o julgamento [1, 4]. 

A frase: "Assim diz o teu Senhor, o Senhor e o teu Deus, que pleiteará a causa do seu povo" (Is. 51:22, introduz uma promessa divina de libertação para Jerusalém/Israel, que estava sofrendo.

       ²³ Porém, pô-lo-ei nas mãos dos que te entristeceram, que disseram à tua alma: Abaixa-te, e passaremos sobre ti; e tu puseste as tuas costas como chão, e como caminho, aos viandantes - Is. 51:23

A passagem afirma que o próprio Deus, o Senhor, agirá como advogado e defensor do Seu povo, e o cálice tirado da mão de Israel seria dado aos inimigos que a oprimiu, desprezou dizendo-lhe para se curvar, com total desdém, que Deus não permitirá mais essa humilhação.

Isaías 51, exorta o povo a despertar, a não temer, e a confiar em Deus para a restauração, mesmo após o exílio e a opressão (Is. 51:17,21,22). É uma promessa de intervenção divina revertendo o juízo e punindo os opressores, libertando o Seu povo da angústia e restaurando a Sua nação.

Concluo o estudo em Isaías 51, retornando ao v. 11:

        ¹¹ Assim voltarão os resgatados do Senhor, e virão a Sião com júbilo, e perpétua alegria haverá sobre as suas cabeças; gozo e alegria alcançarão, a tristeza e o gemido fugirão. Is. 51:11

Uma descrição da restauração e da alegria do povo de Deus, os "resgatados do Senhor", que retornarão a Sião (Jerusalém, simbolizando a presença de Deus e seu povo) com grande júbilo, alegria perpétua, e sem mais tristeza ou gemido, fazendo um contraste entre a desolação e a plenitude da salvação divina.


Reforma Ortográfica

Tenho para mim que sei, como todo brasileiro, os três primeiros minutos de qualquer assunto.Otto Lara Resende. É ótima esta frase do Otto.


Para que a Reforma Ortográfica não lhe pegue desprevenido não deixe de visitar o site da Scritta, no qual você encontra um rico conteúdo sempre atualizado sobre o assunto.

Reforma Ortográfica
Você está por dentro da Reforma Ortográfica?
A Reforma Ortográfica da língua portuguesa finalmente entrou em vigor no início de 2009, 18 anos depois de sua elaboração. Além de disseminar a língua portuguesa, o objetivo dessa Reforma Ortográfica é unificar a grafia do idioma, falado oficialmente em oito países e com 230 milhões de falantes no mundo todo.

As mudanças mais significativas da Reforma Ortográfica são as relativas à acentuação, à padronização de algumas palavras, ao uso do trema e, principalmente, ao uso do hífen.

As novas regras já estão sendo utilizadas no Brasil por muitas pessoas e instituições, mas temos ainda até 2012 para que as regras sejam oficialmente aplicadas. Nessa fase de transição, as duas formas de escrita serão aceitas: tanto aquelas que você usou até hoje como as que sofreram alteração a partir da Reforma Ortográfica.

Mas e você? Vai esperar chegar 2012 para adaptar-se às novas regras? Ou prefere ir aos poucos dominando o assunto e tornando-se um verdadeiro expert em Reforma Ortográfica? Foi pensando nisso que a Scritta preparou, especialmente para você, esta área do site, totalmente dedicada aos assuntos relacionados às novas regras do Acordo Ortográfico da língua portuguesa.

Aqui você vai encontrar tudo o que a Scritta já publicou até agora sobre o assunto, além de muitas outras novidades. São artigos, dicas de livros, alguns testes para você aplicar seus conhecimentos, vídeos e o nosso mais recente lançamento: a Ficha Fácil da Scritta, um meio rápido e fácil de você aprender tudo sobre a Reforma Ortográfica.

Divirta-se!



Saiba mais sobre a reforma ortográfica. Clique aqui e leia nossos artigos relacionados ao assunto.


podcasts

Uma Oração: Salmo 44


O Salmo 44 é uma oração coletiva de lamento e súplica, onde o povo de Israel recorda as vitórias passadas concedidas por Deus e questiona o sofrimento presente, clamando por libertação.

1 - Gratidão pelo Passado (vv. 1-8): O salmista reconhece que as vitórias históricas de Israel não foram conquistadas por força própria, mas pelo favor e braço forte de Deus.

# Derrotados, mas confiantes em Deus
# Poesia do grupo de Corá. Ao regente do coro

¹ Ó Deus, nós ouvimos com os nossos próprios ouvidos aquilo que os nossos antepassados nos contaram. Ouvimos falar das grandes coisas que fizeste no tempo deles, há muitos anos. ² Eles contaram como expulsaste os povos pagãos e puseste o teu povo na terra deles. Contaram como castigaste as outras nações e fizeste o teu povo progredir. ³ Não foi com espadas que os nossos antepassados conquistaram aquela terra; não foi com o seu próprio poder que eles venceram. Eles venceram com o teu poder, com a tua força e com a luz da tua presença. Assim tu mostraste o teu amor por eles. Tu és o meu Rei e o meu Deus. Tu dás a vitória ao teu povo. ⁵ Com o teu poder vencemos os nossos inimigos e, com a tua presença, derrotamos os nossos adversários. ⁶ Não é no meu arco que eu confio, e não é a minha espada que me dá a vitória. ⁷ Pois foste tu que nos livraste dos nossos inimigos e venceste aqueles que nos odeiam. ⁸ Nós te louvaremos o dia todo; nós te somos gratos para sempre. Salmos 44:1-8

1. Memória das Maravilhas de Deus: O salmista começa lembrando a Deus que eles ouviram e conhecem os feitos poderosos que Ele realizou no passado de seu povo, transmitidos de geração em geração.

2. Conquista da Terra: Eles recordam como Deus expulsou nações pagãs, plantou Seu povo na terra, castigou outras nações e os fez prosperar, tudo por Sua mão.

3. A Fonte da Vitória: É enfatizado que a conquista não foi por espada ou força humana, mas pelo poder, força e luz da presença de Deus, demonstrando Seu amor.

4. Confissão de Fé: O salmista declara Deus como Rei e Deus, que concede vitória ao Seu povo, e que com Seu poder e presença eles vencem os inimigos.

5. Confiança em Deus: Há uma declaração de que a confiança não está no arco ou na espada, mas em Deus, que os livra e vence os que os odeiam.

6. Louvor e Gratidão: O salmo termina com um compromisso de louvar a Deus o dia todo e ser grato a Ele para sempre, pois Ele é a fonte de sua libertação.

Este trecho é um exemplo de como a tradição bíblica valoriza a lembrança das obras passadas de Deus como fundamento para a fé e a oração no presente, mesmo diante de dificuldades.

2 - Lamento pelo Presente (vv. 9-16): O povo sente-se abandonado, derrotado e humilhado diante de seus inimigos.

Mas agora, ó Deus, tu nos rejeitaste e deixaste que fôssemos derrotados, pois já não acompanhas os nossos exércitos. ¹⁰ Tu nos fizeste fugir dos nossos inimigos, e eles levaram embora tudo o que tínhamos. ¹¹ Tu nos trataste como se fôssemos ovelhas que vão para o matadouro e nos espalhaste entre as outras nações. ¹² Vendeste barato o teu próprio povo, como se nós tivéssemos pouco valor. ¹³ Os povos vizinhos, vendo o que nos fizeste, caçoam e zombam de nós. ¹⁴ Tu nos fizeste motivo de zombaria para as outras nações; os outros povos nos desprezam. ¹⁵ Estou sempre humilhado e coberto de vergonha, ¹⁶ ouvindo as zombarias dos meus inimigos e os insultos dos que querem se vingar de mim. Salmos 44:9-16


1. A Crise da Ausência (v. 9): O salmista sente que Deus retirou Sua presença do campo de batalha. Na teologia bíblica da época, a vitória dependia de Deus marchar com os exércitos; a derrota era vista como uma rejeição divina.

2. Perda de Dignidade (v. 11-12): A comparação com "ovelhas para o matadouro" e a ideia de Deus "vendendo seu povo barato" enfatiza uma sensação de desvalorização extrema. É como se Israel tivesse perdido sua importância aos olhos de seu Protetor.

3. O Escárnio Social (v. 13-16): Além da perda material e militar, há o sofrimento psicológico. A vergonha vem do fato de que as nações vizinhas zombam de Israel, questionando onde estaria o Deus poderoso que outrora os libertou do Egito.

3 - Proclamação de Inocência (vv. 17-22): Diferente de outros salmos, aqui o povo afirma que não abandonou a aliança nem se entregou à idolatria, sofrendo "por amor a Ti".

¹⁷ Tudo isso nos aconteceu, embora não tivéssemos esquecido de ti, nem tivéssemos quebrado a aliança que fizeste com o teu povo. ¹⁸ Não fomos infiéis a ti, nem desobedecemos aos teus mandamentos. ¹⁹ Porém tu nos jogaste, esmagados, no lugar onde estão os monstros marinhos e nos deixaste na mais profunda escuridão. ²⁰ Se tivéssemos deixado de adorar o nosso Deus e orado a algum deus pagão, ²¹ tu certamente ficarias sabendo disso, pois conheces os pensamentos secretos das pessoas. ²² Mas por causa de ti estamos em perigo de morte o dia inteiro; somos tratados como ovelhas que vão para o matadouro. Salmos 44:17-22

Esses versículos expressam um lamento profundo e um sentimento de abandono espiritual e nacional. Diferente de outros salmos de arrependimento, este é notável porque o povo afirma que, apesar da derrota e da humilhação, eles não se esqueceram de Deus nem foram infiéis à Sua aliança (v. 17).


1. Inocência Aparente: O salmista declara que eles não se esqueceram de Deus, não foram infiéis à aliança, nem desobedeceram Seus mandamentos.

2. Sofrimento Intenso: Apesar disso, Deus os permitiu ser esmagados, jogados em lugares escuros e perigosos, como "ovelhas para o matadouro".

3. Conhecimento Divino: Eles argumentam que Deus conhece os segredos dos corações; se tivessem se voltado para outros deuses, Ele saberia.

4. Dor "Por Causa Dele": O sofrimento é descrito como sendo por causa de Deus, pois eles permanecem fiéis, mas são perseguidos e quase morrem diariamente

Este salmo é frequentemente usado para refletir sobre momentos em que pessoas ou comunidades enfrentam sofrimentos injustos ou inexplicáveis, mantendo a fé mesmo quando o "silêncio de Deus" é ensurdecedor.

O apóstolo Paulo, inclusive, cita o versículo 22 deste mesmo capítulo em Romanos 8:36 para descrever as provações dos seguidores de Cristo.

O versículo 22: "Por amor de ti, somos entregues à morte o dia inteiro; somos considerados como ovelhas para o matadouro" é citado pelo apóstolo Paulo em Romanos 8:36 para descrever as provações enfrentadas pelos cristãos, reforçando que, apesar do sofrimento, somos "mais que vencedores" em Cristo.


Versículos Chave - O apelo final (v. 23-26):

4 - Apelo por Socorro (vv. 23-26): Uma súplica urgente para que Deus "desperte" e ajude o Seu povo por causa da Sua misericórdia.

²³ Acorda, Senhor! Por que estás dormindo? Levanta-te. Não nos rejeites para sempre. ²⁴ Por que te escondes de nós? Por que esqueces dos nossos sofrimentos e das nossas aflições? ²⁵ Nós estamos abatidos, caídos no chão; estamos vencidos, jogados no pó. ²⁶ Levanta-te e vem ajudar-nos. Salva-nos por causa do teu amor. Salmos 44:23-26


Outra versão diz: "Desperta! Por que dormes, Senhor? Levanta-te! Não nos rejeites para sempre. Por que escondes a face e te esqueces da nossa miséria e da nossa opressão? Pois a nossa alma está prostrada até ao pó, e o nosso corpo, colado à terra. Levanta-te em nosso auxílio e resgata-nos por amor da tua benignidade."

Esses versículos finais do Salmo 44 expressam um clamor desesperado de quem confia em Deus, mas não compreende o Seu silêncio diante da dor. É uma oração de lamento e súplica, marcada por três aspectos principais:

1. A Oração da Angústia (v. 23-24): O salmista usa figuras de linguagem ousadas, como pedir para Deus "acordar".

Não que Deus durma, mas a sensação humana no meio da provação é de que Ele está ausente ou indiferente ao sofrimento.

2. A Humilhação Total (v. 25): A descrição de estar "abatido" e "no pó" reflete uma derrota profunda, tanto física quanto emocional. É o reconhecimento da total incapacidade humana de se levantar sozinho.

3. O Apelo à Misericórdia (v. 26): O pedido final não é baseado em méritos próprios, mas no amor leal (hesed) de Deus. A esperança reside exclusivamente na fidelidade e na graça divina, e não nas circunstâncias.

A expressão "Acorda, Senhor!" não sugere que Deus dorme literalmente, mas expressa a angústia do salmista pela aparente inação divina diante do sofrimento do povo.

O salmista questiona por que Deus se esconde e esquece de suas aflições, um sentimento de distância e indiferença divina. Descreve a condição do povo como "abatidos, caídos no chão; vencidos, jogados no pó", indicando derrota e desânimo profundo.

É um pedido direto para que Deus intervenha, se levante e os resgate, apelando para o Seu amor e misericórdia.

O salmo (antes e depois desses versos) ressalta que eles não abandonaram a Deus, mesmo sofrendo como "ovelhas para o matadouro", reforçando a injustiça da situação e a necessidade da intervenção divina.

Planos de Restauração e Paz


O capítulo 33 de Jeremias é conhecido como uma das passagens mais esperançosas da Bíblia, trazendo promessas de restauração mesmo enquanto o profeta ainda estava preso no pátio da guarda durante o cerco de Jerusalém.

Jeremias 33:3 é  um dos versículos mais citados da Bíblia: "Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes". Deus convida Jeremias à oração, prometendo revelar Seus planos de redenção.

Aqui estão os pontos centrais deste capítulo:

1. A Promessa de Revelação (v. 3)
Jeremias 33:3, é um convite de Deus para clamarmos a Ele em oração, prometendo que Ele responderá e revelará "coisas grandes e firmes" que não conhecemos, oferecendo direção, solução e revelações divinas em meio às dificuldades, como quando a cidade de Jerusalém estava em ruínas, segundo o livro de Jeremias.

Deus convida Seu povo a orar, indicando que não está distante, mas acessível através do clamor. A resposta é certa para quem clama, abrindo portas para milagres e direção.

As "coisas grandes e firmes" (ou "grandes e ocultas") são segredos, planos e sabedoria que somente Deus pode revelar, trazendo luz e esperança.

O versículo surge enquanto Jeremias estava preso, com Jerusalém sob cerco, mostrando que mesmo em tempos de desespero, Deus tem planos de restauração e paz.

É um encorajamento para persistir na oração, mesmo quando as circunstâncias são difíceis, pois Deus honra a fé e a busca.

O clamor gera um nível mais profundo de comunhão e autoridade espiritual, abrindo um canal de comunicação com o Pai.

Em vez de se desesperar, somos chamados a clamar por sabedoria para nossas vidas, decisões e situações, como um convite para um relacionamento mais próximo com o Criador.

Jeremias 33:3 é uma promessa de que Deus ouvirá, responderá e revelará Seus propósitos grandiosos àqueles que O buscam com sinceridade e persistência em oração.

2. Restauração e Cura (v. 6 a 9)
Apesar da iminente queda de Judá para os caldeus, Deus promete: Saúde e cura: Trazer abundância de paz e segurança; Perdão: Purificar a nação de todas as suas iniquidades; Testemunho: Jerusalém se tornaria um motivo de alegria e louvor diante de todas as nações da terra.

O versículo de Jeremias 33:9 descreve a restauração futura de Jerusalém, onde a cidade será uma fonte de alegria, louvor e glória para Deus diante de todas as nações, que se espantarão e tremerão com o bem e a paz que Deus concederá ao seu povo, mostrando a grandiosidade de Seus atos e o cumprimento de Suas promessas de restauração.

Este versículo faz parte de uma promessa maior de Deus a Jeremias sobre a restauração de Israel e Judá, mesmo em um tempo de aparente desolação e exílio.

"Este lugar", refere-se a Jerusalém e à Terra de Israel. A cidade restaurada será um testemunho vivo da bondade, poder e fidelidade de Deus para o mundo inteiro. "Espantar-se-ão e perturbar-se-ão": As nações ficarão maravilhadas e impressionadas com as bênçãos e a paz que Deus derramará sobre Seu povo. "Todo o bem e toda a paz que eu lhe dou": Reflete as promessas de restauração, prosperidade e vida abundante após o sofrimento.

É uma profecia de que a restauração de Jerusalém será tão espetacular que chamará a atenção do mundo, glorificando o nome de Deus por Suas bênçãos e Sua capacidade de trazer paz e alegria onde havia desolação.

3. O Renovo de Justiça (v. 14 a 16)
Deus reafirma a promessa messiânica feita anteriormente (em Jeremias 23). Ele faria brotar a Davi um "Renovo de Justiça", que executaria o juízo e a justiça na terra. Nesta passagem, Jerusalém é chamada de "O Senhor é a nossa Justiça" (Jehovah-Tsidkenu).

4. A Aliança Inabalável (v. 19 a 26)
Deus usa as leis da natureza para garantir Sua fidelidade:

Assim como o dia e a noite não podem ser anulados em seu tempo, a aliança de Deus com Davi (para que sempre houvesse um descendente no trono) e com os levitas não seria quebrada.

Jeremias 33:24-26 é uma passagem bíblica onde Deus, através do profeta Jeremias, confronta a descrença do povo que dizia que Deus havia rejeitado Israel e Judá, reafirmando Sua aliança eterna com eles, comparável à permanência do dia e da noite, prometendo restauração, perdão e o retorno do cativeiro, estabelecendo que a descendência de Davi continuaria a reinar.

O povo de Israel e Judá estava desanimado, acreditando que Deus os havia abandonado, não os considerando mais uma nação.

Deus usa a constância das leis da natureza (dia e noite, céus e terra) como prova de Sua fidelidade (v. 25-26). Ele declara que, assim como essas leis não falham, Ele não rejeitará a descendência de Jacó e Davi, prometendo restaurar seu cativeiro e ter misericórdia deles.

A passagem é uma forte declaração da fidelidade de Deus às Suas promessas, apesar da infidelidade do Seu povo. Deus promete reverter o exílio e restaurar Israel e Judá, trazendo paz e verdade.

Reforça a promessa de um rei eterno da linhagem de Davi, que governaria sobre o povo de Deus, conforme visto em outros textos, como em 2 Samuel 7 e Isaías 9:6-7.

Jeremias 33:24-26, Deus assegura ao Seu povo que Ele não os rejeitou, reafirmando Sua aliança e prometendo restauração e a continuidade da dinastia davídica, pois Ele é fiel às Suas promessas. A descendência de Jacó e Davi seria multiplicada como as estrelas do céu.

Como se Relaciona com o Novo Testamento:

Chamado à Oração: O convite de Jeremias 33:3: "Clama a mim", é um princípio central do Novo Testamento, onde Jesus ensina Seus discípulos a buscar a Deus em oração (Mateus 7:7): "Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á".

A promessa de Deus de revelar "coisas grandes e firmes" encontra seu cumprimento em Jesus Cristo, que é a Palavra de Deus feita carne, revelando os mistérios e os planos divinos (João 1:14, Colossenses 1:15).

A mensagem de confiar e clamar a Deus  recebendo Sua resposta e revelação, do profeta Jeremias no Antigo Testamento, é a base da fé cristã no Novo Testamento, incentivando os cristãos a uma relação íntima e de dependência com Deus.

Jeremias 33:3 é uma promessa do Antigo Testamento que, embora não esteja no Novo Testamento, estabelece um padrão de relacionamento com Deus que é plenamente validado e vivido pelos cristãos através de Jesus Cristo.