sábado, 29 de agosto de 2015

1ª Crônicas

 


O livro de 1ª Crônicas composto de 29 capítulos, é um registro histórico do Antigo Testamento que começa com longas genealogias desde Adão até o tempo pós-exílio, focando na linhagem de Davi e na organização do culto a Deus, sendo essencial para reconectar o povo de Israel com sua identidade e adoração após o cativeiro babilônico, com destaque para a preparação do Templo e os serviços levíticos e sacerdotais sob Davi.

O Primeiro Livro de Crônicas é um livro da Bíblia que recapitula a história de Israel, desde Adão até o fim do reinado de Davi, com um foco especial na linhagem davídica, no templo e na adoração a Deus.
Escrito após o exílio babilônico, o livro tinha como objetivo reforçar a identidade e a trajetória do povo judeu, encorajando a restauração do culto e a fidelidade a Deus.

A tradição judaica atribui a autoria do livro a Esdras, o escriba, por volta de 430 a.C., unindo os livros de Crônicas, Esdras e Neemias como um grande bloco narrativo.

Também funciona como uma releitura dos eventos narrados em Samuel e Reis, mas sob a ótica dos sacerdotes e levitas, enfatizando a importância do templo e do sacerdócio.

O livro de 1 Crônicas é dividido em duas partes principais:

Genealogias (cap. 1 a 9): Inicia-se com uma extensa lista genealógica que começa em Adão e segue até Davi e as tribos de Israel, o que demonstra a continuidade do povo e das promessas divinas.

Os capítulos 1 a 9 de 1ª Crônicas contêm extensas genealogias que conectam Israel a Adão, passando por Noé, Abraão, até Davi, com foco na linhagem messiânica e na identidade do povo judeu pós-exílio, ressaltando a importância da história, da família e da adoração organizada para afirmar seu lugar no plano de Deus, detalhando descendências de Judá, Benjamim e organizando levitas e sacerdotes para o culto.

Começa com Adão (cap. 1), listando descendentes de Sem, Cam e Jafé, traçando a origem das nações e focando na linhagem que leva a Abraão, Ismael, Esaú e Judá, estabelecendo a história universal.

Origem de Israel (cap. 2-4), com destaque para os filhos de Jacó, especialmente na tribo de Judá, detalhando a linhagem de Davi e de reis de Judá, e mencionando os descendentes de Benjamim e a restauração dos habitantes de Jerusalém.

Organização do Povo (cap. 5-9): Descreve os descendentes das tribos orientais (Rubem, Gade, Manassés), os levitas (famílias de Gerson, Quehate, Merari) e os sacerdotes, preparando o cenário para o culto após o retorno do exílio.

O objetivo era o de afirmar a identidade e legitimidade dos judeus que retornaram da Babilônia, mostrando sua ligação contínua com o plano de Deus desde a criação, e restabelecer a ordem para a adoração em Jerusalém, com ênfase na linhagem de Davi.

Estrutura dos Capítulos

Cap. 1: Adão até Abraão, descendentes de Sem, Cam, Jafé, Ismael, Quetura, Esaú e Edom.
Cap. 2: Filhos de Jacó (Judá, Simeão, etc.), linhagem de Davi.
Cap. 3: Descendentes de Davi, reis de Judá, Salomão.
Cap. 4: Mais sobre Judá, incluindo Calebe e os habitantes de Jerusalém.
Cap. 5: Tribos do Leste (Rubem, Gade, Manassés) e genealogia de Levi.
Cap. 6: Famílias de Levi (Gerson, Quehate, Merari), sacerdotes.
Cap. 7: Outras tribos (Issacar, Zebulom, Dã, Naftali, Manassés, Efraim, Aser).
Cap. 8: Benjamim e os primeiros habitantes de Jerusalém após o exílio.
Cap. 9: Detalhes dos habitantes de Jerusalém, incluindo sacerdotes e levitas.

Reinado de Davi (Capítulos 10 a 29): Narra detalhadamente a ascensão de Davi ao trono após a morte de Saul e os eventos do seu reinado, com ênfase na preparação para a construção do templo, que seria realizada por seu filho Salomão.

O capítulo 10 narra a morte de Saul na batalha contra os filisteus, um resultado de sua infidelidade a Deus e desobediência aos Seus mandamentos.

Os capítulos seguintes descrevem como Davi foi ungido rei sobre todo o Israel e estabeleceu Jerusalém como a capital política e religiosa.

Uma parte significativa do relato da mudança da Arca da Aliança para Jerusalém, um evento de grande importância espiritual que centralizou o culto a Deus.

Davi expressa um forte desejo de construir um templo para o Senhor. Embora Deus o proíba de fazê-lo (porque Davi era um homem de guerra), Ele promete que seu filho Salomão completará a tarefa.

Davi dedicou uma grande quantidade de tempo, energia e recursos materiais (ouro, prata, bronze...) para a construção do templo, envolvendo o povo e os líderes em ofertas generosas.

Os capítulos detalham a organização das funções civis e religiosas do reino, incluindo os levitas, sacerdotes, músicos e porteiros, mostrando a liderança de Davi na estruturação da nação. Descreve detalhadamente os arranjos para os sacerdotes, levitas, músicos e porteiros, reforçando a importância da adoração correta a Deus.

A linhagem de Davi é central, apontando para a promessa futura de um rei messiânico (Jesus Cristo) que traria a salvação definitiva. Através de exemplos como a dedicação de Davi e a sabedoria pedida por Salomão, o livro incentiva o povo a buscar a Deus de coração perfeito e voluntário, confiando em Sua fidelidade.

Apresenta a história de Israel sob um ponto de vista que enfatiza a adoração e a Lei de Deus, após o retorno do cativeiro. Relembra o povo de Israel de sua história e promessas divinas após o exílio na Babilônia. Incentiva a restauração da adoração verdadeira e a fidelidade a Deus. Reafirma a linhagem de Davi e as promessas de um reino eterno.

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