quarta-feira, 3 de março de 2010

É Chegada a Salvação


A mensagem em Isaías 51 é de consolo e encorajamento para o povo de Israel no exílio babilônico, focada em rememorar o passado, renovando o ânimo e a esperança na fidelidade de Deus e no cumprimento de sua promessa de restauração [1, 2, 4].

          ¹ Ouvi-me, vós os que seguis a justiça, os que buscais ao Senhor. Olhai para a rocha de onde fostes cortados, e para a caverna do poço de onde fostes cavados. Is. 51:1

Deus convida o povo a olhar para suas origens em Abraão e Sara, exemplos de como foram escolhidos e abençoados, para a partir deles Deus formar uma grande nação [1, 5].

O profeta contrasta a natureza passageira do céu e da terra com a salvação e a justiça de Deus, que durarão para sempre, enfatizando a confiança nas promessas divina [4, 5].

O texto alterna entre um clamor para que o "Braço do Senhor" se desperte - relembrando o Seu poder de intervenção demonstrado no Êxodo quando libertou Israel do Egito - e um chamado para que Jerusalém se desperte e se levante de seu estado de sofrimento, se vista de força e se liberte das correntes do cativeiro [Is. 51:1,3,5; Is. 52:1-2].

Essa alternância cria um diálogo poderoso entre a súplica do povo para que Deus aja e a resposta profética de que a salvação está próxima, e que a cidade e seu povo devem se preparar para a restauração.

Deus promete retirar das mãos de Seu povo o "cálice" do atordoamento e do seu furor e que o Seu povo nunca mais beberá dele, indicando que o período de castigo e juízo de Deus a Judá (Israel) terminou.

²² Assim diz o teu Senhor, o Senhor e o teu Deus, que pleiteará a causa do seu povo: Eis que eu tomo da tua mão o cálice do atordoamento (vertigem), os sedimentos do cálice do meu furor, nunca mais dele beberás. Is. 51:22

"Tomo da tua mão", "Tirar da mão", é usado com o significado de que o povo bebeu do cálice, passou pela experiência completa de sofrimento e punição, como em Mt. 20:22-23; Lc. 22:42 - e que os opressores (Assíria e Egito - Is. 51:9,13) é que enfrentarão o julgamento [1, 4]. 

A frase: "Assim diz o teu Senhor, o Senhor e o teu Deus, que pleiteará a causa do seu povo" (Is. 51:22, introduz uma promessa divina de libertação para Jerusalém/Israel, que estava sofrendo.

       ²³ Porém, pô-lo-ei nas mãos dos que te entristeceram, que disseram à tua alma: Abaixa-te, e passaremos sobre ti; e tu puseste as tuas costas como chão, e como caminho, aos viandantes - Is. 51:23

A passagem afirma que o próprio Deus, o Senhor, agirá como advogado e defensor do Seu povo, e o cálice tirado da mão de Israel seria dado aos inimigos que a oprimiu, desprezou dizendo-lhe para se curvar, com total desdém, que Deus não permitirá mais essa humilhação.

Isaías 51, exorta o povo a despertar, a não temer, e a confiar em Deus para a restauração, mesmo após o exílio e a opressão (Is. 51:17,21,22). É uma promessa de intervenção divina revertendo o juízo e punindo os opressores, libertando o Seu povo da angústia e restaurando a Sua nação.

Concluo o estudo em Isaías 51, retornando ao v. 11:

        ¹¹ Assim voltarão os resgatados do Senhor, e virão a Sião com júbilo, e perpétua alegria haverá sobre as suas cabeças; gozo e alegria alcançarão, a tristeza e o gemido fugirão. Is. 51:11

Uma descrição da restauração e da alegria do povo de Deus, os "resgatados do Senhor", que retornarão a Sião (Jerusalém, simbolizando a presença de Deus e seu povo) com grande júbilo, alegria perpétua, e sem mais tristeza ou gemido, fazendo um contraste entre a desolação e a plenitude da salvação divina.


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