Conforme Amós 8:11,12 - "¹¹ Eis que vêm dias, diz o Senhor Deus, em que enviarei fome sobre a terra; não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do Senhor. ¹² E irão errantes de um mar até outro mar, e do norte até ao oriente; correrão por toda a parte, buscando a palavra do Senhor, mas não a acharão".
O povo seria julgado por Deus. E, o julgamento teria início com um período de de fome e sede da Palavra de Deus. O profeta Amós utiliza o exemplo da fome e escassez, tema vivenciado pela família de Jacó (hebreus) quando viviam em Canaã e a fome se espalhou por uma enorme região e pessoas de "todas as terras" foram para o Egito comprar alimento.
A fome no Egito, narrada no livro de Gênesis, foi um evento de escassez física e literal de alimento que afetou o mundo antigo, enquanto a fome profetizada por Amós, no livro que leva seu nome, foi uma fome espiritual, a ausência da Palavra de Deus.
Fome no Egito (Gênesis 41), foi uma fome literal de pão e água, resultado de sete anos de seca severa após sete anos de colheitas abundantes.
Foi um fenômeno natural - embora divinamente predito através dos sonhos do Faraó, interpretados por José - relacionado às condições climáticas da região.
Graças à sabedoria dada por Deus a José, o Egito armazenou grandes quantidades de cereais durante os anos de fartura, o que permitiu que o país e as nações vizinhas sobrevivessem à carestia. As pessoas iam ao Egito comprar comida para viver fisicamente.
Fome em Amós (Amós 8:11-14) - é uma fome e sede metafóricas ou espirituais. O profeta Amós declarou: "Eis que vêm dias", diz o Senhor DEUS, "em que enviarei sobre a terra fome — não de pão, e sede — não de água, mas de ouvir as palavras do SENHOR".
Foi um julgamento divino sobre Israel por sua apostasia e desobediência. O povo havia desprezado a mensagem de Deus, e, como consequência, a oportunidade de ouvir a Sua palavra lhes seria tirada.
As pessoas "andarão de mar a mar e do Norte até o Oriente; correrão por toda parte, procurando a palavra do SENHOR, mas não a acharão". A falta da verdadeira palavra de Deus resulta em morte espiritual, e não em morte física imediata.
A principal diferença é o objeto da fome: no Egito, era o alimento físico (pão), e em Amós, era o alimento espiritual (a Palavra de Deus). A fome no Egito foi um evento que exigiu um planejamento logístico para a sobrevivência material, enquanto a fome em Amós foi um castigo espiritual que resultaria em desespero e busca infrutífera por orientação divina.
O capítulo 9 do livro de Amós é o encerramento desta profecia bíblica, apresentando um contraste entre o julgamento inevitável de Deus e a promessa futura de restauração.
Do versículo 1 a 4 do capítulo 9 de Amós, o profeta descreve a visão do Senhor de pé junto ao altar, ordenando a destruição do templo (provavelmente em Betel).
A mensagem é que ninguém escapará. Amós utiliza hipérboles para mostrar que nem o topo do Monte Carmelo, nem o fundo do mar, nem mesmo o cativeiro esconderão o povo da justiça divina.
PENEIRADA NA CASA DE ISRAEL
Deus afirma que Israel não receberia favoritismo apenas por sua linhagem. Ele diz que tratará o povo pecador como tratou outras nações, como os filisteus e os sírios. Israel será sacudido, peneirado "como se sacode o trigo no crivo" (peneira); os pecadores morrerão à espada, mas o "grão" (o remanescente fiel) não se perderá.
⁹ Porque eis que darei ordem, e sacudirei a casa de Israel entre todas as nações, assim como se sacode grão no crivo, sem que caia na terra um só grão. Amós 9:9
"Pois darei ordens e sacudirei Israel com as outras nações, como o trigo é sacudido na peneira; mas nenhum grão se perderá."
PENEIRAR "peneirar" (do grego siniazo) significa testar, provar e agitar intensamente a fé de alguém, como o trigo é agitado numa peneira para separar os grãos bons da palha e impurezas, revelando a verdadeira consistência. É um processo de provação, para fortalecer e revelar o que é genuíno.
Assim como a peneira separa o grão valioso da palha, o "peneirar" bíblico separa o que é forte e verdadeiro em nós do que é fraco ou impuro.
Lucas 22:31-32: Jesus adverte Simão Pedro sobre um teste iminente: "Simão, Simão, eis que Satanás vos pediu para vos peneirar como trigo; mas eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça".
Embora a palavra exata "peneirar" ou "peneira" possa não aparecer em muitas outras passagens, o conceito de separação, purificação e julgamento usando metáforas agrícolas, como separar o trigo do joio, é comum em toda a Escritura:
Mateus 3:12 / Lucas 3:17: João Batista descreve Jesus com uma pá em Suas mãos, "para limpar a Sua eira e recolher o trigo no Seu celeiro, mas queimará a palha com fogo inextinguível". Esta é uma imagem do julgamento final e da separação entre justos e pecadores.
Salmos 1:4: Descreve a sorte dos ímpios, comparando-os à "palha que o vento espalha", uma clara referência ao processo de eira e ventilação, onde a palha leve é levada embora e o grão permanece.
Jó 21:18: Os ímpios são comparados à palha que o vento arrebata ou ao restolho que o redemoinho leva.
Essas passagens usam a imagem de processamento de grãos para ilustrar como Deus ou Satanás podem, por diferentes razões, permitir que as pessoas passem por provações para revelar seu verdadeiro caráter ou para purificá-las.
¹⁰ Todos os pecadores do meu povo morrerão à espada, os que dizem: Não nos alcançará nem nos encontrará o mal.
O livro de Amós termina com uma nota de esperança. Deus promete, levantar o "tabernáculo caído de Davi": Restaurar a linhagem real e a unidade do povo.
¹¹ Naquele dia tornarei a levantar o tabernáculo caído de Davi, e repararei as suas brechas, e tornarei a levantar as suas ruínas, e o edificarei como nos dias da antiguidade; Amós 9:10,11
O "Tabernáculo Caído de Davi" refere-se à profecia bíblica (Amós 9:11) sobre a restauração da casa de Davi, simbolizando uma era futura onde Deus restauraria a adoração centrada em Sua presença, com acesso livre a judeus e gentios, sem o véu separador, através de louvor contínuo e adoração sem condenação, prefigurando o Reino de Deus e a Nova Jerusalém, onde a glória divina será plenamente revelada e acessível a todos.
O profeta Amós registra a promessa de Deus de restaurar o reino (ou "tenda/tabernáculo") de Davi, que estava em ruínas. A passagem descreve um tempo futuro de grande prosperidade e segurança para o povo de Israel.
¹² Para que possuam o restante de Edom, e todos os gentios que são chamados pelo meu nome, diz o Senhor, que faz essas coisas. Amós 9:12
Deus promete em Amós que levantaria o tabernáculo caído de Davi, reparando suas ruínas, o que foi aplicado por Tiago em Atos 15 à inclusão dos gentios na Igreja. A restauração simboliza o fim da condenação e do legalismo, focando no amor e misericórdia de Deus, um contraste com a religiosidade vazia.
Em Atos 15:16-18, Tiago cita o profeta Amós para explicar que a inclusão dos gentios na Igreja era o cumprimento da promessa de Deus de restaurar o "tabernáculo caído de Davi", significando a abertura da adoração a todos, judeus e não-judeus, sem a necessidade de se tornarem judeus, reunindo as duas "casas" de Israel sob o nome de Cristo.
É uma imagem do Reino vindouro de Cristo e da Nova Jerusalém, onde a presença de Deus será plena e acessível, sem barreiras, conforme descrito em Apocalipse. Essa restauração aponta para a igreja como um lugar de adoração contínua e para o reinado de Cristo, onde todos buscam o Senhor.
¹³ Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que o que lavra alcançará ao que sega, e o que pisa as uvas ao que lança a semente; e os montes destilarão mosto, e todos os outeiros se derreterão.¹⁴ E trarei do cativeiro meu povo Israel, e eles reedificarão as cidades assoladas, e nelas habitarão, e plantarão vinhas, e beberão o seu vinho, e farão pomares, e lhes comerão o fruto Amós 9:13-14.
"Quem cuida do pomar goza do fruto, o que planta a videira bebe do licor". Á exemplo da frase popular "onde quem colhe é quem come" condensa essa visão profética em um princípio de equidade.
Cada um sendo responsável por "cuidar" e "usufruir" de seu alimento físico e espiritual. Em uma sociedade justa, o trabalhador usufrui diretamente do fruto do seu próprio esforço.
O versículo de 2 Timóteo 2:15 diz: "Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade." O foco do cristão deve ser a aprovação divina, e não o reconhecimento humano. Isso exige esforço e dedicação constante.
"Obreiro que não tem de que se envergonhar", refere-se a alguém que realiza seu trabalho com integridade, ética e dedicação, de modo que, ao ser avaliado, sua conduta seja irrepreensível.
"Maneja bem a palavra da verdade", no grego original, a expressão para "maneja bem" (orthotomounta) significa "cortar em linha reta". Indica a importância de interpretar a Bíblia com precisão, sem distorcer sua mensagem para conveniência própria.
Efésios 6:10-20 é um trecho bíblico central que instrui os cristãos a se fortalecerem em Deus e a vestirem a "Armadura de Deus", para resistir às lutas espirituais contra forças do mal e a orarem persistentemente por si mesmos e por todos...
A Armadura de Deus (v. 11, 13-17), para resistir os dias maus: Cinturão da Verdade; Couraça (armadura) da Justiça; Calçados da Preparação do Evangelho da Paz; Escudo da Fé (defesa); Capacete da Salvação; Espada do Espírito (Palavra de Deus). Oração Constante (v. 18-20): Orem sempre, com súplicas e vigilância, intercedendo por todos os cristãos.
Conforme a profecia em Amós 9:13-15, a terra será tão fértil que "o que lavra alcançará o que sega", indicando abundância contínua. O povo reconstruirá as cidades e não será mais arrancado de sua terra.
¹⁵ E plantá-los-ei na sua terra, e não serão mais arrancados da sua terra que lhes dei, diz o Senhor teu Deus. Amós 9:15.
O texto de Amós 9:13-15 descreve uma promessa messiânica de restauração e bênção abundante para Israel, onde a fartura será tão grande que as atividades de lavoura e colheita se sobreporão, os montes produzirão vinho.
O povo retornará do exílio para reconstruir, habitar, plantar e desfrutar dos frutos da sua terra, não sendo mais arrancado dela, simbolizando paz, prosperidade e segurança duradouras sob a bênção de Deus.
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